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Procons vão à justiça contra reajuste de planos de saúde

Saúde 13 de janeiro de 2021

Órgãos de defesa do consumidor vão entrar na Justiça contra o reajuste retroativo dos planos de saúde, suspenso no ano passado em função da pandemia do novo coronavírus e agora autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) a partir de janeiro. Conforme decisão da ANS, além da correção anual de 2020, os beneficiários poderão ter que arcar com o possível reajuste de faixa etária, tudo isso ainda somado ao aumento de 2021.

O Procon de São Paulo já havia anunciado que ingressaria com uma ação civil pública, em conjunto com a Procuradoria Geral do Estado de São Paulo, para suspender ou pelo menos reduzir os reajustes dos planos de saúde.

No entanto, como se trata de uma demanda nacional, a Associação Brasileira dos Procons (Procons Brasil) também acionará a Justiça, informa Filipe Vieira, presidente da entidade e superintendente do Procon-BA. "Nós, órgãos de defesa do consumidor em todo o Brasil, estamos nos organizando para evitar este acúmulo do reajuste. E a gente trabalha em articulação com outros órgãos", diz, ao citar, por exemplo, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e a Associação Nacional do Ministério Público do Consumidor (MPCon).

Vieira afirma que falta definir se a associação entrará com uma nova ação ou se dará andamento a um processo já existente, do ano passado. Possivelmente, o instrumento escolhido também será uma ação civil pública. O argumento, explica, será de que a situação que levou ao adiamento do reajuste em 2020 permanece. "Se os reajustes foram adiados por causa da pandemia, nós ainda estamos na pandemia", diz.

O superintendente do Procon-BA destaca decisão recente do ministro Ricardo Lewandowski do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou até 31 de dezembro de 2021 efeitos da Lei nº 13.979/2020, referente a medidas de combate à pandemia.

"Nós defendíamos que o ano de 2020 não deveria ter reajuste, porque as pessoas ficaram impedidas de fazer exames, procedimentos médicos eletivos, cirurgias, ou seja, o custo médico-hospitalar para os planos ficou totalmente reduzido, porque os consumidores deixaram de usar. Além do mais, com o isolamento e o home office, o consumidor passou a se expor a menos riscos", argumenta.

“As operadoras estão buscando lucros desproporcionais em meio à situação crítica que vivemos, já que com a pandemia muitas pessoas estão sofrendo uma queda em seu poder aquisitivo”, afirma Fernando Capez, diretor executivo do Procon-SP.

Durante o mês de janeiro, reclamações feitas pelo site do Procon-SP serão analisadas e encaminhadas na ação civil pública.

Na Bahia, o Ministério Público estadual informou que acompanha o assunto e atenderá aos consumidores que eventualmente se sintam lesados e protocolem denúncias na instituição.

Em novembro do ano passado, a Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) definiu que os beneficiários de planos de saúde que tiveram suspensas as cobranças de reajuste anual e por faixa etária entre setembro e dezembro de 2020 teriam o pagamento desses valores "distribuído" em 12 meses, a partir de janeiro de 2021.

De acordo com a agência, há 47,2 milhões de usuários de planos de saúde no país. Ainda segundo o órgão, a suspensão do reajuste alcançou 20,2 milhões de beneficiários em relação à correção anual e 5,3 milhões de beneficiários no tocante aos reajustes por mudança de faixa etária.

A ANS determinou um reajuste máximo de 8,14% para os planos individuais ou familiares contratados a partir de janeiro de 1999 ou adaptados à Lei nº 9.656/98. O índice é válido para o período entre maio de 2020 e abril de 2021.

Caso seja cobrado percentual acima desse nos casos especificados, o usuário poderá fazer inicialmente uma reclamação no SAC da operadora para reaver o que foi pago, afirma o advogado Thiago Leonis. "Se o contato com os canais da operadora de saúde forem infrutíferos, a orientação é que seja feita uma reclamação junto a ANS, indicando os meses que foram cobrados indevidamente e o percentual aplicado. Se nada disse der certo, o consumidor pode ir até o Procon ou buscar um advogado de sua confiança para judicialização", diz.

