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Alunos da UFSB pesquisam causas de acidentes no trânsito em Porto Seguro

Educação 17 de julho de 2018

(Da esq. p/ a dir.) Paulo José, Gustavo de Almeida, Ruan Gomes, Beatriz Nunes, Aline Rafaelly e Naynne Ribeiro, integrantes do grupo em ação de conscientização na UFSB

Em alusão ao Maio Amarelo, quando se intensificam as campanhas de trânsito no Brasil, seis alunos da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), Campus de Porto Seguro, tiveram a iniciativa de fazer um levantamento sobre acidentes no trânsito em Porto Seguro num contexto social, econômico, político e cultural da sociedade contemporânea, comparando essa problemática local com outras cidades do mundo.

Sob a supervisão da professora Alessandra Buonavoglia Costa Pinto, coordenadora do Núcleo de Pesquisa e Extensão em Educação Ambiental, e elaborado pelos universitários Aline Oliveira, Beatriz Lopes, Gustavo de Jesus, Naynne de Oliveira, Paulo José Tavares e Ruan Santos, o trabalho mostra que no Brasil, os acidentes de trânsito são a segunda maior causa de morte por causas externas, perdendo somente para as agressões. 

O estudo também ressalta que os acidentes de transportes terrestres se transformaram num problema de saúde pública que deve ser prevenido de maneira prioritária, já que são responsáveis por um número muito alto de mortes e sequelas físicas e psicológicas. Tanto nacional quanto mundialmente, o público mais atingido é o de jovens e adultos do sexo masculino, com até 39 anos de idade.

Porto Seguro foi analisado por meio de dados coletados no site da Superintendência de Vigilância e Proteção da Saúde da Bahia, sobre a taxa de mortalidade no município. Entre 2013 e 2017, as causas externas corresponderam à primeira causa de mortalidade no município. E os Acidentes de Transportes Terrestres (ATT), dentro das causas externas, assim como no Brasil, são a segunda causa de mortalidade na cidade, abaixo apenas das agressões.

Pelo levantamento, nesse período foram registrados no município 944 mortes por causas externas (25,8% das mortes totais relatadas). Deste total, 134 óbitos foram por ATT, ou seja, 14,3%. Os números confirmam que as principais vítimas são homens de 15 até 39 anos. Conforme os dados disponíveis desde o ano 2000, essas características se mantêm desde aquele ano, o que aponta um quadro peculiar, endêmico, típico de Porto Seguro.

No trabalho, os alunos ressaltam que o contraste entre o crescente movimento migratório e o desenvolvimento insuficiente da infraestrutura urbana levou a uma série de problemas sociais. Aumento da frota de veículos, más condições das vias, falta de fiscalização e impunidade para os transgressores são fatores que, segundo a pesquisa, contribuíram para o aumento dos ATT. De acordo com a pesquisa, Porto Seguro, cidade pacata até a década de 70, abriu espaço para uma afluência cada vez maior de pessoas e serviços com a revitalização da BR 101 e a abertura da BR 367.

Imprudência e bebedeira

Em conversa com o superintende de Trânsito, Paulo Souto, da Secretaria de Trânsito e Serviços Públicos de Porto Seguro, os alunos afirmaram que este atribui à falta de educação da população grande parte da culpa pelos acidentes de trânsito. “Em primeiro lugar é a imprudência, em segundo, as condições das vias. Hoje, por exemplo, a Orla Norte tem um quantitativo muito grande de acidentes, principalmente causados por motoqueiros que fazem ultrapassagens na contramão, pelo acostamento ou passam pela calçada”. Ele afirma ainda que na Orla Norte ocorrem mais acidentes que no trecho da BR que liga Porto Seguro a Eunápolis. E justifica: “na Orla tem vários restaurantes, cabanas, bares. E normalmente quem vai para a praia bebe. A maioria dos acidentes que acontecem na Orla Norte, quando não são causados por motoqueiros, são causados pelo consumo excessivo de álcool”, atesta.

Além de registrar os dados, os estudantes, que contaram com o patrocínio da Loja Maçônica Obreiros do III Milênio de Porto Seguro distribuíram panfletos pela UFSB e pela cidade com o foco na conscientização sobre o trânsito.

 

Legenda da foto: (Da esq. p/ a dir.) Paulo José, Gustavo de Almeida, Ruan Gomes, Beatriz Nunes, Aline Rafaelly e Naynne Ribeiro, integrantes do grupo em ação de conscientização na UFSB

Ministro da Educação visita campus do IFBA em Porto Seguro

Educação 16 de julho de 2018

O ministro da Educação, Rossieli Soares, visitou, pela primeira vez, no sábado, 14/07/18, o campus Porto Seguro do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA). “Hoje estamos visitando o Instituto Federal da Bahia, que tem um papel muito importante aqui para a região”, afirmou Rossieli Soares. “O IFBA é sempre muito ligado às vocações locais e a estrutura que encontramos aqui é fundamental para o desenvolvimento da educação superior no estado da Bahia”, completou o ministro.

