Frida Baranek expõe retrospectiva na Galeria Hugo França, em Trancoso

 

A Galeria Hugo França, em parceria com a Galeria Raquel Arnaud, apresenta em Trancoso, até 15/09, a exposição "Dentro/Fora", uma retrospectiva das obras de Frida Baranek. Curada por Marc Pottier, a mostra traça a trajetória da artista carioca desde sua primeira exposição na Petite Galerie, no Rio de Janeiro, até suas influências e residências na Europa e Estados Unidos.

 

 

"Dentro/Fora" explora a relação entre matéria e forma, utilizando materiais como tela de aço galvanizado, acrílico, vidro e metais variados. Inspirada pelo movimento "American Anti-Form", dos anos 1960, e por artistas como Eva Hesse e Robert Morris, Baranek cria esculturas que frequentemente permanecem no chão, evocando continuidade e transformação.

A exposição reflete a dualidade experienciada por Baranek em sua carreira nômade entre Brasil e Portugal, adaptando seu trabalho às mudanças culturais e pessoais. Suas obras testemunham a interação entre o "Dentro" íntimo da artista e o "Fora" dinâmico do ambiente, revelando um diálogo com a memória, a experiência e a mudança.

 

 

Os visitantes são convidados a contemplar as esculturas instaladas no ambiente amplo da Galeria Hugo França, que conecta genuinamente com a natureza ao redor, e o espaço emocional compartilhado por Baranek através de suas criações. Estão expostas obras como "Fronteira", "Ma Mémoire", "Balance", entre outras.

A Galeria Hugo França de Trancoso fica na rodovia BA 001 s/nº, próximo ao trevo para Caraíva. Está aberta de segunda a sexta, das 10h às 17h. Sábados, domingos e feriados somente com agendamento pelo site da galeria.

 

Frida Baranek

Escultora, arquiteta, gravadora e desenhista, Frida Baranek é uma artista contemporânea com reconhecimento internacional. Em sua produção, utiliza com freqüência materiais industrializados cujas propriedades estão intimamente relacionadas à expressão visual das obras, como placas, hastes e fios de ferro ou aço.

 

 

Esses materiais são expostos previamente à ação do tempo, de maneira a perder sua aparência original, aproximando-se assim de destroços. Formou-se em Arquitetura pela Universidade Santa Úrsula, no RJ (1983). Em 1984, inicia pós-graduação em escultura pela Parsons School of Design, em Nova York. E fez mestrado em Desenho Industrial na Central Saint Martins, em Londres (2012).


Com informações de Taís Santos - Fotos: divulgação e reprodução Instagram

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Você sabia que, no final do século XIX, o cangaço atuou fortemente no Extremo Sul da Bahia? Essa história quase esquecida foi resgatada pelo escritor Roberto R. Martins no seu mais recente livro: “Os Clavinoteiros de Belmonte - Uma História dos Cangaceiros do Cacau”, publicado Editora Mondrongo.

 

 

 

A narrativa encantou os produtores da Jacumã Filmes. Que projetaram transformá-lo em um documentário. “Ficamos impressionados com a história traçada no livro de Roberto Martins”, diz a produtora executiva Miriam Silva, sócia do diretor João Borges. “Já fizemos oficialmente a assinatura do contrato de licença e vamos buscar os recursos para execução da obra”.

 

 

O romance teve inspiração em “A Canção dos Piratas”, de Machado de Assis. No conto de 1894, o mestre da literatura brasileira conclama os poetas de então a se inspirarem, assim como Victor Hugo, em 1830, se inspirou nos piratas.

“Considerando que Antonio Conselheiro foi cantado em prosa e verso em centenas de obras, mas que os clavinoteiros de Belmonte permaneceram esquecidos, restritos a pequenas referências em alguns livros de história regional, resolvi aceitar o desafio de Machado de Assis”, revela Martins. “Mas no que diz respeito à prosa, fazendo um romance histórico, ficando a poética ainda em aberto para os poetas”.

 

Clavinoteiros de Belmonte

O livro narra a história dos cangaceiros do cacau. Eram jagunços e capangas que, a princípio a serviço dos coronéis, se tornam independentes e passam a agir por conta própria, mas sempre com a cobertura de algum político mandante.

São chamados de clavinoteiros por terem o clavinote - uma espingarda de cano mais curto; como arma. Foi a mais usada no Brasil de fins do século XIX e início do XX. Tiveram Belmonte como sua base principal.

Mas atuaram também em Porto Seguro (ocupada em 1892), Canavieiras (ocupada em 1894) e Ilhéus. Na capital do cacau se deram muitas ações, como ataques e a ocupação do Arraial de Tabocas, hoje Itabuna (1896/97).

Como romance, a obra tem na ficção seu principal veio. Nele, o clavinoteiro Argemiro se rebela contra as crueldades do coronel Zé Capião, um tirano que usa de um antigo direito feudal para abusar de mulheres recém-casadas - as mocinhas casadoiras.


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‘Beem Trancoso’ traz Nando Reis, Jau e Marco Luque no Teatro L´Occitane

 

Os cantores Nando Reis e Jau vão abrir a segunda temporada do projeto Beem Trancoso, no Teatro L’Occitane. O show está marcado para 05/07, às 20h no Palco Gramado, um espaço aberto e não coberto, sem disposição de lugares sentados.

 

 

Os ingressos estão vendidos online, pela Bilheteria Digital. O segundo lote custa R$ 300,00 a inteira e R$ 150,00 a meia. Os ingressos para morador já estão esgotados.

