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Livro Gastronomia Preta exalta profissionais negros do Brasil

Cultura 14 de outubro de 2022

 

 Uma coletânea sobre histórias de superação e exaltação aos pretos e pretas do Brasil, que levam o carinho e a dedicação para mesas gastronômicas no País. Este é o mote do livro Gastronomia Preta, escrito pelo pesquisador e Professor Doutor do Bacharelado em Gastronomia da UFRJ, Breno Cruz.

 São 30 histórias e entre elas destaques como Benê Ricardo, que estampa a capa - a primeira cozinheira profissional formada pelo Senac no Brasil ainda na década de 1970 e referência para muitas pessoas pretas e de empoderamento feminino (in memoriam). Outro destaque é a Chef Iza Souza - Embaixadora da Gastronomia Baiana, que ainda realiza pesquisa e resgate da cozinha afroindígena na Costa do Descobrimento.

“Fazer parte deste rol de personalidades que levam a gastronomia ao mais alto nível é gratificante. Eu e o Chef Danilo Amaral somos prata da casa e levamos para o eixo Rio - São Paulo, nos festivais e palestras, a cultura alimentar de Porto Seguro. É uma pena não termos a mesma visibilidade na Bahia como a que temos em outros locais. O Danilo é um exemplo. Este ano ele participa do Mesa São Paulo, o maior evento de gastronomia do País. Como ele é preciso dar visibilidade para todos estes chefs que já tem o respeito no meio gastronômico, mas ainda figuram invisíveis para muitos na sociedade”, declara, agradecendo à Casa Molese, patrocinadora da ideia do livro.

Participam ainda do livro os chefs Aline Guedes, Andressa Cabral, Bianca Barbosa, Caio Mukonda, Cidinha Santiago, Danni Camilo, Evandor Moraes, Fernando Sagatiba, Lau Santos – cozinheira de merenda escolar, Lipe Borges, Luis Filipe Carinhoso, Paulo Rocha, Eudes Assis, Flávia Di, Ieda Nascimento, Lucas Nadiu Rocha, Patricia Nicolau, Pietra Freitas, Renato Neves, Rochelly Rangel, Rubens Gonçalo, Thales Alves, Thais Alves, Vagner Luiz e Vladimir Reis Lopes.

Evento

O livro inédito será lançado na 1ª Edição do Prêmio Gastronomia Preta, que tem curadoria do escritor e que premia os destaques profissionais em diversas categorias, que acontece no Rio de Janeiro, no dia 27 de novembro, no Museu de História e Cultura Afro-Brasileira - MUHCAB e premiará 21 profissionais pretos, pardos e indígenas da Gastronomia.

O evento terá como embaixador o chef João Diamante e terá a apresentação do chef confeiteiro Paulo Rocha (Iron Chef Brasil - Netflix). O projeto de um evento evidenciando pessoas pretas na gastronomia surgiu a partir da constatação de Breno – que escreve o blog Preto Gourmet, em um almoço de lançamento do novo menu de um restaurante que está no Guia Michelin, era o único representante negro sentada à mesa.

A partir daí, a ideia de buscar evidenciar as pessoas pretas na Gastronomia foi tomando forma. Segundo o pesquisador, elas existem, mas ainda estão invisibilizadas em cargos de liderança ou como chefs e sub-chefs nas renomadas casas da cena gastronômica carioca e brasileira.

“A premiação tem como objetivo ser resistência e evidenciar pessoas pretas, pardas ou indígenas que se destacam em suas ações diárias no setor de A&B (Alimentos e Bebidas) - mas também há uma busca de conexão com a Educação por meio das categorias Merendeira, Pesquisador(a) e Futuro(a) Chef”, completa.


 Imagem: Livro Gastronomia Preta 

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Caraíva recebe vernissage ‘Pelos Meus Olhos’, do fotógrafo Léo Barreto

Cultura 14 de outubro de 2022

Na quinta-feira, dia 13 de outubro, o Fotógrafo Leo Barreto abriu sua exposição ‘Pelos Meus Olhos’, onde expõe suas fotografias e seu dedicado olhar sobre Caraíva. O carioca de 47 anos, nascido em Niterói e morador da Vila desde 2018 é um dos grandes retratadores do cotidiano distrito. Seu amor pelos clicks se tornou profissão em 2019 e desde então tem mostrado um olhar mais intenso para o movimento e detalhes minimalistas e bucólicos que passariam despercebidos se não fosse registrado com a sutileza e beleza capturadas pelo artista.