O profissional explica que, para os planos de saúde coletivos ou por adesão, não há limite. "Estes últimos, que são os de maior reclamação judicial, tendem a girar em torno de 19%, podendo chegar a mais de 20%. Ultrapassada essa média, o consumidor também pode seguir os caminhos com reclamações, como orientado anteriormente", acrescenta.

Leonis também orienta que, como os reajustes estão legalmente autorizados até então, os consumidores devem manter os pagamentos para evitar a rescisão do plano ou, ainda, a inclusão do beneficiário no cadastro de devedores (SPC/Serasa).

O reajuste acumulado precisa ser dividido em pelo menos 12 parcelas, ficando a critério do consumidor parcelar em menos vezes, diz o advogado. A operadora poderá dividir em mais vezes, mas não é obrigada.


Fonte: A Tarde

 

Pacientes com câncer precisam de doação de sangue e apoio financeiro

Saúde 12 de janeiro de 2021

 

A pequena Letícia Cruz Ferreira, de dois anos, foi diagnosticada com leucemia mielóide aguda, um tipo de câncer nas células do sangue e na medula óssea, região em que as células do sangue são produzidas. O jovem violinista, Kaio Lacerda Ferraz, aos 15 anos, foi diagnosticado com leucemia linfoide aguda. Ambos são assistidos pelo Grupo de Apoio à Criança com Câncer Sul Bahia (GACC), em Itabuna, e precisam de ajuda.

Letícia tem um tipo de leucemia ataca as células mielóides, que normalmente se desenvolvem formando alguns tipos de glóbulos brancos que funcionam na defesa do nosso corpo, principalmente contra infecções. Ela precisa de sangue e plaquetas para o tratamento que está fazendo e para isso são necessárias mais ou menos cinco bolsas diárias, segundo Fabiano Ferreira, pai da menina.

As doações devem ser feitas no Banco de Sangue da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna, no Pontalzinho, de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, e aos sábados das 7h ao meio-dia. A doação deve ser em nome de Letícia Cruz Ferreira. Ela mora em Sítio do Mato, município da região de Bom Jesus da Lapa, no oeste da Bahia, mas está internada para tratamento. Os pais estão com dificuldades para conseguir as doações e iniciaram uma campanha para que a comunidade ajude. “Como estamos longe da nossa cidade e distante dos nossos familiares, pedimos à todos que nos ajudem nesse momento, doando sangue”.

Kaio Lacerda precisa de apoio financeiro para continuar tratamento

Já o adolescente Kaio Lacerda Ferraz, precisa de R$ 240 mil para adquirir a medicação Blinatumomab e continuar o tratamento contra o câncer. O jovem violinista, foi diagnosticado com leucemia linfoide aguda. Natural de Vitória da Conquista, foi encaminhado para Itabuna e desde então recebeu apoio e tratamento com a equipe multidisciplinar do GACC.

O tratamento de Kaio, que já está com 18 anos, estava em manutenção há um ano. Nessa fase, o paciente volta à sua rotina normal e passa a fazer acompanhamento médico em períodos específicos para fim de tratamento e/ou continuidade. No caso dele, a doença recidivou e ele precisou reiniciar a quimioterapia e fazer um transplante de medula óssea. Enquanto aguardava o transplante, Kaio teve uma infecção generalizada e precisou ficar 12 dias na UTI em coma induzido, o que comprometeu e atrasou o andamento do tratamento. E ele venceu mais essa etapa. Agora precisa de auxílio financeiro para seguir com o tratamento.

