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Festa de N. S. d’Ajuda e Samba Indígena são declarados Patrimônio Cultural Imaterial de Porto Seguro

Cultura 02 de abril de 2022

O Prefeito Jânio Natal sancionou, na última semana as lei 1740/22 e 1742/22 que declara a festa de N.S. d’Ajuda e o Samba Indígena como Patrimônio Imaterial de Porto Seguro.

A Festa acontece todos os anos no Primeiro Santuário Mariano do Brasil, em Arraial d’Ajuda, desde o século XVI e tem uma das romarias mais importantes do Brasil, atraindo devotos e turistas de todo o mundo. Além do apelo religioso, a história e a cultura também são preservados com a sanção da lei e contribuem para promover o respeito à diversidade cultural local.

Samba

Já o samba indígena de Raiz Pataxó possui cantos que são passados de geração para geração de forma oral e que narram histórias de suas tradições e a vida do cotidiano celebrando a ancestralidade, a natureza e a espiritualidade dos povos originários e tradicionais da Bahia.

Uma curiosidade da região é a questão de refugiados. Tanto indígenas se refugiavam em terras quilombolas, quanto negros escravizados em aldeias, o que fez com que a troca cultural fosse grande. Dessas trocas, inclusive, nasceu a umbanda e o samba.


Com informações de Secom Porto Seguro Imagens: Divulgação   

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Muito conhecida pelo povo portossegurense, a história da rua Cova da Moça, se transformou em documentário, eternizando assim Josephina e a tragédia que se abateu no Solar dos Martírios, em 1852, sendo apresentado em diversos festivais de cinema.

Em outubro, o curta-metragem foi selecionado no 3° Festival Curta (C)errado (2021), em Uberlândia - MG. E teve sua exibição aberta ao público em formato online, devido a pandemia. A estreia nacional, rendeu uma excelente repercussão sobre o documentário, principalmente entre a população de Porto Seguro. Já em novembro, a película foi exibida na programação do IV Festival de Cinema de Trancoso (2021).

Os próximos festivais para a apresentação do Na Rua Cova da Moça será este mês de marco no First-Time Filmmaker Sessions By Lift-Off Global Network (2022), na Inglaterra e One Earth Awards (2022), em Bangalore, Índia.

Roteiro

Por meio do depoimento de Dona Morena, a diretora e produtora, Adel Lage traz a reflexão – muitas vezes sofrida e sentida pela imersão na memória da infância de uma mulher afro-indígena, nascida em 1963, que conviveu com os últimos vestígios da história de Josephina, em uma linguagem que se assemelha à poesia, trazendo à tona um assunto que vem se desmistificando e deixando de ser um tabu: a violência contra a mulher.

Idealizado inicialmente para ser exibido em um seminário acadêmico sobre Fontes Orais - Lendas, narrativas e memórias populares na Universidade do Estado da Bahia - UNEB, a película, que tem pouco mais de 10 minutos, foi gravado em 2017 e com recursos próprios.  Mas foi somente em 2021, que a direção decidiu produzir em formato de documentário e difundir em festivais de cinema.

Segundo a diretora, a escolha do roteiro, partiu da premissa de uma narrativa autônoma e a participação da Dona Morena foi muito assertiva. “Ela cuidadosamente aborda a violência contra mulher e de como a história da Cova da Moça se tornou representativa para a memória coletiva da população de Porto Seguro. Também mostramos como o universo da História Oral é complexo e diversificado”, explicou.

É a primeira vez que a história é apresentada em película, mas Adel utilizou como material de pesquisa outros autores que falavam sobre o assunto. “Para a produção deste filme, foram utilizados outros materiais de pesquisa como um trecho do texto do livro Porto Seguro: a nossa história comum, do autor Jorge Maltieira (1968), o luso-brasileiro esteve na cidade em 1963, e fez um desenho da sepultura de Josephina, mostrado no curta-metragem. Assim, como a leitura do livro Josephina, A Moça da Cova da Moça do Romeu Fontana (1985), como referência complementar”, citou.

