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Covid-19 ou gripe? Não tenha dúvida, faça o teste

Saúde 19 de janeiro de 2022

A variante ômicron da Covid-19 avança no Brasil e no mundo. A nova cepa tem causado aumento rápido no número de infecções. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), com a ômicron, o número de casos dobra a cada dois a três dias.

Além do crescimento de casos da Covid-19, o país enfrenta também um grande surto de gripe. Os dois vírus, tanto isoladamente, quanto em contaminação conjunta (Flurona), têm causado sobrecarga nos prontos-socorros e elevado o percentual de ocupação nas unidades de terapia intensiva (UTIs).

Esse surto tem gerado afastamento de funcionários infectados pelo novo coronavírus ou por influenza. Companhias aéreas, supermercados, laboratórios e hospitais, são as que mais sofrem com a escassez de mão de obra. Diversos estados passaram a retomar ou adotar novas medidas de restrição para aglomerações.

Faça o teste

Testes laboratoriais são muito importantes para ajudar a diferenciar casos de Covid-19 ou de gripe, possibilitando o tratamento e o monitoramento adequado dos pacientes. Ambas doenças apresentam sintomas semelhantes, sobretudo nos primeiros dias, o que dificulta o diagnóstico clínico. 

Tosse, dor de cabeça, febre muscular, dor de garganta, coriza, vermelhidão nos olhos, olhos lacrimejantes. Todos são sintomas que podem ocorrer tanto nos casos de gripe como nos de covid-19. Os tratamentos, no entanto, são diferentes.

No Laboratório Gontijo o paciente realiza três exames com uma única coleta antígeno para Influenza A (H1N1, H3N2 e H5N1) + Influenza B + Covid-19. O teste de antígeno, também conhecido como "teste do cotonete", é um exame rápido capaz de detectar a presença desses vírus.

Se o resultado for positivo, significa infecção viral ativa. Consulte as unidades do Laboratório Gontijo pelou WhatsApp (73) 3166-5161, que foi criado para agilizar o atendimento e tirar dúvidas.

Outros números

Pesquisa realizada pela Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), com 33 hospitais espalhados pelo Brasil, aponta um aumento de 88% nos casos positivos de Covid-19 e de influenza. O aumento no número de casos do coronavírus foi, em média, de 655% desde dezembro de 2021. Já o crescimento no número de casos de influenza foi, em média, de 270%.

Outro levantamento, feito pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), mostra que a média móvel de novos registros de Covid-19 em sete dias (07 a 13/01/22) atingiu mais de 60 mil casos, a maior desde 29 de junho do ano passado.


CONTEÚDO PATROCINADO - Com informações da Agência Brasil (EBC)

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Prefeitura inicia cadastro vacinal para crianças

Saúde 17 de janeiro de 2022

A partir de segunda-feira, 17/01, a prefeitura de Porto Seguro inicia o cadastro vacinal para a Covid-19 de crianças entre 5 e 11 anos de idade. Por meio do link, que pode ser acessado aqui, os pais e responsáveis poderão responder o formulário. O intuito é quantificar e melhor distribuir os locais de vacinação para as crianças. É importante salientar que o cadastro  não é um agendamento e pode ser acessado de celular ou qualquer outro dispositivo com acesso a internet.

Pediátrica

A vacina pediátrica é diferente da dosagem adulta, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e envolveu uma extensa análise de dados, além da experiência de outros países que já aplicam a vacina do fabricante em crianças, como Estados Unidos, França, Reino Unido, Alemanha, Espanha, Coreia do Sul, Austrália e Holanda. Nestas nações, 95% dos casos de efeitos adversos da Pfizer em crianças foram sem gravidade.

Enquanto adolescentes a partir de 12 anos e adultos recebem, nas duas doses, 0,6 ml da vacina da Pfizer, em crianças de 5 a 11 anos a dosagem será reduzida em um terço, para 0,2ml. As doses deverão ser administradas com um intervalo de pelo menos 21 dias.

Ainda para evitar confusões na hora da aplicação, a Pfizer adotou cores diferentes nos frascos da vacina, sendo roxa para adultos e laranja para a infantil.

Como na vacinação adulta a Anvisa também deu orientações a respeito da administração de outros imunizantes em crianças em um período próximo à vacinação contra a Covid-19, sendo necessário aguardar um período de 15 dias entre a aplicação dessas.

