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Caraíva sedia inédito Festival Caju de Leitores

Cultura 12 de setembro de 2022

Cultura e Literatura indígena infanto-juvenil. Este é o tema do 1º Festival Caju de Leitores que será realizado em Caraíva entre os dias 21 e 24 de setembro. O evento reunirá 8 autores de 6 etnias, com uma extensa programação que contará com oficina de escrita e ilustração, cinema, contação de histórias, rodas de conversa com estudantes e comunidade, além de muitas trocas culturais. 

Segundo a produtora cultural Jonna Savaglia, a escolha de Caraíva e da literatura indígena para este evento se dá pelo fato de que a população local é em grande parte oriunda da miscigenação com a etnia indígena Pataxó e está em processo de resgate e transmissão da sua cultura.

“Aldeia Xandó, Centro do Caraíva e Nova Caraíva serão o palco do Festival, que reúne autores do Ceará, Amapá, Roraima, Pará e Bahia. O nativo e morador da Aldeia Xandó, Sairi Pataxó é o anfitrião do evento e autor do livro Boitatá e outros casos de índio, que terá sua 4ª edição, anunciada no Festival”

Empoderamento

A produtora que tem uma longa história de amor pelo vilarejo e já é conhecida no meio literário, por suas participações na Flip – Festa Literária internacional de Paraty, onde atuou de 2011 a 2016 na e na Flup – Festa Literária das Periferias, trabalhando desde sua primeira edição, há 12 anos.

“Sou ‘devota’ da literatura, como meio de melhorar a vida das pessoas e o Festival é uma forma de mostrar como a literatura pode ajudar na educação dos jovens, principalmente dos locais e da comunidade indígena Pataxó das aldeias Xandó e Barra Velha e também dos entusiastas da cultura. Acreditamos que é preciso empoderar os jovens, para que seus destinos e conhecimentos sejam melhores e mais vastos que os de seus antepassados”, ressalta Joanna.

Convidados

O encontro contará com convidados como o escritor e músico descendente do povo Wapichana Christino Wapichana, de Roraima, produtor do Encontro de Escritores e Artistas Indígenas; da poeta e contadora de história macapaense da etnia Tucuju, Lucia Moraes Tucuju, fundadora da Biblioteca Comunitária Pequenalegria; da poeta, escritora, palestrante, curadora e pesquisadora de literatura indígena e doutrora em literatura, Julie Dorrico do povo Mucuxi, de Roraima; da contadora de histórias indígenas, palestrante e oficineira, Auritha Tabajara, do Ceará, primeira mulher indígena a publicar livros em literatura de cordel no Brasil; da paraense de descendência Aymara e Kayapó ,Aline Kayapó, escritora, ativista dos movimentos das mulheres indígenas e dos direitos dos povos indígenas; do doutor em História da Educação, Edson Kayapó, pertencente ao povo Mebengokré, do Amapá; e Sairi Pataxó, anfitrião do Caju, escritor, contador de histórias, fotógrafo e liderança indígena e comunitária, conselheiro na Resex Marinha do Corumbau e no Conselho Ambiental e de moradores de Caraíva.

O Caju é gratuito e tem o patrocínio do Instituto Cultural Vale e da Farmácia Indiana, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Mais informações pelo Instagram do festival.

Confira a programação do Festival Caju de Leitores

Dia 21 – Quarta-Feira - Oca Tururim

Chegada dos autores

18h - Atividade Cultural

19h - Abertura na Biblioteca, evento livre

20h - Cinema atrás da igreja com FCTQuarta - Oca Tururim

Dia 22 Quinta-Feira - Oca Tururim

Rodas de Conversa

9h - Lucia Tucuju conta histórias

11h - Auritha Tabajara - Contação de História

14h - Aline Kayapó - Contação da história A filha do grande Djoybekro

16h - Edson Kayapó - Fala sobre seu livro Projetos e Presepadas

18h - Julie Dorrico entrevista Sairi dos Anjos Santos

18h - Cinema na Escola de Nova Caraíva

Dia 23 - Sexta-Feira - Oca Tururim

Rodas de Conversa

9h - Lucia Tucuju ensina a confeccionar um instrumento para a contação de história

