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Biel Brito na Banda Eva: de Porto Seguro para o Brasil

Redação Cultura 24 de julho de 2026

 

A vocação artística de Biel Brito surgiu ainda na infância. Nos tempos em que o pai, Carlinhos, o levava para a Escola Frei Henrique, em Porto Seguro, o talento já chamava atenção.

“Ele era bem pequenininho. Eu colocava música no carro e ele decorava tudo de primeira. Ficava quietinho, observando. Sempre foi assim, principalmente com a música”, relembra o pai.

 

 

Foi ao lado dele que Gabriel deu os primeiros acordes no palco do Bombordo, um dos bares mais tradicionais da noite de Porto Seguro, onde se apresentou durante muitos anos.

Agora, Biel Brito ganha projeção nacional ao ser anunciado como o novo vocalista da Banda Eva, sucedendo Felipe Pezzoni.

Antes dessa conquista, construiu uma trajetória consistente: começou como DJ aos 14 anos, comandou festas e grandes eventos, levantou multidões em trios elétricos e marcou presença no Carnaval de Porto Seguro e de Salvador, além de integrar as bandas Virou Bahia e DiDengo.

O orgulho da família transparece nas palavras de Carlinhos. “Ele não é apenas um músico, é um artista. Tem pensamento de artista. As composições dele são maravilhosas. Às vezes eu nem acredito que aquelas letras foram escritas por ele”.

Além de cantor e compositor, Biel é multi-instrumentista: toca percussão, bateria, violão e teclado. “Desde pequeno eu enxergava esse talento. Agora chegou a hora de mostrar ao Brasil tudo o que ele sabe fazer, com muita responsabilidade”, afirma o pai.

Ao longo de sua história, a Banda Eva revelou grandes nomes do axé, como Ricardo Chaves, Daniela Mercury, Ivete Sangalo, Emanuelle Araújo e Felipe Pezzoni, que seguirá à frente da banda até o Carnaval de 2027.

A chegada de Biel Brito reforça essa tradição de descobrir e projetar talentos. Nascido e criado em Porto Seguro, ele leva consigo o orgulho de sua cidade e inicia um novo capítulo em uma das maiores vitrines da música baiana.

E Porto Seguro, mais uma vez, aplaude um de seus filhos. De pé.


Foto: reprodução Instagram

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Redação Cultura 23 de julho de 2026

 

O Complexo Mamagaya recebe, nesse sábado, 25/07, a partir das 14h, a 2ª edição do Rock Gaya. O festival, gratuito, vai muito além da música. Com nove bandas confirmadas, une rock independente e autoral com ações de educação ambiental, esportes, arte e gastronomia.

Serão 10 horas de programação com expectativa que o público chegue a duas mil pessoas. "O Rock Gaya não é só um festival. É movimento e coletividade. Ele prova que o rock, com toda sua força e rebeldia, também é uma plataforma de mudança social e ambiental, verdadeira e poderosa, em nosso território", diz a idealizadora Nathi Gallozzi.

A atração principal é a lendária banda de punk rock brasileiro Cólera, com mais de quatro décadas de história e resistência. Também estão confirmados os embaixadores do festival, Síndrome K (de Salvador); e o grupo The Maggots (de Vitória da Conquista) com um performático tributo ao Slipknot.

Completando o line-up vão se apresentar seis bandas selecionadas via edital do festival, que registrou o recorde de 183 inscrições: Aventureiros do Cais e Orla Sul (ambas de Porto Seguro); Nose Blunt (Santa Cruz Cabrália); Luxuosos Corações (Macapá/AP); Patatins (Itatim/BA) e Iorigun (Feira de Santana/BA).

A programação vai ocupar a Arena Mamagaya com atividades simultâneas focadas na cultura de rua e no ativismo ecológico:

- Skate: competição Best Trick (categorias Mirim e Open), com premiações e DJ no comando do som;

- Artes Visuais: sessões de graffiti em tempo real com artistas locais, valorizando as intervenções urbanas;

- Ração que Vira Rock: o público é incentivado a doar ração para cães e gatos durante o evento. As doações serão destinadas integralmente à ONG local Instituto Voz dos Bichos;

- Sustentabilidade e Educação: rodas de conversa, exposição conduzidas por biólogos e oficinas de reciclagem de instrumentos musicais agitam a tarde. Haverá o uso obrigatório de eco-copos, reduzindo drasticamente o descarte de resíduos no parque e na praia;

- Feirinha de Economia Criativa com artistas e empreendedores locais;

- Praça de Alimentação com diversas opções gastronômicas.

