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Relacionamento com comunidade indígena leva à construção de agenda positiva

Meio Ambiente 18 de abril de 2019

Diálogo permanente, respeito e valorização da cultura e dos direitos indígenas são necessários para a construção do relacionamento

 

Ao decidir, na década de 90, instalar a fábrica de celulose numa região com forte presença de tribos Pataxó e Tupinambá, a direção da Veracel tinha poucas informações sobre como lidar com essas comunidades. “Não existe uma fórmula pronta para estabelecer relacionamentos e a construção de um bom relacionamento é fundamental para a operação de qualquer empreendimento”, avalia Eunice Britto, delegada de Direitos Humanos do CNDH (Conselho Nacional de Direitos Humanos) e consultora da Veracel.

Regidos por uma legislação própria, a consultora aponta que ao entenderem as peculiaridades e necessidades das comunidades indígenas, as empresas dão um grande passo para uma convivência pacífica. “Relações com comunidades tradicionais vão além da instalação de projetos sociais, condicionantes de licenciamentos ambientais e princípios norteadores de certificações. Os índios querem que sua cultura e seus direitos sejam respeitados. Do contrário, é certo ter conflito”, alerta Eunice.

Ao longo dos anos, a Veracel conseguiu estabelecer o diálogo e a manutenção contínua desse relacionamento. “Credibilidade e confiança se conquistam com o tempo”, diz Renato Carneiro, diretor de Sustentabilidade e Relações Corporativas. Ele conta que no começo os índios enxergavam a empresa como um invasor no território, mas esse cenário foi mudando aos poucos quando a Veracel estruturou a forma de interagir com eles. “Fizemos um mapeamento das aldeias, identificamos os líderes de cada uma delas e começamos a dialogar, buscando uma relação íntegra, transparente e ética. No momento em que você cria essa identificação e eles percebem que a alta gestão está comprometida e aberta ao diálogo, essa situação muda”, avalia.

Necessidades específicas - Na área onde a Veracel atua existem cerca de 25 mil índios que são reconhecidos ou se reconhecem como indígenas. São 29 aldeias pataxó e três aldeias tupinambá, duas comunidades bastante expressivas que demandam uma série de necessidades, como educação, serviços de saúde, assistência na agricultura, entre outras, que nem sempre são atendidas pelo Estado.

Nos últimos cinco anos, a Veracel investiu mais de R$ 3 milhões em ações junto às comunidades indígenas. São investimentos direcionados para a reforma, melhorias e construção de escolas, bem como doação de computadores e material escolar (só em 2019 foram doados 5 mil conjuntos de material escolar exigidos pelas escolas). “São iniciativas que ajudam a diminuir despesas das famílias com aquisição de material escolar e a reduzir inclusive a evasão escolar, porque a criança se sente mais motivada tendo acesso aos recursos didáticos”, enfatiza Carneiro.

Promoção de saneamento básico das aldeias e incentivos à preservação e ao resgate da cultura destas comunidades tradicionais, como instalação de kijemes (centros culturais) e apoio aos Jogos Indígenas, também estão no escopo de investimentos da empresa.

Outra linha de ação é voltada para as atividades agrícolas. “Apoiamos projetos de irrigação nas comunidades; instalação de hortas comunitárias; viveiro para produção de mudas; projetos de fruticultura, piscicultura, entre outros”, enumera o diretor.


Fonte: Ascom Veracel - Fotos: Clio Luconi e Ernandes Alcântara

Marinha habilita novos condutores de embarcações de pesca em Alcobaça

Meio Ambiente 17 de abril de 2019

A Marinha do Brasil, por intermédio da Delegacia da Capitania dos Portos em Porto Seguro, realizou no dia 12/04/19, no município de Alcobaça, a cerimônia de encerramento do Curso de Formação de Pescador Profissional, Turmas 1 e 2/2019, na modalidade Extra-Fundo de Desenvolvimento do Ensino Profissional Marítimo, e contou com o apoio e a colaboração da Colônia de pescadores Z-24 daquele município e a empresa Veracel Celulose S.A.

Os pescadores tiveram a oportunidade de, ao longo de duas semanas, receber aulas teóricas e práticas sobre atividades de pesca, condução e operação de embarcações, segurança em operações de embarcações de pesca, primeiros socorros e técnicas de sobrevivência pessoal, entre outras.

