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Edital oferece 5.718 vagas para o Partiu Estágio na Bahia

Bahia 05 de setembro de 2026 Acessos: 225

 

Estudantes universitários podem se inscrever, até 02/10, para concorrer a um estágio nos órgãos públicos do Estado da Bahia. A segunda edição de 2026 oferece 5.718 vagas em 309 municípios baiano. As inscrições são gratuitas exclusivamente pela internet, por meio da plataforma ba.gov.br.

Podem participar estudantes com pelo menos 50% do curso de graduação concluído, idade mínima de 16 anos e matrícula em instituição de ensino com sede ou polo na Bahia.

Entre os critérios de prioridade estão a inscrição no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e a conclusão do ensino médio integralmente em escola pública ou com bolsa integral em instituição privada.

As vagas contemplam 94 cursos de nível superior, com maior número de oportunidades para Administração (809), Letras (730), Matemática (559), Pedagogia (549) e História (303). Também há vagas para formações nas áreas de educação, saúde, engenharias, tecnologia, ciências humanas, comunicação, gestão e turismo, entre outras.

Os estudantes selecionados recebem bolsa de R$ 607,00 e auxílio-transporte, para jornada de quatro horas diárias, totalizando 20 horas semanais. O estágio terá duração de um ano, sem possibilidade de prorrogação, exceto para pessoas com deficiência.


Fonte: Matheus Calmon/GOVBA - Foto: Joá Souza/GOVBA

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Caju de Leitores: encerramento tem artes indígenas e encontro com autores

Cultura 04 de setembro de 2026 Acessos: 306

 

Último dia teve contação de histórias, roda sobre imagens e grafismos e atividade de conscientização sobre a proteção animal

O Festival Caju de Leitores encerrou sua 5ª edição nesta sexta-feira (4), na Oca Tururim, na Aldeia Xandó, em Porto Seguro (BA). Ao longo dos três dias de programação, o evento recebeu 16 autores e convidados e reuniu centenas de participantes em atividades dedicadas à literatura, à oralidade, à educação, às artes e aos saberes indígenas.

A programação do último dia começou com a anciã e mestra dos saberes ancestrais Pataxó Maria Coruja, homenageada desta edição, e a escritora Lucia Tucuju. Juntas, elas compartilharam histórias de seus ancestrais, cantos e danças com o público.

Em sua quarta participação no festival, Lucia também integrou, neste ano, o Caju Itinerante, projeto que visitou dez escolas da região com contações de histórias e conversas com os estudantes.

“O Caju é sempre um presente. São muitas emoções e alegrias na vida pessoal, espiritual e profissional. É um lugar de novas experiências e de imersão. Hoje, tive o prazer de estar ao lado de Maria Coruja, uma liderança muito reconhecida pelo povo Pataxó. Foi uma honra”, afirmou.

Imagens e grafismos indígenas

A mesa “Quando as imagens também contam as histórias dos bichos” reuniu a desenhista e roteirista Sol Itaputyr, do povo Jeripankó, o artista e tatuador Tucunã Pataxó e o ilustrador Maurício Negro. O encontro discutiu como desenhos, ilustrações e grafismos podem transmitir histórias, conhecimentos e referências ancestrais.

Em sua primeira participação no Caju de Leitores, Sol destacou o acolhimento e os conhecimentos compartilhados durante o festival. “Eu não imaginava que levaria tanta bagagem de conhecimento, que seria tão bem acolhida e que me emocionaria tanto. Quero agradecer aos meus ancestrais, ao meu pai Tupã, aos Encantados e a este território”, declarou.

Responsável pela identidade visual do Caju de Leitores desde 2024, Tucunã falou sobre a importância de sua arte para expressar a força, a resistência e a luta do povo Pataxó. “Por meio do trabalho que desenvolvemos com os alunos, criamos essa conexão que temos com nossos ancestrais e nossos avós, quando nos sentamos à beira da fogueira para escutar os mais velhos. A gente também ensina essa conexão na educação: a importância de ouvir e compartilhar, fortalecendo a cultura indígena”, afirmou.

