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Academia de dança traz espetáculo que retrata desafios vividos em 2020

Cultura 04 de dezembro de 2020

A pandemia do novo coronavírus mexeu muito nas emoções e no comportamento das pessoas. E a Academia de Dança Dionée Alencar, de Porto Seguro, encontrou uma forma artística de trazer essas emoções à tona. Ou melhor, ao palco. Com o espetáculo “SER - o corpo casulo”, vai mostrar em apresentação on line, no dia 17/12/20, a partir das 19h, muito do que todos vivenciamos e aprendemos neste período.

O espetáculo retrata as dificuldades e as descobertas do ano de 2020. “A pandemia, tudo o que a gente viveu, sofreu e aprendeu nesse ano que não foi fácil. Todos os nossos medos, as angústias, as depressões, ansiedades. A gente conta um pouquinho disso tudo. O resultado está muito lindo”, garante Dionée. Segundo a bailarina e diretora do espetáculo, o convite partiu do colega coreógrafo Marcus Vinícius, que participou do festival da academia no ano passado. “Ele gostou muito de mim, da escola, das meninas. E agora no fim do ano ele disse: “Dionée, você não pode terminar o ano sem nada. O ano já foi tão difícil, a gente não teve momentos de prazer, pouquíssimos. E a gente pode fazer uma coisa bem legal com essas meninas”.

Dionée, que é mãe do ex-candidato a prefeito de Porto Seguro Uldurico Júnior, estava em campanha eleitoral. “Passou a eleição, e eu topei”, diz. Depois de uma resposta aparentemente tão simples, eles montaram o espetáculo e começaram os ensaios. “Um desafio super novo. E não só para mim, como para o Marcus, para as bailarinas, e para todo mundo que está participando, até o cara que vai montar o palco. Porque tudo é muito novo. A gente está bem ansioso porque é a primeira vez. E tudo pela primeira vez dá essa ansiedade”.

Para ela, a pandemia trouxe uma mudança capaz de deixar um legado de grande aprendizado. “A gente aprendeu, e eu sinto, nas minhas alunas nas professoras, em todo mundo que está trabalhando nesse espetáculo, que o outro ficou mais importante. O respeito ao outro. A gente usa máscara, usa álcool em gel, aprendeu a se expressar com o olhar, a conversar com o outro pelo olhar e a gente vai em cena com o olhar”. Para Dionée, as marcas deixadas por 2020 ficarão para as gerações vindouras. “Eu não acredito que passe batido, que a gente viva só esse momento e depois esqueça. Eu acho que ficou. O que a gente aprende, a gente não esquece.”

Quem quiser conferir, poderá assistir ao espetáculo pelo YouTube. As instruções de acesso serão fornecidas pela organização próximo ao início do evento. O apoio à cultura local e a continuidade dos projetos artísticos de Porto Seguro podem ser feitos com a aquisição do ingresso, no valor de R$ 25,00. Eles estão disponíveis no Sympla, no link https://www.sympla.com.br/ballet-dionee-alencar-apresenta-o-espetaculo-ser---o-corpo-casulo__1065996. Informações no Instagram: @balletdioneealencar ou pelo telefone (61) 99841-3779.

3ª Festival de Cinema de Trancoso traz o tema “Raízes”

Cultura 02 de dezembro de 2020

O Festival Internacional de Cinema de Trancoso realiza sua terceira edição de 30 de novembro a 04 de dezembro. De acordo com os organizadores, o evento marca a participação de Porto Seguro e do distrito Trancoso no calendário dos principais festivais de cinema da atualidade. Com o tema “Raízes” o evento exibe e debater filme durante cinco dias, para todas as idades.

Falar de raízes é falar da origem da vida, da construção das manifestações culturais de um povo. A base, o princípio, o vínculo inicial, as conexões e as interfaces. A proposta é fazer uma viagem ao passado, e ao mesmo tempo, falar sobre tendências do futuro. Acreditamos que não é possível compreendermos as transformações, o desenvolvimento, as mutações, se não conhecemos o ponto de partida e os possíveis caminhos a seguir”, afirma Flávia Barbalho, idealizadora e diretora do festival, que tem 25 anos de cinema e televisão. O cinema surge então como instrumento ideal para projetar história, resgatar tradições, abrir as portas para a imaginação.