A exposição tem entrada gratuita e segue até o dia 11 de novembro na Galeria Gahya, na beira do Rio Caraíva, no distrito de mesmo nome, Porto Seguro. O material exposto é uma série de imagens do cotidiano de Leo.

“As fotos retratam o meu cotidiano: o amanhecer na Barra de Caraiva, encontros ao longo do dia, visitas ao território Pataxó, entre outros momentos. É a minha primeira exposição com disponibilidade para a venda das fotos”, revela, contando que apesar das fotos expostas já terem dono, estarão disponíveis para compra, séries assinadas de outros clicks.

“Eu doei para o Centro de Apoio do Parque Nacional do Monte Pascoal, 5 fotos que retratam parte da cultura e do povo Pataxó. São as únicas fotos expostas de aldeia que não estão localizadas no entorno do parque”, enfatiza.

Exposição 

A galeria Gahya recebeu o lindo acervo do fotógrafo, em Fine Art - técnica de impressão de obra de arte em papel algodão feita a partir de um arquivo digital e uma impressora a jato de tinta, que produz imagens mais nítidas e de qualidade e durabilidade superior.

“A minha expectativa era apresentar as fotos através de uma outra forma, na verdade a forma original. Estamos tão habituados as olhar e admirar as fotos pelo celular que até eu me surpreendi quando as vi impressas, trabalho maravilhoso da equipe do Ateliê Fine Art do  Cláudio Colavolpe, de Salvador (BA). Uma ação entre amigos viabilizou a impressão em Fine Art das fotos para a exposição”, reitera.

Nome

Sobre o nome da exposição, Léo conta que começou com a brincadeira de um amigo. “Eu fazia alguma foto aleatória dele e na hora de postar ele me marcava escrevendo ‘Pelos olhos do Léo Barreto’”, explica.

Já o convite para expor suas obras veio de forma bem direta dos proprietários da Galeria Gahya, Mônica e Dani. “Em uma conversa, me disseram ‘Já está na hora de expor suas fotos, não acha?’ e partimos para a viabilização desse sonho, que se concretiza hoje”, comemora.

 Ao final da exposição, a aquisição de suas obras – que serão entregues com a mesma qualidade de impressão Fine Art – podem ser realizadas pela sua página do Instagram. Lá, também dá para conferir um pouco do trabalho do artista. 


 Texto: Débora do Carmo Foto: Marco Trindade

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Caruru na Vila Criativa comemora Dia de São Cosme e Damião

Cultura 01 de outubro de 2022

Na sexta-feira, dia 30, a Vila Criativa, no distrito de Santo André, em Santa Cruz Cabrália realizou o seu tradicional Caruru Comunitário. O evento, que foi iniciado na quinta-feira, com a preparação dos alimentos, contou com atrações musicais, a partir das 18h. Claudinha, Isaac, Keila Marcello, Luna, Maristela e a dupla Maroon e Nay, na percussão dos Cânticos Sagrados durante a cerimônia, foram os responsáveis pela parte musical do evento, que reuniu dezenas de pessoas. Além disso, houve samba de roda e capoeira com o Professor Pinguim, o que animou ainda mais a festa e os convidados.

De acordo com a gestora da Vila Criativa, Mirian Silva, este é o terceiro ano, que o local recebe a Festa, mas que desde 1991 participa do Caruru Comunitário.  

"Antes a festa era realizada no Restaurante Porto das Canoas e mesmo com a mudança de local, as famílias tradicionais da Vila continuam a realizar o evento, que conta com a participação e ajuda de todos. São homens e mulheres que se mobilizam para fazer a festa: enquanto uns fazem o caruru, outros fazem o vatapá, o xinxin de galinha e outros ainda cortam os temperos ou ajudam financeiramente. Eu ajudo, oferecendo o espaço e apoio com a mobilização e atividades culturais", explica.

Caruru

O caruru é uma típica comida de origem africana, um símbolo dessa culinária tão rica que se concentra, principalmente, no estado da Bahia. Com uma mistura de sabores marcantes como os do dendê, do amendoim e do camarão seco, ele é muito mais do que um simples refogado de quiabo.

