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Sul da Bahia terá o primeiro Centro de Reabilitação de Quelônios

Meio Ambiente 16 de maio de 2022

A partir de setembro, o Sul da Bahia terá seu primeiro Centro de Reabilitação de Quelônios. A obra complementará o trabalho do Programa de Monitoramento de Quelônios do Terminal Marítimo de Belmonte e será construída e gerida pela Veracel Celulose.

O objetivo principal é reabilitar tartarugas marinhas que necessitem de atendimento veterinário na região. Além do trabalho da Coordenadoria de Meio Ambiente da Veracel, o Centro contará ainda com um veterinário e equipe especializada e funcionará no Terminal Marítimo de Belmonte. O Centro será o único na região autorizado a reabilitar esses animais para que possam ser reinseridos no meio ambiente. 

Outro trabalho a ser realizado no local será o diagnóstico das causas de mortes das tartarugas e gerar indicadores que contribuirão com novas ações de educação ambiental e de proteção das espécies no Sul da Bahia. Por temporada, são registradas uma média de 50 a 70 mortes de tartarugas que passarão a ser necropsiadas e investigadas, a depender do estado de decomposição.

Reabilitação

Segundo o coordenador de Meio Ambiente da Veracel, Tarciso Matos, o Centro terá capacidade para reabilitar quatro animais ao mesmo tempo. “Muitos inclusive de espécies ameaçadas de extinção, e será a peça que faltava em nosso trabalho do Programa de Monitoramento de Quelônios já realizado desde 2005 pela Veracel em 35 km de praias do Sul da Bahia. Além disso, entender a causa da morte das espécies na nossa região nos permitirá realizar análises mais profundas sobre o que vem acontecendo com as tartarugas e nos possibilitará contribuir efetivamente com a ciência nos estudos sobre preservação das espécies”, ressaltou. 

O Centro, que teve as obras iniciadas em abril contará com uma área total de cerca de 600 m2, contendo 4 tanques para reabilitação. O atendimento será feito aos animais identificados pelo time de monitoramento do Programa da companhia dentro da faixa da foz do rio Jequitinhonha e da foz do rio Guaiú-Mirim. Contudo, no futuro, o Centro poderá receber quelônios marinhos de outras áreas do Sul da Bahia em parceria com os órgãos ambientais competentes.


 Com informações da Veracel Celulose Foto: Divulgação

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Ave extremamente rara é fotografada em Belmonte

Meio Ambiente 30 de abril de 2022

Uma harpia  - ave classificada como criticamente em perigo de extinção no território baiano foi avistada e fotografada em uma fazenda em Belmonte. A presença do pássaro foi registrado pelo Projeto Harpia, apoiado pela Estação Veracel, a maior RPPN de Mata Atlântica do Nordeste, mantida pela Veracel Celulose.

A ave é a maior águia das Américas, e foi fotografada próximo ao seu ninho na região do município de Belmonte, no sul baiano. Segundo o professor da Universidade Federal do Espírito Santo e coordenador do núcleo do Projeto Harpia na Mata Atlântica, Aureo Banhos, "o apoio da RPPN Estação Veracel é fundamental para o avanço das nossas atividades nas florestas da Costa do Descobrimento", afirma o professor, que explica que a harpia fotografada é uma fêmea jovem, com aproximadamente 1 ano e meio de vida e tem sido monitorada desde junho de 2021.

“Nessa fase de amadurecimento, os filhotes voam em áreas próximas ao ninho onde estão os pais e ainda dependem de seus cuidados. Geralmente, as harpias colocam de um a dois ovos, mas apenas um sobrevive. Os pais tomam conta dele por cerca de dois a três anos, mesmo que já esteja voando e experimentando caçar sozinho. Por isso, a reprodução da harpia é lenta, o que faz com que a ave corra ainda mais risco de desaparecer”, salienta.

Nativa

A harpia é nativa das florestas tropicais das Américas Central e do Sul. No Brasil, as regiões da Amazônia e da Mata Atlântica são hábitats para a espécie, que depende de grandes regiões de floresta para sobreviver e é muito sensível aos impactos sobre a natureza, principalmente o desmatamento e a caça. A Coordenadora de Estratégia Ambiental e Gestão Integrada da Veracel, Virginia Camargos, explica que a harpia é um predador de topo na cadeia alimentar. “Necessita de disponibilidade de presas para sua alimentação, bem como de grandes árvores, para construção de seus ninhos", comenta.