Para Maurício Negro, o festival tem contribuído para formar uma rede entre autores, artistas, educadores e comunidades. “As conversas acontecem em todos os lugares e caminhos. O mais interessante é que o Caju está tecendo uma rede de contatos e criando conexões. Os educadores são mediadores de cultura com as crianças, principalmente neste momento em que se repensa a educação no mundo”, ressaltou.

Colheita de Livros reúne autores e público

À tarde, a Colheita de Livros — Encontro com Autores reuniu Duca Caraíva, Adriana Pesca, Lucia Tucuju, Auritha Tabajara, Geni Nuñez, Maurício Negro, Carina Pataxó e outros convidados para uma conversa sobre literatura indígena, memória e território.

“Esse é um momento ímpar, de estar à mesa com escritoras e escritores que fizeram parte da minha pesquisa de mestrado como pioneiros na construção do que hoje conhecemos como literatura indígena brasileira contemporânea. É um prazer compartilhar uma mesa com esses grandes autores e poder dizer que também faço parte dessa construção”, afirmou Adriana Pesca, primeira mulher indígena da Bahia a ocupar uma cadeira na Academia de Letras de Porto Seguro.

Proteção animal e apresentações culturais

No Palco Sabará, o projeto Caraíva Proteção Animal apresentou informações e promoveu uma atividade de conscientização sobre o cuidado e a proteção dos animais. O espaço também recebeu uma contação de histórias do projeto Corra pro Abraço, que desenvolve ações de garantia de direitos e redução de riscos junto à juventude.

Após a Colheita de Livros, os Marujos Pataxó realizaram uma apresentação cultural que marcou o encerramento do último dia do festival.

Para Joanna Savaglia, idealizadora e gestora do Caju de Leitores, a 5ª edição mostrou o amadurecimento do festival e o aprofundamento dos temas abordados nas rodas de conversa.

"O Caju 2026 foi um evento muito especial e tem sido, cada vez mais, acolhido pela comunidade. Esse ano tivemos a primeira artista internacional, que encantou as pessoas com as suas histórias.  Além disso, shows, rodas de conversa e todas as atividades, que tiveram grande participação. Estamos contentes com o resultado. Acreditamos estar no caminho certo. Essa 5ª edição também trouxe um festival maduro, com uma curadoria muito refinada. E, apesar de menos rodas de conversa, todas foram muito bem pensadas. Esses 5 anos de percurso do Caju, fez desse evento consolidado, adotado pela comunidade e pelos municípios vizinhos também. Chegamos num nível de maturidade, que o Caju já transmite conhecimento, atrai pessoas interessadas por leitura e literatura, e a ideia é que cada vez mais pessoas comecem a escrever livros e contar suas histórias”, finalizou, confirmando a realização da 6ª edição do Caju de Leitores em 2027.

Sobre o festival

Criado em 2022, o Festival Caju de Leitores tem como eixos a formação de leitores, a ampliação do acesso à literatura indígena e o encontro entre escritores, artistas, educadores, estudantes, lideranças e comunidades. Até 2025, o festival alcançou mais de 12 mil pessoas em suas diferentes ações.

A 5ª edição teve como tema “Um Manifesto de Bichos”, que propôs reconhecer os animais como seres presentes nas histórias, nas memórias e nos conhecimentos compartilhados entre gerações. A proposta relacionou bichos, ancestralidade, território, língua, natureza e os modos indígenas de compreender a existência.

O Festival Caju de Leitores é uma realização do Ministério da Cultura e da Savá Cultural. Conta com patrocínio da Neoenergia e do Itaú, via Lei Rouanet, além da Secretaria Municipal de Educação de Porto Seguro, por meio da Superintendência de Cultura e Patrimônio Histórico. Tem ainda parceria acadêmica da Universidade Federal do Sul da Bahia.

