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Bahia tem a 2ª maior receita do país com turismo doméstico em 2021

Economia 08 de julho de 2022

A receita gerada pelo turismo doméstico na Bahia em 2020 e 2021 só foi menor que a apurada por São Paulo. É o que aponta o módulo de Turismo da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC). Esses anos foram marcados pela pandemia da Covid-19; e o setor de turismo foi fortemente impactado.

Assim, os gastos totais em viagens nacionais com pernoite para a Bahia, que correspondem à receita do estado com turismo, foram de R$ 1,2 bilhão em 2020, quando essa variável começou a ser investigada pela PNADC, e de R$ 1,1 bilhão em 2021. Em 2020 e 2021, R$ 1 de cada R$ 10 gastos por turistas brasileiros no país ficou na Bahia. Para 2022, esses números devem ser maiores. Só em julho, Porto Seguro está recebendo cerca de 27 voos por dia.

As viagens domésticas para a Bahia caíram 33,6% nos dois primeiros anos da pandemia, mas o estado se mantém como 3º principal destino do turismo nacional. A pesquisa mostra também que, em 2021, devido à pandemia, 85,4% da população baiana não viajou. A proporção de domicílios em que ninguém viajou chegou a quase 9 em cada 10.

Em 2020 e 2021, o tema foi investigado nas segundas visitas a cada um dos domicílios, captando informações sobre os três meses anteriores, e, pela primeira vez, foram pesquisados os gastos com viagens em que houve pernoite. O levantamento é feito em convênio com o Ministério do Turismo.

Houve diminuição no número de viagens com destino ao estado e partindo dele. Ainda assim, a Bahia conseguiu se manter como o terceiro principal destino de viagens domésticas e teve a segunda maior receita com turismo do país – o que mostra, por um lado, a relevância do estado no setor, em nível nacional, e, por outro, o peso que a atividade turística tem na economia baiana.

Entre 2019 e 2020, aumentaram as participações de meios de transporte individuais (carro e moto) e de hospedagem alternativa (alojamentos, casas de apoio, hospitais, sindicatos, quartéis, locais de trabalho em geral, barcos etc.) no total de viagens realizadas por baianos.

Queda nacional

No Brasil, entre 2020 e 2021, a receita com turismo doméstico recuou 10,6%, de R$ 11 bilhões para R$ 9,8 bilhões. Roraima (-66,6%), Amazonas (-53,9%) e Paraíba (-45,5%) tiveram as maiores quedas percentuais, enquanto São Paulo (menos R$ 484,8 milhões), Pernambuco (menos R$ 204,1 milhões) e Paraná (menos R$ 175,6 milhões) tiveram os maiores recuos em termos absolutos.

Com uma perda menor do que grande parte dos estados, a Bahia acabou ganhando participação na receita nacional com turismo doméstico, entre 2020 e 2021, de 10,8% para 11,2% do total. O gasto médio total em viagens com pernoite com destino ao estado, em 2021, ficou em R$ 1.690,00 o 8º entre as 27 unidades da Federação. Já o gasto médio per capita nesse tipo de viagem na Bahia ficou em R$ 205,00 apenas o 15º entre os estados.

Motivos para não viajar

Assim como ocorreu no país como um todo, a principal justificativa entre os baianos para não viajar, em 2021, continuou a falta de dinheiro, citada por moradores de 31,4% dos domicílios em que não houve viagens no estado (1,3 milhão de residências, em números absolutos).  O motivo já havia sido o mais informado em 2019 (em 46,7% dos domicílios sem viagens) e 2020 (32,2%), mas teve uma perda significativa de relevância durante os dois primeiros anos da pandemia.

No estado, o segundo motivo para não viajar também permaneceu o mesmo: não ter necessidade, citado por moradores de 31,0% dos domicílios onde ninguém viajou (cerca de 1,3 milhão de residências). A participação dele cresceu um pouco frente ao pré-pandemia, quando havia sido de 28,5% (em 2019).

