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Seminário debate a restauração florestal no Sul e Extremo Sul baiano

Meio Ambiente 06 de dezembro de 2023

Cerca de 200 financiadores e diversos atores da cadeia de restauração florestal estão participando do seminário Reconectando Florestas. A recuperação e preservação dos remanescentes da Mata Atlântica, assim como os consequentes impactos ambientais, sociais e econômicos são os principais temas debatidos. O evento acontece no Porto Seguro Eco Bahia Hotel, dias 05 a 06/12.

Os participantes estão conhecendo os resultados dos projetos de regeneração da vegetação nativa em execução no Sul e Extremo Sul da Bahia. E também promovendo o intercâmbio de experiências exitosas e de lições aprendidas. A Organização das Nações Unidas estabeleceu que, de 2021 a 2030, é a Década de Restauração de Ecossistemas.

O seminário Reconectando Florestas é fruto da integração dos esforços do Grupo Ambiental Natureza Bela e do Instituto Ciclos de Sustentabilidade e Cidadania.

Conta com patrocínio do Ministério do Meio Ambiente (Projeto Biodiversidade e Mudanças Climáticas), no contexto da Cooperação Brasil-Alemanha para o Desenvolvimento Sustentável (Iniciativa Internacional de Proteção ao Clima (IKI) do Ministério do Meio Ambiente, Proteção da Natureza e Segurança Nuclear da Alemanha (BMU); com apoio financeiro do Banco Alemão de Desenvolvimento (KFW Entwicklungsbank), por intermédio do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio).

Mais informações no local com Oscar Artaza pelo WhatsApp (73) 98814-0454.


Com informações e foto de Marcia Marcial

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Meio Ambiente 04 de dezembro de 2023

Pelo 17º ano, o Instituto Baleia Jubarte e a Veracel Celulose estão realizando o ciclo de monitoramento dos botos-cinza na região do Terminal Marítimo de Belmonte (TMB). O objetivo é acompanhar a população da espécie na região costeira do porto e assegurar que as operações da companhia não impactem a vida desses animais.

O monitoramento dos botos-cinza é parte das condicionantes de operação da Veracel, que transporta sua carga de celulose do TMB na Costa do Descobrimento para o Portocel, no Espírito Santo. No longo prazo, traz resultados inéditos sobre a história de vida desses animais e sobre o modo como a espécie utiliza a área portuária do TMB e costeira de Belmonte.

“A presença constante de filhotes e o avistamento de indivíduos desde 2017 sugerem um possível crescimento populacional, bem como uma fidelidade dos botos na região. Por exemplo, o primeiro indivíduo fotografado lá é visto até hoje e, na última campanha, descobrimos que é uma fêmea”, conta Bianca Righi, bióloga e pesquisadora dos botos-cinza pelo Instituto Baleia Jubarte.

“Até o momento, nossos dados não comprovam que as atividades do porto impactam diretamente a vida desses animais, que continuam pescando, socializando-se e habitando a área do Terminal, mesmo com a presença das grandes embarcações, como a barcaça de celulose e o navio de dragagem”, avalia Bianca.

Tarciso Matos, coordenador de Meio Ambiente da Veracel, diz que "o quebra-mar do TMB é uma estrutura feita de pedras que tem tanto a função de criar uma região abrigada para permitir o carregamento seguro das barcaças com celulose quanto de criar um ecossistema marinho rico em microfauna e algas, que atraem cardumes de peixes. Esse é o motivo para os botos passarem boa parte do tempo na área do Terminal Marítimo”.

“O monitoramento faz parte do compromisso ambiental da Veracel em nossa operação em Belmonte e comprova a importância da colaboração entre empresas e organizações de conservação para proteger a vida marinha e promover a sustentabilidade e a segurança em nossos ecossistemas costeiros”, destaca ainda o coordenador.

Como funciona?

