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Guia para agroindústria visa ajudar famílias do ramo agroecológico

Meio Ambiente 07 de abril de 2022

Uma parceria entre o Sebrae e a Muká Plataforme Ecológica lançou o Guia para Regularização de Agroindústria da Família Agroecológica. O material é voltada para quem já beneficia alimentos e deseja se regularizar, bem como quem está buscando informações para iniciar um empreendimento no ramo familiar, como produção de chocolate, geleias, alimentos desidratados, entre outros.

A cartilha vem para atender a uma demanda de agricultoras e agricultores interessados em regularizar as suas unidades de processamento de alimentos e compila as informações mais relevantes em uma cartilha completa.

Função

O diretor executivo da Tabôa Fortalecimento Comunitário – correalizadora do guia -, Roberto Vilela, o material tem como função auxiliar quem deseja trilhar este caminho. “Ao iniciar a Plataforma Muká,  foi realizado um diagnóstico dos principais gargalos para o desenvolvimento da agroecologia para definir as frentes de atuação. Um deles foi a regularização de agroindústrias, onde dezenas delas tem dificuldade de dar esse passo necessário para o acesso a mercados formais. Os desafios passam pelo entendimento da legislação brasileira sobre o tema, que é complexa e com informações difusas”, revelou.

O guia traz referências sobre regularização jurídica, fiscal, tributária, sanitária, ambiental e rotulagem de alimentos orgânicos, além de boas práticas de fabricação e manuais e serve como material de apoio para estes empreendedores e está disponível em duas versões: a navegável, que pode ser acessada por aqui e em PDF, no site da Muká https://www.muka.org.br/publicacoes/ . Há também um tutorial explicando como navegar pelo Guia On-line. 


 Com informações da Ascom Plataforma Muká Foto: Tabôa/Analee

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Veracel e Conservação Internacional realizam mapeamento Cadeia Produtiva da Pesca

Meio Ambiente 06 de abril de 2022

 

Uma parceria entre a Veracel Celulose e a Conservação Internacional (CI-Brasil), organização sem fins lucrativos que trabalha pela proteção da biodiversidade e pelo bem-estar das pessoas, visa mapear a Cadeia Produtiva da Pesca no Sul da Bahia.

A iniciativa tem como objetivo conhecer as potencialidades e as necessidades dessa cadeia produtiva para que seja possível direcionar, de forma mais estratégica, os investimentos sociais da empresa e estimular novas parcerias e fomentadores e promover projetos sustentáveis de desenvolvimento socioeconômico na Pesca e Turismo na região.

Benefícios

Segundo a especialista em Responsabilidade Social da Veracel, Izabel Sousa, o mapeamento trará muitos benefícios à comunidade e permitirá que a Veracel e outras instituições com atuação na região estudem projetos futuros que façam a real diferença para o desenvolvimento da cadeia de pesca do Sul da Bahia.

“Enquanto o mapeamento da Cadeia Produtiva da Pesca e Turismo Sustentáveis estiver sendo executado, a Veracel seguirá cumprindo os compromissos já firmados e demais ações de diálogo e relacionamento com as respectivas comunidades. Para a Veracel, o foco do mapeamento é identificar potencialidades e oportunidades que permitam ir além de acordos formais e promover o desenvolvimento territorial, sendo um agente de transformação para as comunidades pesqueiras e criando um legado positivo na região”, destacou.

Melhores Práticas

Para o Diretor do Programa Marinho, da CI-Brasil, na data em que se celebra o Ano Internacional da Pesca Artesanal e Aquicultura, a iniciativa também pode sugerir melhores práticas para apoiar o desenvolvimento socioeconômico das famílias na região.

“A parceria viabiliza uma expansão desse conhecimento e nos permitirá, em breve, alcançar novos padrões de sustentabilidade”, afirmou.

 O material que deve estar pronto no início de 2023 terá diversas ações como entrevistas com toda a cadeia que deriva da pesca, sejam moradores locais – pescadores e pescadoras, comerciantes e demais membros das comunidades de pesca, além de restaurantes, pousadas, hotéis, transportes, entre outros. 


