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Governo vai vender até 500 mil toneladas de milho dos estoques públicos

Economia 26 de janeiro de 2016

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou, no Diário Oficial da União do dia 25/01/16 uma resolução em que autoriza a venda de até 500 mil toneladas de milho dos estoques públicos. A comercialização, por meio de leilão, foi aprovada pelo Conselho Interministerial de Estoques Públicos de Alimentos (CIEP), formado pelo Mapa, ministérios da Fazenda, Desenvolvimento Agrário e Casa Civil. Na resolução, o governo informa que o Preço de Liberação de Estoques (PLE) de milho é de R$ 17,50 por saca de 60 kg em Mato Grosso, estado que concentra 95% do estoque público do grão. O valor define o parâmetro de intervenção do governo federal na venda de estoques. Vale lembrar que o preço de abertura do leilão só será divulgado dois dias antes do certame. 

De acordo com a Política de Garantia de Preço Mínimo (PGPM), o governo federal tem autonomia para vender estoques públicos quando o preço de mercado está acima do Preço de Liberação de Estoque. Na maior parte do país, o valor da saca de milho está acima dos R$ 17,50 fixados pelo Ciep. No município de Sapezal (MT), por exemplo, que fica numa região de grande produção do cereal, a saca está sendo negociada a R$ 23.

No dia 22/01, a Conab divulgou que o primeiro leilão de 150 mil toneladas de milho por meio de leilão eletrônico, no dia 1º de fevereiro. O produto é destinado a criadores de aves, suínos e bovinos, além de cooperativas e indústrias de insumo para ração animal e indústrias de alimentação humana à base do cereal. As informações detalhadas estão disponíveis no edital da companhia.

As outras 350 mil toneladas serão leiloadas ainda nesta entressafra, de acordo com o ministro interino da Agricultura, André Nassar.  “Entendo que a venda dos estoques governamentais de milho é a medida mais correta e oportuna para este momento em que o preço do cereal subiu muito devido à entressafra”, explicou Nassar. “Esse leilão vai dar um alívio ao mercado e tranquilidade aos consumidores”, completou.

A resolução publicada nesta segunda-feira no Diário Oficial da União ainda prevê a venda de até 100 mil toneladas de arroz e de até 1,5 milhões de sacas de café. O Ciep também aprovou a compra imediata de até 200 mil toneladas de trigo por meio de Aquisição do Governo Federal (AGF), com a possibilidade de ampliar em mais 100 mil toneladas.


Fonte: Ministério da Agricultura

Seguro-desemprego sobe mais de 11% em 2016

Economia 23 de janeiro de 2016

As parcelas do seguro-desemprego foram reajustadas em 11,28%, e os novos valores começam a ser pagos já em janeiro a milhares de pessoas. O benefício assegura ao trabalhador que perdeu o emprego uma renda mínima por período entre três e cinco meses.

Com isso, a parcela mínima do seguro-desemprego será de R$ 880,00 seguindo o reajuste do salário mínimo para 2016. Já a parcela máxima passa de R$ 1.385,91 em vigor em 2015 para R$ 1.542,24 este ano.

O reajuste considerou a inflação de 2015 medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Os valores a serem pagos são calculados com base em uma fórmula que considera os três últimos salários recebidos pelo trabalhador, e é sobre essa média que é aplicado o reajuste.

Neste ano, o seguro-desemprego deve movimentar R$ 34,7 bilhões em valores a serem transferidos a cerca de 7 milhões de trabalhadores em todo o País, conforme estimativa do Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS).

“O seguro-desemprego é assegurado a trabalhadores que estão sendo dispensados sem justa causa. Não foi uma decisão de dispensa causada por esses trabalhadores. Foram trabalhadores que, em uma situação de dispensa, viram-se sem salário e, nesse momento, o programa do seguro-desemprego tenta recompor parte da renda deles”, afirmou o diretor do Departamento de Emprego e Salário do MTPS, Márcio Borges.

“Estamos falando de trabalhadores, pais de famílias que precisam assegurar o mínimo de sustento a seus familiares”, diz Borges. Ele lembra que o que se vê nos últimos anos é um número maior de trabalhadores com acesso ao benefício.

Em 2002, 4,8 milhões de trabalhadores solicitaram o seguro-desemprego. Em 2014, esse número foi bem maior: 8,5 milhões de pessoas tiveram direito ao benefício. O aumento decorreu do maior número de trabalhadores contratados com carteira assinada pelas empresas nos últimos anos.


 

Fonte: Portal Brasil

Valor bruto da produção agropecuária bate recorde em 2015

Economia 19 de janeiro de 2016

O Valor Bruto da Produção agropecuária (VBP) atingiu 498,5 bilhões em 2015, informou, dia 18/01/16, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A soma é recorde da série histórica, iniciada em 1989. Do total, R$ 321 bilhões são referentes às lavouras, e R$ 177,5 bilhões, à pecuária.