E para celebrar o dia dos Ibejis (confira o mito sobre o caruru abaixo), sincretizados com São Cosme e Damião, dos católicos, são homenageados com o caruru, tradição muito difundida na Bahia  - e diferente de outros estados que rendem devoção aos santos, com balas, doces e brinquedos – servidos aos familiares, amigos e até desconhecidos que, por ventura, se façam presentes no festejo. Como toda comida de santo, o caruru tem o intuito de partilhar, com fartura e por meio da fé, a prosperidade, saúde e bonança entre os presentes.

Conheça o Mito do Caruru

Conforme descrito no livro ‘Cozinhando História: receitas, histórias e mitos de pratos afro-brasileiros’, atraído pelo cheiro do amalá – comida servida ao rei Xangô, Exu entrava em seu palácio, diariamente, para devorar toda a refeição do rei. Cansado do atrevimento de Exu, Xangô contou com a ajuda dos seus dois filhos gêmeos, os Ibejis, para armar-lhe uma cilada. Um dos gêmeos, então, fez um trato com Exu. Iria tocar o batá, instrumento percussivo do candomblé, para que o orixá dançasse sem parar.

 Certo de que era o rei da dança, Exu topou, mas não sabia que ali se encontravam dois meninos iguais que, com esperteza e agilidade, revezavam o instrumento e o fizeram cair em exaustão. Diante da derrota, Exu prometeu que não mais roubaria a comida de Xangô. Agora seria ele sempre o primeiro a ser servido com um pratinho separado do lado de fora do palácio. Já os Ibejis, como recompensa, pediram ao pai que, quando tivesse amalá, ele os reservasse uma parte sem pimenta. Assim nasceu o caruru.


 Foto: Arquivo Pessoal  

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48 Horas pela Paz reúne celebridades com shows e reflexões em Trancoso

Cultura 04 de outubro de 2022

48 Horas pela Paz em Trancoso, no incrível Teatro L’Occitane. Com uma agenda de shows, intervenções artísticas e oficinas, a Embaixada da Paz propõe um festival diferente, dias 15 e 16 de outubro, promovendo a cultura da paz, a fraternidade e uma sociedade mais solidária, justa e pacífica.

A iniciativa vai reunir celebridades, líderes religiosos e espirituais com uma programação diversificada e presença confirmada de artistas como Tom Cavalcanti e Cleo Pires; além músicos e cantores que vão de Stanley Jordan, Diego Figueires a Mariana Aydar; de Luiz Caldas e Sandra de Sá a Jaques e Paula Morelenbaum.

O 48 Horas pela Paz terá, ainda, um minuto de silêncio e vibração pela paz mundial, apresentação da peça “Gandhi, um Líder Servidor”, oficinas de pinturas artísticas, yoga, meditação, e a mesa redonda “Papel da família, da sociedade, do país e dos órgãos mundiais para a obtenção da Paz Mundial”.

“Vivemos um momento sensível no Brasil e no mundo e precisamos nos envolver e termos ações em prol da paz, por um mundo mais solidário e em harmonia”, diz a atriz e apresentadora Maria Paula Fidalgo, Embaixadora da Paz. À frente da organização desde 2015, ela realiza ações nacionais e internacionais para estimular o diálogo e o fortalecimento de vínculos comunitários.

“Em um cenário pós-pandemia e de conflitos internacionais, é indiscutível a necessidade de levantar a bandeira da paz”, acredita Helena Rosén, presidente da Embaixada da Paz. “Nesse ano em que o Brasil completa os 200 anos da independência, se faz ainda mais necessária a reflexão sobre igualdade e dignidade e o desenvolvimento de causas humanitárias”, completa Rosane Rosolen, vice-presidente da Embaixada da Paz.

A abertura do 48 Horas pela Paz será transmitida pelo MIS (Museu da Imagem e do Som), em São Paulo, para que mais pessoas possam participar do evento. Mais informações pelo site da Embaixada da Paz. Os ingressos podem ser adquiridos, acessando aqui. 