Lenda ou Verdade?   

De acordo com a autora, não há como precisar se é lenda ou verdade a história de Josephina. “Faltam de materiais documentais do caso de Josephina em arquivos públicos; como recortes de jornais da época, manuscritos - suposta carta trocada pelos os irmãos envolvidos na tragédia, desconhecimento ou esquecimento das identidades reais - origens, nomes e sobrenomes dos indivíduos. Não é possível confirmar se realmente aconteceu e de como teria acontecido em detalhes. A história é ainda tratada como uma lenda”, declara.

Ficha técnica:

Elenco: Dona Morena

Direção, Roteiro, Captação de Imagens e Fotografia: Adel Lage

Edição de Vídeos e Sons: Adel Lage e Hygor Balthazar

Tradução e Legenda: Hygor Balthazar

Realização: Casa Bubu Produções

Quem é Dona Morena? (Por Adel Lage)

“Nascida em Porto Seguro, Alouzia Cristo Leite, conhecida carinhosamente como Dona Morena, é uma mulher afro-indígena, marisqueira, casada, mãe de quatro filhos e avó de duas netas, também é possível citar que ela é sobrinha de Dona Higina Cristo Oliveira, a primeira professora de Trancoso.

 Quando criança, morou com sua família no bairro Pacatá, onde cresceu ouvindo a sua avó Maria Cristo dos Santos contar a história da tragédia que ocorreu na Rua Quintino Bocaiúva, no Solar dos Martírios. A partir da convivência com o casarão e a história de Josephina, ela narra com descrição imagética e de pertencimento.

A narrativa de Dona Morena tem uma caraterística primordial para este documentário, é pelo fato de ser uma mulher falando sobre a violência contra outra mulher. Em alguns momentos no depoimento, ela toma para si as angústias de Josephina. Deixando mais evidente a importância desta história para outras mulheres, mais de um século depois. Diferente das narrativas transmitidas por homens que comumente ressaltam uma romantização ficcional da mulher e dos envolvidos nessa tragédia.

Dona Morena relembra os principais locais do evento, em um passado reconstruído do esquecimento ao apagamento histórico. A narrativa dela, transporta o ouvinte para uma Porto Seguro hoje pouco conhecida, e de como aquela sociedade lidava com este assunto. Desde a chegada na comarca dos envolvidos na história, a tragédia e a “assombração” do casarão na Rua Quintino Bocaiúva, também como o impedimento do enterro da moça no cemitério, a decisão para o sepultamento no antigo caminho da praia das pitangueiras - hoje Rua Cova da Moça, e de como a sua campa ganhou devoção por parte da população portossegurense”.


 Imagens: Divulgação

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A Passarela do Álcool recebe nesse fim de semana, de sexta, 25, até domingo, 27/03, o projeto Passarela Multicultural. O festival tem como objetivo promover manifestações culturais populares de diversas regiões de Porto Seguro. É uma oportunidade para moradores e turistas vivenciarem a cultura local, e degustarem da gastronomia e lazer de um dos cartões postais da cidade.

A promoção é da Prefeitura de Porto Seguro, via Secretaria de Turismo, do Governo do Estado da Bahi,a através da Secretaria de Turismo, e apoio do grupo WAM Brasil.

Programação

Sempre das 19h às 21h40 - gratuito

25/03 - 19h às 21h40 - apresentações indígena e circense, orquestra de batucada com banda Africanidade, pintura corporal, mostra de fotografia

26/03 - apresentação circense, maculelê, produtos locais, dança e música com Africanidade, banda Jazz Descobrir, mostra de fotografia

27/03 - DJ+sax, apresentação circense, dança afro, recital, banda Virou Bahia e convidados.


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Reunindo grande público, a Passarela do Descobrimento recebeu no fim de semana, o Festival Passarela Multicultural, que teve como objetivo foi movimentar a cultura original de Porto Seguro através da reunião de aldeias indígenas, projetos de origem africana e que envolvem música, arte e cultura, institucionalizando projetos que ainda não tem base legal e fazer uma mostra das atrações para o turista.

