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“Escritoras Negras da Bahia” realiza oficinas no Extremo Sul

Cultura 04 de julho de 2017

Com temas como literatura, cinema e tecnologia, encontros acontecem em Alcobaça, Caravelas, Prado e Teixeira de Freitas e buscam promover a interiorização da cultura negra no estado.

Um ciclo de palestras e oficinas mobilizará 180 mulheres de comunidades afro-indígenas do Extremo Sul baiano, entre os dias 07 e 20/07/17, com temas como literatura, cinema, tecnologia e resistência. Os encontros acontecerão nas cidades de Alcobaça, Caravelas, Prado (Cumuruxatiba) e Teixeira de Freitas e farão parte do “Escritoras Negras da Bahia”, projeto pioneiro lançado pela escritora baiana Calila das Mercês, mulher negra, jornalista e pesquisadora em literatura, que traz um mapeamento e diagnóstico das escritoras negras da Bahia. Interessados podem se inscrever gratuitamente no link https://goo.gl/rq9q28.

“Um dos principais objetivos das oficinas é interiorizar o conhecimento, fazendo com que ele chegue a lugares onde geralmente não chega. Por isso escolhi essas cidades, com essas mulheres tão representativas, para fomentar o debate sobre a nossa cultura e criar um espaço em que a comunidade negra possa se sentir mais representada", explicou Calila, que ministrará a palestra "Literatura de autoria negra: resistência e pluralidade da memória" em 07/07, às 19h00, em Teixeira de Freitas, e 08/07, às 18h00, em Caravelas; e a oficina "Escrevivências: resistência e representações na literatura de escritoras negras"; nos dias 09 e 10/07, em Caravelas; 11 e 12/07, em Alcobaça; e 13 e 14/07, em Prado (Cumuruxatiba), das 9h00 às 18h00.

Para falar sobre “Literatura e tecnologia — mídias e mobilizações em rede”, a doutoranda em Teoria e História Literária da Universidade de Campinas (Unicamp), Raquel Galvão, ministrará palestra nos dias 11 e 12/07, em Caravelas, 13 e 14/07, em Alcobaça, e 17 e 18/07, em Prado (Cumuruxatiba). Segundo a pesquisadora, o debate servirá para “instrumentalizar as mulheres na utilização das diversas mídias e artes”. “Estamos vivendo um momento em que a tecnologia está ditando tendência, e o movimento negro estabeleceu uma conexão muito forte com as redes. Então a ideia da minha oficina é capacitar as mulheres, garantindo sua interlocução com o que acontece ao vivo, nas redes, e ajudando na divulgação de sua arte", disse Galvão.

Por fim, a oficina “A magia da mulher negra: poéticas e estéticas das cineastas negras” será conduzida pela doutora em Comunicação e Cultura da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Kênia Freitas, nos dias 13 e 14/07, em Caravelas, 17 e 18/07, em Alcobaça, e 19 e 20/07, em Prado (Cumuruxatiba). “Nossa ideia é discutir a produção atual das mulheres negras cineastas no Brasil e suas características estéticas e políticas. Também analisaremos o lugar da mulher negra nestes filmes, a partir de elementos de resistência, e de que forma o cinema pode virar um espaço de empoderamento, fazendo com que as mulheres das comunidades locais também participem do processo e se tornem protagonistas das histórias”, explicou Kênia.

Escritoras Negras da Bahia

Lançado no Mês Nacional do Escritor e no Mês Internacional da Mulher Negra Latino Americana, ambos comemorados em 25/07/17, e em reforço à Década Internacional de Afrodescendentes, decretada pela ONU entre 2015 e 2024, o projeto “Escritoras Negras da Bahia” reúne o trabalho de poetas, contistas, romancistas e artistas literárias e dá acesso a grupos minoritários à arte e literatura. Com apoio financeiro do Governo do Estado, por meio do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda, Fundação Cultural e Secretaria de Cultura da Bahia, o projeto, além das oficinas e palestras, conta com o website www.escritorasnegras.com.br, que será lançado no dia 07/07/17, e um e-book bilingue (Português e Inglês), com textos acadêmico-culturais relacionados à negritude e à autoria negra.