Ao término do curso, os 54 alunos aprovados receberam o certificado emitido pela Marinha e a respectiva Carteira de Pescador Profissional.


Fonte: Ascom DelPSeguro           

Gavião muito raro é fotografado em RPPN no Sul da Bahia

Meio Ambiente 04 de abril de 2019

Este é o segundo registro desta espécie de ave de rapina em uma área da Veracel Celulose

 

O observador de aves Ivo Tomich Marcos conseguiu fotografar um uiraçu (_Morphnus guianensis), uma ave de rapina considerada muito rara. O registro foi feito na Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Estação Veracel, em Porto Seguro, no dia 19/03/19. Este é o segundo registro desta espécie de ave de rapina em uma área da Veracel Celulose. O outro ocorreu em 2012, em outra Área de Alto Valor de Conservação (AAVC) da empresa, no município de Belmonte, também no Sul da Bahia.

Ivo é observador de aves desde 2009 e já esteve na Estação Veracel em outras ocasiões. Essa foi a primeira vez que conseguiu o registro de uma ave tão rara. "Achei que era uma harpia, mas depois a equipe da RPPN esclareceu que era o uiraçu. Foi fantástico ver uma ave tão grande e rara", comemorou o produtor rural. O uiraçu pode medir de 81 a 91 centímetros de comprimento e é muito parecido com a harpia (_Harpia harpyja_), conhecida como gavião-real, que já foi várias vezes fotografada na RPPN.

No ano passado, dois ninhos com filhote de harpia foram descobertos na reserva, que possui uma área de 6.069 hectares. 

5º registro em 200 anos

Segundo o ornitólogo Luciano Lima, o uiraçu é uma das aves de rapina mais raras do Brasil, mais até que a harpia. De acordo com o site WikiAves - plataforma colaborativa de observadores de aves, esta espécie de gavião é severamente ameaçada em vários estados no Brasil localizados na Mata Atlântica, sendo considerada "criticamente ameaçada" (CR) em São Paulo e Santa Catarina e "regionalmente extinta" (RE) no Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul.

O registro do dia 19/03 foi o 5º na Bahia nos últimos 200 anos. O primeiro foi reportado pelo naturalista e príncipe Wied-Neuwied por volta de 1817. A espécie voltou a ser registrada em 1974, em Porto Seguro; e, em 1995 e 2012, em Belmonte.

 O uiraçu depende de grandes extensões de florestas preservadas para sobreviver. "Estes dois registros recentes demonstram que pode haver uma população dessa espécie na região, o que reforça mais uma vez a importância estratégica das unidades de conservação que protegem as florestas de tabuleiro do sul da Bahia" disse Lima.

Ciência cidadã

Para o ornitólogo, o fato do registro ter sido feito por um observador de aves reforça o papel fundamental dessa atividade para o monitoramento das espécies ameaçadas no país. Em abril, foi iniciado o Observatório de Aves da RPPN Estação Veracel. Ele visa estimular a pesquisa, desenvolver a ciência cidadã e a educação ambiental, além de promover a conservação do meio ambiente. "O Observatório de Aves é um importante instrumento para o engajamento de pessoas, promovendo o conhecimento sobre as aves da região e ajudando também a despertar o interesse dos observadores de aves para o Sul da Bahia", conclui Lima.

Além de pesquisas e monitoramento de aves, o observatório promoverá cursos, oficinas, festivais, dentre outras atividades com o tema aves.

Outro registro raro

A visita de uma juriti-vermelha (Geotrygon violacea) na RPPN foi registrada por uma das câmeras de monitoramento de fauna da reserva, no mês de fevereiro.  De acordo com o WikiAves, só há mais um registro dessa espécie no Estado da Bahia, em maio de 2012, no município de Belmonte, também em uma área da Veracel.

A juriti-vermelha, também conhecida como juriti-da-mata, é uma ave muito procurada pelos observadores de aves. O maior número de aparecimentos da juriti-vermelha é na Mata Atlântica, em fragmentos florestais bem preservados. Os poucos registros, principalmente na Bahia, colocam a ave na lista de espécie ameaçadas de extinção. De comportamento arisco e solitário, a forma mais fácil para ver a espécie é seguir seu canto.