Por meio dele, moradores e turistas puderam vivenciar a cultura local e degustarem da gastronomia e lazer de um dos cartões postais da cidade. O evento, teve início na sexta-feira, dia 25 e foi finalizado no domingo (27).

2 Mil

Segundo Lilian Teixeira, idealizadora do evento, juntamente com Dilson Gomes, foram aproximadamente 10 projetos envolvidos nesse evento e uma média de público diário de cerca de 2 mil pessoas. “Tivemos apoio de quase todas as instituições locais, além de produtores da região, da marcha da cultura e pessoas ligadas à Cultura e Turismo. O evento foi além da nossa expectativa. O festival superou como projeto. Queríamos um formato mais intimista e ainda tivemos uma grata surpresa com os talentos que se apresentaram nesses três dias”, declarou.

Apresentações de dança, literatura, mostra de fotografias entre outras formas de arte encantaram as pessoas que passaram pelo local. “Os turistas e moradores puderam participar ativamente das atividades e essa interação fez toda a diferença. Eu e meu parceiro Gilson estamos satisfeitos. Há ainda um diálogo com a prefeitura para que possamos realizar o projeto semanal ou mensalmente. A novidade é que novembro já temos confirmado mais uma edição da Passarela Multicultural, mais ampliada com o tema Consciência Negra”, finalizou. O evento foi promovido pela Prefeitura de Porto Seguro, via Secretaria de Turismo, pelo Governo do Estado da Bahia através da Secretaria de Turismo, e teve apoio do grupo WAM Brasil.


Fotos: Divulgação

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No próximo dia 27 de março, será realizada a Marcha Cultural. O evento é organizado pelo GT-OCEB (Organização pela Cultura e Entretenimento do Brasil) e acontecerá no dia 27 de março às 15h de forma presencial em seis cidades: Porto Seguro, Recife, Salvador, Teixeira de Freitas, Rio de Janeiro e São Paulo, como também virtualmente, onde cada fazedor de cultura das demais cidades do país poderá participar através de uma live em sua rede social preferida e externar as suas reivindicações e apoio ao movimento.

Em Porto Seguro, o encontro será no Trevo do Cabral, com concentração às 15h e encerramento às 19h. O objetivo da Marcha da Cultura é reivindicar políticas públicas amplificadas, investimentos proporcionais à sua arrecadação para os cofres da União (PIB), o reconhecimento e o respeito a todos os agentes de cultura, começando pela reintegração do setor ao status de Ministério, o Fórum de debates com os profissionais sobre as necessárias mudanças na Lei Rouanet, a ativação real e divulgação de programas de incentivo como o Vale Cultura e o Turismo com Música, a fiscalização das Leis Aldir Blanc e Paulo Gustavo, assim como as Leis 11.769/2008 e a 13.278/16, que tratam do ensino de música, teatro, dança e artes visuais como matérias curriculares das escolas do ensino fundamental (municipais) e que não são cumpridas.

Reunindo cinema, teatro, música, dança, humor, moda, fotografia, capoeira, artesanato, literatura, locução, estruturas, gastronomia, folclore, artes plásticas e visuais, o encontro será uma Mobilização Apartidária, pacífica, e recheada de intervenções artísticas (performances) e contará com a participação de artistas, técnicos, produtores, empresários e prestadores de serviços, destacando a urgência das demandas de cada segmento da economia criativa.

Porto Seguro

O evento em Porto Seguro é organizado por Reinaldo São Pedro da Silva  - Dick Rei e Walter Cândido Showcolate. Dick explica a importância do evento.

“Teremos esse dia como referência, para que possamos nos organizar como sociedade civil e agentes de Cultura e mostrar para a sociedade o papel do artista e levantando a bandeira da cultura para o Brasil inteiro”, finaliza.


Imagem: Divulgação

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