Por outro lado, o motivo para não viajar que mais ganhou importância na Bahia foram os “outros”, onde estão incluídas diversas razões ligadas à pandemia. Eles haviam sido os menos citados em 2019, em apenas 2,0% dos domicílios sem viagens (78 mil), e pularam para uma participação de 20,7% em 2021 (867 mil domicílios).

No Brasil como um todo, no ano passado, em 30,5% dos domicílios onde ninguém viajou o motivo foi a falta de dinheiro. Em seguida, vieram os “outros” (em 20,9% dos domicílios sem viagens) e não ter necessidade (20,8%).

Meios de transporte

Os principais meios de transporte utilizados em viagens continuaram os mesmos na Bahia, quando comparados os anos de 2019 e 2021, mas, durante a pandemia, as viagens de carro (particular ou da empresa), que já eram as mais numerosas, ganharam ainda mais importância, enquanto as viagens em transportes coletivos (ônibus de linha ou fretados e aviões) perderam participação no total.

No ano passado, 44,6% do total de viagens realizadas por baianos foram feitas de carro (em 2019, elas haviam sido 35,3% do total). Em seguida vinham as viagens de ônibus de linha, que haviam sido 32,1% do total em 2019 e caíram para 23,6% em 2021. As viagens de avião (apenas o 5º meio de transporte mais usado na Bahia) caíram de 8,1% para 4,1% no período, e as de ônibus fretados recuaram de 3,7% para 2,0%, passando a ser a menos citadas no estado.

A ordem de preferência na hora de hospedar também se manteve ao longo da pandemia, mas a casa de amigo ou parente, líder em 2019 e 2021, perdeu participação no total de viagens realizadas por moradores da Bahia (de 52,9% para 47,6%) enquanto a categoria “outros” (que reúne alojamentos, casas de apoio, hospitais, sindicatos, quartéis, locais de trabalho em geral, barcos etc.) foi a que mais cresceu em participação (de 30,7% em 2019 para 36,3% em 2021).

Nas edições de 2020 e 2021, a PNADC Turismo investigou também a hospedagem em imóveis de temporada ou AirBnB. Eles foram a hospedagem utilizada em 3,6% das viagens feitas por baianos em 2020 e 2,7% em 2021 – os menos citados neste ano.


Com informações de Mariana Viveiros, coordenadora de Divulgação do Censo 2022 - Foto: divulgação

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Cempre divulga dados do setor empresarial baiano; crescimento em 2020 é de 1,6%

Economia 23 de junho de 2022

Nesta quinta-feira, dia 23 de junho, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou informações do Cadastro Central de Empresas (Cempre). Atualizado anualmente o documento reúne informações de empresas e outras organizações inscritas no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), da Secretaria Especial da Receita Federal. Uma das informações mais relevantes do Cempre baiano é que em 2020 houve crescimento de 1,6% (4.098 novas unidades ativas) do setor empresarial, impulsionado principalmente pelo aumento no número de microempresas (ME) com até 9 empregados, que representam 87,8% do total de empresas ativas na Bahia, em 14 das 21 seções da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE).

Em todos os demais grupos de empresas por porte, houve queda do número de unidades. As pequenas (de 10 a 49 funcionários) perderam 1.781 unidades (-10,4%), enquanto as grandes empresas (de 50 a 249 funcionários) encolheram 1,3% (- 104 unidades). As acima de 250 funcionários ou mais perderam 14 unidades (0,5% do total).

No Brasil como um todo, o número de unidades locais de empresas cresceu 3,4% entre 2019 e 2020, passando de 5.790.027 para 5.989.353, o que representou um saldo de mais 199.326 unidades em um ano.

O segmento de saúde humana e serviços sociais, foi o que mais cresceu 6,4% (1.114 a mais que no ano anterior), seguido pelo setor de comércio, reparação de veículos automotores e bicicletas (0,7%; 797 empresas). A maior retração ocorreu em alojamento e alimentação, com menos 402 unidades (-2,9%, 13.281 empreendimentos).