O festival tem patrocínio da prefeitura de Porto Seguro e da Farmácia Indiana, e parceria com o Canal Brasil. Como em todos os eventos presenciais direcionados ao público em tempos de distanciamento social, as exibições dos filmes acontecem com limitação de pessoas e com adoção de protocolos de prevenção ao Covid-19, na Casa das Festas do Povo, Casa de Perainda, Igreja do Quadrado e Espaço Praia Fly Club, aproveitando a lua cheia. Além das lives, toda a programação é transmitida on-line, pelo site www.festivaldecinemadetrancoso.com.br. A coordenação sugere a doação de um quilo de alimento para as sessões de cinema.

Estão em exibição trabalhos como os filmes Olho Nu Sobre a Vida, de Ney Matogrosso, que é homenageado na categoria excêntricos – juntamente com Neville d´Almeida e Jorge o Mourão; e a Flor da Lua, sobre a Dona Onete, homenageada junto com Maria Betânia pela força de mulheres musicais que tiveram filmes feitos sobre suas histórias. O Pajé Alcino e sua esposa Creuza da Reserva Pataxó da Jaqueira também são homenageados, honrando as raízes da história de nosso Brasil. Humberto Mauro é homenageado histórico nacional, juntamente com Mônica Botelho e Henrique Frade pela criação do Cineport - Festival de Cinema de Países de Língua Prtuguesa. Halder Gomes é o diretor homenageado pelas raízes nordestinas.

Charles Chaplin é homenageado internacional. A primeira turma da Oficina de Cinema teve aulas on-line e gravou um curta metragem inspirado em Chaplin, com o suporte da equipe de produção de cinema. “O filme ficou surpreendente e despertou talentos em todos os aspectos: roteiro, direção, atuação dos participantes, montagem, e foi gravado com telefone!” explica Flávia Barbalho. Ela afirma que a expectativa é de executar um festival com excelência, presencial, muito charmoso, que vai ser replicado numa plataforma digital específica para cinema, nacional e internacionalmente, via internet, para democratizar o acesso. “Que a gente possa transformar a sociedade do Sul da Bahia e seja uma vitrine para esse intercâmbio cultural e para um planeta melhor”.

A diretora espera ainda implantar o mercado audiovisual na região, educando através dos filmes, e capacitando os jovens a fazerem filmes, escritos, produzidos e atuados por eles com o apoio de sua equipe, além de fomentar efetivamente a economia local.

“Queremos estimular o desejo por conhecimento, despertar a comunidade para a criatividade, o cinema, o pensar social para uma sociedade mais íntegra, mais culta e menos individualista e preconceituosa. Cinema é uma forma de desfrutar da nossa preciosa liberdade de se emocionar com a vida, e é por este motivo que não podemos parar! Imaginem o que seria de nós na quarentena sem filmes para assistir?”, diz.

Música em Trancoso prepara espetáculo para 2021

Cultura 31 de outubro de 2020

 

Programação deverá ser a mesma de 2020, cancelada devido à Covid-19

O 9º Festival Música em Trancoso (MET), realizado anualmente no distrito de Trancoso, e que este ano teria estreia em 14 de março, não se realizou em 2020 devido à pandemia do Covid-19. Mas, de acordo com a direção, o evento está previsto para se realizar entre 6 e 13 de março de 2021, com as apresentações feitas presencialmente.

De acordo com Carlo Lovatelli, vice-presidente do Mozarteum Brasileiro, que promove o evento, a programação será a do festival de 2020, que foi cancelado na antevéspera da estreia.

A fundadora e presidente do Mozarteum Brasileiro, Sabine Lovatelli, que também idealiza a programação anual do MET, afirma que todo o planejamento está ocorrendo em função de que o evento seja realizado. “Estamos preparados para tal, mas ainda depende do controle da pandemia e da liberação do governo”.

Ingressos

No momento em que o evento foi cancelado, os ingressos já estavam quase todos esgotados, segundo a assessora de imprensa do MET, Ana Ponzio. “Alguns espectadores optaram por receber o reembolso e outra parte do público preferiu deixar como crédito para o festival de 2021. A venda de ingressos deverá ser reaberta”, informa.

O MET é um dos eventos culturais mais prestigiados do País, e acontece sempre em março, entre o Carnaval e a Páscoa, com o objetivo de movimentar a economia e a vida cultural da região, numa época fora das temporadas tradicionais.Dentre as realizações, estão atividades musicais e educativas, que ocorrem durante uma semana, com a participação de públicos diversos.

