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Aragwaksã celebra ancestralidade e cultura dos povos indígenas

Redação Cidade 31 de julho de 2026

 

O 28º Aragwaksã começou na quinta-feira, 30/7, e vai até 01/08, na Reserva Pataxó da Jaqueira, em Porto Seguro. A comemoração é organizada pelo Instituto Pataxó de Etnoturismo e oferece uma programação de ritos, danças, rituais e manifestações culturais tradicionais do povo Pataxó.

 

 

Na abertura, o cacique Siratã recebeu visitantes indígenas de Pernambuco, Espírito Santo, Minas Gerais, Tocantins e Mato Grosso. Reuniu também representantes das 23 aldeias de Porto Seguro, autoridades e secretários municipais.

Entre as atividades estão a Festa das Águas e Acolhimento; Awê Pataxó e Danças Tradicionais; Fogueira dos Saberes; Caçada dos Guerreiros; Corrida com o Tronco; Batismo com Tawã e Casamento Pataxó.

 

 

“O Aragwaksã projeta nacionalmente a riqueza ancestral de Porto Seguro, perpetua tradições e fortalece a diversidade turística e cultural do destino”, parabenizou o secretário de Turismo Guto Jones.


Com informações e fotos da Ascom PMPS

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Mais de 6 mil famílias podem perder o desconto na conta de energia

Assessoria de Imprensa Cidade 31 de julho de 2026

 

Mais de 6 mil famílias da Costa do Descobrimento correm o risco de perder o benefício da Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE) por divergências cadastrais junto à Neoenergia Coelba e ao CadÚnico. São 2.525 famílias em Porto Seguro; 2.464 em Eunápolis; 601 em Santa Cruz Cabralia e 495 em Belmonte.

A TSEE é um importante benefício concedido a um grupo de consumidores que assegura a gratuidade nos primeiros 80 kWh mensais consumidos. Para garantir a continuidade do benefício, as famílias beneficiárias precisam se certificar que estão com cadastro regularizado junto aos órgãos públicos.

A nova regra para concessão do benefício da Tarifa Social determina que:

- O CadÚnico esteja atualizado

- O endereço de cadastro da unidade consumidora no sistema da Neoenergia Coelba deve ser o mesmo informado no CadÚnico

- A conta de energia precisa estar em nome de alguém que faça parte do grupo familiar cadastrado no CadÚnico

- No caso de clientes vinculados ao Benefício de Prestação Continuada (BPC)/Lei Orgânica da Assistência Social (Loas), os dados ou endereço junto ao INSS precisam estar corretos

Em caso de divergências, as famílias devem procurar o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) mais próximo de sua residência, garantindo o quanto antes a atualização dos dados.

Têm direito à Tarifa Social de Energia Elétrica os núcleos familiares com renda de até meio salário-mínimo por pessoa, além de idosos e pessoas com deficiência atendidas pelo Benefício de Prestação Continuada (BPC), indígenas e quilombolas inscritos no CadÚnico.

Critérios para acesso à Tarifa Social de Energia Elétrica:

- Famílias do CadÚnico com renda mensal de até meio salário-mínimo por pessoa, inclusive famílias indígenas ou quilombolas

- Idosos e pessoas com deficiência que recebem o BPC/LOAS

- Famílias cadastradas no CadÚnico que vivem em sistemas isolados, sem ligação ao Sistema Interligado Nacional

- Famílias do CadÚnico com renda mensal de até três salários-mínimos, que tenham membro familiar com doença ou patologia a qual necessite do uso continuado de aparelhos ou equipamentos elétricos vitais


Fonte e foto ilustrativa: Paula Janay (Agência AT)

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Veracel completa 35 anos de atuação no Extremo Sul da Bahia

Veracel completa 35 anos de atuação no Extremo Sul da Bahia

Cidade 22 de julho de 2026

 

Em 1991, a Veracel começou sua trajetória no Extremo Sul da Bahia com o nome de Veracruz Florestal, como subsidiária da Odebrecht na Bahia, iniciando o cultivo de eucalipto na região. Depois, em 1998, a companhia associou-se ao grupo sueco Stora e mudou sua razão social para Veracel Celulose SA.

Ao longo de 35 anos, a presença da companhia passou a se refletir em diferentes dimensões da região: na atividade econômica, na geração de trabalho e renda, na formação de profissionais e fornecedores, no apoio às comunidades e na proteção da Mata Atlântica.

