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Termina em 01/09 inscrição de trabalhos para evento que discute Karl Marx no século XXI

Bahia 01 de setembro de 2017


Termina em 01/09/17 o prazo para envio de resumos para participação no I Colóquio O Homem e seu Entorno – Karl Marx no século XXI, que vai se realizar de 04 a 06/10/17, em Ilhéus. A titulação mínima exigida para submeter e apresentar trabalhos é de graduando. Também é possível a inscrição na modalidade ouvinte até 04/10/17. Os procedimentos de inscrição e as normas para os resumos podem ser conferidos aqui.
O I Colóquio busca aproveitar a ocasião comemorativa dos 150 anos da publicação do livro O Capital, a principal obra de Karl Marx, para debater e refletir sobre o aumento do interesse pelo pensamento marxista para interpretar o atual momento de crise mundial. Participam como palestrantes convidados: Mauro Castelo Branco (UFBA), Ademar Bogo (FASB), Jorge Grespan (USP), Ricardo Tassinari (UNESP) e Rafael Siqueira Guimarães (UFSB).
A iniciativa conjunta é uma promoção do Instituto de Artes, Humanidades e Ciências (IHAC) do Campus Jorge Amado da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), do Departamento de Filosofia e Ciências Humanas (DFCH) da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), do grupo de pesquisas Avançadas em Materialidades, Ambiências e Tecnologias, do Laboratório de Estudos em Teorias e Escritas da História (LETEH), e do grupo de pesquisa Marx no Século XXI. O evento tem o apoio da UFSB, da UESC e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Clique aqui para ir ao site do evento.

Loja Maçônica Força e União tem nova diretoria

Bahia 30 de agosto de 2017


Tomou posse, no mês de julho, a nova diretoria para o biênio 2017/2019 da Loja Maçônica Força e União, de Porto Seguro. Adilson Rey Bohrer é o 11º venerável, em 42 anos, desde a fundação da loja. Dione Bohrer é a nova presidente da Fraternidade Feminina Cruzeiro do Sul. Foram eleitos como vigilantes ou primeiro e segundo vice-presidentes, Vagner Ribeiro e Cristiano Senna, respectivamente. Luan Pinto Setubal e sua diretoria também assumiram o Capítulo Cavaleiros Solidários de Porto Seguro Nº 605 da Ordem DeMolay para o período de julho a dezembro/2017. Estiveram presentes à posse autoridades civis e militares, integrantes de lojas circunvizinhas, convidados de diversas associações e entidades de Porto Seguro.

Segundo IBGE, Bahia deixa de ter o maior desemprego do país

Bahia 18 de agosto de 2017

No 2º trimestre de 2017, a taxa de desocupação na Bahia ficou em 17,5%, menor que a verificada no 1º trimestre (18,6%), mas ainda significativamente acima da taxa do 2º trimestre de 2016 (15,4%). Com esse resultado, a Bahia deixou de ter a maior taxa de desocupação do país, caindo para a terceira posição, atrás de Alagoas (17,8%) e Pernambuco (18,8%).

Frente ao trimestre anterior, a taxa de desocupação na Bahia não tinha redução desde o 2º trimestre de 2016, quando houve variação negativa de 0,1 ponto percentual. A variação para baixo no 2º trimestre de 2017 (-1,1 ponto percentual), embora considerada estabilidade estatística, foi a mais intensa desde o 2º trimestre de 2014 (-1,4 ponto percentual).

A capital baiana, por sua vez, teve taxa de desocupação de 16,1% no 2º trimestre de 2017, acima da verificada no 1º trimestre (15,3%) e freando o movimento de queda que vinha ocorrendo desde o 2º trimestre de 2016 (quando a taxa havia sido de 17,6%). Com esse resultado, o município de Salvador subiu duas posições no ranking da desocupação entre as capitais, indo da 8ª posição no 1º trimestre para a 6ª posição no 2º trimestre.

A região metropolitana de Salvador, com taxa de desocupação de 19,1% no 2º trimestre deste ano, também apresentou leve aumento em relação ao 1º trimestre de 2016 (18,3%) e praticamente repetiu o desempenho do 2º trimestre de 2016 (19,2%). Assim, passou a ter a 2ª maior taxa de desocupação entre as regiões metropolitanas do país, atrás apenas da RM Recife (19,7%).