11h - Edson Kayapó - Fala sobre seu livro Projetos e Presepadas

14h - Aline Kayapó - Contação da história A filha do grande Djoybekro

16h - Auritha tabajara - dança

18h - Cristino

18h - Cinema na Escola de Nova Caraíva

17h _ Oficina de cinema Chaplin

Dia 24 - Sábado - Salas de aula/Biblioteca

Oficina

9h/18h - Oficina de Escrita e de Ilustração: Ancião conta história, Cristino oficina de escrita e Duda Oficina de Ilustração

18h - Fechamento do evento com os convidados lendo um trecho de um livro que gostam ou contando uma história

18h - Cinema na Escola de Nova Caraíva


 Com informações e imagem: Ascom Festival Caju de Leitores

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Instituto Descobrir realiza Noite do Jazz em sua sede

Cultura 09 de setembro de 2022

 

No sábado dia 10, às 19h, acontece a primeira apresentação da Banda Jazz Descobrir na sede do Instituto homônimo. Sensação no Jazz Trancoso, a banda iniciada no Baianão arranca aplausos por onde passa e desta vez, o show acontece na comunidade.

Segundo a musicista e gestora do Instituto Descobrir, é uma grande emoção se apresentar em casa. “Foi difícil colocar este som dentro da comunidade e apresentar este trabalho nos dá muita alegria e orgulho. Além de mostrar boa música e os musicistas da casa, quem adquirir o ingresso ainda ajuda na manutenção dos projetos do Descobrir”, ressalta.

Para adquirir o ingresso, basta fazer um pix para o Instituto Descobrir de Música (chave CNPJ 28.343.670/0001-20). O valor do ingresso é R$10. É necessário a apresentação do recibo do pix na portaria.

Jazz

O Jazz surgiu entre 1890 e 1910 em Nova Orleans, nos Estados Unidos. O ritmo que mais influenciou esse novo estilo foi o blues.

Bix Beiderbecke, Billie Holiday, Ella Fitzgerald e Louis Armstrong – o Rei do Jazz, foram alguns dos grandes nomes do estilo que ultrapassou o tempo e que é mundialmente conhecido. Francis explica que para se cantar e tocar bem o jazz, é preciso preparo técnico altíssimo e empoderamento do músico para ter liberdade plena de usar sua criatividade para improvisar.

Ela explica que o Jazz chegou no instituto – e na comunidade graças a uma iniciativa da idealizadora e organizadora do Festival Jazz em Trancoso, Maria Clara Amorim. “Ela visitou o Instituto Descobrir e viu o trabalho desenvolvido no Instituto, ouviu as alunas cantarem Jazz, incentivou e acreditou em uma banda surgida ali para um show no Jazz em Trancoso, era apenas o impulso que precisavam para que o Jazz chegasse na comunidade Baianão”, explica. 

Além da apresentação musical o evento ainda contará com desfile de moda, venda de roupas e praça de alimentação.

O endereço do Instituto Descobrir de Música é Rua Nilson Gama, 34, na antiga escola Escada do Tempo.


 Com informações e imagem: Instituto Descobrir de Música

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Homenagem a Ana Botafogo marca história da dança em Porto Seguro

Cultura 25 de agosto de 2022

Um grande marco na história da dança em Porto Seguro foi o espetáculo “Ana Botafogo: Palco e Vida”, produzido e dirigido pela Academia Dionée Alencar, que neste mês de agosto, recontou, no teatro L´Occitane, em Trancoso, a rica trajetória da artista que popularizou o ballet clássico, expressando sua arte pelos diversos cantos do Brasil e do mundo.  