ECA

Para muitos pais, a vacinação em crianças ainda é insegura e o assunto tem sido debatido na esfera familiar. Porém segundo o artigo 227 da Constituição diz que "é dever da família, da sociedade e do estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão."

Para diversos magistrados, a Lei não dá margem para o negacionismo da vacina, o que torna ilegítima a recusa à vacinação dos filhos por questões filosóficas ou religiosas. Apenas em casos de haver alguma razão clínica comprovada, onde a vacinação não seria recomendada por causa de algum problema de saúde na criança é que se orienta a não-administração do imunizante.

Por isso, nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias, inclusive contra a Covid-19, poderão ser penalizados com multa que varia de 3 a 20 salários mínimos (o dobro na reincidência). Os pais e responsáveis ainda podem ser penalizados com uma ou mais medidas previstas no artigo 129 do ECA, entre as quais a perda da guarda e do poder familiar.

Mesmo assim, havendo discordância entre os pais, a solução será levar o caso ao Judiciário, cabendo ao juiz, a análise do motivo da recusa da vacinação por uma das partes e posterior decisão.


Com informações da Ascom Prefeitura de Porto Seguro e Anvisa - Fotos: Reprodução 

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Decreto reduz público para eventos e estádios na Bahia

Saúde 10 de janeiro de 2022

Após reunião realizada na manhã de segunda-feira, 10/01/22, o Governo da Bahia decidiu reduzir para até 3 mil o número máximo de pessoas em eventos no estado, incluindo estádios de futebol. O novo decreto será publicado na edição de terça-feira, 11/01, do Diário Oficial do Estado (DOE), com validade até o dia 14/01.

“Passamos de 4 mil casos ativos; em dezembro, esse número estava próximo de 2 mil. Por isso, precisamos estabelecer novos parâmetros e novas restrições. Vamos ter que restringir, pois os números dispararam. O Brasil vive um novo surto e vamos ter que dar um passo atrás”, disse o governador Rui Costa.

“Estamos lidando com uma situação de pré-colapso nas emergências municipais, UPAs, postos de saúde e nas emergências dos hospitais estaduais. Estamos lidando com essa pandemia desde março de 2020 e ficou comprovado que toda vez que se restringe o contato, restringimos o contágio. E para quem organiza eventos, que passem a exigir o atestado de vacinação com maior rigor”, afirmou.

Além do número máximo de 3 mil pessoas, os eventos devem obedecer à regra de lotação máxima de 50% da capacidade de cada local.  Serão mantidas no novo decreto as obrigatoriedades da comprovação de vacinação contra a Covid-19 e do uso de máscara pelo público e demais participantes dos eventos. Essa exigência se estenderá para bares e restaurantes que, a partir de agora, devem exigir dos clientes o comprovante de vacinação.

"É importante que todos ajudem, comerciantes, donos de bares e restaurantes, que exijam o uso de máscara e o comprovante de vacinação para entrada em seus estabelecimentos. Dessa forma, vocês estarão protegendo a saúde das pessoas e também os seus negócios, sua atividade econômica. Se todo mundo ajudar, a gente sai dessa situação rapidamente”, acrescentou o governador.

Participaram da reunião os secretários estaduais da Saúde, Tereza Paim, e da Casa Civil, Carlos Mello, e o procurador-geral do Estado, Paulo Moreno.


Com informações da Secom-BA - Foto: Elói Corrêa/Gov-BA

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Saúde 14 de janeiro de 2022

 

Cerca de 1,2 milhão de doses do imunizante serão distribuídas para Estados e DF nos próximos dias

As primeiras doses pediátricas de vacinas Covid-19 para imunização de crianças de 5 a 11 anos chegaram ao Brasil na quinta-feira, 13/01/22. O lote de 1,2 milhão de doses da Pfizer (Comirnaty) será distribuído para estados e Distrito Federal nos próximos dias, de forma proporcional ao número de crianças em cada unidade da Federação. A imunização desse público não será obrigatória e deve começar pelo grupo prioritário, como crianças com comorbidades e deficiências permanentes.