O campus Porto Seguro iniciou suas atividades acadêmicas em 2008. O espaço atende aproximadamente 900 alunos e oferece seis cursos: ensino médio integrado (curso técnico em alimentos, biocombustíveis e informática), ensino médio subsequente (curso técnico em biocombustíveis) e superior (licenciatura da computação, licenciatura intercultural indígena, licenciatura em química e curso superior de tecnologia em agroindústria).

A instituição oferta, ainda, pós-graduação, especialização e mestrado em ciência e tecnologia ambiental.

IFBA

O instituto é resultado das mudanças promovidas no antigo Centro Federal de Educação Tecnológica da Bahia (Cefet-BA). O local instituiu-se em 1910, em Salvador, como a primeira Escola de Aprendizes Artífices. Com o passar dos anos, teve distintas modificações, chegando a IFBA em 2008. Hoje, o espaço leva ensino público, gratuito e de qualidade para 22 cidades da Bahia e mais de 18.800 estudantes.

O IFBA conta com 21 campus (Barreiras, Brumado, Camaçari, Euclides da Cunha, Eunápolis, Feira de Santana, Ilhéus, Irecê, Jacobina, Jequiê, Juazeiro, Lauro de Freitas, Paulo Afonso, Porto Seguro, Salvador, Santo Amaro, Santo Antônio de Jesus, Seabra, Simões Filho, Valença e Vitória da Conquista), um campus avançado (Ubaitaba), um núcleo avançado (Salinas da Margarida) e um polo de inovação (Salvador).

O instituto oferta cursos superiores (bacharelado, licenciatura e tecnológico), cursos técnicos profissionalizantes (integrado, subsequente e proeja) e pós-graduação (lato sensu e stricto sensu, além de mestrado e doutorado).

O IFBA conta, ainda, com programas de extensão, como o Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares (ITCP), Mulheres Mil e Pronatec.


Assessoria de Comunicação Social

Alunos da UFSB paralisam atividades em protesto à falta de transporte

Educação 20 de junho de 2018

Alunos da Universidade Federal do Sul da Bahia estão fazendo um protesto no campus Sosígenes Costa, em Porto Seguro. Eles reclamam da falta de transporte escolar e das condições em que funciona o serviço prestado pela Viação Porto Seguro, que só disponibiliza duas linhas que dão acesso ao campus (uma com destino a Pindorama e outra à Agrovila), em horários muito distantes. Com o corte de um ônibus pela prefeitura, a prioridade para o transporte é para veteranos.  

Na quarta-feira, 20/06/18 e na quinta, 21/06, não haverá aula devido à paralização. Funcionários também estão sendo impedidos pelos alunos de entrar. “Temos apenas um ônibus escolar para a parte da tarde, e que tem capacidade para 75 pessoas, mas sempre está com mais de 100. E a faculdade também está fechando os olhos e tapando os ouvidos para o problema”, disse a aluna Bruna. 

De acordo com os alunos, no turno vespertino mais estudantes vão engrossar a fila da manifestação. Segundo Radharani Arruda, aluna ligada ao protesto, a suspensão dos serviços da faculdade é para pressionar a Instituição com relação à pauta, que requer mobilidade estudantil. “Queremos que a linha que faz a rota atenda a demanda de estudantes, que aumenta a cada ano. Para além disso, solicitamos a prefeitura que amplie o transporte escolar para o turno vespertino da UFSB.”

Os alunos publicaram um manifesto reclamando da falta de ônibus de linha específica até a Universidade. E que a única rota possível que faz o percurso não abrange os bairros e a orla, o que implica o uso de duas passagens de ônibus, encarecendo o trajeto e tornando-o ainda maior, onerando o orçamento do aluno, em cerca de R$260, ao final do mês.

A pauta consiste em criação da linha de transporte urbano com destino à UFSB, em consonância com as atividades da universidade e contemplando os moradores dos bairros; criação de Sistema de Integração, permitindo que os munícipes de Porto Seguro não necessitem pagar por duas passagens no período de duas horas entre as viagens; e criação de lei que verse sobre a implantação do passe livre estudantil em Porto Seguro, Eunápolis e Cabrália. Para o dia 21/06, está marcada um ato na praça ACM, no  Centro de Porto Seguro às 08h00.Em nota, os estudantes dizem entender que a responsabilidade do acesso ao campus é transversal: das Câmara de Vereadores dos municípios que deveriam ser envolvidos na confecção de lei específica para transporte universitário municipal gratuito e de linha; do Ministério Público Estadual e Federal, para a garantia do acesso aos direitos de educação, transporte e segurança; e da administração da Universidade, que deveria já estar atuando na mediação deste diálogo político desde sua implantação.