O Festival Rock Gaya é um projeto colaborativo independente e conta com o apoio estrutural da Prefeitura de Porto Seguro, por meio da Secretaria do Meio Ambiente.


Fonte: Assessoria de imprensa FRG (Mabel Antunes)

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Coluna Teatro

Resenhas críticas – Porto EnCena – 2ª Edição

Nesta quarta-feira, dia 1º de julho, a continuidade da Coluna Teatro, que tem por objetivo publicar - nesse primeiro momento - resenhas críticas dos espetáculos apresentados no Festival de Teatro Porto EnCena – 2ª Edição, traz a análise do espetáculo Atendendo a Pedidos, do A Patela Cia de Teatro, por Roberto Hermano, Mariana Souza Campos, Maria Júlia Moraes (estudantes da Licenciatura Interdisciplinar em Linguagens, integrantes do Mútua e Keila Araújo, professora da LI Linguagens e coordenadora do Mútua - Grupo de Leitoras(es) que escrevem literatura. A Coluna é uma parceria com a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) e o Jornal do Sol.

 

O teatro como espaço de provocação em Atendendo a pedidos, da A Patela Cia. de Teatro

Atendendo a Pedidos é uma armadilha perfeita para quem, enganado pelo título trivial da peça, vai ao teatro na expectativa de um entretenimento desconectado de grandes reflexões, imaginando se tratar apenas mais um espetáculo facilmente esquecível e sem grande profundidade.  Antes de a peça de fato começar (e já tinha começado), o ator em cena, Robson Vieira, explica aos espectadores que o livre-arbítrio é fundamental para o fluir da peça, a participação da plateia faria parte do espetáculo e reitera: todos são livres para agir como lhes apetecer.

O alerta de “vem coisa boa por aí” é ligado logo no início, quando o ator aborda criticamente o mito da criação, e confronta a ideia de que somos seres especiais sobre a terra e que, muitas vezes, nos coloca diante de um enorme vazio existencial, quando nos deparamos com uma realidade que nos trata como mercadorias descartáveis e prontamente substituíveis.

Da sujeira no fundo da bacia de escalda pés, surge uma massa disforme que será moldada, soprada e então se tornará viva. Assim, a trama começa com uma releitura da criação do mundo, passando pelos planetas, o sol, a lua, a natureza e os animais, até chegar à criação do ser humano. Esse início tem um ritmo mais tranquilo, quase como se ele estivesse contando uma história antiga, contemplativa.

A perspectiva temporal da peça muda e chega ao cotidiano do trabalhador comum no mundo contemporâneo. Um rapaz que trabalha fazendo cobranças por um longo expediente para comprar uma casa e sustentar toda a sua família. O ritmo de vida é extremamente mecânico e acelerado, e ele não tem tempo para respirar ou gozar suas pequenas conquistas. Ele está exausto e desconectado de suas raízes. Mas quais raízes? A relação desse personagem com o trabalho abre espaço para o questionamento do que é ser um cidadão. Ser uma pessoa se resume a trabalhar? Essa rotina é determinada por compromisso de financiamento, o carro que comprou, a casa, a responsabilidade de sustentar a família. A vida passa a se configurar dentro de uma estrutura que enreda e impacta nas ações e “escolhas” das pessoas.

O planejamento do cenário e do figurino está alinhado com a voz direta e crua do ator em cena, na interpretação performática de cada personagem. Há uma preocupação em evitar excessos de elementos no palco: temos um banco de madeira, uma bacia com fogo, com água, barro, uma roupa de tom neutro em algodão, uma barba - talvez fosse o cabelo - que se desloca para o rosto, ainda na altura do olhos. Os movimentos do corpo e das mãos do ator, sua consciência corporal, seu movimento no palco e nos demais espaços do teatro intensificam a proposta de deslocamento de sentidos que o espetáculo compõe para confrontar as formas de existir no mundo politicamente orquestrado, sem se eximir da parte que lhe falta, mas trazendo também a parte que lhe cabe, como parte, participante.

O ator, em tom difícil de ser determinado graças à ironia ambígua de suas falas e movimentos,  escancara o quão previsíveis e repetitivas costumam ser as nossas vidas, em que os comportamentos, pensamentos e objetivos são determinados por um sistema que ignora completamente as individualidades, o que, como é tratado na peça, leva a uma ideia romântica da vida artística, como se esta fosse uma espécie de nirvana, que nos libertaria desse ciclo infinito.