Dentro da área da Estação Veracel foram identificados e são monitorados outros dois casais de harpias. Em abril do ano passado, foi possível capturar inclusive imagens extremamente raras da cópula de um desses casais. "Infelizmente, mesmo depois da cópula e da fêmea ter feito a postura e chocado o ovo, não houve o nascimento do filhote, o que pode ocorrer", explica Aureo. As harpias são monogâmicas, e o casal quase sempre usa o mesmo ninho para reprodução.


 Com informações da Veracel Celulose Foto: Divulgação

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Tartarugas: o que fazer se encontrar uma?

Meio Ambiente 19 de abril de 2022

O casal de turistas paulista Denise Vieira e Rafael Ciccotti tiveram uma surpresa inusitada na manhã desta segunda-feira, dia 18 de abril, quando encontraram um filhote de Tartaruga de Pente, na Praia do Apaga Fogo, em Arraial d’Ajuda.

O animal, que cabia na palma da mão, não havia conseguido até o momento transpor as ondas para chegar ao seu habitat, o mar. E os turistas, não sabendo o que fazer, contataram diversos profissionais e entidades, mas sem sucesso. Inclusive chegaram a levar o animal até o hotel onde estavam hospedados. Por fim uma bióloga recomendou que levassem o animal para soltura no mar, o que foi feito.

“Espero que a tartaruguinha esteja bem. Soltá-la no mar, tão fraca me deu um aperto no coração”, revelou Denise.

Apesar de parecer inédito o feito, ele acontece com mais frequência do que se imagina. E sempre sobram dúvidas do que se deve ou não fazer quando se depara com animais marinhos e tartarugas em desova, por exemplo.

Recomendações

Segundo a bióloga do Projeto Coral Vivo e voluntária da ONG Amiga Tartaruga, Thaís Melo, as  recomendações, quando se encontra um animal marinho, como foi o caso de Denise e Rafael, são contatar os órgãos competentes, como a Secretaria do Meio Ambiente, a Cippa ou a ONG Amiga Tartaruga para informar local, estado que se encontra o animal, entre outras informações e fotos.

“Também é importante não intervir, não tocar o animal e para os donos de pousadas e comércios à beira mar, é importante o cuidado com a iluminação, pois podem atrapalhar a andada dos animais, já que eles podem seguir para o lado contrário do seu destino”, finalizou, salientando que a cada mil animais, apenas uma chega à fase adulta.  

Desova

As praias da Orla de Porto Seguro, e dos distritos (Arraial, Trancoso e Caraíva) são áreas de desova e alimentação de tartarugas. “Quando vemos algumas no mar nadando próxima à costa, quer dizer que estão ali se alimentando. Além disso, no verão, várias espécies desovam nas praias e isso ocorre sempre no final da tarde e início da manhã. Dependendo da espécie, elas colocam de 100 a 150 ovos em cada ninho e sobem cerca de 3 vezes para colocar os ovos. É a temperatura da areia que ajuda a eclosão e o nascimento dessas novas tartaruguinhas”, relata ela, informando que os ovos eclodem entre 45 e 60 dias após a desova.

Outro trabalho realizado e que conta com a participação de Thais é um ‘mapeamento’ dos ninhos principalmente para garantir que o local é seguro para o desenvolvimento dos ovos. “Temos uma licença e um treinamento para a transferência desses ninhos, em caso de necessidade, seja por perigo ou mesmo por ter ficado muito próximo do mar e que possa ser atingido por uma maré alta. Depois do nascimento dessas tartarugas, sempre realizamos uma avaliação do ninho, verificando a espécie, vendo se há ovos gorados, se tem natimortos, quantos eclodiram e estas informações vão para a base de dados da ONG”, ressalta.

A bióloga explica que, ainda não se sabe como, mas a andada da tartaruga até a beira do mar a ajuda a encontrar seu caminho de volta quando chegar a hora de também por seus ovos. O contato da a Secretaria do Meio Ambiente é (73) 3268-0558, o da é Cippa  (73) 9 9807-1353 e o da ONG Amiga Tartaruga (73) 99859-5232 com Thaís.


 Fotos: Denise Vieira e Rafael Ciccotti 

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Tubarão-Tigre é capturado em Coroa Vermelha

Meio Ambiente 28 de abril de 2022

A presença de um tubarão tigre, nesta quinta-feira, dia 28 de abril, na Praia de Coroa Vermelha, em Santa Cruz Cabrália, atraiu a atenção de moradores e turistas que estavam no local. O animal foi trazido para a areia, já morto, com a ajuda de pescadores e banhistas.

