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SecultBA apresenta balanço dos Editais Setoriais 2019

Cultura 28 de abril de 2020

A relação das propostas selecionadas nos Editais Setoriais 2019, divulgada na última sexta-feira (24), é fruto do trabalho criterioso da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) com o intuito de democratizar o acesso aos recursos públicos para o fomento de projetos em 19 segmentos culturais. Com isso, mais de 90% dos Territórios de Identidade da Bahia tiveram projetos selecionados.

Foram aprovadas 230 propostas que receberão um aporte total de 15 milhões do Fundo de Cultura da Bahia (FCBA) e representam a diversidade da produção cultural do estado, nas seguintes áreas: Apoio a Grupos e Coletivos Culturais; Apoio à Publicação de Livros por Editoras Baianas; Apoio às Bibliotecas Comunitárias; Artes Visuais; Circo; Culturas Identitárias; Culturas Populares (Capoeira, Versão Simplificada e Versão Padrão); Dança; Economia Criativa; Incentivo à leitura - Formação de Leitores e Mediadores; Literatura; Museus; Música; Patrimônio Cultural - Arquitetura e Urbanismo; Restauração, Digitalização e Promoção de Acervos Privados de Interesse Público; Teatro e Territórios Culturais.

“Os Editais Setoriais são um reconhecimento do protagonismo da sociedade civil na política pública cultural, tanto apresentando propostas, quanto avaliando o mérito, ajudando a reafirmar o papel do Governo do Estado de fomentar as diversas linguagens artísticas e estimular a difusão do fazer cultural. O investimento nos 19 editais setoriais vai movimentar a economia da cultura, algo imprescindível aos artistas baianos”, destaca a secretária estadual da Cultura, Arany Santana.

Avaliação de Mérito - Para análise dos projetos, foram formadas 15 comissões temáticas, cada uma delas com cinco a sete especialistas da área de cultura, do setor público e da sociedade civil, não só de Salvador, mas também do interior do estado e de outras cidades do país, como Recife, São Paulo e Brasília. A composição mista conferiu mais transparência ao processo e privilegiou o conhecimento técnico. A seleção dos profissionais foi realizada por meio de consulta pública, que verificou atuação no campo do edital específico, experiência em projetos, em gestão cultural e a capacidade de avaliar as propostas.

No julgamento do mérito, as comissões analisaram as 1.217 propostas inscritas a partir de três critérios previstos nos editais. O primeiro deles, valor cultural, levou em consideração aspectos como criatividade, inovação, singularidade, relevância no contexto sociocultural e estímulo à diversidade. O segundo parâmetro foi a consonância com as políticas estaduais de cultura, em especial a afinidade com a Lei Orgânica da Cultura e com o Plano Estadual de Cultura.  Por fim, os membros observaram a viabilidade técnica, por meio da clareza, consistência das informações e coerência na composição da proposta.

Territorialização - Como forma de efetivar umas das diretrizes da política cultural da Bahia, o aprofundamento da territorialização da cultura, foi considerada adicionalmente a regra de territorialização. Assim, entre as propostas melhor avaliadas nos critérios de mérito, as comissões temáticas buscaram contemplar o maior número possível de regiões do estado.

O resultado dessa análise rigorosa foi a seleção de propostas de 26 territórios de identidade. Entre os aprovados, 141 projetos, mais de 60% do total, são de proponentes de fora do Território Metropolitano de Salvador, que receberão R$ 8.095.164,01.

O fortalecimento da interiorização dos projetos foi uma premissa desde o início do processo, com a realização de atividades de capacitação em todos os territórios de identidade da Bahia, nos meses de setembro e outubro do ano passado. “As oficinas de elaboração de projetos foram determinantes para apresentar as políticas culturais do Governo do Estado aos municípios do interior e à periferia de Salvador e contribuíram para que propostas de diversos territórios de identidade fossem contempladas nos certames. Além disso, a Central de Atendimento Integrado também teve um papel fundamental, esclarecendo dúvidas dos interessados em submeterem propostas. Foram cerca de 600 atendimentos, seja de forma presencial, por e-mail ou telefone”, destaca o superintendente estadual de Promoção Cultural, Alexandre Simões.