O barro, matéria-prima da criação mítica abordada lá no início, reaparece no final, mas aqui ele é real, tangível e trágico, próximo da nossa realidade física no espaço e no tempo. A referência e o vídeo exibido são da tragédia ocorrida na barragem de Mariana, em 2015, mas as reflexões que a peça desperta podem ser aplicadas nos mais variados contextos.

Atendendo a pedidos, então, leva a ver outro tipo de lama, outro tipo de barro: os rejeitos tóxicos que soterram e matam. Matam “porque pode, é direito e está escrito”, citando falas do ator no palco. Ergue-se no palco, portanto, “O todo poderoso poder do capital”, das multinacionais que alastram latifúndios, morte e destruição.

Esta versão do espetáculo adicionou, ao final, imagens e cobertura jornalística do crime ambiental e humanitário das empresas responsáveis, o que trouxe a ênfase da barbárie cometida, da desumanização calculada e desconsiderada. Na apresentação do ano anterior, a peça se encerrava com o som da lama pelas vias respiratórias de uma criança enquanto a mãe a chamava, como fazia em todo fim de tarde. Como pode a lua ainda brilhar assim sobre este país?

Seguindo o tom provocativo, o ator se dirige, mais uma vez, ao público e diz algo como “pronto, quem estava dormindo já pode acordar”, mas a verdade é que é impossível alguém dormir ali. O ritmo da apresentação composto por elementos de som, luz, atuação performática e interativa prende a atenção do público para além do tempo de apresentação. Atendendo a pedidos irá ecoar pela noite e pelos dias que seguem até que as urgências do cotidiano recobrem toda a atenção.

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Instituto Portobello Hotéis realiza 2ª edição do “Prêmio Honra ao Mérito”

Cultura 09 de julho de 2026

 

O Instituto Portobello Hotéis realiza a 2ª edição do “Prêmio Honra ao Mérito - Educação, Cultura e História”. O grande vencedor de 2026 é o escritor e poeta Paulo Sérgio Rosseto. Também serão homenageados o Centro Municipal de Pesquisa, Educação e Cultura (CEMPEC) e seu coordenador Carleone Filho - escritor, diretor de teatro e artista plástico.

De acordo com o empresário e escritor Cícero Sena, presidente do Instituto, o objetivo da premiação é “reconhecer personalidades e instituições que contribuem significativamente para o fortalecimento da educação, da cultura e da história de Porto Seguro”.

"Mais do que uma cerimônia, o prêmio busca incentivar o reconhecimento público de iniciativas que promovem impacto social, valorização e fortalecimento da história local. Os homenageados dessa edição são referências cujas trajetórias representam dedicação à cultura, à educação, à literatura, à memória coletiva e à democratização do acesso ao conhecimento”, parabeniza Cícero.

Além do troféu, Paulo Sérgio Rosseto receberá R$ 5 mil de premiação. A solenidade acontece dia 23/07, das 10h às 11h, no Hotel Portobello Resort, em Taperapuã.

 

Paulo Sérgio Rosseto

Escritor e poeta, paulista de Guaraçaí, 66, Paulo Sérgio Rosseto mora em Porto Seguro desde 1987. Em Três Lagoas/MS, onde residiu de 1971 a 1986, começou a estampar seus poemas nas páginas do Jornal do Povo. Em 1982, publicou seu primeiro livro, “O Sol da Dor da Terra”.

Hoje, tem 24 livros publicados. O mais recente, “O Barbeiro de Selviria” (2025). É membro da ALPS (Academia de Letras do Brasil - Seccional Porto Seguro), onde ocupa a Cadeira 18; e da AVIL (Academia Virtual Internacional de Literatura), na Cadeira 38.

 

Carleone Filho

Carleone Filho é escritor, diretor de teatro, artista plástico e gestor cultural. Graduado em Língua e Literatura Portuguesa, ele tem um papel ativo na promoção da arte, educação e literatura na cidade.

É coordenador do CEMPEC (Centro Municipal de Pesquisa, Educação e Cultura) em Porto Seguro; e membro e ex-presidente da Academia de Letras do Brasil - Seccional Porto Seguro (ALPS).

 

CEMPC

O CEMPEC (Centro Municipal de Pesquisa, Educação e Cultura) é um espaço mantido pela Prefeitura de Porto Seguro (por meio da Secretaria Municipal de Educação) focado no desenvolvimento integral de crianças, jovens e adultos.

