Curso de aproveitamento de pescados estimula empreendedorismo feminino
Assessoria de Imprensa
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Um evento especial movimentou a Tarifa de Pescadores de Porto Seguro, de 22 a 24/07, onde marisqueiras e pescadoras participaram do Curso de Elaboração de Temperos para Aproveitamento Integral de Pescados.
Promovido pela Secretaria Municipal de Agricultura e Pesca, o curso foi ministrado por Cida Mendes, primeira mulher a receber a carteira de pescadora no Brasil, que já recebeu inclusive menção honrosa da ONU. O treinamento teve como público alvo a comunidade pesqueira, a maioria de mulheres, povos indígenas e comunidades tradicionais.
“Meu foco é ensiná-las a criar produtos da pesca artesanal com baixo valor comercial, abrindo novas oportunidades de comercialização o ano inteiro, inclusive para a merenda escolar”, explica a instrutora.
Aproveitando praticamente 100% do pescado, os alunos aprendem a transformar o peixe em linguiças, hamburgueres, espetinhos, almôndegas, bolinhos, medalhões e muitos outros. Sob a orientação de Cida, até escamas de peixes são aproveitadas, transformando-se em luminárias e biojoias de muito bom gosto.
De acordo com o engenheiro de pesca da Secretaria de Agricultura, Fred Dias, que vinha tentando promover o curso há algum tempo, a ideia é formar um grupo de mulheres trabalhando no beneficiamento do pescado e introduzindo os produtos no mercado.
“Primeiro estamos oferecendo o treinamento. Agora vamos organizar o grupo para desenvolver produtos e oferta-los no mercado, inclusive sob orientação do Sebrae, com informações sobre precificação”, explica o engenheiro.
“Trabalho com foco no empoderamento da mulher empreendedora. Muitas vezes a mulher fica em casa enquanto o marido vai para o mar, assim ela tem os produtos para vender. Elas precisam desse incentivo. Hoje temos mulheres que ganhavam 20, 30 reais por dia e hoje estão ganhando 600. Sou apaixonada por esse trabalho”, afirma Cida.
A pescadora Monique Cancela Melgaço entendeu e aprovou o recado. “Esse curso é maravilhoso, aprendemos o que fazer com o pescado, aproveitando até os ossos. São novas oportunidades de ganhar dinheiro inclusive pela internet. É muito proveitoso”, resume.
Veracel completa 35 anos de atuação no Extremo Sul da Bahia
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Em 1991, a Veracel começou sua trajetória no Extremo Sul da Bahia com o nome de Veracruz Florestal, como subsidiária da Odebrecht na Bahia, iniciando o cultivo de eucalipto na região. Depois, em 1998, a companhia associou-se ao grupo sueco Stora e mudou sua razão social para Veracel Celulose SA.
Ao longo de 35 anos, a presença da companhia passou a se refletir em diferentes dimensões da região: na atividade econômica, na geração de trabalho e renda, na formação de profissionais e fornecedores, no apoio às comunidades e na proteção da Mata Atlântica.
Hoje, a empresa mantém atividades em 11 municípios de sua área de influência direta e reúne mais de 3,2 mil profissionais, considerando colaboradores próprios e de empresas parceiras.
Suas operações florestais, industriais e logísticas mobilizam uma rede que inclui prestadores de serviços, produtores rurais, transportadores, pequenos negócios e fornecedores de diferentes segmentos.
“Construímos uma companhia que alia uma operação de classe mundial a uma relação permanente com o território. Chegar aos 35 anos significa reconhecer o que foi realizado até aqui e, ao mesmo tempo, assumir a responsabilidade de continuar gerando valor para a Bahia, para as comunidades, para nossos acionistas e para a natureza”, afirma Alexandre Lanna, diretor-presidente da Veracel.
Diferentes ciclos
Os primeiros anos da Veracel foram dedicados à implantação e ao desenvolvimento de sua operação florestal. Em 1998, antes mesmo da construção da fábrica, a companhia criou a Reserva Particular do Patrimônio Natural Estação Veracel, estabelecendo uma frente estruturada de conservação ambiental no território.