Com informações da Veracel Celulose Fotos: Flavio Forner/ Conservation International

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Portaria do Governo extingue proteção a Abrolhos

Meio Ambiente 01 de abril de 2022

Na segunda-feira , dia 21 de março, o presidente do Ibama, Eduardo Bim, assinou uma portaria que extingue a zona de amortecimento do Parque Nacional Marinho de Abrolhos, no sul da Bahia. Com esta decisão o parque fica sem proteção. Nos últimos dias, decisão  se tornou alvo de críticas de especialistas, como geólogos marinhos e oceanógrafos.

Por conta disso, o Ministério Público Federal (MPF) foi acionado e abriu uma investigação para ter mais informações sobre a extinção da chamada zona de amortecimento do local, tanto do Ibama, quanto do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio).

No entanto, por ser uma decisão judicial transitada em julgado, segundo o Ibama, não cabe mais recurso.

Proteção

De acordo com a Coordenadora de Políticas Públicas do Projeto Coral Vivo, Maria Teresa de Jesus Gouveia, a zona de amortecimento cria uma proteção em torno da unidade de conservação a favor da não realização de exploração de recursos naturais ou alguma ação do homem que prejudique a vida naquele entorno.

“A zona de amortecimento, como o próprio nome diz, amortece impactos que venham de fora, e que, quando passam por ela, são suavizados e não chegam à unidade de conservação. A legislação dessas zonas diz que o órgão responsável, o ICMBio, pela administração dessa unidade de conservação (Parque Nacional Marinho de Abrolhos) tem que estabelecer normas específicas, regulamentando a zona de amortecimento”, ressaltou.

Ainda segundo a coordenadora, o ICMBio tem que estar no ato da criação da unidade ou mesmo posteriormente, como aconteceu com a portaria que foi anulada. “Essa portaria trazia a delimitação da zona de amortecimento, era muito importante para a manutenção da vida compreendida nos limites e, até então, na zona de amortecimento do Parque Marinho de Abrolhos”, declarou.


Foto: Reprodução

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Tecnologia auxilia no estudo e preservação dos corais

Meio Ambiente 04 de abril de 2022

A tecnologia, quando usada para o bem, pode favorecer uma cadeia produtiva inteira. É assim na ciência recifal e no trabalho desenvolvido pelo Coral Vivo. Seja por meio de fluorímetros, espectrômetros de massa, experimentos em laboratório - inclusive com sequenciamento e identificação de DNA -, ou em mesocosmo -  que traz para dentro do laboratório, as mesmas condições físico-químicas de água e simula condições adversas no ambiente marinho, a tecnologia tem auxiliado na proteção e preservação dos corais.

O Doutor em Oceanografia e Coordenador de pesquisas do Coral Vivo, Miguel Mies, explica que não existe quase investigação ou ciência sobre corais sem ter tecnologia, pois além do trabalho de campo, há o expediente em laboratório. “E os dois dependem da tecnologia. Os corais são seres que fazem fotossíntese através de seus parceiros simbiontes, aquelas microalgas que vivem em seus tecidos. Para medir essa fotossíntese, a gente tem fluorímetros portáteis, que medem se a fotossíntese está funcionando bem ou não no coral. Em laboratório, para identificar um tipo específico de alga, utilizamos amostras que tem o DNA extraído, sequenciado e identificado”, revela.

Exemplos

Mies comenta que há exemplos incontáveis do uso da tecnologia e o mais recente é o experimento em mesocosmo, um sistema que aproxima o campo, do laboratório e que está conectado à natureza.

“Por meio dele é coletada a água do recife e, em laboratório, são realizados análises e experimentos, como se estivesse na natureza, em menor escala. No mesocosmo simulamos a presença de contaminantes, aumento de temperatura, estresse térmico, acidificação por conta de CO2 e como isso afeta o organismo. A partir daí, produzimos dados de vários organismos com diferentes funções no recife”, ressalta.