BOX — O Caju pelo olhar do público

“O Caju é um evento muito importante. Reúne escritores de diversos povos e tem essa diversidade, o que considero muito positivo. Trazer esses escritores permite que os leitores conheçam não apenas os livros, mas também quem escreve, de onde vem e como é o seu território. Estou ansiosa para o próximo.” Ana Cunha, moradora

“Gosto do Caju, principalmente das contações de histórias e de ajudar minha mãe a vender artesanato.” Maíny Brás, 10 anos

“Sou um jovem aprendiz da cultura indígena do povo Pataxó e estou aprendendo e praticando nossa língua materna, o Patxohã. O Caju é muito bom porque transmite ensinamentos sobre história e literatura para os jovens e as crianças. Além disso, ajuda as pessoas não indígenas a conhecer e compreender um pouco da nossa língua.” Wekanã Alves, estudante

“É a primeira vez que participamos. Vendemos artesanato, de onde tiramos nosso sustento, e gostei muito do Caju. Acompanhei as falas dos mais velhos e dos ancestrais, ouvi as histórias de Maria Coruja e me emocionei. Sou neta de Tururim, antigo cacique da Aldeia Xandó, e considero muito importante homenagear nossos anciãos.” Thayane Brás Ferreira, artesã indígena da Aldeia Bugigão

“O Caju tem o poder de reunir diferentes culturas. É um momento de união entre etnias e de fortalecimento. O que mais gosto é a participação das escolas e o aprendizado sobre cultura e literatura. Tenho duas crianças que amam os livros. É uma troca de conhecimentos, e sentimos isso cada vez que recebemos uma etnia diferente.” Michelle Souza Braz, indígena da Aldeia Xandó

“É a segunda vez que venho. É um encontro maravilhoso, e gosto de ouvir as histórias das diferentes aldeias indígenas presentes, que compartilham suas experiências e promovem essa troca. Queria muito acompanhar Tucunã, porque acho os desenhos dele maravilhosos. Como também sou designer, fico apaixonada pela arte dele.” Maria Paula, designer e moradora de Arraial d’Ajuda

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Festival de Cinema e Turismo tem programação em Porto Seguro e Salvador

Cultura 01 de setembro de 2026 Acessos: 1014

 

A 5ª edição do Finisterra Brasil Film Art & Tourism Festival traz para a Bahia 109 filmes de 22 países. Organizado pela Arrábida Film Commission, de Portugal, a mostra acontece entre 08 e 16/09 na Bahia. São 22 categorias e 70 troféus em disputa.

Estão programadas 19 sessões de cinema, divididos entre o Centro de Cultura de Porto Seguro, a Sala Walter da Silveira, em Salvador; e nos Museus MAB, MAM e Museu da Mesiricórdia, todos na capital baiana.

Na Terra Mater haverá também uma programação para alunos do Ensino Médio com os ciclos temáticos "Pegadas de Portugal" e "Paisagens do Mundo". A cerimônia de premiação está marcada para o dia 16/09, às 17h, na Sala Walter da Silveira.

 

Promoção de cenários

Durante o festival, duas dezenas de participantes de onze países terão a oportunidade de realizarem uma imersão em pontos turísticos. O objetivo é explorar o potencial da região para futuras produções cinematográficas.

O roteiro inclui ao Arraial d’Ajuda, Caraíva, Parque Marinho Recife de Fora, Reserva da Jaqueira, Estação Veracel e Centro Histórico de Porto Seguro. O itinerário cultural estende-se a Belmonte e a Salvador, com paragens em museus, Fundação Casa de Jorge Amado, Bloco Afro Ilê Aiyê e Pelourinho.

Segundo Carlos Sargedas, diretor de ambos os festivais (Portugal e Brasil) e vice-presidente do CINETOUR (consórcio de festivais de cinema no mundo), “esta sinergia cria uma ‘ponte’ essencial entre a Bahia e o resto do circuito cinematográfico internacional.

O Finisterra Brasil Film Art & Tourism Festival é um evento internacional que promove a convergência entre a produção audiovisual e o turismo, premiando obras que destacam identidades culturais, destinos e a sustentabilidade ecológica a nível mundial.

 

Categorias de inscrição obrigatória: Documentário; Curta-metragem documental; Promoção; Publicidade; Timelapse; Drone; Séries de TV; Filmes turísticos com IA; e Filmes de turismo para blogueiros/vloggers e youtubers.