O Centro oferece oficinas e cursos gratuitos à comunidade, abrangendo áreas como Artes, Teatro, Música e Idiomas. Além das atividades formativas, o espaço também sedia projetos de intercâmbio, mostras fotográficas, apresentações teatrais e exposições culturais abertas ao público.

 

 

Instituto Portobello Hotéis

O Instituto Portobello Hotéis é uma entidade sem fins lucrativos de Porto Seguro. Suas principais ações são focadas no desenvolvimento social e cultural da comunidade.

Suas iniciativas incluem também incentivo à leitura, como o “Projeto Portoteca”, para a formação de leitores e democratização do acesso a livros. São mini-bibliotecas instaladas em geladeiras em diversos pontos da cidade.

 


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Criação da Bahia Filmes deve fortalecer produção audiovisual no Estado

Cultura 30 de junho de 2026

 

 

Primeira empresa estadual do segmento no Brasil, o Governo do Estado inaugurou no final de junho a Bahia Filmes. A ação integra o Plano Plurianual (PPA) 2024-2027. O objetivo é fortalecer a cadeia produtiva do setor, ampliando as oportunidades para produtores, realizadores e empresas baianas.

Durante o lançamento, foi apresentado o primeiro conjunto de investimentos que integra a atuação da companhia. O pacote inicial reúne R$ 46 milhões distribuídos em linhas de investimento voltadas à comercialização de obras audiovisuais e do Programa Arranjos Regionais Bahia, realizado em parceria com o Ministério da Cultura e a Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb).

Os editais estarão disponíveis no site da Bahia Filmes.

Vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult-BA), a instituição atuará em diversas frentes. Entre elas, na captação de investimentos públicos e privados; apoio à distribuição e comercialização de obras; atração de produções para o território baiano; a formação profissional; a promoção de talentos e empresas do setor; e o desenvolvimento de novos negócios.

A Bahia Filmes foi criada por meio da Lei Estadual nº 14.877/2025 e nasce como uma sociedade de economia mista. É resultado de um processo de construção em diálogo com o setor.

O ato de lançamento foi realizado na sede da empresa, no edifício Oscar Cordeiro, no bairro do Comércio, em Salvador, e reuniu representantes do Governo da Bahia, profissionais do setor audiovisual, artistas, produtores, comunicadores e instituições parceiras.

Além da Bahia Filmes, o edifício recebe a Diretoria de Audiovisual da Fundação Cultural do Estado da Bahia (DIMAS) e a Cinemateca, que vai ser a casa do cinema baiano.

"A criação é resultado da parceria com o Governo Federal, e a retomada do Ministério da Cultura nos fortalece e garante que teremos uma política com repercussão nacional na Bahia", celebrou o governador Jerônimo Rodrigues.

 

 

Durante a solenidade, o chefe de Estado anunciou o decreto que regulamenta a Bahia Film Commission, além do lançamento dos editais de contrapartida do Programa Arranjos Regionais, do Edital de Chamamento Público para Comercialização em Sala de Cinema e da concessão do Cine Glauber Rocha.

 

Fortalecimento do setor

De acordo com o secretário de Cultura do Estado, Bruno Monteiro, “a Bahia Filmes chega para fomentar novas produções, ampliar as possibilidades de comercialização das obras baianas e fortalecer toda a cadeia produtiva do audiovisual, gerando impactos econômicos e culturais em diferentes áreas”.

Monteiro destacou que, “com os avanços da tecnologia, o audiovisual se tornou um universo muito mais amplo, exigindo uma estrutura capaz de integrar formação, produção, inovação e captação de investimentos, fortalecendo o diálogo entre os diversos atores do setor”.

O diretor-presidente da Bahia Filmes, o cineasta baiano Pola Ribeiro, ressaltou que a empresa nasce para coordenar o novo ambiente de produção audiovisual. "Com a tecnologia, cada pessoa tem no bolso um equipamento que é câmera, grava som, guarda a memória, edita e utiliza inteligência artificial. E a gente precisa de uma estrutura que, de alguma forma, coordene esses pensamentos para não perdermos oportunidades".


Com informações de Ascom Gov Bahia e Setur BA - Fotos:  Thuane Maria GOVBA

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Instituto Portobello Hotéis realiza 2ª edição do “Prêmio Honra ao Mérito”

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  3. Espaços criativos para a infância - A caixinha de papelão, A Patela Cia. de Teatro
  4. O real imaginado na peça "Solar dos Martírios: a Lenda da Cova da Moça"

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