Para um próximo certame a SecultBA estuda a possibilidade de realizar uma pré-seleção a partir dos Macro Territórios de Identidade. Também a Sudecult apresentará, em breve, propostas de aprofundamento da Política Territorial.

Recursos - O prazo para interposição de recursos da Análise de Mérito dos Editais Setoriais segue até 04 de maio.  Em função do período de isolamento social para combater a pandemia do Covid-19, dúvidas sobre o resultado serão esclarecidas exclusivamente por e-mail e telefone, de 9 às 18h, com prazo médio de 48 horas para resposta, nos canais de atendimento criados para cada Unidade Executora.  São eles:

Central de atendimento integrado – suprocult / secult

Telefone: (71) 98355-3999

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FUNCEB

Telefone: (71) 99716-5514

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FUNDAÇÃO PEDRO CALMON - FPC

Telefone: (71) 99719-1354

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CENTRO DE CULTURAS POPULARES E IDENTITÁRIAS – CCPI

Telefone: (71) 99613-3285

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IPAC

Telefone: (71) 99676-7875

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Fonte: Ascom SecultBA

Maior encontro dos povos indígenas do Brasil acontece on line

Cultura 28 de abril de 2020

Para enfrentar as ameaças da pandemia da Covd-19, a 16ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL), acontece virtualmente entre 27 e 30/04.

O Acampamento Terra Livre é o evento em que povos indígenas de todo o País se reúnem para fortalecer a luta e a resistência do movimento indígena.

Esse ano, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) convocou uma mobilização virtual para realizar a 16ª edição do ATL. Diante da nova ameaça causada pela pandemia da Covid-19, do crescimento das invasões nos territórios indígenas, do aumento de assassinatos e criminalização de lideranças, o formato virtual do encontro pretende alertar sobre a real possibilidade de um novo genocídio e denuncia o descaso do Governo Bolsonaro em garantir a proteção de nossos povos ancestrais.

A programação do evento teve início na segunda-feira, dia 27 e transmite encontros, reuniões, lives, pajelança, cantos, danças tradicionais, mostra de filmes indígenas, debates entre mulheres de diferentes etnias, além de mesas com grandes lideranças, indigenistas, antropólogos e outras interações que conectam povos de todo o Brasil no ambiente online.

Nos painéis de discussões, os temas variam entre “Saúde indígena e o racismo institucional”, “Os povos indígenas em tempos de Coronavírus”, “Agenda LGBTQ + Indígenas”, “Enfrentamento às mudanças climáticas, aumento do desmatamento e o impacto no pós-pandemia”, “Direitos Indígenas, violações e  autoritarismos”, “Os processos migratórios dos povos indígenas no Acre e a Covid-19”, “Histórias sobre as primeiras retomadas no sul do Brasil”, “Mesa internacional”, entre outros. O evento é organizado pela APIB e suas organizações de base junto à MNI - e as organizações que a compõem.

 

UFSB é a universidade baiana com maior percentual de estudantes indígenas

Em comemoração ao dia do Índio, a Revista Quero fez uma matéria especial apontando o crescimento da presença indígena nas universidades brasileiras. A partir das informações, foi criado um ranking com as 50 universidades com maior presença indígena do Brasil. A Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) apareceu em 19º no ranking, com 3,56% de estudantes indígenas. Comparada às universidades da Bahia, a universidade aparece na 1ª posição.

De acordo com o Pró-Reitor de Sustentabilidade e Integração Social (PROSIS), Sandro Ferreira, dois fatores chamam atenção para essa posição no ranking: a localização da universidade e o constante diálogo com a comunidade indígena desde o processo de implantação da UFSB. Sandro também afirma que “Articulado ao interesse institucional e acadêmico da universidade em se aproximar destas comunidades, destaca-se o intenso esforço destas comunidades em estimular a formação escolar e o ingresso destes jovens (e também idosos) na universidade”.

Localizada na região sul e extremo sul da Bahia, a UFSB atua em um local onde muitas comunidades indígenas existem e resistem em suas formas de organização comunitária. Aqui, ganham destaque as aldeias Tupinambás, em Ilhéus, Pataxó Hã Hã Hãe, em Pau Brasil, e Pataxó, em Santa Cruz Cabrália e região do Parque Monte Pascoal.