Premiações de categorias técnicas e artísticas: Melhor Fotografia; Melhor Trilha Sonora; Melhor Roteiro; Melhor Criatividade/Inovação; Melhores Efeitos Visuais; Melhor Direção; Melhor Pós-Produção/Edição e Melhor Narração/Dublagem

Categorias temática (premiação para os melhores filmes de): Turismo Religioso; Turismo de Montanha; Turismo de Praia e Mar; Turismo de Viagem; Turismo de Destinos; Turismo de Natureza e Vida Selvagem; Turismo de Lugares Históricos; Vida Humana; Turismo de Serviços; Meio Ambiente e Sustentabilidade; Cidades Turísticas Porto Seguro e Cidades Turísticas Brasil

 

Programação

Porto Seguro - CINE ESCOLA - Centro de Cultura de Porto Seguro

09/09 (quarta)

09h - Workshop Práticas Cineclubistas; Mostra Pegadas de Portugal

14h - Mostra Pegadas de Portugal; Mostra Paisagens do Mundo

19h - Cerimônia de Abertura; Sessão Cineclube

 

10/09 (quinta)

09h - Mostra Pegadas de Portugal; Mostra Paisagens do Mundo

14h - Mostra Pegadas de Portugal; Mostra Paisagens do Mundo

 

11/09 (sexta)

09h - Mostra Pegadas de Portugal; Mostra Paisagens do Mundo

14h - Mostra Pegadas de Portugal; Mostra Paisagens do Mundo

16h - Conferência “Cinema e Turismo” (com Carlos Sargedas - Portugal: “As Film Commissions e o Turismo”; Juca Fonseca - Brasil: “O Novo Cinema - Analógico e Digital”; e Priscilla Frey - Suíça: “Cinema Pró-Turismo”

 

12/09 (sábado)

CINEMA EM PROSPECÇÃO

08h - Caraíva: Aldeias Indígenas

19h - City Tour

 

13/09 (domingo)

Passeio ao Parque Marinho Recife de Fora

19h - City Tour

 

Salvador

15/09 (terça)

CIRCUITO MUSEUS

10h - Visita Museu de Arte da Bahia e Museu de Arte Contemporânea; Sessão de Filmes

15h - Visita ao Museu da Misericórdia; Solar do Ferrão

 

16/09 (quarta)

10h - Visita ao Ilê Aiyê

14h - Casa de Jorge Amado

19h - Cerimônia de Premiação - Sala Walter da Silveira


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Porto Seguro integra ação nacional de limpeza de praias da Rede Biomar

Meio Ambiente 10 de setembro de 2026 Acessos: 248

 

A Rede de Conservação da Biodiversidade Marinha (Biomar) realiza, ao longo de setembro, uma nova mobilização nacional em apoio ao World Cleanup Day, o Dia Mundial da Limpeza, 20/09. Serão ações em oito municípios do litoral brasileiro.

Em Porto Seguro, os mutirões de limpeza acontecem dia 19/09, sábado, a partir das 08h, com concentração em dois pontos: na Cabana Axé Moi, em Taperapuã; e na barraca Canto da Alvorada, na praia de Araçaípe, Arraial d´Ajuda.

 

 

A comunidade está convidada a participar dos mutirões, que contam com a colaboração de escolas, organizações locais, gestores públicos. Serão mobilizados centenas de voluntários. A Rede Biomar promoveu uma formação nacional online.

A mobilização também chama atenção para os impactos da poluição sobre a biodiversidade marinha. Resíduos plásticos, em especial fragmentos e microplásticos, permanecem por longos períodos no ambiente, podem ser ingeridos por animais e afetam ecossistemas sensíveis, como os recifes de coral.

Os resíduos retirados são triados, pesados e registrados, em um trabalho que também inclui atividades de educação ambiental. Os dados coletados contribuem para diagnósticos, pesquisas e políticas públicas de proteção dos ambientes costeiros e marinhos.

Sob a liderança do Projeto Coral Vivo, a iniciativa reúne os projetos Albatroz, Baleia Jubarte, Golfinho Rotador e Meros do Brasil, patrocinados pela Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental.

Em Porto Seguro e Arraial d´Ajuda, os mutirões contam com parceria da prefeitura, secretaria de Meio Ambiente, Plogging Porto Seguro, Arraial Quadri, Associação Filhos do Céu, Associação Gota do Óleo, Canto d'Alvorada, CEAD, COOEPS, Coletivo Jovem Muká Mukaú, Eco Parque Arraial d'Ajuda, Hina Va'a, Verdejar d'Ajuda e Profit Academia.

 

Números

Desde 2018, as ações integradas da Rede Biomar já mobilizaram mais de 4.400 voluntários e retiraram cerca de 17 toneladas de lixo do litoral brasileiro.