Um novo capítulo teve início em 2005, com a entrada em operação da unidade industrial de Eunápolis. A fábrica foi projetada inicialmente para produzir 900 mil toneladas de celulose por ano e, após investimentos realizados em seus primeiros anos, alcançou o patamar médio atual de 1,1 milhão de toneladas anuais.
Em 2023, a companhia chegou à marca de 20 milhões de toneladas de celulose produzidas, dois anos antes da previsão inicial. Atualmente, o volume acumulado desde o início da atividade industrial já é de aproximadamente 21 milhões de toneladas.
A logística também evoluiu ao longo desse percurso. Em 2015, a empresa passou a utilizar exclusivamente o transporte marítimo para levar a celulose do Terminal Marítimo de Belmonte, na Bahia, ao Portocel, no Espírito Santo. O modelo completou dez anos em 2025 e contribuiu para reduzir a circulação de caminhões pesados pela BR-101, combinando eficiência operacional, segurança viária e menores emissões.
Diferentes comunidades
A atuação da Veracel no território também inclui iniciativas voltadas à inclusão produtiva e ao fortalecimento de atividades econômicas locais. Os projetos apoiados pela companhia beneficiam aproximadamente 1.700 famílias ligadas à agricultura familiar e abrangem áreas como apicultura, meliponicultura, pesca artesanal e mariscagem.
O trabalho envolve assistência técnica, capacitação, organização da produção, melhoria de estruturas e apoio à comercialização. A proposta é ampliar a autonomia das famílias, criar condições para a permanência no campo e fortalecer cadeias capazes de gerar renda a partir das características e dos conhecimentos presentes em cada comunidade.
Essa agenda contempla ainda iniciativas realizadas com povos indígenas, associações comunitárias e instituições de ensino. Ao longo dos anos, a empresa passou a integrar educação, formação profissional e desenvolvimento econômico em projetos construídos de acordo com as demandas identificadas em cada localidade.
Mata Atlântica preservada
Criada sete anos antes da fábrica, a RPPN Estação Veracel representa um dos principais marcos ambientais dessa história. Localizada entre Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália, a reserva possui mais de 6 mil hectares e é reconhecida pela UNESCO como Sítio do Patrimônio Mundial Natural.
Além de proteger espécies da fauna e da flora, a área recebe pesquisas científicas, atividades de monitoramento e ações de educação ambiental. A Estação também favorece a conexão entre fragmentos florestais e contribui para a conservação de nascentes e outros serviços ecossistêmicos importantes para a região.
Considerando todas as áreas sob sua gestão, a Veracel mantém mais de 100 mil hectares de vegetação nativa conservada. O modelo adotado pela empresa prevê a manutenção de um hectare destinado à preservação para cada hectare de eucalipto utilizado no abastecimento da fábrica.
Em 2025, essa frente ganhou um novo impulso com o Projeto Muçununga, realizado em parceria com a Biomas. A iniciativa prevê recuperar mais de 1.200 hectares distribuídos por oito municípios do Sul da Bahia. Ao longo de dois anos, deverão ser plantadas cerca de 2 milhões de mudas de mais de 70 espécies nativas, contribuindo para a recomposição de áreas degradadas e para a ampliação da conectividade da Mata Atlântica.
Transformação em curso
Ao completar 35 anos, a Veracel se prepara para um período em que os desafios industriais, ambientais e sociais estarão ainda mais conectados. A companhia já utiliza inteligência artificial, monitoramento em tempo real, análise de dados e tecnologias preditivas para aumentar a segurança, antecipar riscos e tornar mais eficiente a gestão das atividades florestais, industriais e logísticas.
Para os próximos anos, as prioridades incluem elevar a produtividade das áreas existentes, preparar as florestas para os efeitos das mudanças climáticas, avançar na economia circular, desenvolver profissionais e ampliar a contribuição da empresa para uma bioeconomia capaz de gerar resultados econômicos, sociais e ambientais.
“Nosso futuro depende da capacidade de tratar inovação, pessoas, biodiversidade e desenvolvimento regional como partes de uma mesma agenda. Produzir, conservar e incluir não são caminhos separados. São compromissos que precisam avançar juntos para que a Veracel continue relevante para o Sul da Bahia nas próximas décadas”, conclui Lanna.