Desde seu início, a universidade já previa em seus processos seletivos reserva de vagas para indígenas, como estabelecido na Lei 12.711/2012. Prova disso é seu primeiro processo seletivo, em 2014, que já possuía tal modalidade. Em abril de 2016, a UFSB publicou seu primeiro edital com vagas exclusivas para estudantes indígenas que comprovassem residir (ser reconhecido) por uma comunidade indígena. Nos anos seguintes, foram ampliadas a reserva de vagas e os cursos de ingresso (primeiro ciclo, segundo ciclo e pós-graduação) para indígenas aldeados, com seleção realizada via SISU ou editais próprios.

O Pró-Reitor explica que, desde 2015, a UFSB também fez a adesão ao Programa Bolsa Permanência do MEC, que garante bolsas de apoio pecuniário, no valor de R$900,00, a estudantes indígenas aldeados e quilombolas. Além deste programa, alguns outros programas de permanência foram criados e direcionados ao segmento de estudantes indígenas da UFSB, facilitando a continuidade e finalização dos estudos.

Todas essas ações, em conjunto, consolidaram o processo de diálogo entre a comunidade acadêmica e a comunidade indígena possibilitando o processo de inclusão e ressignificação dos processos de ensino e aprendizagem.


Fontes: Ascom APIB e UFSB

Academia Canto em Trancoso suspende atividades devido ao coronavírus

Cultura 27 de março de 2020

Prevista para ser realizada entre os dias 05 e 11/07/20, a 6ª edição de Canto em Trancoso está suspensa devido à pandemia de Covid-19. A academia, realizada pelo Mozarteum Brasileiro, em parceria com a Chorakademie Lübeck, da Alemanha, proporciona uma semana intensiva de masterclasses gratuitas para jovens cantores brasileiros.

As inscrições começaram no dia 03/03/20. Mas agora, a orientação é que os participantes aguardem a definição de nova data para realização da academia. Novas inscrições também estão suspensas até que seja decidido o melhor momento para a retomada de atividades do Canto em Trancoso.

O Mozarteum afirma que lamenta os transtornos e ressalta que a decisão de suspender a 6ª academia Canto em Trancoso faz parte do esforço de toda a sociedade para impedir o avanço do Covid-19.


Fonte: Mosarteum Brasileiro

Morre aos 72 anos cantor baiano Moraes Moreira

Cultura 13 de abril de 2020

 

Ele estava na casa no Rio de Janeiro e faleceu durante o sono

O cantor baiano Moraes Moreira morreu nesta segunda-feira (13) no Rio de Janeiro. Segundo o Blog do Marrom, que informou em primeira mão a notícia, o também cantor e compositor Paulinho Boca de Cantor confirmou a informação. Muito emocionado, Paulinho mal conseguia falar e contou que ele faleceu durante o sono.

A causa da morte de Moraes ainda não foi informada. Também não há informação sobre quando e onde será o sepultamento. Ele estava em sua casa, na Gávea, ao falecer - ele vivia sozinho e já foi encontrado morto. O cantor deixa dois filhos, o também músico Davi Moraes e Maria Cecília, e dois netos, Alice e Francisco.

Em janeiro, o cantor fez um show no Pelourinho, ao lado do filho. Sentado durante a apresentação, já parecia estar debilitado. Em fevereiro, no Carnaval, voltou a se apresentar no Pelô. "Eu já passei por tantos carnavais aqui na Bahia e o povo no chão pedia para a gente cantar. E hoje em dia o trio elétrico é essa loucura toda", disse. "Aqui, no Pelourinho, se forma. Viva o Pelourinho!".

Nascido Antônio Carlos Moreira Pires na cidade de Ituaçu, Moraes começou a carreira tocando sanfona em festas de São João. Na adolescência, aprendeu a tocar violão enquanto estudava em Caculé. Depois, se mudou para Salvador e conheceu Tom Zé. Formou com Baby Consuelo, Pepeu Gomes, Paulinho Boca de Cantor e Luiz Galvão os Novos Baianos, ficando com o grupo de 1969 até 1975.