SecultBA faz 2ª chamada para ocupação dos espaços culturais

Cultura 03 de julho de 2017


A Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) lança a 2ª chamada pública da convocatória de Ocupação de Pautas Artístico-Culturais dos Espaços Culturais da SecultBA – Ocupe Seu Espaço, uma seleção que busca impulsionar a difusão, democratizar o acesso, dinamizar os espaços e contribuir para o cumprimento dos objetivos das políticas culturais na dimensão territorial da cultura. Por meio de comissões individuais para cada equipamento, serão montadas agendas para o período de 01 de setembro a 21 de dezembro de 2017. As inscrições ficam abertas até 31 de julho e são feitas por meio eletrônico, conforme orientações e documentos disponíveis no site www.cultura.ba.gov.br. O resultado pode ser conferido no mesmo site, após 20 dias do término das inscrições.
A primeira chamada, que aconteceu para ocupação do período de maio a agosto, recebeu 144 propostas sendo 125 aprovadas. Desta vez, além das inscrições serem realizadas via formulário eletrônico com ampliação do prazo para 30 dias, passa a ser optativo haver ações e/ou mobilização de público. Muda também o horário de funcionamento das salas multiuso, as condições para participação, esclarecimentos em relação a atividades apoiadas pelos editais do Fundo de Cultura - FCBA, interpretação para taxa caução, inclusão de três opções de datas/períodos para realização e a assinatura do Termo de Compromisso e Responsabilidade, sujeito a desclassificação se não cumprido no prazo indicativo.
“A 1ª chamada correspondeu a nossa expectativa por ser algo novo, mas que precisará ser cada vez mais aprimorado. Por isso lançamos a 2ª chamada, com algumas mudanças, no intuito de abrir as portas dos nossos espaços culturais para que a comunidade cultural se sinta ainda mais convidada a ocupar o palco”, disse a diretora de Espaços Culturias, Maria Marighella. As expectativas para a 2ª chamada é continuar a qualificar processos, organizar e publicizar procedimentos, democratizar o acesso e garantir transparência, ainda segundo a diretora.
Podem participar desta chamada propostas artístico-culturais, dos mais variados setores e expressões da cultura, apresentadas por pessoas físicas ou jurídicas de natureza cultural, que intencionem ocupar as salas principais, anfiteatros, foyers/galerias, áreas externas e salas multiuso de espaços culturais em diversos municípios da Bahia. Em Salvador, são os seguintes espaços: Casa da Música, Centro Cultural Plataforma, Cine-Teatro Solar Boa Vista, Espaço Cultural Alagados e Espaço Xisto Bahia. Em outras cidades da Bahia, participam: Casa de Cultura de Mutuípe, Centro de Cultura de Guanambi, Centro de Cultura ACM (Jequié), Centro de Cultura Amélio Amorim (Feira de Santana), Centro de Cultura de Alagoinhas, Centro de Cultura de Porto Seguro, Centro de Cultura João Gilberto (Juazeiro), Centro de Cultura Olívia Barradas (Valença), Cine-Teatro Lauro de Freitas e Teatro Dona Canô (Santo Amaro).
Como funciona – Atualmente, as demandas de uso das dependências dos espaços culturais são tratadas com os seus coordenadores e coordenadoras, com base em regulamentação e documentos oficiais e públicos, porém com limitações de alcance e de planejamento a médio-prazo.
A avaliação se dará com base no mérito artístico e relevância da proposta artístico-cultural; na viabilidade de execução da proposta; na experiência e qualificação dos profissionais e artistas envolvidos; e na consonância com as políticas culturais. As propostas selecionadas terão desconto de 50% sobre os valores de pauta ou percentual de bilheteria. Não há, no entanto, nenhum outro tipo de apoio financeiro ou repasse de recursos.
A SecultBA esclarece ainda que o Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima, em Vitória da Conquista, e o Centro de Cultura Adonias Filho, em Itabuna, estão em processo de licitação de obras para requalificação de sua sala principal. Para resguardar qualquer impasse de uso no período, o espaço não foi incluído nesta segunda chamada. O Centro de Cultura João Gilberto, em Juazeiro, também passa por calendário de obras e, por isso, só atende nas Salas Multiuso, Anfiteatro (Concha), Foyer e na Área Externa.