UFSB realiza seminário com tema “Mulheres, Culturas e Políticas”

Educação 27 de junho de 2018


O Programa de Pós-graduação em Ensino e Relações Étnico-Raciais da Universidade Federal do Sul da Bahia – PPGER realiza, de 24 a 27/07/18, o I Seminário Regional de Ensino e Relações Étnico-Raciais entre os dias, no campus Paulo Freire, em Teixeira de Freitas.

Organizado pelos mestrandos do programa, o I Seminário vem com a temática “Mulheres, Culturas e Políticas: diálogos interseccionais, memória, poder e resistências no Sul baiano” e tem como tem por objetivo promover o encontro entre pesquisadores, movimentos sociais, mestres dos saberes, comunidade escolar e demais interessados para divulgação dos resultados das pesquisas acadêmicas, trabalhos promovidos por entidades, socialização de conhecimentos tradicionais que tenham como campo o espaço regional, além de organizar material de pesquisas que sirvam de âncora teórica para novas pesquisas e discutir a implementação de ações afirmativas e políticas públicas direcionadas à população negra, debater e refletir questões de gênero e sexualidades, abordando a violência contra a mulher e o público LGBT e intermediar diálogos e ações entre as instituições de ensino básico e superior para a consolidação das Leis 10.639/03,11.645/08 e o artigo 26 da LDB/1996.

 

Para se inscrever, basta acessar a página do seminário e fazer a opção. Estudantes do Ensino Médio têm inscrição gratuita. A taxa para ouvintes custa R$ 10. A submissão de resumos para professor de escola pública será feita mediante a doação de um brinquedo educativo ou livro infantil que será entregue à Escola Estadual Indígena Pataxó Kijetxawê Zabelê; submissão de resumos para graduandos, pós-graduandos e professores de Educação Básica e demais participantes custam R$ 20 e para professores universitários, R$ 35. Os resumos para apresentação de trabalho deverão ser entregues até 30/06/18.

O PPGER está atuando desde setembro de 2017, com três turmas distribuídas nos campi: Jorge Amado (Itabuna), Sosígenes Costa (Porto Seguro), Paulo Freire (Teixeira de Freitas), sendo um curso direcionado para a formação continuada dos profissionais da educação básica atuante em sala de aula, bem como para aqueles que trabalham com o ensino em espaços formais e não formais.


Fonte: Ascom UFSB

 

Pós-graduação da UFSB promove simpósio de Patrimônio e Memória

Educação 19 de junho de 2018


O Programa de Pós-Graduação em Estado e Sociedade da Universidade Federal do Sul da Bahia (PPGES/UFSB) promove seu primeiro Simpósio Internacional de Patrimônio e Memória, nos dias 22 e 23/06/18. É um espaço de aproximação entre especialistas e estudantes que também apresentarão o andamento de suas pesquisas, em ambiente descontraído e amigável que busca a igualdade entre os participantes. O primeiro simpósio será voltado para a relação entre patrimônio, turismo, música e memória, dando especial atenção ao papel da universidade no fortalecimento das identidades coletivas locais através da memória.

Localizado em território fortemente marcado por fatos históricos e discursos simbólicos importantes para a construção da nacionalidade, Porto Seguro abriga monumentos, vilas, paisagens e narrativas de altíssimo valor patrimonial. Essa importância ficou claramente estabelecida através do tombamento do conjunto arquitetônico e paisagístico em 1968, com inscrição no Livro Histórico e no Livro Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico. O perímetro de sua área de tombamento foi, ainda, rerratificado pela Portaria Ministerial nº140 de 2000, publicada no Diário Oficial da União de 27 de abril de 2000.

Ao mesmo tempo, Porto Seguro reúne uma importantíssima diversidade de culturas que se constituíram em variados matizes ao longo dos séculos de interação histórica entre diferentes povos, como os indígenas, negros e portugueses. Uma riquíssima variedade de práticas performativas se consolidou através da dança, das cantorias, das manifestações dramáticas, visuais e escritas, sustentadas pela religião, como nos festejos católicos, nas festas de Santo, nos terreiros de candomblé e nos rituais indígenas, ou por atividades de lazer como as cirandas, tridos ou Jogos Indígenas. Tanto nas procissões que desfilam pelos povoados, vilas e cidades quanto nos sambas de roda e nas encenações das marujadas, são as próprias comunidades que estão se construindo, na medida em que se manifestam.

Ao receber convidados da Universidade de Aveiro (Portugal) e da UNIRIO, busca-se ampliar essa percepção da interação e da troca para a esfera ultramarina. Será um aprendizado sobre a memória dessa relação, sobre como ela se construiu através de músicas, sonoridades e instrumentos nos dois lados do Atlântico. Perceber-se-á, também, como é necessária a delicada construção de arquivos de preservação da memória musical, sonora, imagética e textual pela universidade que se instala na cidade. Serão lições importantes para fortalecer a linha de pesquisa em patrimônio, cultura e ambiente, e o diálogo em prol do início de uma parceria interdisciplinar e internacional.


Fonte: Ascom UFSB

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