Segundo o cadastro, o Estado ficou em 15º lugar em crescimento do número de empresas. Mesmo assim, é o Estado com mais unidades locais de empresas no Norte-Nordeste, tendo o sétimo maior número do País. São Paulo (1.852.244), Minas Gerais (624.499) e Paraná (497.055) lideram entre os estados.

Pessoal

Já em relação à empregabilidade, houve queda de 1,3% no saldo de ocupação no Estado, sendo a quinta maior do país, abaixo  apenas do Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e Pernambuco. 

Destaque negativo para alojamento e alimentação, que perdeu 18.905 postos de trabalho, queda de 17,3% em um ano. Comércio, reparação de veículos automotores e bicicletas seguem sendo as que mais empregam na Bahia, com 530.118 trabalhadores, porém houve queda de 3,0% entre 2019 e 2020.

Por outro lado, saúde humana e serviços sociais apresentou o maior aumento absoluto, com um incremento de 12.907 trabalhadores em um ano (+6,2%).

No Brasil como um todo, entre 2019 e 2020 houve recuo de 1,0% nas vagas das empresas formais.  O número de trabalhadores aumentou apenas em 11 dos 27 estados, com destaques para Santa Catarina, Pará e Mato Grosso.


 Com informações da Ascom IBGE Foto: Reprodução

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Veracel celebra o Dia da Indústria e apresenta resultados

Economia 31 de maio de 2022

 

No dia 25 de maio, foi celebrado o Dia da Indústria e a Veracel comemorou a data, destacando seus resultados de 2021 e as três décadas de operação no Sul da Bahia. No ano assada, a companhia produziu 1.069.658 toneladas de celulose e teve altos índices de eficiência operacional em sua fábrica.

A empresa também é autossustentável, reciclando mais de 98% de seus resíduos e gera energia limpa por meio da queima do licor negro resultante do processo produtivo de celulose e também de produtos na região e que seriam descartados, como o caroço do açaí e o bagaço de cana de açúcar.

Economia

Presente em 11 municípios da região Sul da Bahia, e responsável por mais de 3 mil empregos diretos e indiretos, suas operações resultaram na injeção de R$ 745 milhões à economia da região por meio de compras e contratações locais, além de R$ 32 milhões em apuração de tributos municipais, estaduais e federais. Já cumprindo seu papel social, a empresa investiu R$ 11 milhões em projetos que beneficiaram cerca de 16 mil pessoas no ano passado.

 De acordo com o Diretor Industrial da Veracel, Ari Medeiros, os números comprovam o quanto a fábrica e atividades no território contribuem com o desenvolvimento social e econômico da região. “Por isso, muito mais do que celebrar o Dia da Indústria, hoje comemoramos também estas entregas e a nossa certeza de que ainda vamos crescer muito juntamente com as comunidades do Sul da Bahia. Ainda o uso de tecnologia como ferramentas de predição de falhas, ampliação da conectividade da planta e ainda a recém-inaugurada Sala de Confiabilidade 4.0, que concentra todas as operações tecnológicas da fábrica, agilidade, segurança e economia de recursos em nossa operação e garantem excelentes resultados”, revelou.


 Com informações da Veracel Celulose Foto: Ricardo Telles

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Oportunidade: SineBahia divulga vagas de emprego

Economia 13 de junho de 2022

O SineBahia divulgou na segunda-feira, 13/06, diversas oportunidades de trabalho disponíveis para Porto Seguro (confira abaixo). O serviço, realizado pela Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre) do Governo da Bahia em parceria com o Governo Federal, identifica, analisa e encaminha profissionais para as vagas oferecidas pelos empregadores.

Atendimento

Para atendimento no SineBahia, não é necessário realizar agendamento. As senhas são distribuídas conforme disponibilidade e por ordem de chegada. É preciso levar a carteira de trabalho física ou digital, RG, CPF, PIS e cartão de vacinação contra Covid-19. Algumas vagas pedem documentos específicos, que também devem ser apresentados no ato.