Com Luiz Galvão, compôs a maioria das canções do grupo, que é responsável por um dos discos mais icônicos da música brasileira, Acabou Chorare, de 1972. O disco foi eleito o melhor da música nacional pela edição brasileira da Rolling Stone em 2007. "Obra-prima dos Novos Baianos, Acabou Chorare nasceu do choque entre o grupo e João Gilberto (engana-se quem imagina que a influência musical foi unilateral. Vale ouvir João Gilberto, o 47º colocado desta mesma lista, e perceber imediatamente que se trata do outro lado de uma mesma moeda.) Depois de um primeiro disco semitropicalista, um tanto psicodélico e essencialmente roqueiro gravado em São Paulo (É Ferro na Boneca, de 1970), a trupe se mudou de mala e cuia para o Rio de Janeiro e por lá se instalou", diz trecho da matéria.

Em 2012 Moraes gravou o disco A Revolta dos Ritmos, que trazia 12 composições inéditas dele. Paralelo ao novo CD, Moraes viajou pelo Brasil, ao lado do seu filho Davi, com uma turnê comemorando os 40 anos de Acabou Chorare.

Em 2016, foi a vez de fazer uma turnê comemorativa com os Novos Baianos. Depois de 17 anos, Moraes, Baby do Brasil, Pepeu Gomes, Paulinho Boca de Cantor e Luiz Galvão se reencontram para a nova turnê, batizada com nome do disco mais famoso do grupo. Um ano depois, algumas apresentações da banda foram suspensas porque o cantor foi internado em decorrência de uma úlcera.

Moraes foi o primeiro artista a cantar num trio elétrico no Carnaval, junto com o Trio Elétrico Armandinho, Dodô & Osmar. A partir daí, seus frevos ‘trieletrizados’, como ele denominava, passaram a ser marca registrada do nosso Carnaval: Pombo Correio, Chame Gente, Eu Sou o Carnaval, entre outros.

O cantor foi homenageado pelo Carnaval de Salvador em 2017, ao completar sete décadas de vida. Naquele ano, o trio dele teve um problema na embreagem que atrasou bastante a saída. Mas o público se manteve fiel, esperando Moraes, que estava acompanhado do filho Davi.

“Tentaram melar meu baba, mas não conseguiram. O povo baiano viu que eu estava lá com minha história, meu repertório, com Davi Moraes, a banda e uma equipe dedicada”, comentou o cantor ao Correio.

“Nossas canções resistiram a tudo e a todos, dando mostras de que vieram para ficar. Passada a euforia dos sucessos imediatos, elas ressurgem gloriosas, no gogó dos foliões, inteiras e renovadas pela juventude. Reforçam assim um conceito que tenho: um bom Carnaval se faz com passado, presente e futuro”, analisou.


Fonte: Correio - Foto: Divulgação

Cancelado o Festival Música em Trancoso, por conta do Coronavírus

Cultura 12 de março de 2020

Na tarde dessa quinta-feira, 12/03, o Instituto Mozarteum Brasileiro, que realizaria o Festival Música em Trancoso,  no Teatro L´Ocittane, pelo 9º ano consecutivo,  comunicou o cancelamento do evento, por conta do Coronavirus - COVID 19.

Veja a nota oficial:

“O Mozarteum Brasileiro informa que decidiu cancelar a realização de todas as atividades da 9ª edição do Festival Música em Trancoso, em função da pandemia do Covid 19, o Coronavirus, confirmada pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

A medida visa garantir a segurança e o cuidado com a saúde do público, dos artistas e de toda a equipe de trabalho. A decisão foi tomada após consulta ao Ministério Público e aos órgãos de saúde pública do Estado da Bahia.

Acreditamos estar, dessa forma, contribuindo com as autoridades de saúde para reduzir a disseminação do coronavírus no País.

 A direção do Mozarteum Brasileiro ”

  1. Academia Canto em Trancoso abre inscrições para 6ª edição
  2. Academia de Letras realiza sessão solene de posse de novos membros
  3. 9º Música em Trancoso: ingressos para a comunidade serão vendidos a partir de 17/02
  4. A Cia Burlesca de teatro chega a Porto Seguro e seis cidades do Extremo Sul da Bahia

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