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Moara Sacchi, de Santo André, ganha prêmio nacional em dança

Cultura 06 de fevereiro de 2021

Em vídeo dança, a artista interpretou uma performance com referências a religiões de matriz africana

A jovem Moara Sacchi, de Santo André, em Santa Cruz Cabrália, foi premiada no Rio de Janeiro pela performance gravada em vídeo-dança, na beira do Rio João de Tiba. Pelo trabalho intitulado de Dança das Águas, recebeu o Prêmio Respirarte 2020, do Edital Funarte, que integra a Secretaria Especial de Cultura, do Ministério do Turismo.

É uma performance com referências a religiões de matriz africana, mais especificamente o candomblé. “Para nós todo ano tem um regente. Esse ano é um ano de Osun/Oxum com Oxalá, no vídeo danço para Oxum e estou com meu fio de contas de Oxalá no pescoço”, diz Moara. “Uma coincidência linda, o vídeo foi gravado em abril de 2020 e a confirmação dos regentes veio no fim de dezembro de 2020. Nós não sabíamos, foi mais um acaso que confirmava que estávamos no caminhou certo.”

Para Moara Sacchi, ter sido premiada foi um grande presente e o reconhecimento de um trabalho que divulga a região. Mas, para a jovem, ainda há muitos talentos precisando ser descobertos. “Seria bacana se mais gente da nossa região conquistasse prêmios nacionais e estaduais, internacionais também. Mas percebo que a arte aqui ainda é pouco ou quase nada valorizada. Aqui se aprende a fazer arte, mas não são passadas as ferramentas necessárias para elaboração de projetos, profissionalização. Incentivo sempre meus amigos artistas a participarem, e vejo a dificuldade que se tem aqui para organizar documentação e principalmente para a escrita de projetos. Existem inúmeras burocracias que acabam excluindo artistas incríveis”, observa.

A performance

O vídeo mostra o corpo em contato com o rio. “Faz uma alusão ao sagrado, presente nas águas doces, a divindade da mitologia africana, Oxun. A proposta da dança é naturalizar o culto às deusas das religiões de matriz africana, trazendo a beleza do ritmo Ijexá, com o corpo de uma mulher preta que dança em agradecimento a sua mãe, na areia e nas águas, enquanto se banha. Ela é das águas e celebra o fato de ser parte daquele ambiente sagrado. Naquele momento, o rio, seu corpo e todas as vidas em presença são templos de Orixá”, diz a sinopse.

De acordo com Moara, o trabalho foi uma junção entre artistas de três estados: Bahia, com ela na direção de arte, criação, coreografia, dança e edição do vídeo como proponente e Madiba Freitas na produção e aconselhamento; Pará, com Priscila Duque, que fez a filmagem e edição do vídeo; e Recife, com a participação de Afoxé Oyá Alaxé do Ilê Oba Aganju Okoloya, compositoras e responsáveis pela trilha sonora do vídeo-dança, na pessoa de Maria Helena Mendes Sampaio. “Três regiões bem fortes. O terreiro responsável pelo afoxé é muito reconhecido lá em Recife, participam ativamente da cena cultural local”. O figurino é de Vivian Lee da Cunha e o apoio institucional é do Instituto Sociocultural Brasil Chama África.

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Festival virtual de música abre espaço para artistas do interior baiano

Cultura 04 de fevereiro de 2021

Em sua nova edição virtual, projeto centrado na música autoral brasileira seleciona

quatro representantes de outros territórios baianos para além da capital

 

Criado em 2018 como um ambiente de promoção da música autoral contemporânea brasileira, o projeto “Toca!” terá continuidade, em 2021, com a realização, no mês de abril, de um festival virtual que vai reunir 12 atrações, bate-papos com os artistas e uma série de podcasts sobre produção cultural no campo da música. Para a curadoria da grade desta nova edição digital, está aberta uma convocatória que selecionará quatro representantes da cena musical produzida no interior da Bahia. Interessados devem se inscrever até dia 08/02/21, no link http://tinyurl.com/toca-convoca.

No ano passado, diante do contexto da pandemia da Covid-19, que inviabilizou a realização de eventos presenciais, o “Toca!” se reinventou e lançou, no último mês de dezembro, o “TOCA! na Mão”: do Pátio do Goethe-Institut Salvador, que abrigou o projeto e onde 19 edições com shows de artistas da Bahia e do Brasil foram realizadas em dois anos, ele se moveu ao Teatro do instituto e assumiu formato audiovisual. Compondo-se como uma espécie de videocast, quatro episódios, com Livia Nery, Manuela Rodrigues, Rachel Reis e Giovani Cidreira, misturam show com entrevista num produto feito para ser fruído em vídeo, montado, gravado e editado com rigor artístico. Os materiais, no ar no canal de YouTube (www.youtube.com/tocasalvador), já somam mais de 2,8 mil visualizações.