Os interessados em concorrer às vagas devem buscar atendimento na unidade do SineBahia de Porto Seguro, que fica no SAC Porto Seguro. O endereço é Rua Assis Chateaubriand, 68 - Passarela do Descobrimento - Centro de Porto Seguro.

Confira as vagas do SineBahia - Unidade Porto Seguro

AUXILIAR ADMINISTRATIVO
Ensino superior (cursando ADM)
Com experiência
2 vagas

AUXILIAR DE DENTISTA
Ensino médio (curso de ACD)
Com experiência
1 vaga

ATENDENTE BALCONISTA
Ensino Médio completo
Experiência 6 meses
1 Vaga

ATENDENTE DE LOJA
Ensino Médio completo
Experiência 6 meses
1 Vaga

AUXILIAR DE LIMPEZA
Ensino Fundamental
Experiência 6 meses
1 Vaga

AUXILIAR DE COZINHA
Ensino Fundamental
Experiência 6 meses
1 Vaga

AUXILIAR DE MANUTENÇÃO
Ensino Fundamental
Experiência 6 meses
1 Vaga

BARMAN
Ensino Médio
Experiência mínima de 6 meses
2 Vagas

COZINHEIRO
Ensino médio completo
Experiência 1 ano
1 Vaga

GARÇOM
Ensino Médio
Experiência 6 meses
1 vaga

LAVADOR DE PRATO
Ensino fundamental
Experiência mínima de 6 meses
4 Vagas

PEDREIRO
Ensino Fundamental
Experiência 6 meses
1 Vaga

PIZZAIOLO
Ensino Médio
Experiência mínima de 6 meses
1 Vaga


Com informações do SineBahia Foto: Reprodução 

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Mesmo na baixa, passagens aéreas estão nas alturas

Economia 02 de maio de 2022

 

Nas últimas semanas, o valor das passagens aéreas tem subido vertiginosamente. Os preços praticados pela Cias aéreas estão muito mais altos do que os praticados em novembro. Em Porto Seguro, a chamada 'baixa temporada', época em que normalmente, devido à diminuição de turistas oferecem maior demanda de voos e consequentemente menores preços, em 2022, tem sido diferente.

Esta semana, em pesquisa realizada em sites de cias aéreas e de venda de passagens, média de preços para o trecho São Paulo – Porto Seguro – São Paulo está na faixa de R$ 1.500. Uma diferença de mais de 50% se comparado a novembro do ano passado, quando a média era de R$800. Isso sem contar em outros trechos com valores ainda maiores.

Motivo

Para entender o motivo desta alta de preços, o Jornal do Sol contatou as aéreas Latam, Azul e Gol. Segundo nota da Latam, “a vulnerabilidade externa em função da guerra na Ucrânia impacta diretamente no preço do petróleo e, consequentemente, no preço do querosene da aviação (QAV) e nos custos da empresa. Diante disso, precisou realizar ajustes nos preços de passagens”, esclareceu.

A Azul informou que “em relação à política tarifária, os preços praticados na comercialização de seus bilhetes variam de acordo com uma série de fatores importantes como trecho, sazonalidade, compra antecipada, disponibilidade de assentos, entre outros. Além disso, a companhia ressalta que a alta do dólar e do combustível também são elementos que influenciam nos valores das passagens”, explicou.

Já a Gol, até o momento de postagem desta matéria, não havia se pronunciado.

Rodoviário

Outra rota que também sofreu alteração nos valores foi a rodoviária. A mesma rota do trecho Porto Seguro – São Paulo, em novembro custava em torno de R$ 250. Atualmente, o valor é 55% mais caro (R$ 450).

A inflação também tem impactado a economia e consequentemente, o aumento nos preços.  Segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ela subiu 1,62% em março, após alta de 1,01% em fevereiro. Este é o maior resultado para o mês desde 1994, quando a inflação chegou a 42,75%, período pouco antes da implementação do Plano Real. O percentual de março também configura como a maior taxa mensal para o índice desde janeiro de 2003, quando foi de 2,25%.


 Foto: Reprodução

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