Já no dia 20/07, no Palco Coberto, quem se apresenta é o comediante Marco Luque, com o espetáculo "Dilatados", às 19h. Os ingressos custam a partir de R$ 100,00 (morador e meia entrada na poltrona normal, disponíveis também na Bilheteria Digital. A realização é da Carambola Produções, Nordeste Serviços e Eventos e Iris Produções.

 

 

Nando Reis

Nando Reis, reconhecido por sua vasta carreira e composições icônicas, está de volta à estrada com sua nova turnê "Nando Hits". Com mais de 40 anos de trajetória musical, o cantor e compositor paulistano promete resgatar a magia poética de sua obra, apresentando sucessos como "O Segundo Sol", "Luz dos Olhos" e "All Star", além de colaborações marcantes ao longo de sua carreira.

 

Jau

Jau, figura emblemática da música afro-pop-baiana, continua encantando plateias com sua autenticidade e originalidade. Seus shows, sempre lotados, são verdadeiros encontros entre o artista e seus admiradores, celebrando a riqueza da cultura musical da Bahia. No repertório de Jau, estarão presentes sucessos como "Flores da Favela", "Sandália de Couro" e "Com Carinho".

 

Marco Luque

"Dilatados" promete uma experiência repleta de humor e personagens icônicos que marcaram a carreira de Luque. Entre eles, o motoboy Jackson Faive e o sarcástico Mustafáry. A partir de histórias surreais do cotidiano, Marco Luque transforma o trivial em comédia pura.


Com informações da Assessoria de Imprensa. Fotos: divulgação

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Professor e escritor, Eder Rodrigues toma posse na Academia de Letras

 

O professor e escritor Eder Rodrigues lançou na cidade seu livro “Nem Todo Adeus Habita o Olhar Antes do Aceno”, publicado ano passado. Após a sessão de autógrafos, Eder tomou posse como imortal da Academia de Letras de Porto Seguro. A solenidade aconteceu dia 24/05, sexta-feira, no CEMPEC. O músico e multiartista Marcelo Wasem apresentou o pocket show “A(s)Cender”.

 

 

 

Publicada pela Editora Telucazu, a obra recebeu o “Prêmio Rubem Fonseca”, da União Brasileira dos Escritores (UBE/RJ), como um dos “Melhores Livros de Contos” de 2023. Aliás, desde que escreveu sua primeira peça de teatro, em 2007, Eder tem sido constantemente premiado.

 

 

Entre outros, o autor também foi agraciado com importantes láureas do circuito literário nacional. Como o “Prêmio Josué Guimarães” em 2009, que possibilitou a difusão do seu trabalho na Espanha e Portugal; o “Prêmio OFF FLIP de Literatura” de 2015 e 2017”; o “Prêmio Funarte de Criação Literária (2014 e2010), além do Troféu Natividade do FEMUP.

 

Mineiro de Pouso Alegre, Eder é professor adjunto do Centro de Formação em Artes e Comunicação da UFSB. Mora em Porto Seguro desde 2018. Seu trabalho literário trafega pela poesia, prosa, dramaturgia e literatura infanto-juvenil.

 

O escritor é Doutor em Estudos Literários pela Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais. Ingressou em 2003 no curso de Artes Cênicas, na Escola de Belas Artes da UFMG, onde graduou-se em 2007. Também pela UFMG, tornou-se Mestre em Literatura, em 2010.

 

O CEMPEC (Centro Municipal de Pesquisa, Educação e Cultura) fica na rua Itagibá, 67, Centro de Porto Seguro. A entrada é gratuita e a produção do evento é de Priscila Borges.

 

O livro

‘Nem Todo Adeus Habita o Olhar Antes do Aceno’ reúne dez contos que exploram as variações do adeus. Eder explica que, em suas obras anteriores, “as histórias pediam para existir, para serem escritas. Já nesse livro, ocorreu o oposto”.

 

“De certa forma, as narrativas relutavam, parece que pediam para não serem contadas. Tal o abismo e o convite ao leitor para encarar de frente a natureza indecifrável do adeus”, completa.

 

Ao longo da narrativa, a prosa de Rodrigues “tece labirintos em que a crueza e a sutileza desafiam o repertório de significados que arrimam o imponderável de nossos acenos. A própria natureza do conto ganha uma gravidade poética capaz de, ao mesmo tempo, comover e consternar”, reflete.

 

Obras publicadas

- A Última Rave do Século XX (Editora Urutau, 2023 - Dramaturgia)

- O Infindável Museu das Coisas Efêmeras (Editora Telucazu, 2020 - Poesia)

- Carrossel de um Cavalo Só (Editora Ática, 2021 - Infanto-juvenil)

- Três Vírgula Quatro Graus da Escala Richter (Editora Telucazu, 2018 - Dramaturgia)

- Dramaturgias de Re(e)xistências: A Mulher que Andava em Círculos & Happy Hour (Editora Javali, 2018 - Dramaturgia)

- Contos Premiados (Editora CORAG, 2013 - Prosa/contos)

- Klássico com K (Editora FALE, 2015 - Dramaturgia)

- A Pequenina América e sua Avó $ifrada de Escrúpulos (Editora Nandyala, 2011 - Dramaturgia)

- Por Esta Porta Estar Fechada, as Outras Tiveram que se Abrir (Editora Nandyala, 2011 – Dramaturgia)


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