O monitoramento ocorre ao longo de dois períodos anuais: novembro e dezembro e fevereiro e março, épocas que apresentam as melhores condições climáticas para a observação dos botos. Em cada ciclo, três abordagens distintas são utilizadas para coletar dados sobre os botos-cinza:

Monitoramento de ponto fixo: equipes do Baleia Jubarte observam os botos a partir do píer do TMB por 10 dias consecutivos, registrando informações como o número de animais, a presença de filhotes, suas estratégias de pesca e comportamentos de socialização, bem como sua relação com as embarcações do terminal. Além disso, é realizada a foto-identificação dos botos pela nadadeira dorsal, que trazem marcas únicas de cada indivíduo - como uma impressão digital.

Monitoramento embarcado: durante outros 10 dias, as equipes do Instituto percorrem em barcos a área desde a foz do rio Jequitinhonha, no norte do TMB, até a foz do rio Preto, ao sul. Esta abordagem visa a entender a localização dos botos quando não estão no terminal de Belmonte.

Monitoramento acústico: A equipe do IBJ faz um acompanhamento e uma análise de dados acústicos para descrever os ruídos gerados pelos equipamentos e embarcações do terminal e os sons emitidos pelos botos-cinza para comunicação e durante suas estratégias de pesca. Foi observado que a faixa de frequência em que os botos se comunicam não se sobrepõe à faixa de frequência dos equipamentos utilizados na operação da Veracel.

Os botos-cinza

O boto-cinza (Sotalia guianensis) é uma espécie de golfinho que habita principalmente as águas costeiras e estuários da América do Sul. Conhecida por sua coloração acinzentada, seu corpo alongado e seu focinho curto, a espécie prefere águas mais rasas e pode ser encontrada nas regiões costeiras e em rios de água doce que se conectam ao oceano.

Os botos-cinza desempenham um papel importante nos ecossistemas aquáticos, ajudando a controlar as populações de peixes e contribuindo para a biodiversidade. Portanto, sua conservação é fundamental para a saúde dos ambientes costeiros e dos estuários. Sua expectativa de vida varia, mas geralmente está na faixa de 30 a 35 anos, e eles apresentam fidelidade a determinadas regiões marinhas, como no caso de Belmonte, na Bahia.

São animais sociais, que geralmente vivem em grupos com números variados de integrantes, desde apenas alguns indivíduos a dezenas deles. A dieta dos botos-cinza consiste principalmente em peixes, como anchovas, tainhas e outros pequenos peixes costeiros. Eles usam técnicas de pesca cooperativa para capturar suas presas em grupo.

A captura acidental em redes de pesca e danos ambientais, como alterações ou degradação de habitats causadas por atividades humanas, são cada vez mais comuns em regiões costeiras. Por isso, o boto-cinza foi classificado como “vulnerável” pelo ICMBio e está citado na Lista de Espécies Ameaçadas da Fauna.


Com informações de Aline Araujo (FleishmanHillard) - Fotos: pesquisadoras do Instituto Baleia Jubarte

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Porto Seguro terá representante oficial na COP 28 em Dubai

Meio Ambiente 11 de novembro de 2023

O vereador de Porto Seguro Vinícius Parracho foi convidado para participar da COP 28 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças no Clima), que vai reunir líderes mundiais em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, a partir de 30/11.

“Eu faço parte de uma iniciativa que se chama Clima de Eleição, voltada para reunir parlamentares de todo o país que se preocupam com a questão climática. Desde o início do nosso mandato, a gente compartilha projetos de lei, participa de reuniões, seminários e outras ações”, explica em entrevista exclusiva ao Jornal do Sol. Leia abaixo a íntegra do convite enviado pela organização de advocacy (defesa) à Câmara Municipal de Porto Seguro.

A COP 28 “é um espaço onde os líderes mundiais dialogam, debatem e tentam chegar em acordos multilaterais atualizando metas para a questão climática, estabelecendo tratados internacionais. É onde a gente consegue avançar em relação à pauta do clima”, diz.