Câmeras de monitoramento

O monitoramento da fauna na RPPN Estação Veracel é feito por câmeras trap. O objetivo é registrar imagens de animais silvestres, com mínima nterferência na rotina deles. As câmeras possuem sensores de movimentos e temperaturas que são acionados com a presença dos animais. As imagens capturadas pela ferramenta compõem um banco de dados sobre a população de animais silvestres que circulam pela reserva.

Só na última campanha deste monitoramento, foram registradas cinco espécies de animais que ainda não haviam sido catalogadas na Estação Veracel. São eles: irara (_Eira barbara_), gato-do-mato-pequeno (_Leopardus tigrinus_), mão-pelada (_Procyon cancrivorus_), tapiti (_Sylvilagus brasiliensis_) e ouriço-cacheiro (_Erinaceus europaeus_).


Fonte: Ascom Veracel - Foto: Uiraçu - Ivo Tomich Marcos

Pescadores indígenas participam de curso de beneficiamento de pescado

Meio Ambiente 09 de abril de 2019

A Associação de Pescadores Indígenas Pataxó foi o local escolhido para a realização do curso de Beneficiamento e Reaproveitamento de Pescado que aconteceu de 28 a 31/03, em Santa cruz Cabrália. No encerramento, os produtos foram degustados e vendidos na Feira Cultural na Praça da Tartaruga, Praia Arakakaí.

O trabalho foi realizado pela Secretaria de Meio Ambiente e Agricultura - Superintendência de Pesca, com objetivo de agregar valor ao produto e criar conscientização pela preservação do meio ambiente.  Os participantes aprenderam como retirar, das vísceras e espinhas, óleo e matéria - prima para ração, além da fabricação de linguiça, bolinhos, almôndegas, espetinho, caldo concentrado feito da cabeça do peixe, hambúrguer, conservas e outros alimentos.

"Essa ação foi totalmente pautada na sustentabilidade, agregando valor ao pescado e gerando possibilidade de emprego e incremento de renda", disse a Superintendente de Pesca conhecida como Lora. "Aprendi a cuidar bem mais do meio ambiente. Percebi que, por meio do reaproveitamento, do que antes virava lixo, como as espinhas do peixe por exemplo, nós podemos transformá-las em ração para alimentação animal. O caldo concentrado da cabeça do peixe, quem sabe, junto com o município, poderemos implantá-lo nas escolas", disse Lucena Maria, presidente da Unidade de Beneficiamento de Pescada, em Coroa Vermelha.


Fonte: Ascom PMSC

Bené Gouveia deixa a Secretaria de Meio Ambiente

Meio Ambiente 02 de abril de 2019

Benedito Gouveia não é mais o secretário de Meio Ambiente de Porto Seguro. No dia 01/04/09, em carta enviada ao Conselho Municipal, ele agradeceu a oportunidade de integrá-lo desde 2013 e afirmou que motivos de ordem particular o fizeram deixar a pasta, que ocupou em diferentes governos.

Bené expressou satisfação em ter servido ao município, e agradeceu também aos servidores municipais com quem trabalhou enquanto secretário.

Veja a carta na íntegra:

“Caríssimo(a)s Conselheiro(a)s,

Inicialmente gostaria de agradecer a oportunidade de integrar este estimado Conselho Municipal de Meio Ambiente de Porto Seguro, desde o ano de 2013, na função de Presidente, a qual sempre honrei e me empenhei no exercício do cargo.

Informo que a partir de 01/04/2019 não estarei mais ocupando o cargo de Secretário Municipal de Meio Ambiente de Porto Seguro - SEMMA. Adianto que apenas questões particulares me levam a tomar a citada decisão.

Aproveito a oportunidade para renovar votos de elevada estima e consideração, como também de ratificar toda a satisfação de servir ao município, contribuindo de modo proativo para o seu desenvolvimento sustentável.

Reitero que os laços de confiança construídos perpetuarão a relação respeitosa que tenho com os integrantes deste Conselho e as suas instituições.

Neste sentido, importante se faz ressaltar minha gratidão e apreço pela experiência compartilhada, juntamente com equipe comprometida de servidores da SEMMA e parceiros.

Continuarei a disposição de todos e desejo boa sorte ao meu sucessor!

Atenciosamente,

Benedito Gouveia de Almeida

Secretário Municipal de Meio Ambiente de Porto Seguro”

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