Essa é a primeira remessa das 4,3 milhões de doses pediátricas da farmacêutica americana que devem ser entregues ao Governo Federal ainda em janeiro. O primeiro voo, operado por um Boeing 767 da LATAM Cargo, pousou no Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP). Após o desembarque, as doses foram encaminhadas para o Centro de Distribuição do Ministério da Saúde em Guarulhos (SP), onde serão submetidas aos processos de controle de qualidade e temperatura.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, foi a Guarulhos acompanhar de perto a chegada dos imunizantes. Na ocasião, ele destacou que, até o final de março, o país deve contar com 20 milhões de doses da vacina infantil, e a vacina poderá ser aplicada nos filhos dos pais que assim desejarem atendendo aos critérios estabelecidos pela Anvisa.

“Apesar de recente, essas vacinas têm sido aplicadas nos principais sistemas de saúde do mundo. Mais de 8 milhões de doses foram aplicadas nos Estados Unidos, e nas crianças de 5 a 11 anos não têm sido notificados eventos adversos maiores. Portanto, até o que nós sabemos de momento, existe segurança atestada não só pela Anvisa mas também por outras agências regulatórias”, acrescentou o ministro.

Ao todo, o Ministério da Saúde já encomendou 20 milhões de doses dos imunizantes. A previsão é que todas sejam entregues no primeiro trimestre. Além das unidades de janeiro, 7,3 milhões devem ser entregues em fevereiro e outras 8,4 milhões em março.

Imunização de crianças

A inclusão de crianças no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (PNO) foi anunciada na primeira semana de janiero. Para 2022, o Governo Federal assinou um contrato para aquisição de mais de 100 milhões de doses da Pfizer.

Para a imunização desse público será necessária a autorização dos pais. No caso da presença dos responsáveis no ato da vacinação, haverá dispensa do termo por escrito. A orientação da pasta é que os pais procurem a recomendação prévia de um médico antes da imunização.

O esquema vacinal para crianças terá o intervalo de oito semanas. O imunizante tem dosagem e composição diferentes da que é utilizada na dose para os maiores de 12 anos. A vacina para crianças será aplicada em duas doses de 0,2 ml (equivalente a 10 microgramas). A tampa do frasco da vacina virá na cor laranja, para facilitar a identificação pelas equipes de vacinação e também pelos pais, mães e cuidadores que levarão as crianças para serem vacinadas.

Ao todo, o Governo Federal distribuiu mais de 390 milhões de doses de vacinas Covid-19. Dessas, mais de 335 milhões foram aplicadas, sendo 161,8 milhões de primeira dose e 144,8 milhões de segunda dose ou dose única da vacina. Além disso, mais de 16 milhões de pessoas receberam a dose de reforço ou adicional contra a Covid-19.

 

 

Nova versão da Caderneta da Criança será enviada para todo o Brasil

Diferencial da edição é o conteúdo que auxilia na identificação de possível Transtorno do Espectro Autista

 

A versão impressa da 3ª edição da Caderneta da Criança chegará aos estados e ao DF a partir de março. A remessa a ser enviada será de aproximadamente 10 milhões de cadernetas para todo o País. A Caderneta da Criança é o instrumento que auxilia no acompanhamento do crescimento e desenvolvimento infantil. E todo cidadão tem direito a receber um exemplar assim que nasce.

Na caderneta, constam os marcos de desenvolvimento neuropsicomotor, desenvolvimento afetivo e cognitivo/linguagem para acompanhamento dos profissionais que atendem a criança. Assim como nas versões anteriores, é nela que se registrarão as vacinas para proteção da saúde da criança. Há ainda informações sobre aleitamento materno, alimentação saudável, prevenção de acidentes e educação sem uso de castigos físicos, informações sobre direitos dos pais e da criança, alertas sobre o uso de aparelhos eletrônicos e orientações para o estímulo ao desenvolvimento infantil com afeto, buscando fortalecer o papel da família no cuidado.

O material contém espaços para registro de informações sobre Programas de Assistência Social, educação e vida escolar, além de espaços mais detalhados para os registros das consultas de rotina e gráficos de crescimento para o acompanhamento de crianças nascidas prematuras.

A novidade desta edição é a inclusão do instrumento Checklist M-CHART-R/F. A escala M-CHAT-R auxilia na identificação de pacientes com idade entre 16 e 30 meses com possível Transtorno do Espectro Autista (TEA). O instrumento é de rápida aplicação, pode ser utilizado por qualquer profissional da saúde, e deve ser respondido pelos pais ou cuidadores durante a consulta. A avaliação pela M-CHAT-R é obrigatória para crianças em consultas pediátricas de acompanhamento realizadas pelo Sistema Único de Saúde, segundo a Lei nº 13.438, de 26 de abril de 2017.