Contaminantes

O oceanógrafo revela que a tecnologia para investigação de contaminantes em amostras avançou bastante. Um exemplo citado por ele é que hoje, se pode medir com muita precisão a concentração de metais e outros compostos contaminantes nos tecidos mole e duro, o esqueleto, dos corais e coletar amostras com equipamentos muito sensíveis como espectrômetros de massa, como cromatógrafos a gás - equipamentos que já existem há muito tempo, mas que tem um grau de precisão e refinamento inédito.

“A gente consegue detectar concentrações muito pequenas. São muito os impactos ambientais e de diferentes naturezas. Seja por impacto ambiental com estresse eterno, como é o caso do  aquecimento global, ou impacto ambiental, como a poluição por um contaminante, conseguimos ver qual é o efeito dessas concentrações no metabolismo, no organismo e tudo mais. Antigamente, o equipamento só media grandes concentrações – aquelas que podiam levr à morte do organismo. Atualmente, essa medição mais refinada e ajuda a estudar o efeito de concentrações menores e suas consequências metabólicas”, salienta.

Biologia molecular

O coordenador do Coral Vivo, conta que a biologia molecular e a genética são grandes avanços na tecnologia e auxiliam diversos estudos, como o da população bacteriana que vive nos recifes. Elas são indicadores tanto da saúde, como da doença nos corais e o sequenciamento de DNA é uma ferramenta poderosa para isso.

“Ainda há os equipamentos manuais e que vão a campo – fotografias e trenas, por exemplo. Todo o estudo que realizamos tem como principal motivo, a informação e a mudança de hábitos nocivos das pessoas. O recife de corais é abrigo para cerca de 25% da vida marinha. Também é importante socioeconomicamente, já que gera alimento através da pesca; desenvolve o turismo com sua beleza natural; a exploração consciente de operadoras de mergulho, pousadas e restaurantes, que tem o segmento desenvolvido por conta dos corais. Ele ainda promove benefícios biotecnológicos e farmacêuticos, pois dele são extraídas substâncias que servem como remédios. É responsável também pela proteção costeira, sendo uma barreira submersa, impedindo a erosão da costa. O recife é algo de valor inestimável. Para se ter uma ideia, ele gera renda para 500 milhões de pessoas ao redor do mundo, tem um valor anual de 10 trilhões de dólares, mas somente enquanto estiver vivo. Por isso a importância da preservação da biodiversidade e, por consequência, dos benefícios socioeconômicos que vêm dele”, finaliza.


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Clube da Amizade realiza campanha de sustentabilidade no dia 19 de março

Meio Ambiente 14 de março de 2022

Há um ano e meio, o Clube da Amizade em Porto Seguro realiza diversas campanhas no terceiro sábado de cada mês. O local, que em março será no dia 19, receberá o Ecoponto – onde são arrecadados resíduos destinados à reciclagem. Ao todo, cerca de 600kg de materiais plásticos, papéis, alumínio e demais artefatos que deixam de se tornar lixo e ter um destino mais valoroso que o aterro sanitário: vão se transformar em novos produtos e diminuir o impacto na natureza.

Além disso, a entidade nesse dia também terá uma Feira Sustentável, que funciona há 8 meses, nos dias da coleta. A Feira angaria fundos para a entidade, revela a presidente e ainda valoriza artistas, artesãos e pequenos empreendedores dentro da proposta de economia solidária.

Mais serviços

Outro serviço prestado à comunidade é a venda de plantas ornamentais e mudas de ervas medicinais. Há ainda a doação de roupas, que são posteriormente colocadas à venda, a preços módicos, o que também ajuda nas despesas de manutenção do Clube.

O Clube da Amizade fica na Rua Bernardo Spector, 212 - Centro - (próximo ao Estádio e Posto de Saúde).



Material para Reciclagem

(Armazenar em sacos ou caixas e lavar para evitar proliferação de insetos e aproximação de animais):

Vidros

Metais

Plásticos

Embalagens

Isopores

Papel/Papelão

Eletrônicos

Pilhas/Baterias

Lâmpadas


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