Dionée comandou o time de 54 bailarinos - de sete escolas de Porto Seguro, Salvador, Eunápolis e Itabela - que arrebatou a plateia e tocou o coração da homenageada. De quebra, deu luz também ao talento da jovem Beatriz Amaral, que representou Ana Botafogo, e ao convidado especial Cícero Gomes, primeiro bailarino do Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

Quando aceitou o convite para fazer parte do show, Ana Botafogo se propôs também a compartilhar momentos especiais com o público, que teve a oportunidade de tirar fotos, participar da sessão de autógrafos e fazer perguntas para a artista. Até ali, ela nem imaginava o que viria pela frente. “Ela não assistiu aos ensaios e nem sabe o que estamos preparando”, disse ao Jornal do Sol a diretora do espetáculo Dionée Alencar, antes da apresentação. E a homenageada confirmou: “não sei o que vai acontecer no palco, mas fico feliz de voltar a esse teatro celebrando esse momento com dança, que é a minha vida”.

Dionée Alencar com a bailarina Beatriz Amaral, que representou Ana Botafogo

Emoção nas alturas

No final do espetáculo, encerrado com aplausos de pé, a bailarina mais popular do Brasil abriu o coração. “Meu Deus, quanta emoção! Quanta recordação maravilhosa”, derreteu-se.   “Primeiro eu quero agradecer a todos, todos, todos. Claro que eu não preparei nada, porque eu nem sabia o que eu iria ver. Vocês retrataram muito bem a minha história, obrigada por essa ideia maravilhosa Dionée”, afirmou estendendo sua gratidão a toda a equipe, professores, produtores e as escolas envolvidas.

“Eu adorei todas as partes. Que bom que tantas memórias das minhas danças ficaram e que temos tantos jovens para continuar esse legado que eu espero ter deixado, dessa paixão, dessa alegria de estar no palco”. Ana Botafogo destacou a performance da “linda bailarina Beatriz”, que a representou. “Espero que você tenha ainda muitas alegrias no palco, Beatriz, dançando todas as danças. E não chora porque eu estou aqui me controlando. Eu achei que não chegaria ao final com meus cílios no lugar”, brincou.

A plateia retribuiu com chuva de aplausos e gritos de “maravilhosa”! “Muito obrigada por vocês terem esse carinho por essa artista brasileira, essa artista da dança. E que tenha uma sementinha da dança em cada um de vocês. Sejam felizes no palco, para fazerem todos muito felizes!”, ensinou. E mais uma vez foi aplaudida de pé.


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Fernanda Bombom: conheça a dançarina dentro e fora dos palcos

Cultura 09 de setembro de 2022

Já parou para imaginar como é o dia a dia de um dançarino nas famosas barracas de Porto Seguro? O Jornal do Sol promoveu um bate-papo com a dançarina Fernanda Bombom, que atualmente já conta com mais de 35 mil seguidores no Instagram, e descobriu detalhes e segredos dos bastidores do que acontece fora e dentro dos palcos.

Quem visita as barracas de praia Tôa Tôa e Axé Moi se depara todos os dias com muita música, animação e é claro os dançarinos, que são os grandes protagonistas desse show. Quem está no palco foi selecionado rigorosamente e todos os dias são recebidos de diversas partes do Brasil vídeos e currículos almejando uma vaga no grupo.

Fernanda Bombom conta que estava a passeio na cidade quando a chamaram para dançar no palco, sua desenvoltura chamou atenção dos realizadores e ela entrou em um processo seletivo para dançar 15 dias ininterruptos até que conseguisse a vaga. Para aumentar o desafio, as coreografias precisavam ser aprendidas no palco. “Você tem que subir na cara e na coragem, sem saber passo nenhum. Porque eles querem saber se você tem facilidade de pegar as coreografias facilmente”, diz Fernanda.

Passado o desafio dos 15 dias ela finalmente conseguiu a vaga. Assim como a maioria dos dançarinos, Bombom também é de outro estado, largou tudo no Espírito Santo e veio para Porto Seguro seguir seu sonho. Todo dançarino oficial dessas barracas se torna um funcionário com carteira assinada gozando de todos os direitos de um trabalhador, como férias, décimo terceiro e horas extras. Ainda existem os valores de shows e eventos que são recebidos por fora, como quando acontecem os luais à noite, e isso gera um aumento considerável nos valores que recebem.