Será este o formato das apresentações do evento nesta nova versão, oportunizando que o propósito do “Toca!” se mantenha: propiciar o encontro entre a nova música autoral do Brasil e seus públicos, fazendo circular o cenário musical independente, como uma plataforma contínua de desenvolvimento da música na Bahia. Numa via de mão dupla, ganham as plateias, com a oferta de conteúdo artístico qualificado, em que poderão descobrir ou redescobrir expoentes do cenário atual; e ganham os artistas, que poderão exibir suas criações e expor suas motivações, inspirações e aspirações artísticas e de construção de mundo.

Para concorrer a uma vaga na programação, o artista deve ter trabalho autoral, ser residente em municípios do interior da Bahia e ser maior de 18 anos. Os quatro selecionados terão viagem custeada para a capital, onde gravarão seus episódios no Teatro do Goethe-Institut, e receberão um cachê de R$ 3 mil.

Realizada pela Dimenti Produções Culturais, esta edição do “Toca!” tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal.


Fonte: Ascom Toca! - Fotos: Giovani Cidreira e Livia Nery, por Patricia Almeida

Secult alcança os 27 Territórios de Identidade com o Programa Aldir Blanc Bahia

Cultura 21 de janeiro de 2021

O Estado, por meio da Secretaria de Cultura (Secult), atingiu todos os 27 Territórios de Identidade com os editais do Programa Aldir Blanc Bahia (PABB), cumprindo o Plano de Aplicação aprovado em setembro de 2020 pela Secretaria Especial de Cultura, do Ministério do Turismo (MTur).

Somente com os editais, a Secult e suas unidades vinculadas executaram mais de R$ 92 milhões no inciso III da Lei Aldir Blanc (LAB), para cerca de 1870 projetos, que foram pagos até o dia 31 de dezembro de 2020 ou empenhados para pagamento em janeiro de 2021.

Os certames estão sendo coordenados pela Superintendência de Desenvolvimento Territorial da Cultura (Sudecult), pelo Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI) e pelas unidades vinculadas: Fundação Pedro Calmon (FPC), Fundação Cultural do Estado da Bahia e pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac). Todos os recursos são via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial de Cultural, do Ministério do Turismo.

Territorialização

A Secult lançou, em 29/09/20, o Programa Aldir Blanc Bahia contendo os editais Prêmio Cultura Viva Bahia 2020, pela Sudecult; o Prêmio das Artes Jorge Portugal e o Prêmio de Exibição Audiovisual, pela Funceb; os prêmios de Preservação dos Bens Culturais Populares e Identitários da Bahia Emilia Biancardi 2020 e o chamamento público Preservação das Matrizes Identitárias Jaime Sodré 2020, pelo CCPI; o Prêmio Fundação Pedro Calmon, pela FPC; e o chamamento público Salvaguarda Patrimônio Imaterial, pelo Ipac.

Com esses editais, todos os 27 Territórios de Identidade da Bahia tiveram projetos contemplados, o que demonstra a amplitude e a descentralização do programa a partir dos recursos da Lei Aldir Blanc. O edital Prêmio Cultura Viva Bahia 2020 alcançou 100% dos Territórios de Identidade da Bahia, contemplando cerca de 200 propostas de Pontos e Pontões de Cultura em todo estado, com investimento para o segmento de mais de R$ 7 milhões.

A Funceb executou mais de R$ 57 milhões em recursos investidos nos editais sob sua coordenação (Prêmio das Artes Jorge Portugal e Prêmio de Exibição Audiovisual) e premiou 800 propostas nas linguagens de Dança, Teatro, Circo, Artes Visuais, Música, Literatura e Audiovisual, atingindo 25 dos 27 territórios baianos. No CCPI, os prêmios de Preservação dos Bens Culturais Populares e Identitários da Bahia Emilia Biancardi 2020 atingiram 23 dos 27 territórios dentro das mais de 400 propostas. O quantitativo corresponde a mais de R$ 7 milhões, que somados aos mais de R$ 2 milhões, correspondentes às 14 propostas habilitadas do chamamento público Preservação das Matrizes Identitárias Jaime Sodré 2020, o CCPI executou mais de R$ 9 milhões.

Já a FPC alcançou 23 dos 27 Territórios de Identidade, com as 346 propostas habilitadas no Prêmio Fundação Pedro Calmon, dentro do Programa Aldir Blanc Bahia. Foram mais de R$ 11,5 milhões em premiações entre os projetos habilitados pela autarquia. O Ipac coordena o edital de chamamento público Salvaguarda Patrimônio Imaterial, que teve 18 propostas habilitadas das 19 vagas, com investimento de cerca de R$ 6 milhões e que tem como objetivo promover a salvaguarda e a preservação de bens registrados na Bahia.