Na Caderneta, a orientação é que seja aplicado pela Atenção Primária durante a consulta de puericultura dos 18 meses (ou antecipadamente em caso de suspeita de atraso do desenvolvimento infantil, conforme vigilância dos marcos do desenvolvimento infantil realizada a partir das orientações).

Ainda na 3ª edição incluiu-se orientações para pais e cuidadores sobre sinais de albinismo, uma condição de saúde da pele que pode exigir cuidados específicos. Nessa Caderneta também foram reforçadas algumas sugestões de dinâmicas essenciais que contribuem para integração de pais e filhos, como o estímulo à leitura em família. Outra mudança foi na cor do layout das capas, tanto na versão Menino, quanto na versão Menina.

Histórico da caderneta

Até 2018, o material era denominado Caderneta de Saúde da Criança e teve 12 edições. No entanto, em 2019, após modificações no conteúdo, o nome foi mudado para Caderneta da Criança, dado o caráter intersetorial da recente revisão. Essa 1ª edição da Caderneta da Criança permitiu o registro de informações não só das questões de saúde, mas também pelas demais políticas sociais, especialmente assistência social e educação.

Em 2020, foi publicada a 2ª edição da Caderneta da Criança, mas somente na versão digital, trazendo apenas alguns ajustes de formatação e atualizações. Já em 2021 foi publicada a 3ª e mais recente edição.

A Caderneta da Criança foi construída por um conjunto de especialistas com vasta experiência nas áreas de crescimento e desenvolvimento infantil e pactuada de forma intersetorial com os Ministério da Cidadania e da Educação, além de ter passado por Consulta Pública em dezembro de 2015.


Com informações do Ministério da Saúde - Foto: Myke Sena e divulgação

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Saúde 08 de janeiro de 2022

 

Após aprovação da Anvisa, imunizante da Fiocruz terá todas as etapas produzidas no país com o IFA nacional

Nesta sexta-feira, 07/01/22, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do insumo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), ou seja, o Brasil terá sua primeira vacina 100% nacional. Todas as etapas de produção do imunizante ocorrerão com o Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) nacional. O IFA é a matéria-prima usada para confecção das vacinas e, até o momento, era importado.

Em janeiro de 2021, a vacina de Oxford, produzida em parceria pela Astrazeneca e Fiocruz, foi aprovada para uso emergencial, obtendo registro definitivo dois meses depois. Desde então, passou a ser um dos principais imunizantes do país utilizados pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, no enfrentamento à pandemia. Até agora, quase 120 milhões de doses da Astrazeneca já foram distribuídas para todo o país.

Para aprovar o IFA 100% brasileiro, a agência realizou diversos estudos de comparabilidade, analisando se a vacina teria o mesmo desempenho que a desenvolvida no exterior. Como resultado, os estudos comprovaram que o insumo mantém a mesma eficácia do produto importado. Desde maio de 2020, a Fiocruz vem produzindo diversos lotes testes que foram submetidos às análises da Anvisa, que já havia feito a Certificação de Boas Práticas de Fabricação do novo insumo, o que garante que a linha de produção cumpre com todos os requisitos necessários para a garantia da qualidade do IFA.

Com isso, foi concluída a transferência de tecnologia feita pela Fiocruz que teve início ainda em 2021. A resolução que autoriza produção da vacina 100% nacional está disponível na versão de 07/01/22 do Diário Oficial da União (DOU).

Vacinação garantida

Dia 06/01, o Ministério da Saúde garantiu a continuidade da vacinação contra Covid-19, com distribuição de mais 7,8 milhões de vacinas para todas as regiões do país na primeira entrega do ano. Nesta primeira remessa, 7,6 milhões de doses da Pfizer/BioNTech e mais de 151 mil vacinas Astrazeneca/Fiocruz serão direcionadas para aplicação de doses de reforço e segundas doses na população-alvo.

O esquema elaborado pelo Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 tem como objetivo que todas as unidades da Federação completem os esquemas vacinais ao mesmo tempo, incluindo as doses adicionais e as doses de reforço. A campanha de vacinação segue em ritmo acelerado. A primeira dose já chegou para mais de 161,5 milhões de brasileiros. Até agora, mais de 144 milhões já completaram o ciclo vacinal.


Com informações do Ministério da Saúde e da Anvisa - Foto: Myke Sena/MS

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