Participações

O Música em Trancoso tem a participação de orquestras, conjuntos e solistas consagrados, do Brasil e do exterior. Se seguir toda a programação que seria apresentada em 2020, o 9º MET contará com cerca de 250 artistas, entre solistas instrumentistas, cantores e integrantes de grandes orquestras, a maioria de reconhecimento internacional. A programação para as oito noites de espetáculos inclui diferentes gêneros, do clássico a composições de todas as épocas e um mix de bossa nova, tango e jazz, no Teatro L’Occitane, sempre ao cair da tarde, às 18h30.

E durante as noites, terá música sinfônica, música de câmara, ópera, bossa nova e tango, jazz, soul, Toquinho cantando Vinícius de Moraes, homenagem a Luiz Gonzaga, Orquestra Acadêmica Mozarteum Brasileiro, Orquestra Jovem Municipal de Guarulhos, personalidades como o regente Carlos Moreno,e muito mais.

Diariamente, também são desenvolvidas atividades gratuitas como concertos e aulas de iniciação musical em escolas públicas. “Além da bagagem cultural que o evento carrega, a iniciativa visa promover um impacto socioeconômico positivo na região, abrindo oportunidades de novos negócios e de emprego para a população local”, afirma Sabine Lovatelli.


Foto: Marcos Hermes

Banda Africanidade lança música nascida durante a pandemia

Cultura 19 de novembro de 2020

A Banda Africanidade, de Porto Seguro, lançou recentemente, seu mais novo trabalho. A quarentena da pandemia levou o grupo a compor e lançar a obra Perfume das Rosas, que já está sendo divulgada nas redes sociais. A inspiração veio de amiga em comum chamada Jeniffer. “Ela é uma garota bonita, tem um bom coração e contribuiu com a criação, produção e gravação da música, que diz que o mundo precisa de amor mais do que de dinheiro. Juntamos e colocamos esta frase para que as pessoas tenham mais sensibilidade umas com as outras”, afirma Dick Rey.

Reinaldo São Pedro da Silva - o Dick Rey - é um dos vocalistas da banda. Nasceu em Castro Alves, morou em Salvador e trabalha com música desde os 18 anos. Está em Porto Seguro há cerca de 28 e agora, aos 52, mostra a mais nova produção da Banda Africanidade, da qual faz parte desde 2014, quando foi criada.

Também integram a banda, Janaína Amaral (vocalista), José Mário, Flávio Santana, Edvan Canibal, Dandara e Nalanda Nascimento (filhas de Dick Rey) na percussão, Ângelo Gilsonno teclado, Giuliano no violão e Ivan Borel no sax.  “Temos outras composições, mas a ideia de ter gravado primeiro esta foi devido à pandemia, para falar sobre a importância do cuidado com o próximo. Passei a ideia para os colegas Cubano Menezes e Paulinho Rasta, que são baianos - um de ilhéus e outro nascido em Porto Seguro - e eles toparam”.

Segundo Dick Rei, Perfume das Rosas tem um gostinho especial. “Gravamos num período em que estávamos duros, fomos para o estúdio durante a pandemia e finalizamos o trabalho. Agora contamos com os amigos para divulgarem conosco”, diz. “Nossas músicas falam de prosperidade, cidadania, não é música chiclete. Nosso objetivo não é fazer barulho e depois parar. É continuar em evidência. Queremos formalizar a Banda”, afirma o músico. O trabalho do grupo e a música Perfume das Rosas podem ser apreciados nas redes sociais da produtora de Eventos OBA, e no Instagram e Facebook do Grupo e Banda Africanidade.

Unindo histórias

O grupo de percussão Africanidade nasceu em novembro de 1993. “A banda já tinha iniciado há muitos anos, mas parou. E alavancou na Copa do Mundo de 2014, quando convidada pelo Convention Bureau para fazer receptivos para as Seleções da Alemanha e Suíça, hospedadas em Santo André - Santa Cruz Cabrália - e Porto Seguro. Assim, gravaram o clipe de divulgação do local onde a delegação alemã ficou hospedada (Campo Bahia Songs).

“Fazíamos receptivo em períodos de Carnaval, com batucadas, sem música. Daí veio a ideia de incorporar a música, voz e harmonia”, relata Dick Rey. Na Cidade Histórica, no farol, ele desenvolve oficina de percussão para turistas. Além disso, o grupo tem o Projeto Africanidade, na Vila Vitoria. Atende, no período normal, cerca de 30 crianças e adolescentes de 5 anos a 18 anos e funciona num espaço onde havia uma creche. “Estava abandonada, daí negociamos com a associação do bairro para usarmos o espaço. Mas não é local definitivo”.