Somente em 2025, 1.813 pessoas participaram dos mutirões em cinco estados. As equipes percorreram 28 quilômetros de faixa litorânea, encheram 557 sacos e removeram 4,7 toneladas de resíduos, com 32.013 itens registrados. A triagem somou 127 horas e analisou o conteúdo de 194 sacos.

 

 

Resíduos

O plástico voltou a ser o resíduo predominante em 2025. Ele representou 36,6% do peso coletado, o equivalente a 1,7 tonelada, e 51% dos itens registrados. Nas amostras submetidas à triagem detalhada, sua participação chegou a 85%.

Entre os achados que mais chamaram atenção estavam dois fardos de borracha da Segunda Guerra Mundial, no Arraial d'Ajuda e Barreiros/PE. Associados a cargas de navios alemães afundados no Atlântico em 1944, os blocos reapareceram nas praias mais de 80 anos depois.

As equipes também recolheram garrafas PET com rótulos em chinês em Prado/BA e Barreiros; além de um assento sanitário, um garrafão plástico com validade de 1997, um botijão de gás e bonecas danificadas. Os itens evidenciam a persistência dos resíduos no ambiente e sua dispersão por correntes, ventos e pelo descarte local.

 

Ações coordenadas pelo Projeto Coral Vivo

12/09 - Rio de Janeiro/RJ

13/09 - Prado/BA

15/09 - São Sebastião/SP

16/09 - Barreiros/PE

19/09, às 08h - Porto Seguro - Cabana Axé Moi (Praia de Taperapuã)

19/09, às 09h - Arraial d’Ajuda - Barraca Canto d’Alvorada (Praia de Araçaípe)

19/09 - Macaé/RJ

19/09 - Cumuruxatiba/BA

19/09 - Maceió/AL

25/09 - Mucuri/BA


Com informações de Lage Assossoria (Fernanda Lacombe) - Fotos: arquivo Plogging Porto Seguro e Coral Vivo

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Braztoa: Porto Seguro é o quinto destino mais vendido para turistas brasileiros

Turismo 07 de setembro de 2026 Acessos: 451

 

A Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa) acaba de seu tradicional Boletim com o ranking de destinos mais vendidos no primeiro semestre. Porto Seguro está em destaque entre turistas brasileiros e Salvador, entre estrangeiros.

 

 

No mercado nacional, São Paulo, Maceió, Gramado, Porto de Galinhas e Porto Seguro formaram o Top 5 dos destinos mais vendidos. Já no receptivo internacional, o Rio de Janeiro segue na liderança, seguido por Maceió, Foz do Iguaçu, São Paulo e Salvador.

 

Alguns números

A Braztoa ouviu suas operadoras associadas para identificar os destinos mais comercializados no primeiro semestre de 2026, nas férias de janeiro e fevereiro e durante o mês de julho, além de mapear destinos que ganharam destaque ao longo desses períodos.

O comportamento das vendas revela um mercado que combina destinos consolidados, força de grandes capitais e polos turísticos tradicionais com novos movimentos de demanda.

Além dos destinos comercializados, o Boletim Braztoa aponta um cenário de estabilidade, resiliência e crescimento moderado no primeiro semestre.

Metade das operadoras classificou o desempenho das vendas como bom, 32,1% como regular e 10,7% como excelente. Mesmo diante dos desafios, a demanda por viagens permaneceu ativa.

O movimento também foi percebido nos embarques de julho: cerca de 71% das operadoras registraram volume igual ou superior ao mesmo período de 2025.

Ao mesmo tempo, as vendas mostram um consumidor mais criterioso, com maior procura por produtos premium, viagens de luxo e experiências personalizadas, sem deixar de considerar as condições de pagamento e a relação entre custo e benefício na decisão de compra.

 

Mercado nacional

No mercado nacional, São Paulo, Maceió, Gramado, Porto de Galinhas e Porto Seguro formaram o Top 5 dos destinos mais vendidos pelas operadoras no primeiro semestre.

O ranking, porém, apresenta algumas mudanças de acordo com o período. Nas férias de janeiro e fevereiro, Maceió assumiu a liderança, seguida por Porto de Galinhas, São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Seguro.