Estado tem leve aumento de pessoas trabalhando e queda de desocupados

Na Bahia, a taxa de desocupação (17,5%) foi resultado da relativa estabilidade, em relação ao 1º trimestre, tanto no contingente das pessoas trabalhando (população ocupada), quanto daquelas que não trabalhavam e procuravam trabalho (população desocupada).

Do 1º para 2º trimestre, no estado, a população ocupada passou de 5,908 milhões de pessoas para 6 milhões, com mais 92 mil pessoas conseguindo trabalho no período – o que estatisticamente não é considerado significativo, mas mostra uma tendência de aumento do número de pessoas trabalhando. Enquanto isso, os desocupados se reduziram de 1,346 milhão para 1,271 milhão, ou seja, menos 75 mil pessoas na fila do desemprego – também estabilidade estatística, mas indicando uma redução da desocupação.

Em relação ao 2º trimestre de 2016, porém, na Bahia, o saldo de pessoas trabalhando ainda é negativo em 213 mil postos de trabalho e mais 142 mil pessoas estão desocupadas.

As movimentações, em ambas as comparações, mudam de sentido tanto na cidade de Salvador quanto na região metropolitana.

Neste ano, a capital teve perda de 22 mil postos de trabalho entre o 1º e o 2º trimestres, com a população ocupada chegando a 1,445 milhão de pessoas. No 2º trimestre, os desocupados passaram a 278 mil, com um leve aumento (13 mil pessoas a mais) em relação ao 1º trimestre. Em relação a 2016, o saldo de postos de trabalho na cidade de Salvador ainda é positivo em cerca de 50 mil pessoas, enquanto os desocupados diminuíram um pouco (-19 mil pessoas procurando trabalho).

A região metropolitana de Salvador, com uma população ocupada de 1,829 milhão de pessoas no 2º trimestre deste ano, apresentou queda de postos de trabalho (-44 mil) em relação ao 1º trimestre e leve aumento de (+4 mil) frente ao 1º tri de 2016. Os desocupados chegaram a 431 mil no 2º trimestre, 11 mil a mais que no início do ano e apenas 2 mil a menos que no 2º trimestre de 2016.

Na Bahia, posse de carteira de trabalho fica estatisticamente estável tanto em relação ao 1º trimestre quanto frente a 2016

No 2º trimestre, na Bahia, os empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada (exceto empregados domésticos) somavam 1,537 milhão de pessoas, com pequenas variações negativas em relação ao 1º trimestre (-33 mil pessoas) e ao 2º trimestre de 2016 (-50 mil pessoas), que são consideradas estabilidade estatística.

Por outro lado, 976 mil pessoas eram empregadas no setor privado sem carteira assinada no 2º trimestre deste ano, também com leves variações para cima tanto em relação ao 1º trimestre (+71 mil trabalhadores sem carteira) quanto frente ao 2º trimestre de 2016 (+20 mil), ambas também consideradas estabilidade estatística.

Do 1º para o 2º trimestre de 2017, administração pública tem maior aumento de postos de trabalho (+69 mil pessoas)

Em relação ao 1º trimestre do ano, houve aumento de ocupados na Bahia em 8 dos 11 grupos de atividades profissionais investigados. Os setores que mais geraram postos de trabalho foram a administração pública (+69 mil pessoas ocupadas), os outros serviços (+40 mil pessoas trabalhando) e os transportes (+36 mil pessoas).

Por outro lado, a construção (-66 mil pessoas ocupadas) foi a atividade que mais perdeu postos de trabalho nessa comparação.

Frente ao 2º trimestre de 2016, 6 das 11 atividades mostram redução de população ocupada, com destaque para a agricultura (-130 mil postos) e, mais uma vez, a construção (-97 mil postos). Nesse confronto, o setor que mostrou recuperação de postos de trabalho mais significativa foi o de alojamento e alimentação (+ 61 mil pessoas ocupadas em um ano).