O projeto, segundo Dick Rey, contribui “para que as crianças não fiquem nas ruas no tempo ocioso. E, quando chegam à maioridade, já podem ter um trabalho, uma profissão, remunerados através dessas apresentações”. Atualmente, o espaço recebe 10 crianças por vez, devido à pandemia. A iniciativa é financiada pelos próprios componentes e com os próprios instrumentos da banda. “Nossa inspiração veio de grupos como Timbalada, Olodum e Pracatum de Brown.”

SecultBA lança prêmio para Pontos de Cultura pelo Programa Aldir Blanc Bahia

Cultura 22 de outubro de 2020

 

A Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), através da Superintendência de Desenvolvimento Territorial da Cultura (SUDECULT) lançou, dia 21/10/20, mais um edital do Programa Aldir Blanc Bahia, desta vez para premiar Pontos e Pontões de Cultura dos 27 territórios baianos. Com investimento de R$ 3 milhões, recursos oriundos da Lei Aldir Blanc através da Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, a chamada pública Prêmio Cultura Viva Bahia 2020 irá premiar 81 planos de trabalho. As inscrições ficam abertas até o dia 10 de novembro e devem ser realizadas através do preenchimento do formulário disponível aqui.

Cada Ponto ou Pontão de Cultura só poderá inscrever um único plano de trabalho e aqueles premiados farão parte do Banco de Propostas de Ações Culturais, que ficará disponível gratuitamente para grupos e/ou entidades culturais do estado. Cada um dos 27 territórios de identidade será contemplado com, no mínimo, três premiações. O Prêmio Cultura Viva Bahia 2020 é um reconhecimento ao importante trabalho desenvolvido por associações e coletivos culturais em toda a Bahia.

Inscrições

Os planos de trabalho apresentados devem ter orçamento máximo de R$ 220 mil, prazo mínimo de execução de 12 meses e máximo de 24 meses. Além disso, os planos devem propor atividades que possam ser executados virtualmente –transmitidas pela internet ou disponibilizados por meio de plataformas digitais –, presencialmente – respeitando os protocolos sanitárias – ou, ainda, atividades híbridas que mesclem ambas as modalidades. O modelo do plano de trabalho, assim como os documentos que devem ser encaminhados no momento da inscrição, estão disponíveis nos anexos do edital.

Quem pode participar - Podem concorrer ao prêmio Pontos ou Pontões de Cultura, sejam entidades jurídicas sem fins lucrativos ou grupos e coletivos sem constituição jurídica, desde que tenham finalidade cultural, e comprovem atuação na área cultural há pelo menos 24 meses. Pontos ou Pontões de Cultura da administração pública de qualquer esfera ou vinculados a ela, não podem participar.

Orientação online

Nos dias 26, 27 e 20/10, às 10h e 15h, serão realizadas formações online através do Google Meet, nas quais será apresentado de forma detalhada o passo a passo para realização da inscrição, e os proponentes poderão tirar as suas dúvidas. Serão seis sessões de orientação online e os interessados poderão participar quantas vezes quiser através de um único link. Para ter acesso ao link clique aqui, ou solicite pelo whatsapp (71) 9688-1460.

Este é o sétimo edital lançado pela SecultBA dentro do Programa Aldir Blanc Bahia, que tem investimento total de R$ 50.761.683,10. Eventuais dúvidas sobre o edital devem ser encaminhadas por e-mail a Este endereço de e-mail está sendo protegido de spambots. Você precisa habilitar o JavaScript para visualizá-lo., ou ainda pelo telefone (71) 9688-1460.

Programa Aldir Blanc Bahia

Criado para a efetivação das ações emergenciais de apoio ao setor cultural, o Programa Aldir Blanc Bahia (PABB) visa cumprir os incisos I e III da Lei Aldir Blanc (Lei Federal nº 14.017, de 29 de junho de 2020) e suas regulamentações federal e estadual. As ações são a transferência da renda emergencial para os trabalhadores e trabalhadoras da cultura, e a realização de chamadas públicas e concessão de prêmios. O PABB tem execução pelo Governo do Estado, através da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, geridas por meio da Superintendência de Desenvolvimento Territorial da Cultura e do Centro de Culturas Populares e Identitárias; e as suas unidades vinculadas: Fundação Cultural do Estado da Bahia, Fundação Pedro Calmon, Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural.


Fonte: Ascom SecultBA

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