Já nas férias de julho, Maceió permaneceu em primeiro lugar, com Rio de Janeiro, São Paulo, Porto de Galinhas e Gramado completando os cinco primeiros colocados.

Além dos destinos líderes, o levantamento identificou localidades que, embora não estejam entre os cinco primeiros colocados no ranking geral, foram apontadas pelas operadoras como destinos que ganharam força nas vendas em diferentes períodos.

No primeiro semestre, Foz do Iguaçu, Fernando de Noronha e Bonito foram os três destinos que mais se destacaram nesse grupo.

De acordo com a Braztoa, o comportamento mudou nas férias. Em janeiro e fevereiro, João Pessoa, Foz do Iguaçu e Natal apareceram entre os destinos que ganharam maior destaque. Já em julho, Bonito, Natal e Fortaleza foram os destinos apontados pelas operadoras.

O movimento mostra que a demanda não está concentrada apenas nos destinos tradicionalmente mais vendidos. Diferentes períodos do ano favorecem produtos e experiências distintas, ampliando as oportunidades para roteiros com forte apelo de natureza, sol e praia, cultura e experiências.

 

Turistas estrangeiros

No receptivo internacional, o Rio de Janeiro foi o principal destino comercializado pelas operadoras no primeiro semestre, seguido por Maceió, Foz do Iguaçu, São Paulo e Salvador.

Rio de Janeiro e Maceió mantiveram posições de destaque também nas férias de janeiro e fevereiro e em julho. No primeiro período, Foz do Iguaçu ocupou a terceira posição, seguido por Porto de Galinhas e Gramado. Em julho, Porto de Galinhas apareceu em terceiro, seguido por Foz do Iguaçu e Gramado.

O levantamento também aponta destinos que ganharam destaque nas vendas de receptivo ao longo do ano. No primeiro semestre, Lençóis Maranhenses, Gramado, Bonito, Recife e Foz do Iguaçu aparecem entre os destinos de maior destaque nesse recorte.

Nas férias de janeiro e fevereiro, Rio de Janeiro, Bonito, Gramado, Recife e Jericoacoara ganharam espaço. Já em julho, o grupo foi formado por Maceió, Natal, Bonito, Salvador e Rio de Janeiro.

 

Viagens internacionais

Entre os destinos internacionais, Orlando, Paris, Roma, Buenos Aires e Santiago foram os cinco mais vendidos pelas operadoras no primeiro semestre.

Orlando manteve a liderança também nas férias de janeiro e fevereiro e em julho. No início do ano, Buenos Aires, Roma, Paris e Punta Cana completaram o Top 5. Em julho, Santiago ganhou força e ficou em segundo lugar, seguido por Roma, Buenos Aires e Paris.

O ranking reforça a presença de destinos tradicionais no mercado brasileiro, mas também evidencia movimentos de diversificação da demanda.

No grupo de destinos internacionais que ganharam destaque nas vendas, Tóquio, Cidade do Cabo e Cancún apareceram no primeiro semestre.

Nas férias de janeiro e fevereiro, Cancún, Roma e Aruba ganharam destaque, enquanto em julho o grupo foi formado por Seul, Cancún e Bariloche.

A diversidade dos destinos que aparecem nesse recorte evidencia uma demanda internacional que vai além dos mercados tradicionalmente mais comercializados, com espaço para diferentes perfis de viagem, experiências e regiões.

Para Marina Figueiredo, presidente executiva da Braztoa, os rankings mostram que analisar apenas os destinos mais vendidos não é suficiente para compreender a dinâmica do mercado.

“Os destinos líderes nos mostram onde está concentrada a demanda, mas os que ganham destaque ao longo dos períodos nos ajudam a enxergar movimentos importantes do consumidor. Para as operadoras, acompanhar esses movimentos é fundamental para antecipar oportunidades e diversificar produtos e mercados”, afirma.

 

Braztoa

A Braztoa (Associação Brasileira das Operadoras de Turismo) reúne operadoras de turismo e parceiros - de negócios e institucionais. Em 2025, as operadoras associadas à Braztoa faturaram R$ 23,95 bilhões e embarcaram 9,71 milhões de passageiros durante todo o ano.


Fonte: Tais Santos (Agência Guanabara) - Foto: Ascom PMPS

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