Programação:

Dia 15/10

Stanley Jordan

Mariana Aydar


Coral


Padre Júlio Lancelotti


Abadessa Miao You

Mestre Hsin Bau


Lama Daniel

Tânia Índia

Frei Romão

Pai Roni


Marcos Duller


João Signorelli


Julius Wiedermann


Juliana Souza

Carolina Andraus

Valéria Vieira

Instituto Descobrir 


Maria Family

Yuliya


Índios pataxós

Dia 16/10

Luiz Caldas

Sandra Sá 


Jaques Morelenbaum

Derico Sciotti

Paula Morelenbaum

Filhos da Bahia

Assucena

Luiza Lian

Bárbara Garcia



Tom Cavalcante

Bruna Lombardi

Mara Fagundes

Cristiane Arcangeli

Minon Pinho

Sílvia Souza

Lama Daniel


Valéria Vieira


Com informações e imagem da Embaixada da Paz

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Rodas de conversas e atividades infantis encantam convidados no Festival Caju de Leitores

Cultura 27 de setembro de 2022

 

O terceiro dia do Festival Caju de Leitores trouxe momentos de diversão e de reflexão. As atividades da manhã iniciaram com a exibição de episódios do Projeto Memórias, realizado pela Biblioteca de Caraíva.

Na sequência, as autoras Lucia Tucuju, Auritha Tabajara e Aline Kayapó realizaram uma contação de histórias e brincadeiras com as crianças. Trudruá (Julie) Dorrico se juntou a elas para uma roda de conversa sobre o poder da palavra, a ancestralidade e concepções literárias.

No periodo da tarde, Lucia Tucuju conduziu a roda de conversa com a Rede Oxe, instituição composta por 29 bibliotecas comunitárias que incidem sobre as políticas públicas do livro, leitura, literatura e biblioteca no Estado da Bahia. O bate-papo teve como tema: Bibliotecas Comunitárias, as dificuldades e alegrias de fazer parte de projetos significantes para a formação da cidadania.

Livro

Integrante da Rede Oxe, Ladailza Gonçalves Teles explicou a importância das Bibliotecas, cobrou a responsabilidade da gestão pública e deixou como provocação a criação de uma biblioteca Comunitária Indígena localizada na Aldeia Xandó.

“Foi um momento super importante a roda de conversa porque as pessoas começaram a entender o que é uma biblioteca Comunitária, as dificuldades e a resistência que incide por todos dias”.

Ladailza explica que também foi um momento de falar sobre as vivências de leitura no universo literário e contar que muitas delas se descobriram leitoras dentro do ambiente da biblioteca.

“A nossa fala demonstrou o prazer da leitura, de ter um livro na mão e a sua importância. Como diz Antônio Cândido, ‘a leitura é um direito humano’. Então ele é um direito do indígena, do povo negro e de todos. Porque livro é conhecimento. livro é saber, livro é liberdade e o livro liberta”, finaliza.

Oficina

A tarde ainda teve uma roda de conversa com intermediação de Joanna Savaglia, idealizadora do evento, Sairi Pataxó, anfitrião do Festival, além de Cristino Wapichana e Duda Beatz, que conduziram a Oficina de Escrita e Ilustração.

"O encontro entre os autores Cristino e Sairi foi muito interessante. Cristino foi muito acolhedor e generoso, explicando sobre a produção literária e do processo e mercado editorial. Como, por exemplo, criar o interesse nos editores para a publicação de um livro, inscrição em prêmios, entre outras dicas, além da forma que concebe suas histórias. O público presente teve um indicador de como trilhar este caminho", ressaltou Joanna.

As ilustrações da Oficina ministrada por Duda Beatz foram concebidas a partir do conto relatado pela liderança indígena Sabará, 'A inocente Mãe d’Agua’.

"Quando começamos a ouvir o conto eu me senti dentro da história, parecia que estava vivenciando aquilo. Eu gosto muito de literatura, apesar de não ler tanto. Utilizei como critério que a imagem parecesse mais realista possível. Aprendi a misturar cores, fazer contornos", relatou uma das alunas da Oficina.

O terceiro dia foi finalizado com a película ‘História de Amor e Fúria’, de Luiz Bolognesi.

Último dia

Já no sábado, último dia do Festival, as atividades presenciais de encerramento foram encerradas devido às condições climáticas. No entanto, os autores participantes fizeram uma publicação especial, que pode ser conferida no Instagram oficial do Festival @caju de leitores.


 Com informações e fotos da Assessoria de Imprensa Festival Caju de Leitores

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