Frente a 2016, rendimento cresce na Bahia (8,1%), em Salvador (14,7%) e região metropolitana (12,3%)

No 2º trimestre, o rendimento médio real dos baianos (R$ 1.439) aumentou 8,1% em relação ao mesmo período de 2016 (R$ 1.331), porém, frente ao 1º trimestre do ano (R$ 1.437), não houve ganho significativo.

Houve ganhos reais para os rendimentos na capital e região metropolitana tanto na comparação com o 1º trimestre (de 8,4% e 6,6% respectivamente) quanto frente ao 2º trimestre de 2016 (14,7% e 12,3¨% respectivamente).

No município de Salvador, o rendimento médio real habitualmente recebido ficou em R$ 2.345 no 2º trimestre do ano, enquanto na RM Salvador, o valor médio foi de R$ 2.163. Ambos estão um pouco acima da média salarial nacional (R$ 2.104).


Fonte: IBGE 

Pesquisador da UESC testa fabricação de pneus a partir da fibra de coco

Bahia 18 de agosto de 2017

A tecnologia desenvolvida na Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), no Laboratório de Polímeros e Sistemas (LAPOS), revelou uma excelente utilização da casca do coco-da-bahia. A pesquisa direciona para o uso de fibras vegetais de coco na formação de materiais compósitos, o que equivale dizer que é possível fazer pneu rodoviário composto com material natural e biodegradável, com propriedades maiores que 500% comparando-se com os materiais atuais.

Esse caminho inovador está sendo percorrido pelo professor/Dr. Celso Carlino Maria Fornari Junior, do Departamento de Ciências Exatas e Tecnológicas (DCET), da Universidade. As pesquisas iniciadas em 2010 vinham sendo desenvolvidas em sigilo, demonstram que a cadeia polimérica da celulose da fibra do coco, pode formar quimicamente uma ligação estável com as macromoléculas de borracha. Desta forma, a fibra de coco, tratada e acondicionada, pode substituir produtos de altíssimo valor agregado na construção de materiais tecnológicos.

“A fibra da casca do coco pode substituir o negro de fumo (carbono em dispersão muito fina, obtido por combustão incompleta de gás natural “do petróleo”. Muito empregado na indústria, principalmente da borracha, como carga reforçadora e como pigmento preto), o qual é amplamente aplicado nos mais diferentes produtos entre eles pneus de automóvel, caminhão e aviões. Além disso, a importância do negro de fumo na engenharia de materiais é tão significativa que o seu valor é cotado em dólar, atingindo entre US$ 1,05 a 1,50 por quilo do produto. Isso significa dizer, em outras palavras, que a fibra de coco pode atingir valores em reais em torno de aproximadamente R$ 4 mil a tonelada,” assinala o professor Fornari.

A utilização dessa tecnologia permite a confecção de inúmeros artefatos incluindo pneumáticos, produzindo um material ecologicamente correto e com melhores propriedades mecânicas. Esse caminho inovador, que está sendo percorrido pelo professor Fornari e seus alunos, mostra que a fibra de coco supera o negro de fumo com vantagens significativas. “A fibra vegetal é biodegradável, tem produção ecologicamente correta, contribui para o sequestro de gás carbônico, gera aumento de renda para o setor agrícola e aumenta a resistência mecânica do pneu em mais de 500%.”

Segundo o pesquisador “este projeto vem ao de encontro das normas brasileiras de proteção e cuidados ambientais. O projeto oferece uma nova alternativa tecnológica para o uso sustentável das fibras vegetais. Isso possibilita alguns benefícios da qual a lei brasileira proclama, e que são: pneu verde, ecologicamente sustentável; eliminação de substâncias cancerígenas; oportunidade de emprego e renda regional; valorização e agregação de valor às fibras vegetais.

Projeto

“A utilização da fibra de coco demonstrada no projeto, dando ao fato de poder substituir com larga margem de vantagem os materiais como negro de fumo, vai trazer uma substancial valorização para esse material fibroso. Isso repercutirá diretamente na produção agrícola o que irá fomentar os trabalhos no campo. Além disso, a população circunvizinha se beneficiará dos altos valores que a fibra vegetal passa a ter e se abrirão muitas oportunidades na manufatura destas fibras”, assinala Fornari.