Os desafios do dançarino não param depois que se consegue a tão concorrida vaga. Para garantir a permanência no grupo é preciso disciplina e dedicação diária, principalmente com o corpo. “A gente tem que se cuidar, para a nossa saúde principalmente, aqui exige muito do nosso corpo”. Bombom conta que diariamente já se perde bastante calorias por estar sempre em movimento, mas para ela a alimentação balanceada é essencial para que o corpo se conserve nos padrões exigidos e os coordenadores pegam bastante no pé para que o shape se mantenha. O público não fica de fora no quesito cobrança, uma vez que, as pessoas querem ver os corpos sarados no palco.

Troca de energias

O público é outro grande protagonista das barracas de Porto Seguro. A troca de energias entre dançarinos e plateia é muito importante para fazer esse grande show funcionar, mas os dançarinos acabam recebendo também muitas propostas e paqueras. Fernanda Bombom diz que existem propostas mais ousadas, mas que os dançarinos costumam ser bastante profissionais e éticos ao recusar. Pontua ainda que o assédio feminino é muito maior com os dançarinos homens.

“Nós somos muito unidos”. Bombom largou um sorriso de ponta a ponta quando se referiu aos seus colegas. Por estarem longe da família, dos seus costumes e de suas casas, os dançarinos acabam se apegando uns aos outros no dia a dia e formando uma irmandade. “Como irmãos é claro que rolam brigas, mas tratamos de resolver rapidamente porque o show tem que continuar”, dispara, aos risos. Uma das curiosidades era saber se entre os grupos de dança do Tôa Tôa e Axé Moi havia alguma rivalidade, mas ela garantiu que não e que todos se encontram nos momentos de folga para aproveitarem a cidade juntos e se divertir.

Cada pessoa que está naquele palco dançando tem uma história e muitos renunciaram a muitas coisas para estarem vivendo um sonho. Fernanda Bombom conta que deixou sua filha com a mãe por um tempo até a pandemia acalmar e trazê-la futuramente. A saudade de seus familiares e amigos traz outras sensações quando se sobe no Palco. “Quando eu estou pra baixo e subo no palco e vejo aquela energia do público, aquilo me faz continuar.”

Muitas pessoas todos os dias mandam vídeos e fotos querendo uma chance de se juntar a essa equipe e Bombom tem um recado. “Para quem gosta, para quem ama é gratificante. Só faz isso daqui quem ama. Por que renunciar à sua família, abrir mão dos seus amigos não é para qualquer um. Tem tempo que você está bem, tem tempo que não está. Mas para quem tem um sonho, para quem quer viver disso, não desista. É difícil ... mas é bom”.


Dan Hudson (estagiário - sob supervisão de Hilda Rodrigues)

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Cultura 19 de agosto de 2022

A Escola Ecoar de Dança participou, em Itabuna/BA, da 4ª edição do Dança Costa do Cacau. Porto Seguro foi muito bem representada pelos 12 bailarinos que dançaram coreografias e adaptações de Iaggo Berbet, Matheus Rocha, Frederick Florêncio e Gabriela Leite. E trouxeram para casa 16 medalhas: 8 de ouro, 4 de prata e 4 de bronze.

Além dessas conquistas, o coordenador da escola e coreógrafo Iaggo Berbet foi premiado como o melhor coreógrafo do Festival, que se firma como um dos mais importantes do interior baiano. 29 escolas de dança e mais de 400 bailarinos da Bahia exibiram sua arte no Teatro Municipal Candinha Dórea, nos dias 12 e 13 de agosto.

Para a viagem a Itabuna, a Escola Ecoar de Dança contou o apoio da Brasmoto e Amigas do Bem. O Instituto Ecoar Bahia tem patrocínio da Neoenergia, Neoenergia Coelba e do Estado da Bahia, através do Fazcultura, Secretaria de Cultura e Secretaria da Fazenda.


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