Apesar do transplante, a doença mais uma vez retornou e Kaio está internado no Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira – IMIP, em Recife (PE) e precisa ser submetido a um novo transplante, mas antes tem que estar com as células estabilizadas. O jovem precisa passar por uma imunoterapia ou terapia biológica, um tipo de tratamento que fortalece o sistema imunológico fazendo com que o corpo tenha maior capacidade para combater o câncer e doenças autoimunes.

É nesta fase que Kaio precisa de uma medicação chamada Blinatumomab que não é ofertada pelo Sistema Único de Saúde e custa em média R$ 10 mil reais, cada dose. Os amigos e familiares iniciaram uma “vaquinha” para adquirir o valor e garantir que Kaio receba as 24 doses necessárias para o tratamento.

Dados para ajudar Kaio

Depósitos em conta bancária, na Caixa Econômica Federal: Ag: 079; Poupança: 232030 – 7; Op: 013, em nome de Oscar Rodrigues Ferraz.

Ou pelo PIX: 77999672719

E ainda acessando o link da vaquinha virtual: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/unindo-forcas-para-kaio-continuar-o-tratamento-de-lla-leucemia-linfoide-aguda


Fonte: Ascom GACC

Covid: novo boletim detalha notificações mas não tem informação sobre leitos

Saúde 08 de janeiro de 2021

A Secretaria Municipal de Saúde de Porto Seguro divulgou, dia 07/01/21, uma nota de esclarecimento referente ao primeiro boletim epidemiológico, emitido após a posse da nova gestão. O boletim passou a publicar mais detalhes sobre os números de notificações de casos Covid-19 no município, considerando novos critérios. Também houve mais detalhamento na descrição dos sintomas e na forma de classificação de pacientes com suspeita da doença, conforme sinais clínicos e exames.

O boletim de ocorrência de casos por bairros passou a ser apresentado em ordem alfabética, diferente do anterior, que apresentava os números por ordem decrescente de casos. Mas quanto aos leitos hospitalares de UTI e leitos clínicos para o tratamento da doença, o novo boletim epidemiológico não publicou o número de ocupações ou de disponíveis para atendimento.

Informa o boletim:

“No período de 14/03/20 a 07/01/21 foram notificados 22.052 casos de COVID-19, sendo 9.054 casos descartados, 4.405 confirmados e 8620 casos suspeitos, classificados como síndrome gripal, com um percentual de 97,5% de recuperados entre os suspeitos e confirmados de COVID-19, sendo 84 óbitos acumulados desde março/ 2020. Consideramos 231 casos em isolamento domiciliar, pela informação da vigilância epidemiológica do município, sendo casos monitorados com teste positivo acrescidos dos casos do dia.

 De acordo com o Ministério da Saúde (2020), o quadro clínico da COVID-19 é caracterizado inicialmente como uma síndrome gripal (SG), apresentando pelo menos dois (2) dos seguintes sinais e sintomas: febre (mesmo que referida), calafrios, dor de garganta, dor de cabeça, diarréia, mialgia, tosse, coriza, distúrbios olfativos ou gustativos, podendo ser diagnosticado através de investigação clínico-epidemiológica, além de uma correta anamnese e exame físico adequado ao paciente.

Os casos suspeitos e confirmados de COVID-19 podem ser classificados de acordo com os sinais e exames realizados sendo os critérios:

- Clínico quando o paciente apresenta sinais clínicos típicos com síndrome gripal suspeita de COVID-19 (Ex: anosmia- perda de olfato e/ ou ageusia - perda do paladar).

- Clinico-epidemiológico quando além de apresentar sinais clínicos compatíveis com síndrome gripal suspeita de COVID-19, o doente teve contato com caso confirmado;

- Clinico-Imagem quando além de apresentar sinais clínicos compatíveis com síndrome gripal suspeita de COVID-19, tem imagem típica na tomografia computadorizada de tórax.

- Laboratorial quando o doente com ou sem sintomas gripais, realiza algum exame para diagnóstico de COVID-19 tendo seu resultado positivo ou reagente.”

De acordo com o boletim, os profissionais de saúde deverão informar à Vigilância Epidemiológica quando um desses critérios for utilizado.

