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MPF denuncia trabalho escravo em fazendas de cacau na Bahia

Bahia 25 de maio de 2018

O Ministério Público Federal (MPF) em Ilhéus denunciou, na última semana, quatro pessoas por trabalho escravo em duas fazendas de cacau no distrito de Vila Brasil, em Una (BA) e na zona rural de Uruçuca (BA). De acordo com as ações penais, ajuizadas pelo procurador da República Gabriel Pimenta Alves na sexta-feira, 18/05/18, doze trabalhadores viviam em condições degradantes, sem higiene, energia elétrica, água encanada ou banheiros, além de não possuírem seus direitos trabalhistas assegurados. O resgate dos trabalhadores ocorreu em junho e setembro de 2017, após ação conjunta da Gerência Regional do Trabalho, do Ministério Público do Trabalho e da Polícia Rodoviária Federal.

Fazenda Eldorado

Segundo o MPF, os proprietários da fazenda Eldorado – localizada no distrito de Vila Brasil, em Una (BA) –, Gilson Muniz Dias e Antônio Fernando de Jesus Silva, submetiam Abimael Pereira de Jesus e seus dois filhos a condições de trabalho análogas a de escravo entre os anos de 2009 e 2016. Na propriedade, foram encontrados dois casebres habitados por duas famílias, incluindo crianças. As moradias tinham péssimas condições de conservação e higiene e não possuíam energia elétrica, água encanada e banheiros. A água utilizada para consumo era retirada de um córrego da região e transportada em embalagens reutilizadas de agrotóxicos, sem nenhum tipo de tratamento. Os trabalhadores dormiam em colchões levados por eles próprios e improvisavam camas em cima de tijolos e tábuas.
Segundo as investigações, os proprietários não forneciam aos trabalhadores equipamentos de proteção individual e pagavam, sem qualquer regularidade, uma remuneração inferior ao salário-mínimo. Os trabalhadores nunca tiveram o vínculo registrado na carteira de trabalho nem o pagamento da rescisão do contrato de trabalho.

Fazenda Diana

De acordo com o MPF, os funcionários do grupo Chaves Agrícola e Pastoril Ltda, Ivan Carlos de Almeida Maia e Antônio Marcos Brito Miguel, exploraram nove trabalhadores entre os anos de 2016 e 2017, na Fazenda Diana – situada na zona rural de Uruçuca (BA). Na propriedade, os alojamentos e moradias das vítimas e das suas famílias não possuíam banheiro, iluminação suficiente, água encanada na cozinha e instalações sanitárias e chuveiros. Os imóveis foram entregues aos trabalhadores completamente vazios, sem armários, camas, colchões ou roupas de cama.
Os nove trabalhadores possuíam um contrato de “parceria” com os empregadores que visava “apenas a descaracterizar os vínculos empregatícios e, fraudulentamente, frustrar os direitos decorrentes”, afirma o procurador na ação. A divisão dos frutos da lavoura cacaueira era realizada de maneira desproporcional, ficando a maior parte da colheita (55%) com o empregador. Além disso, as vítimas eram proibidas de vender livremente a parte que lhes cabia, sendo obrigadas a negociar exclusivamente com o comprador indicado pelos denunciados, ainda que por valores abaixo do mercado.
As vítimas ganhavam proporcionalmente ao que produziam, estimando uma média anual de R$ 350,00 por mês, e chegavam a ficar sem remuneração quando não havia colheita do cacau, embora continuassem trabalhando na manutenção da área. Uma vez por semana, elas eram obrigadas a prestar serviços “gratuitos” na área exclusiva do proprietário, para pagamento da energia elétrica de suas residências, apesar do baixo valor das contas - cerca de R$ 25,00 por mês. Além disso, os trabalhadores nunca tiveram o vínculo registrado na carteira de trabalho e as despesas com os equipamentos de proteção individual e ferramentas para o trabalho eram custeadas por eles mesmos.
O MPF requer a condenação de Gilson Muniz Dias, Antônio Fernando de Jesus Silva, Ivan Carlos de Almeida Maia e Antônio Marcos Brito Miguel pelo crime de redução a condição análoga à de escravo, previsto no art. 149 do Código Penal (CP).