Trevo dos Búfalos conquista Bronze na ExpoQueijo Brasil 2026
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A Fazenda Trevo dos Búfalos voltou a ser premiada na maior competição de queijos artesanais das Américas. A ExpoQueijo Brasil 2026 - Araxá International Cheese Awards aconteceu de 25 a 28/06 no Grande Hotel e Termas de Araxá/MG.
O queijo Trança dos Búfalos levou o troféu Bronze na categoria Queijo de Leite de Búfala Cru ou Pasteurizado com Massa Filada. A exposição reuniu cerca de mil amostras de 19 países em diversas categorias; mais de 200 jurados nacionais e internacionais; e milhares de visitantes ao longo de quatro dias dedicados aos negócios, à gastronomia, ao turismo e à valorização da produção artesanal.
O resultado reforça a qualidade da produção baiana e evidencia a tradição do estado na fabricação de derivados de leite de búfala, segmento que vem conquistando reconhecimento nacional. O prêmio foi recebido pela diretora do empreendimento Victória Cangussu.
Participando da ExpoQueijo pelo quarto ano consecutivo, a produtora destacou a importância do reconhecimento para a história da queijaria e da família. "É uma maravilha, uma honra para a gente representar a Bahia aqui na ExpoQueijo, que a cada ano tem sido ainda melhor. Estamos no quarto ano consecutivo e, depois de conquistarmos um Ouro no ano passado, este ano levamos o Bronze com o nosso queijo de trança de massa filada de búfala", disse.
Segundo Victória, a premiação fortalece um trabalho construído ao longo de gerações. "O reconhecimento foi maravilhoso para a nossa queijaria e para a nossa história. Temos 54 anos de criação de búfalos e produção de queijos. Tudo começou com meus avós, passou pelos meus pais e hoje eu represento a terceira geração. Isso nos incentiva a continuar produzindo cada vez melhor", comemorou.
A produtora também ressaltou a credibilidade da competição. "Nós participamos de outros concursos, mas a ExpoQueijo, para nós, é o mais importante, pela seriedade da Maricell e de toda a equipe", disse.
O principal prêmio da competição permaneceu em território brasileiro. O Queijo Maranata Ouro, do Rancho Maranata, de Virgínia/MG, conquistou o Super Ouro ao superar concorrentes de alguns dos mais tradicionais países produtores do mundo.
Produzido por Henrique Lamim, o queijo venceu na categoria de leite cru, casca lisa e/ou lavada, com mais de 180 dias de maturação.
Desde a criação da ExpoQueijo Brasil, apenas três países conquistaram o principal prêmio da competição. A Itália venceu as duas primeiras edições, a Argentina foi campeã em 2023 e 2024, enquanto o Brasil chegou ao topo em 2025 e repetiu o feito em 2026.
Com informações da Asom Expo Queijo Brasil - Fotos: Expo Queijo Brasil e redes sociais
Biel Brito na Banda Eva: de Porto Seguro para o Brasil
Redação
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A vocação artística de Biel Brito surgiu ainda na infância. Nos tempos em que o pai, Carlinhos, o levava para a Escola Frei Henrique, em Porto Seguro, o talento já chamava atenção.
“Ele era bem pequenininho. Eu colocava música no carro e ele decorava tudo de primeira. Ficava quietinho, observando. Sempre foi assim, principalmente com a música”, relembra o pai.
Foi ao lado dele que Gabriel deu os primeiros acordes no palco do Bombordo, um dos bares mais tradicionais da noite de Porto Seguro, onde se apresentou durante muitos anos.
Agora, Biel Brito ganha projeção nacional ao ser anunciado como o novo vocalista da Banda Eva, sucedendo Felipe Pezzoni.
Antes dessa conquista, construiu uma trajetória consistente: começou como DJ aos 14 anos, comandou festas e grandes eventos, levantou multidões em trios elétricos e marcou presença no Carnaval de Porto Seguro e de Salvador, além de integrar as bandas Virou Bahia e DiDengo.
O orgulho da família transparece nas palavras de Carlinhos. “Ele não é apenas um músico, é um artista. Tem pensamento de artista. As composições dele são maravilhosas. Às vezes eu nem acredito que aquelas letras foram escritas por ele”.