Fonte: Ascom SecultBA

Moradores de Cabrália promovem 2ª Feira Cultural Encontro na Praça

Cultura 14 de junho de 2017


Em 17/06/17 moradores de Santa Cruz Cabrália vão realizar a segunda edição da Feira Cultural Encontro na Praça, das 16h00 às 21h00, na praça da Âncora, em frente ao rio João de Tiba, perto do cais, no centro.
Na agenda tem programação cultural, recreação infantil, exposição de artesanato local, quitutes, música de vários estilos diferentes, dança, caça ao tesouro para as crianças, espaço para trocas e desapegos e para recolher alimentos não perecíveis, que serão doados a instituições e pessoas carentes. Os produtos da feira são confeccionados por pequenos artesãos. Ao consumir esses produtos, a comunidade está apoiando o comércio local.
No espaço destinado à troca e desapego poderão ser disponibilizados livros, roupas, objetos de decoração, utensílios domésticos, ferramentas, tudo em bom estado, mas que alguém não usa mais, não usa tanto quanto deveria, está guardado há muito tempo ou está ocupando muito espaço. Tudo o que pode ser mais útil na vida de outra pessoa.
Na segunda edição da feira, tem ainda novidades vindas de Santo André, como hambúrgueres e cookies artesanais.
Confira a programação:
16h00- MPB na praça com Mafei e oficina de produção de texto para o Sarau
17h00- Sarau
17h30 - Circomics
18h20 - Bate papo sobre cultura independente e caça ao tesouro da bruxa (infantil)
19h00 - Toca batuke - música e dança com Mari Crachá e Marcelo Bottini
20h00 - Freestyle com MC Ram
20h30 - Acústico na praça com Moisés Conceição, Dani e Thiago

Espetáculo “Sobre a Pele” será apresentado no Centro de Cultura

Cultura 16 de junho de 2017


Em 17/06/07, será apresentado o espetáculo “Sobre a Pele”, às 16h00 e às 19h00, no Centro de Cultura de Porto Seguro. A obra, que acaba de representar o Brasil em Lima, no Peru, tem direção de Fernando Santana e conta com uma equipe composta por Agamenon de Abreu, Allison de Sá (ganhador do prêmio Braskem 2016), Luciano Salvador Bahia, além das participações especiais de Hebe Alves e Harildo Déda.
Indicada em três categorias ao Prêmio Braskem de Teatro 2016 (melhor atriz, melhor texto e diretor revelação), a montagem passou recentemente por Feira de Santana e Valença, e será apresentada em outras duas cidades baianas (Juazeiro e Santo Amaro), que são apontados pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA) como locais de elevado índice de violência contra a mulher no estado. Após cada apresentação, será promovida uma conversa entre elenco, diretor e o público presente.
“Sobre a Pele” é uma realização do Colectivo Âmbar, rede de artistas e promotores cênicos latino-americanos, em parceria artística entre Brasil e México.
Sinopse
“Sobre a Pele” é um drama realizado por quatro atrizes e traça a história das memórias de Sofia, mulher idosa que perdeu a visão após presenciar o afogamento da mãe. Presa em um manicômio, ela revive fragmentos de sua trajetória repleta de opressões psicológicas, perda de esperança e dos seus próprios sonhos. As atrizes se alternam em um embate cênico entre as lembranças doentias e a realidade cruel do cárcere vivido por Sofia, que tem como único subterfúgio esculpir com argila uma vida de lembranças fraturadas.
Uerla Cardoso (atriz de Maçã e A Ambulância) representa Sofia, e tem a companhia de Lílith Marques (Atire a primeira pedra e As quatro meninas), Ella Nascimento (O Paí, Ó e Cabaré da Raça) e Jane Santa Cruz (Dorotéia e Cuida bem de mim), que interpretam três memórias traumáticas da Infância, Juventude e Maturidade, respectivamente.
Sobre o projeto
O ‘Projeto Sobre a Pele em Circulação - Um Realce Sobre o Feminino’ conta com o apoio financeiro do Fundo de Cultura da Bahia, Fundação Cultural do Estado da Bahia, Secretaria de Cultura, Secretaria da Fazenda e Governo da Bahia, através do edital Setorial de Teatro 2016, além da parceria junto a Diretoria de Espaços Culturais e suas unidades nas cidades visitadas.
Oficinas gratuitas
O projeto levará também oficinas gratuitas de dramaturgia, atuação e dança, ministradas nos dias 16 e 17/06/17 pelo diretor Fernando Santana e pelas atrizes do espetáculo.
No dia 16/06, às 14h00, a Oficina Estado Cênico é pautada em dramaturgia e atuação e será oferecida exclusivamente para participantes do gênero feminino a partir de 15 anos, com alguma experiência em teatro. Dramaturgo e diretor do espetáculo, Fernando Santana desenvolverá com as participantes, a partir de exercícios práticos e teóricos, a criação de novos textos teatrais sem perder de vista a inteireza cênica; o que os ministrantes intitulam de “corpo constante”. Serão oferecidas 15 vagas.
E em 17/06, às 09h00, a Oficina Movimento Essencial conta com exercícios de atuação e princípios da dança. Ministrada por Jane Santa Cruz, Ella Nascimento, Uerla Cardoso e Lílith Marques (atrizes), trará como conteúdo uma série de exercícios voltados a técnicas de interpretação, com eixo no movimento-imagem-ação e princípios de vários estilos brasileiros de dança, entre eles a dança afro e o coco, além de outras referências de estilos femininos como o stiletto (dança de salto). Serão oferecidas 20 vagas.
Os ingressos para o espetáculo custam R$ 10 e R$ 5 (meia). Instituições e movimentos em defesa da mulher como faculdades, universidades, coletivos e afins podem ter acesso a uma cota de convites. Os interessados devem procurar a produção local pelo telefone (73) 99969 – 8366.