Fonte: Ascom MPF

Aplicativo facilita acesso às ações do TCE/BA

Bahia 25 de maio de 2018


Além dos canais tradicionais, à disposição no portal na internet (www.tce.ba.gov.br) e pelo telefone da Ouvidoria (08002843115), o Tribunal de Contas da Bahia lançou o TCE Cidadão, um aplicativo para tablet e celular que pode ser baixado gratuitamente por qualquer cidadão, gestores públicos, partidos políticos, associações ou sindicatos na loja virtual Google Play.

Com o aplicativo, o TCE afirma que está mais fácil para qualquer pessoa ter acesso ao Tribunal, seja para fazer denúncias a respeito de mau uso, desvio ou desperdício do dinheiro público ou simplesmente consultar as pautas das sessões plenárias, verificar e acompanhar o andamento de processos.

No lançamento do aplicativo, o presidente do TCE/BA, conselheiro Gildásio Penedo Filho observou ser aquele mais um passo da Corte de Contas para se aproximar da sociedade, “de modo a fazer com que os cidadãos possam contribuir com o nosso trabalho, fiscalizando as ações dos gestores e exercendo o controle social”. E acrescentou: “Além disso, também contribui para facilitar o acesso dos gestores, criando mais uma janela para que eles possam acompanhar em tempo real a tramitação de processos, o que amplia de forma substancial a transparência das ações do Tribunal”.

Criado pelo Cedasc (Centro de Estudos e Desenvolvimento de Tecnologias para Auditorias), unidade técnica do TCE/BA, o aplicativo permite registrar textos, áudios imagens e outros arquivos, sendo de fácil manuseio e acessibilidade. As manifestações e denúncias em torno de possíveis irregularidades com recursos públicos encaminhadas ao Tribunal por meio do TCE Cidadão serão analisadas pela Ouvidoria, com o compromisso prévio de fornecer uma resposta ao interessado num prazo máximo de 30 dias. De acordo com os dirigentes do Cedasc, dentro de pouco tempo o TCE Cidadão estará disponível também na Apple Store.


Fonte: Ascom TCE-BA

Expansão da malha aérea internacional é prioridade para crescimento do turismo

Bahia 23 de maio de 2018

Os eixos da estratégia de desenvolvimento da atividade turística e seus resultados foram apresentados pela secretaria de Turismo da Bahia, no dia 22/05/18, aos integrantes e convidados da Fecomércio reunidos na sede da instituição, na Avenida Tancredo Neves, em Salvador.  O presidente Carlos Andrade abriu os trabalhos, saudando os participantes. Em seguida, transmitiu o comando para

A importância do debate entre setor público e privado foi assinalada pelo presidente da Câmara Empresarial do Turismo, José Manoel Garrido, ao conduzir o secretário José Alves para a explanação sobre a política de desenvolvimento. Em sua exposição, o titular da Setur falou sobre as prioridades em andamento, começando pela promoção do destino, ampliação da oferta de voos, qualificação profissional, diversificação de produtos, infraestrutura e ação integrada com diversas secretarias.

Segundo o secretário, a importância econômica do setor está traduzida no Mapa Turístico da Bahia. “Incentivamos as administrações municipais a atenderem às exigências para ingressar no mapa. E com isso, elevamos de 117 para 150 o número de municípios turísticos”, afirmou. Sobre a expansão da malha aérea, José Alves mostrou que, até julho, a Bahia passará de 23 para 31 frequências internacionais regulares. “A maior oferta de voos internacionais é imprescindível para a expansão do turismo”.

A Latam Linhas Aéreas colocou em operação, em abril, o voo Miami-Salvador; a Copa Airlines vai operar a rota Panamá-Salvador (julho); e a Cabo Verde Airlines vai lançar novas frequências para a Bahia em junho. A expansão aproxima a Bahia ainda mais de outros países emissores. A malha aérea já possui voos diretos vindos de Portugal, Argentina, Espanha e Colômbia.