Números

De acordo com o boletim, desde março de 2021 foram confirmados 4.405 casos da doença no município, 84 óbitos. Estão em isolamento domiciliar 231 pacientes e 07 estão internados. O percentual de recuperados é de 97,5%, segundo o novo boletim, que publicou a taxa de mortalidade Covid-19 por 1.000 habitantes de 0,56%. Centro, Arraial d'Ajuda e Cambolo são as localidades com maior número de casos (459, 379 e 369, respectivamente).

Entre confirmados e suspeitos de Covid, Porto Seguro tem 12.741 recuperados

Saúde 11 de janeiro de 2021

A Secretaria de Saúde de Porto Seguro divulgou boletim epidemiológico em 10/01/21, informando que, de 14/03/2020 – início da pandemia no município - a 10/01/2021 foram notificados 22.261 casos de Covid-19, sendo 9.122 casos descartados, 4.465 confirmados e 8.674 casos suspeitos, classificados como síndrome gripal.

Segundo o boletim, que, desde a posse da nova gestão tem enfatizado também os casos suspeitos, antes considerados apenas como pacientes com síndrome gripal, em 10/01, a cidade registrou 12.741 pessoas recuperadas, totalizando um percentual de 97% entre os suspeitos e confirmados de Covid-19. 85 óbitos foram registrados desde março/2020. O 85º óbito foi de um homem de 61 anos, portador de comorbidades, residente do bairro Vila Jardim.

Em 10/01 foram confirmados 27 novos da Covid-19. Oito pessoas estão internadas. Dos 31 leitos clínicos, 10 estão ocupados. Dos 27 leitos UTI, três estão disponíveis. De acordo com o boletim, há 305 casos em isolamento domiciliar. Estes são casos monitorados com teste positivo acrescidos dos casos suspeitos do dia. 65 pessoas aguardam resultado de exame.

Sintomas

O boletim reforçou os sintomas da Covid-19, e as formas de avaliação, inseridas desde 07/01, considerando casos suspeitos ou confirmados da doença. De acordo com o Ministério da Saúde (2020), o quadro clínico da doença é caracterizado inicialmente como uma síndrome gripal (SG), apresentando pelo menos dois dos seguintes sinais e sintomas: febre, calafrios, dor de garganta, dor de cabeça, diarreia, mialgia, tosse, coriza, distúrbios olfativos ou gustativos, podendo ser diagnosticado através de investigação clínico-epidemiológica, além de uma correta anamnese e exame físico adequado ao paciente.

Os casos suspeitos e confirmados de Covid-19 podem ser classificados de acordo com os sinais e exames realizados sendo os critérios: clínico quando o paciente apresenta sinais clínicos típicos com síndrome gripal suspeita de Covid-19, como perda de olfato e/ou do paladar. Clinico-epidemiológico, quando além de apresentar sinais clínicos compatíveis com síndrome gripal suspeita de Covid-19, o doente teve contato com caso confirmado. Clinico-imagem quando além de apresentar sinais clínicos compatíveis com síndrome gripal suspeita de Covid-19, tem imagem típica na tomografia computadorizada de tórax. Laboratorial quando o doente com ou sem sintomas gripais, realiza algum exame para diagnóstico de Covid-19 tendo seu resultado positivo ou reagente.

Covid na Bahia

Na Bahia, dos 512.841 casos confirmados desde o início da pandemia, 496.542 já são considerados recuperados e 6.875 encontram-se ativos. Os casos confirmados ocorreram em 417 municípios baianos, com maior proporção em Salvador (22,37%). Os municípios com os maiores coeficientes de incidência por 100.000 habitantes foram: Ibirataia (10.514,63), Muniz Ferreira (8.636,49), Conceição do Coité (8.533,00), Jucuruçu (8.163,49) e Pintadas (8.096,20).