Programa Aldir Blanc Bahia

Criado para a efetivação das ações emergenciais de apoio ao setor cultural, o PABB visa cumprir os incisos I e III da Lei Aldir Blanc (Lei Federal nº 14.017, de 29 de junho de 2020) e suas regulamentações federal e estadual. As ações consistem na transferência da renda emergencial para os trabalhadores e trabalhadoras da cultura e na realização de chamadas públicas e concessão de prêmios. O PABB tem execução pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Cultura, geridas por meio da Sudecult, do CCPI e da unidade vinculadas.


Fonte: Secom GovBA

Estão abertas as inscrições para o minicurso de Turismo Étnico Afro para capoeiristas

Cultura 26 de janeiro de 2021

Estão abertas as inscrições para o minicurso de Turismo Étnico Afro para capoeiristas

O Projeto Salvaguarda da Capoeira da Bahia está trabalhando com vistas a produzir um livro, um documentário e um portal digital. O livro e o documentário retratarão um pouco da história, tradição, fundamentos e diversidade dessa arte-luta, que é patrimônio imaterial baiano, brasileiro e da humanidade. Capoeiristas vão fazer parte da iniciativa, após passarem por um processo de seleção.

O portal terá cinco sites, trazendo informações sobre a capoeira e seus mestres; mapeamento da capoeira da Bahia; repositório de livros e teses sobre o tema; cursos de formação voltados para capoeiristas; roteiros turísticos da capoeira baiana; e uma loja virtual com a produção de mestres artesãos. As Rotas da Capoeira serão comercializadas por meio do Portal da Capoeira da Bahia. O portal vai abrigar uma loja virtual para artigos produzidos artesanalmente por capoeiristas. O objetivo da loja virtual é ajudar no escoamento e na comercialização direta de produtos de artesãos.

Para tanto, mestre e grupos de capoeira serão preparados, por meio de ações de qualificação que se iniciam com um minicurso de Turismo Étnico Afro que está destinado aos detentores patrimoniais da capoeira que buscam qualificação na área de turismo, tendo como base saberes e fazeres populares representativos da arte da capoeira.

O curso está voltado a capoeiristas em busca da inserção no mercado ou na melhoria dos seus serviços, caso já recebam turistas em seus espaços culturais. Ele objetiva o repasse de conhecimento por via de quatro horas de aulas virtuais, tendo como objetivo final a formatação de produtos turísticos da capoeira.

De acordo com a iniciativa, serão selecionados 15 mestres artesãos. Os candidatos deverão se inscrever, no período de 26/01 a 05/02/21. As aulas acontecem nos dias 08 e 11/02/21.

Executado pela ACEB - Associação Classista de Educação e Esporte da Bahia, o projeto foi idealizado e construído pelo Conselho Gestor da Salvaguarda da Capoeira na Bahia. Acontece através de chamada pública do IPAC - Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia, com recursos da Lei Aldir Blanc e apoio financeiro do IPAC, SECULT, Governo do Estado, Secretaria Especial da Cultura e Ministério do Turismo.

As inscrições devem ser feitas no link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdWAu0W_nn6s4UjjBN7sJnnq9-A0uHyqnngnEUEGwGvqljZNA/viewform

Governo Federal prorroga prazo para pagamento de auxílio ao setor cultural

Cultura 30 de dezembro de 2020

O Governo Federal editou, dia 29/12/20, medida provisória que prorroga o prazo da utilização do auxílio emergencial da Lei Aldir Blanc para 2021. A MP autoriza o pagamento do benefício com os recursos já aprovados em 2020 e destinados ao cumprimento da lei, mas que ainda não tenham sido utilizados.

Segundo a Presidência da República, a MP não representa aumento dos gastos públicos e busca conferir maior segurança ao trabalhador da cultura e maior efetividade à Lei Aldir Blanc, assegurando a continuidade das ações emergenciais, a manutenção do apoio aos beneficiários e a efetividade do socorro ao setor cultural.

A Lei Aldir Blanc, originada da MP 986/2020 e promulgada pelo Congresso em agosto, prevê o repasse de R$ 3 bilhões de recursos federais para ações emergenciais do setor cultural em estados e municípios.

A aplicação dos recursos está limitada aos valores liberados pelo governo federal. Caso prefeitos e governadores queiram aumentar o valor dos benefícios repassados, deverão fazer a complementação com recursos próprios.

A Lei nº 14.017/2020, que instituiu o auxílio financeiro, foi chamada de Lei Aldir Blanc em homenagem ao escritor e compositor de 73 anos que morreu após contrair covid-19, em maio, no Rio de Janeiro. O texto da lei prevê o pagamento de três parcelas de um auxílio emergencial de R$ 600 mensais para os trabalhadores da área cultural.

Está previsto ainda o pagamento de subsídio para manutenção de espaços artísticos e culturais, microempresas e pequenas empresas culturais, cooperativas e organizações comunitárias. Esse subsídio mensal terá valor entre R$ 3 mil e R$ 10 mil, de acordo com critérios estabelecidos pelos gestores locais.


Fonte: Agência Brasil

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