Ele acrescenta que “a utilização do petróleo para a movimentação e conforto é uma fórmula irreal e errada. Basta calcular os passos que o petróleo percorre até alcançar o consumidor. Primeiramente ele é extraído do subsolo, trazido a superfície e por último descartado na atmosfera. O ciclo é imperfeito e falho, pois não há nenhum retorno a fonte de origem. Isso caracteriza um projeto que possui tempo para terminar e não pode se auto-sustentar”.

Preocupação

O pesquisador chama a atenção “para o caso do negro de fumo. Existe uma preocupação muito grande por parte das autoridades. O negro de fumo é uma partícula composta por carbono, com alto teor de área superficial. Quando essa partícula entra em contato com os tecidos pulmonares pode ocorrer uma ligação energética relativamente forte, o que permite que a partícula se aloje nos tecidos, causando irritação e tumores”. O uso de tecnologias mais limpas para a indústria e toda a sociedade, tem o seu lugar de destaque. Várias leis brasileiras buscam impulsionar a tecnologia atual para o uso de materiais alternativos e sustentáveis.

O projeto do “pneu verde” prevê a utilização de fibras vegetais de coco para a produção de pneus e demais materiais, respeitando a sustentabilidade. O uso de fibras em pneus produzirá um material ecológico que não agride a natureza após o seu uso. Assim, as fibras se transformarão em material degradado produzindo gás carbônico, o qual retornara á planta de coco para crescimento de novo fruto.

Outro aspecto apresentado pelo professor Fornari é que “o uso da fibra de coco proporcionará às regiões Nordeste e Norte uma oportunidade de produção de fibras manufaturadas com elevado valor agregado. O projeto permitiu revelar o potencial que as fibras vegetais de coco podem oferecer para o setor tecnológico. Os resultados foram confirmados em laboratório e pela indústria, o que nos respalda. Além disso, o projeto despertou grande interesse pelas fibras vegetais de coco. Isso repercute na comunidade agrícola diretamente, produzindo uma nova oportunidade de ganhos e trabalho regional”, afirma o professor Celso Fornari.


Fonte: Ascom UESC - Fotos: Jonildo Glória

Abertas inscrições para edital Novembro Negro

Bahia 08 de agosto de 2017


Estão abertas as inscrições para o edital Novembro Negro 2017. A Secretaria de Promoção da Igualdade Racial do Estado da Bahia (Sepromi), destinará um total de R$ 500 mil para iniciativas que valorizem os ideais de luta, liberdade e emancipação, fortalecendo o calendário de atividades do Novembro Negro, o mês da consciência negra. O prazo final para o envio de projetos é 04/09/17, com assinatura dos Termos de Colaboração programada para 31/10/17.
A previsão é apoiar até 15 projetos que tenham como público-alvo a população negra baiana, assim como os povos e comunidades tradicionais, dentre outras características detalhadas no edital. As modalidades variam entre oficinas e seminários, em propostas de até R$ 30 mil, cada, bem como cursos de capacitação e formação de jovens comunicadores populares, estas duas últimas com valor de até R$ 40 mil.
A ação faz parte do calendário de 10 anos de implantação da Sepromi e integra as estratégias da Década Internacional Afrodescendente na Bahia. Podem participar organizações que tenham sede e funcionamento na Bahia, com existência há mais de dois anos e que desenvolvam ações voltadas à promoção da igualdade racial.
Formas de inscrição – Os projetos podem ser protocolados presencialmente na Sepromi, em horário comercial, ou via Correios, no endereço da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial do Estado da Bahia (Sepromi), que fica localizada na Avenida Manoel Dias da Silva, nº 2.177, Pituba – Salvador/Bahia – CEP 41. 830-000. Deverá ser endereçado à Comissão de Seleção de Projetos por meio de correspondência registrada ou via Sedex, até a data limite de recebimento de projetos. Maiores informações podem ser obtidas pelo telefone 71 3103-1418 ou pelo e-mail Este endereço de e-mail está sendo protegido de spambots. Você precisa habilitar o JavaScript para visualizá-lo..
Para acessar o edital e seus anexos, clique aqui.


Fonte: Sepromi

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