O boletim epidemiológico contabiliza ainda 902.102 casos descartados e 121.681 em investigação. 37.642 profissionais da saúde foram confirmados para Covid-19. No estado, o total de óbitos registrado desde o início da pandemia é de 9.424.

Covid no Brasil

No País, são 8.105.790 casos de Covid-19 notificados no total. Destes, 7.167.651 estão recuperados e 735.039 em acompanhamento. Até 10/01, foram registrados 203.100 óbitos, desde o início da pandemia.

Liderança denuncia calamidade na saúde indígena

Saúde 05 de janeiro de 2021

 

Segundo Zeca Pataxó, por negligência das autoridades, aldeias do Extremo Sul Baiano registraram 492 casos de Covid-19, até 05/01/21

O Cacique Zeca Pataxó, liderança indígena na Costa do Descobrimento, publicou, em dezembro de 2020, um áudio em que relatou os números de casos de Covid-19 em diversas comunidade indígenas da região. Até dia 08/12/20, os casos em Porto Seguro chegaram a 294. O cacique afirma que há negligência das autoridades sanitárias no atendimento às famílias indígenas.

Em 05/01/21, já são registrados no Extremo Sul da Bahia, segundo o cacique, 492 casos da doença, sendo que o maior número de ocorrências é na Aldeia Barra Velha, com 161 notificados. As outras ocorrências são: Aldeia Xandó (29), Itapororoca (16), Mirapé (12), Jaqueira (4), Aldeia Velha (6), Imbiriba (3), Boca da Mata (13), Cassiana (7), Juerana (8), Meio da Mata (2), Novos Guerreiros (3), Pará (18), Bugigão (16) e Campo do Boi (1). Em Santa Cruz Cabrália: Coroa Vermelha (119); TirriCamaiurá (13); Nova Coroa (21), Aroeira (17), Mata Medonha (8), Agricultura (5). E em Itapebi, Aldeia Patiburi (10). Até o momento, desde as primeiras ocorrências registradas da doença na região - em março de 2020 -, quatro óbitos de indígenas foram registrados, todos em Coroa Vermelha.

Através das redes sociais, em dezembro, o Cacique Zeca Pataxó, relatou a situação de aldeias da região em relação às deficiências na prevenção e tratamento de pacientes com Covid-19 e cobrou das autoridades medidas para melhor enfrentamento ao problema. “Quero relatar um fato que está no Extremo Sul da Bahia com nossos Pataxós, em relação ao Covid-19. Muita gente deixou de lado, devido à política, de cuidar da saúde, de manter a obrigação dos órgãos competentes nas aldeias. Com nossas equipes poucas e mesmo com os municípios ajudando aqui na região de Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália, mesmo assim, a gente tem muito caso alarmante”.  

Ele disse que falta atenção da Sesai e da Funai. “Cadê as nossas autoridades, os nossos órgãos competentes para trabalhar e cuidar do nosso povo, com as barreiras sanitárias, que não estão sendo feitas mais, com a proibição de locais nas aldeias? A aglomeração voltou totalmente. E o apoio, a máscara, o álcool em gel, que não estão tendo mais?”, questionou o cacique, que afirma ser necessário recorrer ao Ministério Público e outros órgãos, inclusive encaminhando para a Presidência da República um pedido para que conheça a situação. “Nossos combustíveis já foram cortados, os carros estão parados nas aldeias. Virou um verdadeiro descaso na nossa Bahia”, lamentou.

Zeca Pataxó pediu providências e afirmou que a situação está de calamidade pública. “Precisamos fazer com que os órgãos competentes venham fazer o seu trabalho, conforme manda a lei e conforme a ciência, em relação à Covid, que está aí matando nossos indígenas. São muitos casos. E a gente precisa que se tomem providências imediatamente para que nossos indígenas sejam protegidos.” Ainda segundo o cacique, o Ministério da Saúde ficou de definir, até o final de janeiro, uma reunião com as lideranças para ouvir suas reivindicações.

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