De acordo com o levantamento da Coordenação-Geral de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Mapa, o alto valor do VBP em 2015 resultou especialmente do excelente resultado da safra de grãos, de 207,7 milhões de toneladas, e do desempenho da pecuária.

O VBP da soja chegou a R$ 106,4 bilhões. Também se destacaram a cana-de-açúcar (R$ 50,3 bilhões), milho (R$ 41,3 bilhões), café (R$ 19,4 bilhões) e algodão (R$ 13 bilhões). Na pecuária, o melhor resultado foi o de carne bovina (R$ 73,8 bilhões). Em seguida, aparecem frango (R$ 49,8 bilhões) e leite (27,8 bilhões).

Cotações

Ainda segundo o levantamento, baixos preços agrícolas foram uma característica de 2015. A maior parte dos produtos teve cotações abaixo das registradas em 2014. Quedas fortes foram observadas em amendoim (-14,9 %), arroz (-7,9 %), batata-inglesa (-6,1), cana-de-açúcar (- 6,7 %), laranja (-4,3 %), mandioca (- 10,4 %), uva (- 19,7 %) e leite (-7,3%).

A SPA calcula que do VBP de R$ 503,57 bilhões projetado para 2016 cerca de R$ 122 bilhões resultem das lavouras de soja. Bons resultados também são esperados para a carne bovina e de frango, de R$ 72 bilhões e R$ 52,5 bilhões, respectivamente. “Os demais produtos da pecuária, como a carne suína, leite e ovos, devem ter comportamento parecido com os de anos anteriores”, diz o coordenador-geral de Estudos e Análises da SPA, José Gasques.


Fonte: Portal Brasil

Mercado de trabalho encerra 2015 com 39,7 milhões de empregos

Economia 22 de janeiro de 2016

O ministro do Trabalho e Emprego, Miguel Rossetto, afirmou, dia 21/01/16, que as dificuldades conjunturais de 2015 não desorganizaram o mercado de trabalho no Brasil. Rossetto ressaltou que "a prioridade do governo em 2016 é a reversão do cenário negativo, recuperação do crescimento econômico e da geração de empregos, com mais crédito, exportação, investimentos nas concessões, especialmente na infraestrutura, redução da inflação e retomada da atividade do mercado interno".

O ministro divulgou os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) relativos a dezembro e um balanço de 2015. No ano foram fechadas 1.542.371 vagas com carteira assinada, e 596.208, em dezembro. "Tivemos um ano de 2015 difícil, mas o mercado de trabalho do país manteve uma capacidade rápida de resposta a estímulos de demanda e um estoque formal forte e organizado de 39,6 milhões de empregos", afirmou o ministro. “Mantivemos as conquistas dos últimos anos”.

Segundo dados do Caged, mesmo com a perda de 596.208 postos em dezembro, por conta da sazonalidade característica do mês (entressafra agrícola, término do ciclo escolar, fim das festas do final do ano, fatores climáticos, redução do número de contratações em relação aos demais meses), o estoque de empregos é o 3º melhor da série, decorrente, principalmente, da forte geração de empregos desde 2002. No período, foram gerados no país 16,8 milhões de empregos com carteira assinada.

Em dezembro, houve redução real de 1,64% no valor do salário médio de admissão, em relação ao mesmo mês em 2014. Em contrapartida, de 2003 a 2015, houve um crescimento de 41,87% no valor dos salários de admissão, passando de R$ 895,69 em 2003 para R$ 1.270,74 no ano passado.

"Os dados mostram também uma capacidade de resistência da renda média neste mercado de trabalho, que preserva o poder de compra muito próximo à inflação", destacou Rossetto.

Entre 2011 e 2015, o valor do salário médio teve um aumento real de 9,95%, passando de R$ 1.155,78 em 2010 para R$ 1.270,74 em 2015. Esse resultado é decorrente do aumento de 10,08% para homens e 11,18% para as mulheres. Entre as 27 Unidades da Federação, duas obtiveram aumento real no salário de admissão: Distrito Federal (5,39%) e Amapá (0,96%). São Paulo é o estado com o maior valor do salário médio do país, alcançando R$ 1.467,38.

Análise setorial - Os dados do Caged apontam para uma concentração das demissões na Indústria e Construção Civil, mas com um resultado positivo no setor Agropecuário, que apresentou crescimento do emprego em 2015, com 9.821 postos (+0,63% na geração de empregos formais).

Nos demais setores houve recuo na geração de vagas, puxado pelo setor da Indústria de Transformação, com queda de 608.878 vagas. As maiores perdas ocorreram na Indústria Têxtil do Vestuário (-98.825 postos), Indústria de Material de Transporte (-81.225 postos) e na Indústria Metalúrgica (-76.480 postos).