Além de cantor e compositor, Biel é multi-instrumentista: toca percussão, bateria, violão e teclado. “Desde pequeno eu enxergava esse talento. Agora chegou a hora de mostrar ao Brasil tudo o que ele sabe fazer, com muita responsabilidade”, afirma o pai.
Ao longo de sua história, a Banda Eva revelou grandes nomes do axé, como Ricardo Chaves, Daniela Mercury, Ivete Sangalo, Emanuelle Araújo e Felipe Pezzoni, que seguirá à frente da banda até o Carnaval de 2027.
A chegada de Biel Brito reforça essa tradição de descobrir e projetar talentos. Nascido e criado em Porto Seguro, ele leva consigo o orgulho de sua cidade e inicia um novo capítulo em uma das maiores vitrines da música baiana.
E Porto Seguro, mais uma vez, aplaude um de seus filhos. De pé.
Instituto Portobello Hotéis realiza 2ª edição do “Prêmio Honra ao Mérito”
Cultura
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O Instituto Portobello Hotéis realiza a 2ª edição do “Prêmio Honra ao Mérito - Educação, Cultura e História”. O grande vencedor de 2026 é o escritor e poeta Paulo Sérgio Rosseto. Também serão homenageados o Centro Municipal de Pesquisa, Educação e Cultura (CEMPEC) e seu coordenador Carleone Filho - escritor, diretor de teatro e artista plástico.
De acordo com o empresário e escritor Cícero Sena, presidente do Instituto, o objetivo da premiação é “reconhecer personalidades e instituições que contribuem significativamente para o fortalecimento da educação, da cultura e da história de Porto Seguro”.
"Mais do que uma cerimônia, o prêmio busca incentivar o reconhecimento público de iniciativas que promovem impacto social, valorização e fortalecimento da história local. Os homenageados dessa edição são referências cujas trajetórias representam dedicação à cultura, à educação, à literatura, à memória coletiva e à democratização do acesso ao conhecimento”, parabeniza Cícero.
Além do troféu, Paulo Sérgio Rosseto receberá R$ 5 mil de premiação. A solenidade acontece dia 23/07, das 10h às 11h, no Hotel Portobello Resort, em Taperapuã.
Paulo Sérgio Rosseto
Escritor e poeta, paulista de Guaraçaí, 66, Paulo Sérgio Rosseto mora em Porto Seguro desde 1987. Em Três Lagoas/MS, onde residiu de 1971 a 1986, começou a estampar seus poemas nas páginas do Jornal do Povo. Em 1982, publicou seu primeiro livro, “O Sol da Dor da Terra”.
Hoje, tem 24 livros publicados. O mais recente, “O Barbeiro de Selviria” (2025). É membro da ALPS (Academia de Letras do Brasil - Seccional Porto Seguro), onde ocupa a Cadeira 18; e da AVIL (Academia Virtual Internacional de Literatura), na Cadeira 38.
Carleone Filho
Carleone Filho é escritor, diretor de teatro, artista plástico e gestor cultural. Graduado em Língua e Literatura Portuguesa, ele tem um papel ativo na promoção da arte, educação e literatura na cidade.
É coordenador do CEMPEC (Centro Municipal de Pesquisa, Educação e Cultura) em Porto Seguro; e membro e ex-presidente da Academia de Letras do Brasil - Seccional Porto Seguro (ALPS).
CEMPC
O CEMPEC (Centro Municipal de Pesquisa, Educação e Cultura) é um espaço mantido pela Prefeitura de Porto Seguro (por meio da Secretaria Municipal de Educação) focado no desenvolvimento integral de crianças, jovens e adultos.
O Centro oferece oficinas e cursos gratuitos à comunidade, abrangendo áreas como Artes, Teatro, Música e Idiomas. Além das atividades formativas, o espaço também sedia projetos de intercâmbio, mostras fotográficas, apresentações teatrais e exposições culturais abertas ao público.
Instituto Portobello Hotéis
O Instituto Portobello Hotéis é uma entidade sem fins lucrativos de Porto Seguro. Suas principais ações são focadas no desenvolvimento social e cultural da comunidade.
Suas iniciativas incluem também incentivo à leitura, como o “Projeto Portoteca”, para a formação de leitores e democratização do acesso a livros. São mini-bibliotecas instaladas em geladeiras em diversos pontos da cidade.