O secretário prosseguiu, informando que, em 2018, a divulgação da Bahia está sendo feita em 25 feiras internacionais da América Latina e Europa, assim como em 27 eventos que ocorrem em estados brasileiros. E fez um chamamento a hoteleiros, operadores e companhias aéreas para que participem dos eventos onde a Bahia é divulgada. “Estamos abrindo o caminho nos mercados interno e externo com a divulgação, mas quem comercializa pacotes e serviços são vocês”, afirmou, mostrando a importância do trabalho conjunto do governo estadual e setor privado.


Fonte: Ascom Setur Gov/BA

MPF abre concurso para estagiários de nível médio e superior na Bahia

Bahia 24 de maio de 2018


Estão abertas, do dia 23/05/18 a dia 10/06/18, as inscrições online para o 20º concurso para provimento de vagas e formação de cadastro reserva de estagiários do Ministério Público Federal (MPF) na Bahia. As vagas, para os cursos de Administração, Antropologia, Arquitetura, Biologia, Biblioteconomia, Comunicação (Jornalismo e Relações Públicas), Direito e Informática e de nível médio serão preenchidas na unidade em Salvador e nos municípios de Barreiras, Campo Formoso, Eunápolis, Feira de Santana, Guanambi, Jequié,

Ilhéus, Irecê, Jequié, Paulo Afonso, Teixeira de Freitas e Vitória da Conquista.

Confirmação presencial da inscrição

Os estudantes deverão confirmar a pré-inscrição feita pela internet comparecendo à sede do MPF onde pretendem estagiar no dia 12 ou 13/06, das 13h00 às 18h00, levando consigo: carteira de identidade (original e cópia); CPF (original e cópia); comprovante de matrícula atualizado expedido pela instituição de ensino; laudo médico para os estudantes com necessidades especiais; e a declaração, constante no edital, de opção para participar da seleção pelo sistema de cotas para minorias étnico-raciais, se for o caso.

Requisitos

Para estágio de nível superior o estudante convocado deverá ter, no mínimo, 40% do curso concluído no momento de início do estágio e os estudantes de nível médio, o primeiro ano do Ensino Médio. As provas têm data prevista para o dia 08/07/18.


Confira aqui a íntegra do edital.


Fonte: Ascom MP-BA

MP recomenda suspensão do concurso público da Polícia Civil da Bahia

Bahia 22 de maio de 2018


O Ministério Público estadual recomendou a suspensão do concurso público da Polícia Civil da Bahia até que sejam “suficientemente apuradas e esclarecidas” as supostas irregularidades apontadas no processo seletivo. A recomendação, de autoria das promotoras de Justiça Heliete Viana e Rita Tourinho, foi encaminhada no dia 21/05/18, ao secretário de Administração do Estado da Bahia, Edelvino da Silva Góes Filho, e ao diretor-presidente da Fundação Vunesp, empresa responsável pela execução do certame. Com vagas para delegado, escrivão e investigador, o concurso foi realizado no dia 22/04/18.

Segundo a recomendação, foram protocoladas no MP notícias de supostas irregularidades ocorridas durante a aplicação das provas da primeira e segunda etapas do concurso. Entre elas, o uso de aparelho celular para fotografar o momento de aplicação da prova; ausência de identificação formal dos candidatos; retirada do gabarito antes do término do tempo estabelecido para a realização da prova; deficiências na fiscalização e descumprimento da proibição de o candidato levar consigo o caderno de prova após a finalização do tempo regular.

As promotoras de Justiça afirmam que as irregularidades apontadas foram noticiadas com cópias de fotografias de candidatos com aparelhos celulares no momento da realização da prova, reproduções de conversas realizadas entre candidatos via aplicativo de telefones celulares e registros nas redes sociais online. Para Heliete Viana e Rita Tourinho, as “provas colhidas, quando confrontadas com informações prestadas por autores das notícias de fato, apontam para a ocorrência de graves falhas na atuação da equipe de aplicação das provas, em diversos locais que sediaram a primeira e segunda etapas do concurso público”.


Fonte: Ascom MP-BA

  1. TJBA publica decreto sobre expediente nos dias de jogos da seleção brasileira
  2. PGJ recomenda a promotores intensa fiscalização de gastos com festas juninas
  3. Locadoras baianas compram 2.480 veículos novos no ano
  4. Mais de 37 mil fazem provas do concurso da Polícia Civil

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