Além de presidentes, lideranças políticas e delegados dos países, participam da COP organizações não governamentais, instituições e outros representantes. “Eu estou indo como parlamentar municipal e lá vamos participar de uma série de painéis e debates. A gente vai estar observando as medidas que estão sendo debatidas e tentar trazer para nossa realidade local. E também levar nossa realidade local para lá. Mostrar que o Brasil não é só Floresta Amazônica”.

Problemas e oportunidades

De acordo com o jovem edil, neto do saudoso ex-prefeito Carlos Alberto Parracho, nossa região pode ser referência em investimentos verdes. “A gente tem fragmentos importantes de Mata Atlântica, temos nossa Amazônia Azul, que é nosso oceano. E a maior biodiversidade de todo o Atlântico Sul”, enumera.

Em contrapartida, “há o problema do desmatamento, corremos risco também com a elevação do nível do mar, secas prolongadas... Todos esses aspectos que podem nos impactar”. E daí podem surgir muitas oportunidades.

“Nós temos um potencial muito grande para atrair investimentos verdes, iniciativas de crédito de carbono, de recuperação e preservação ambiental. Eu acredito muito que o futuro de nossa região é voltado para esse tipo de mercado e esses tipos de iniciativas. Nós temos tudo e mais um pouco para sermos uma referência nesse aspecto. Então, esse é o objetivo de nossa participação na COP 28”.

Delegação

O convite para integrar a delegação da Clima de Eleição na COP 28 foi enviado ao presidente da Câmara, Dilmo Santiado, pelo Diretor de Relações Governamentais da organização, João Henrique Alves Cerqueira. Leia a íntegra:

“O Instituto Clima de Eleição, organização da sociedade civil de incidência nacional com atuação desde 2020 na promoção de políticas públicas baseadas em consolidado saber científico para responder aos desafios impostos pela crise climática em nosso país, por meio deste, gostaria de formalizar convite ao vereador Vinicius Parracho para compor nossa delegação de parlamentares presentes na 28ª Conferência das Partes da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças no Clima (COP 28) entre os dias 30 de novembro e 12 de dezembro de 2023.

O vereador Vinicius Parracho possui consolidada atuação na agenda de mudanças climáticas, sendo uma das lideranças mais ativas na Aliança de Parlamentares pela Ação Climática (Rede Mandatos-C) e acreditamos que o mesmo terá uma ótima oportunidade para trazer maior visibilidade global ao protagonismo que a Câmara do município de Porto Seguro já possui”.


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Cidades do Extremo Sul recebem projeto de prevenção a desastres naturais

Bahia registra mais de 100 focos de incêndios florestais em 48 horas

Meio Ambiente 23 de novembro de 2023

A Bahia registrou 107 focos de incêndios florestais nas últimas 48 horas, de acordo com dados do Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Apenas neste mês, o estado registrou 897 ocorrências.

Desde segunda-feira, 20/11, um grupo de 35 bombeiros militares e duas aeronaves estão em Porto Seguro para ampliar o suporte no combate aos incêndios que atingem o Parque Nacional e Histórico do Monte Pascoal.

Até a tarde de terça-feira, 21/11, 500 hectares de mata já haviam sido consumidos pelo fogo. O combate aos incêndios conta com a mobilização da Secretaria do Meio Ambiente, do Corpo de Bombeiros, do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos e brigadistas.

Localizado no extremo sul da Bahia, o Parque Nacional e Histórico do Monte Pascoal é o único do país a ter esta classificação. Abrange a primeira porção de terra do Brasil avistada pelos colonizadores portugueses, além de abrigar uma grande diversidade de animais e plantas.

Base Florestal Sul

Na quarta-feira, 22/11, mais 50 bombeiros militares e 10 viaturas foram encaminhados para dar apoio ao combate e prevenção aos incêndios florestais na Base Florestal Sul. Atualmente, a região também sofre com focos de incêndio que atingem Prado, Itamaraju e Mucuri.