Foto: Divulgação

 

Acervo reúne 190 anos de história da Polícia Militar na Bahia

Cultura 09 de junho de 2017

A Polícia Militar reuniu, em 08/06/17, professores e pesquisadores da Universidade Federal da Bahia (UFBA) no I Colóquio Discutindo o Acervo da Polícia Militar da Bahia. O evento, realizado no auditório do Quartel dos Aflitos, em Salvador, faz parte da primeira Semana Nacional de Arquivos, promovida pelo Arquivo Nacional. O coordenador de Documentação e Memória do Subcomando Geral da PM, major Raimundo Marins, idealizou o evento junto com a pesquisadora e professora da UFBA Alícia Lose.

 “Esse acervo tem 190 anos, praticamente a idade da corporação. Ele é um tesouro em termos de referência na vida da Bahia e na vida do Brasil. Diante disso, nós resolvemos dar notícia à sociedade dos trabalhos que são realizados aqui, ao tempo que também abrimos as portas para que essa comunidade acadêmica e até mesmo a população em geral possa conhecer o que a Polícia Militar tem feito em defesa da sociedade baiana”, declarou o major Marins.

Para Alícia Lose, o diferencial do acervo é registrar os acontecimentos sob a visão militar. Há registros da história desde a Guerra do Paraguai até a Ditadura Militar, passando por Canudos e Cangaço. “Esse é um acervo bem especial porque não é comum que acervos militares sejam abertos à pesquisa. O fato desse acervo se predispor à pesquisa já é um diferencial. Geralmente, os pesquisadores buscam fontes sobre a história militar do Brasil em acervos civis”, explicou Alícia, que apresentou a palestra 'Páginas da Nossa História: O acervo Documental da Polícia Militar da Bahia' durante o colóquio.

A abertura do evento foi feita pelo comandante-geral da PM, coronel Anselmo Alves Brandão, que destacou a importância de tornar o acervo mais conhecido dos baianos. “É importante dar transparência e mostrar a verdadeira história da nossa instituição. A Polícia Militar está dentro do cenário do contexto da história do Brasil e esse colóquio tem esse objetivo”, afirmou o comandante, que também citou o projeto do Museu da PM. “No ano em que completaremos 200 anos, esse acervo vai servir de suporte para criarmos futuramente nosso museu, que já está em andamento”.


Fonte: Secom/GOVBA - Fotos: Camila Souza

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