
Em 1991, a Veracel começou sua trajetória no Extremo Sul da Bahia com o nome de Veracruz Florestal, como subsidiária da Odebrecht na Bahia, iniciando o cultivo de eucalipto na região. Depois, em 1998, a companhia associou-se ao grupo sueco Stora e mudou sua razão social para Veracel Celulose SA.
Ao longo de 35 anos, a presença da companhia passou a se refletir em diferentes dimensões da região: na atividade econômica, na geração de trabalho e renda, na formação de profissionais e fornecedores, no apoio às comunidades e na proteção da Mata Atlântica.
Hoje, a empresa mantém atividades em 11 municípios de sua área de influência direta e reúne mais de 3,2 mil profissionais, considerando colaboradores próprios e de empresas parceiras.
Suas operações florestais, industriais e logísticas mobilizam uma rede que inclui prestadores de serviços, produtores rurais, transportadores, pequenos negócios e fornecedores de diferentes segmentos.
“Construímos uma companhia que alia uma operação de classe mundial a uma relação permanente com o território. Chegar aos 35 anos significa reconhecer o que foi realizado até aqui e, ao mesmo tempo, assumir a responsabilidade de continuar gerando valor para a Bahia, para as comunidades, para nossos acionistas e para a natureza”, afirma Alexandre Lanna, diretor-presidente da Veracel.
Diferentes ciclos
Os primeiros anos da Veracel foram dedicados à implantação e ao desenvolvimento de sua operação florestal. Em 1998, antes mesmo da construção da fábrica, a companhia criou a Reserva Particular do Patrimônio Natural Estação Veracel, estabelecendo uma frente estruturada de conservação ambiental no território.
Um novo capítulo teve início em 2005, com a entrada em operação da unidade industrial de Eunápolis. A fábrica foi projetada inicialmente para produzir 900 mil toneladas de celulose por ano e, após investimentos realizados em seus primeiros anos, alcançou o patamar médio atual de 1,1 milhão de toneladas anuais.
Em 2023, a companhia chegou à marca de 20 milhões de toneladas de celulose produzidas, dois anos antes da previsão inicial. Atualmente, o volume acumulado desde o início da atividade industrial já é de aproximadamente 21 milhões de toneladas.
A logística também evoluiu ao longo desse percurso. Em 2015, a empresa passou a utilizar exclusivamente o transporte marítimo para levar a celulose do Terminal Marítimo de Belmonte, na Bahia, ao Portocel, no Espírito Santo. O modelo completou dez anos em 2025 e contribuiu para reduzir a circulação de caminhões pesados pela BR-101, combinando eficiência operacional, segurança viária e menores emissões.
Diferentes comunidades
A atuação da Veracel no território também inclui iniciativas voltadas à inclusão produtiva e ao fortalecimento de atividades econômicas locais. Os projetos apoiados pela companhia beneficiam aproximadamente 1.700 famílias ligadas à agricultura familiar e abrangem áreas como apicultura, meliponicultura, pesca artesanal e mariscagem.
O trabalho envolve assistência técnica, capacitação, organização da produção, melhoria de estruturas e apoio à comercialização. A proposta é ampliar a autonomia das famílias, criar condições para a permanência no campo e fortalecer cadeias capazes de gerar renda a partir das características e dos conhecimentos presentes em cada comunidade.
Essa agenda contempla ainda iniciativas realizadas com povos indígenas, associações comunitárias e instituições de ensino. Ao longo dos anos, a empresa passou a integrar educação, formação profissional e desenvolvimento econômico em projetos construídos de acordo com as demandas identificadas em cada localidade.
Mata Atlântica preservada
Criada sete anos antes da fábrica, a RPPN Estação Veracel representa um dos principais marcos ambientais dessa história. Localizada entre Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália, a reserva possui mais de 6 mil hectares e é reconhecida pela UNESCO como Sítio do Patrimônio Mundial Natural.
Além de proteger espécies da fauna e da flora, a área recebe pesquisas científicas, atividades de monitoramento e ações de educação ambiental. A Estação também favorece a conexão entre fragmentos florestais e contribui para a conservação de nascentes e outros serviços ecossistêmicos importantes para a região.
Considerando todas as áreas sob sua gestão, a Veracel mantém mais de 100 mil hectares de vegetação nativa conservada. O modelo adotado pela empresa prevê a manutenção de um hectare destinado à preservação para cada hectare de eucalipto utilizado no abastecimento da fábrica.
Em 2025, essa frente ganhou um novo impulso com o Projeto Muçununga, realizado em parceria com a Biomas. A iniciativa prevê recuperar mais de 1.200 hectares distribuídos por oito municípios do Sul da Bahia. Ao longo de dois anos, deverão ser plantadas cerca de 2 milhões de mudas de mais de 70 espécies nativas, contribuindo para a recomposição de áreas degradadas e para a ampliação da conectividade da Mata Atlântica.
Transformação em curso
Ao completar 35 anos, a Veracel se prepara para um período em que os desafios industriais, ambientais e sociais estarão ainda mais conectados. A companhia já utiliza inteligência artificial, monitoramento em tempo real, análise de dados e tecnologias preditivas para aumentar a segurança, antecipar riscos e tornar mais eficiente a gestão das atividades florestais, industriais e logísticas.
Para os próximos anos, as prioridades incluem elevar a produtividade das áreas existentes, preparar as florestas para os efeitos das mudanças climáticas, avançar na economia circular, desenvolver profissionais e ampliar a contribuição da empresa para uma bioeconomia capaz de gerar resultados econômicos, sociais e ambientais.
“Nosso futuro depende da capacidade de tratar inovação, pessoas, biodiversidade e desenvolvimento regional como partes de uma mesma agenda. Produzir, conservar e incluir não são caminhos separados. São compromissos que precisam avançar juntos para que a Veracel continue relevante para o Sul da Bahia nas próximas décadas”, conclui Lanna.
Com informações e foto de OMC (Guilherme Molina)
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