A Operação Florestal 2023 acontece através do Programa Bahia Sem Fogo, da Secretaria estadual de Meio Ambiente (Sema), que dá apoio às ações também com aeronaves modelo Air Tractor.

Além dos bombeiros, os combates podem contar com o apoio de helicóptero do Graer, da PMBA, e de brigadistas do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e brigadistas voluntários dos municípios próximos às regiões atingidas.


Com informações e fotos do Inpe e Secom Gov/BA

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Meio Ambiente 07 de novembro de 2023

A ONG Visão Mundial, em parceria com a Bureau de Assistência Humanitária, ligada ao governo dos EUA, desenvolve a iniciativa Nordeste pela Resiliência Climática. Em 2020 e 2021, tempestades castigaram a Costa do Descobrimento e outras cidades do Extremo Sul da Bahia, causando um rastro de destruição.

Para tentar evitar que cenas como estas se repitam, a organização selecionou oito municípios para desenvolver um projeto-piloto que pode ajudar na prevenção e na resposta mais efetiva a desastres ambientais.

O processo inicial tem duração estimada de dois anos e prevê a criação de dois polos reunindo as cidades de Porto Seguro, Belmonte, Santa Cruz Cabrália, Eunápolis, Itamaraju, Jucuruçu, Prado e Teixeira de Freitas. Os municípios escolhidos foram aqueles que a Visão Mundial atuou com respostas à urgência durante as calamidades. 

O Nordeste pela Resiliência Climática tem como foco a troca de conhecimento, prevenção de riscos e resiliência diante das severas consequências das mudanças climáticas, especificamente as chuvas intensas, deslizamentos de terra e inundações. 

O projeto prevê a intermediação entre população e poder público por meio de órgãos ligados à mitigação, prevenção e acompanhamento de famílias afetadas por desastres, a exemplo da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, CRAS e CREAS.

Etapas do projeto

Com início em março deste ano, no primeiro momento identificadas as áreas de risco e as famílias que vão participar ativamente das atividades. Algumas pessoas continuam em área de risco. Esse tipo de situação é tão comum na vida delas que muitas não acham que isso é perigoso.

Esta fase conta com uma articuladora da Visão Mundial em regime de dedicação exclusiva, que opera também na articulação com os atores governamentais, têm atuação direta na prevenção e resposta a emergências.

O desenvolvimento das ações conta com três etapas. A primeira começou em setembro, com a realização de oficinas com as famílias, prefeituras e órgãos governamentais, como Corpo de Bombeiros e Defesa Civil. Em seguida, representantes dos dois polos terão treinamentos e troca de experiências, difundindo as ações que estão dando certo e trocando conhecimento empírico das comunidades, a fim de criar mecanismos de alertas e estratégias de prevenção. Por fim, haverá a apresentação dos resultados para o poder público, podendo replicar as experiências em outras cidades.

Visão Mundial

A Visão Mundial está no Brasil desde 1975, desenvolve programas e projetos nas áreas de proteção, educação, meios de vida, incidência política e resposta a emergências. Está presente em milhares de territórios, pequenos povoados a grandes centros urbanos.

O Bureau de Assistência Humanitária (BHA), da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), fornece assistência humanitária às pessoas mais vulneráreis em diversas partes do mundo que salva vidas. Isso inclui alimentos, água, abrigo, assistência médica de emergência, saneamento, higiene e serviços essenciais de nutrição.

Tragédias

No final de 2021, milhares de famílias baianas enfrentaram, em meio às festas de fim de ano, fortes chuvas que deixaram um rastro de destruição em dezenas de municípios da Costa do Descobrimento e Extremo Sul do estado.

Em janeiro do ano seguinte, quase 200 cidades da Bahia já haviam decretado situação de emergência, e a Defesa Civil apontava 27 mortos e mais de 500 feridos, entre os quase um milhão de atingidos pelos temporais e inundações. Um ano depois, 28 prefeituras voltaram a solicitar apoio formal por causa das condições extremas do clima.


Fonte e foto: Silmara Montejano

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