No setor de Serviços, a queda foi de 276.054 postos, mas com saldo positivo em dois ramos: Serviços Médicos e Odontológicos (+50.687 postos) e Ensino (+477 postos). O comportamento do setor Comércio foi proporcionado pelo recuo do emprego no Comércio Varejista (-180.954) e no Comércio Atacadista (-37.696). Na Construção Civil, o saldo foi de -416.959 postos no ano. 


Fonte: MTE

Bancos públicos ampliam em 33% crédito rural

Economia 16 de janeiro de 2016

O governo garantiu o repasse de R$ 55,7 bilhões em crédito rural com juros controlados (mais baratos) para financiar operações de custeio e comercialização entre julho e dezembro de 2015. É um crescimento de mais de 12% ante os R$ 49,5 bilhões de igual período de 2014. Os dados foram divulgados, dia 14/01/16, pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e fazem parte do balanço do financiamento agropecuário na safra 2015/2016.

Esse total de crédito controlado para custeio (financiamento para viabilizar o dia a dia operacional de lavouras) e comercialização envolve repasses feitos por diversos agentes: bancos públicos, privados, cooperativas de crédito, bancos de desenvolvimento e agências de fomento.

Os bancos públicos, entretanto, foram os protagonistas no crédito rural e cresceram mais que as demais instituições no financiamento agropecuário. Sozinhos, os bancos públicos concederam R$ 34,9 bilhões em crédito com juros controlados para operações de custeio e comercialização no segundo semestre do ano passado, o que representa um aumento de 33% em relação ao total concedido em igual período da safra anterior (R$ 26,1 bilhões).

Ou seja, a participação dos bancos públicos no crédito controlado para custeio e comercialização atingiu fatia de 62% do total no segundo semestre do ano passado, ante 52% em igual período de 2014. 

Dados gerais

A estimativa total de crédito para o Plano Safra 2015/2016, considerando as operações com juros controlados, e dos bancos privados, com taxas livres, é de R$ 187,7 bilhões, incluindo custeio, comercialização e investimentos. Segundo o Mapa, o agronegócio brasileiro utilizou parcela de R$ 76,5 bilhões desse total entre julho e dezembro do ano passado. São números que impulsionam o Brasil rumo à colheita recorde de 210 milhões de toneladas de grãos até julho, quando termina a atual safra.

No geral, entre bancos públicos e privados, a linha de custeio (financiamento para viabilizar o dia a dia operacional de lavouras) já movimentou R$ 51,3 bilhões. Para a comercialização foram destinados R$ 12,2 bilhões. O crédito para investimento chegou a R$ 13 bilhões. 

O ministro interino da Agricultura, André Nassar, avaliou que o desempenho dos bancos públicos tem sido positivo em meio ao cenário adverso da economia e que o nível de financiamento tem se mantido estável. “A gente priorizou o aumento de custeio e isso está se concretizando com o aumento da produção. Demonstra que a agricultura segue confiante”, disse.

O atual cenário da economia e a queda no preço das commodities agrícolas no mercado internacional explica a queda no repasse do Plano Safra 2015/16 para investimentos. Nesse segmento, o aporte somou R$ 13 bilhões entre julho e dezembro, ante R$ 20,4 bilhões no mesmo intervalo de 2014/15

“Os produtores estão reduzindo seu apetite por investimento nesta safra”, considerou Nassar. Por isso, a estimativa é de aumento no crédito para custeio neste semestre. “O custeio controlado pode até aumentar em relação ao que a gente tinha programado”, indicou o ministro interino.

No caso dos bancos privados, custeio e comercialização receberam 139% mais recursos entre julho e dezembro. Foram R$ 4,14 bilhões em crédito com juros livres no segundo semestre de 2015, ante R$ 1,7 bilhão em igual período do ano agrícola anterior. “Os bancos privados priorizam comercialização ao custeio da safra. Neste momento de risco da economia como um todo, faz sentido os bancos privados operarem mais na comercialização”, observou Nassar.

A maior dificuldade dos bancos privados para expandir a oferta de crédito agrícola envolve a operação de Letras de Crédito Agrícola (LCA), mecanismo que foi inserido neste ano como parte do plano safra, com a expectativa de movimentar R$ 30 bilhões. Os bancos operaram apenas R$ 1,1 bilhão em LCA. “Operar com a exigibilidade da LCA é algo que os bancos ainda estão aprendendo”, afirmou.

O ministro interino afirmou que o ritmo mais lento das instituições privadas no crédito rural pode dificultar a execução do total de R$ 187,7 bilhões previsto para o Plano Safra 2015/16. Ele assegurou, contudo, que o governo trabalha para empenhar a sua parte de R$ 134 bilhões em financiamentos com crédito controlado. “O que tem de ser cumprido é o que a gente coloca em juro controlado. Com juros livres, é o banco (privado) que vai decidir”, disse Nassar.


 

Fonte: Portal Brasil

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