De acordo com a bióloga e instrutora de mergulho da Aloha Aquaturismo em Cabrália, Angelita Cogo, o tubarão tigre é encontrado em regiões temperadas e subtropicais do oceano, sendo raro de ser visto nadando na costa brasileira. O animal não é uma espécie em extinção.

Circunstâncias

Em entrevista exclusiva ao Jornal do Sol, o secretário de Agricultura e Meio Ambiente de Cabrália, Fernando Ricaldi confirmou que um tubarão tigre foi capturado hoje, e já chegou morto nas areias da Praia de Coroa Vermelha, trazido por pescadores. Segundo ele, provavelmente o animal foi preso em rede artesanal, fora dos arrecifes, porque estavam em alto mar e já chegou na praia morto.

“É um tubarão-tigre e não temos nenhuma informação de que esse animal esteja em extinção. No entanto, a prefeitura agora está apurando as circunstâncias em que ocorreu a morte do animal e se houve algum tipo de crime ambiental. Se foi morto a pauladas ou enforcado em rede. Provavelmente deve ter se embaraçado nessas redes na madrugada. Mas estamos apurando para tomar as providências necessárias”.

O destino do animal também está sendo alvo da apuração. “Os próprios pescadores já tiraram o animal do mar, para venda e consumo. Estamos tomando as providências para saber quem e de que maneira procederam, além da forma de matança e aproveitamento desse tubarão”, completou. 


 Foto: Reprodução 

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Extremo Sul recebe campanha de conscientização da Veracel

Meio Ambiente 19 de abril de 2022

A Veracel Celulose começou dia 14/04 uma campanha de conscientização ambiental em 11 municípios localizados na região de atuação da empresa, na Costa do Descobrimento, no Extremo Sul. A iniciativa, que será realizada até o final deste ano, vai incluir visitas a proprietários rurais vizinhos da empresa, e tem parceria com a Agência Estadual de Defesa Agropecuária (ADAB) com a Associação Baiana das Empresas de Base Florestal (ABAF), dentro do Programa Ambiente Florestal Sustentável (o PAFS) e a Companhia Independente de Polícia e Proteção Ambiental (CIPPA).

O objetivo é conscientizar para o cuidado e conservação de áreas de proteção ambiental e preservação da biodiversidade local. A Veracel tem um total de 108 mil hectares de áreas de preservação, incluindo a Reserva Particular do Patrimônio Natural Estação Veracel – a maior RPPN do Nordeste, com mais de 6 mil hectares de Mata Atlântica conservados –, além de 84 mil hectares de áreas de plantio.

Além disso, a ação aborda o combate à caça de animais silvestres, que infelizmente é uma prática ainda existente na região, afetando a fauna local. Mostra também a necessidade de prevenção dos incêndios florestais, outro problema importante no território; e apresenta os impactos ao meio ambiente que são provocados pela criação clandestina de gado. A presença tanto do gado quanto de outros animais em áreas de preservação ambiental prejudica nascentes e cursos de rios, além provocar a destruição de áreas de vegetação natural, principalmente porque o gado pisoteia o solo.

“Queremos reforçar a nossa relação de confiança e fortalecer a aproximação com vizinhos, que são estratégicos para os cuidados com o meio ambiente”, afirma Flávio Luiz de Souza, coordenador de Inteligência Patrimonial da Veracel. A divulgação da Rede de Percepção de Fogo (RPF) também faz parte da ação. O número 0800 799 9802 foi criado para ajudar no combate e prevenção de incêndios florestais por meio da parceria com comunidades, municípios e pessoas que transitam pela região. Além deste número há o contato com a Cippa, que pode ser feito via WhatsApp pelo (73) 99807-1353.

“Esperamos que essa campanha alcance o maior número possível de pessoas e proprietários rurais”, afirma Epaminondas Peixoto Júnior, da ADAB. “Nem sempre conseguimos estar em todos os lugares, conscientizando e fiscalizando. Então, é importante contar com a conscientização de todos. A conscientização é a saída. Com essa iniciativa, o produtor rural vai ser mais um agente multiplicador do conceito de proteção ambiental”, destaca Ernandes Ferreira da Silva do Programa Ambiente Florestal Sustentável.

 


Com informações da Assessoria de Imprensa da Veracel Celulose - Foto: reprodução  

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