Hoje, a empresa mantém atividades em 11 municípios de sua área de influência direta e reúne mais de 3,2 mil profissionais, considerando colaboradores próprios e de empresas parceiras.

Suas operações florestais, industriais e logísticas mobilizam uma rede que inclui prestadores de serviços, produtores rurais, transportadores, pequenos negócios e fornecedores de diferentes segmentos.

“Construímos uma companhia que alia uma operação de classe mundial a uma relação permanente com o território. Chegar aos 35 anos significa reconhecer o que foi realizado até aqui e, ao mesmo tempo, assumir a responsabilidade de continuar gerando valor para a Bahia, para as comunidades, para nossos acionistas e para a natureza”, afirma Alexandre Lanna, diretor-presidente da Veracel.

 

Diferentes ciclos

Os primeiros anos da Veracel foram dedicados à implantação e ao desenvolvimento de sua operação florestal. Em 1998, antes mesmo da construção da fábrica, a companhia criou a Reserva Particular do Patrimônio Natural Estação Veracel, estabelecendo uma frente estruturada de conservação ambiental no território.

Um novo capítulo teve início em 2005, com a entrada em operação da unidade industrial de Eunápolis. A fábrica foi projetada inicialmente para produzir 900 mil toneladas de celulose por ano e, após investimentos realizados em seus primeiros anos, alcançou o patamar médio atual de 1,1 milhão de toneladas anuais.

Em 2023, a companhia chegou à marca de 20 milhões de toneladas de celulose produzidas, dois anos antes da previsão inicial. Atualmente, o volume acumulado desde o início da atividade industrial já é de aproximadamente 21 milhões de toneladas.

A logística também evoluiu ao longo desse percurso. Em 2015, a empresa passou a utilizar exclusivamente o transporte marítimo para levar a celulose do Terminal Marítimo de Belmonte, na Bahia, ao Portocel, no Espírito Santo. O modelo completou dez anos em 2025 e contribuiu para reduzir a circulação de caminhões pesados pela BR-101, combinando eficiência operacional, segurança viária e menores emissões.

 

Diferentes comunidades

A atuação da Veracel no território também inclui iniciativas voltadas à inclusão produtiva e ao fortalecimento de atividades econômicas locais. Os projetos apoiados pela companhia beneficiam aproximadamente 1.700 famílias ligadas à agricultura familiar e abrangem áreas como apicultura, meliponicultura, pesca artesanal e mariscagem.

O trabalho envolve assistência técnica, capacitação, organização da produção, melhoria de estruturas e apoio à comercialização. A proposta é ampliar a autonomia das famílias, criar condições para a permanência no campo e fortalecer cadeias capazes de gerar renda a partir das características e dos conhecimentos presentes em cada comunidade.

Essa agenda contempla ainda iniciativas realizadas com povos indígenas, associações comunitárias e instituições de ensino. Ao longo dos anos, a empresa passou a integrar educação, formação profissional e desenvolvimento econômico em projetos construídos de acordo com as demandas identificadas em cada localidade.

 

Mata Atlântica preservada

Criada sete anos antes da fábrica, a RPPN Estação Veracel representa um dos principais marcos ambientais dessa história. Localizada entre Porto Seguro e Santa Cruz Cabrália, a reserva possui mais de 6 mil hectares e é reconhecida pela UNESCO como Sítio do Patrimônio Mundial Natural.

Além de proteger espécies da fauna e da flora, a área recebe pesquisas científicas, atividades de monitoramento e ações de educação ambiental. A Estação também favorece a conexão entre fragmentos florestais e contribui para a conservação de nascentes e outros serviços ecossistêmicos importantes para a região.

Considerando todas as áreas sob sua gestão, a Veracel mantém mais de 100 mil hectares de vegetação nativa conservada. O modelo adotado pela empresa prevê a manutenção de um hectare destinado à preservação para cada hectare de eucalipto utilizado no abastecimento da fábrica.

Em 2025, essa frente ganhou um novo impulso com o Projeto Muçununga, realizado em parceria com a Biomas. A iniciativa prevê recuperar mais de 1.200 hectares distribuídos por oito municípios do Sul da Bahia. Ao longo de dois anos, deverão ser plantadas cerca de 2 milhões de mudas de mais de 70 espécies nativas, contribuindo para a recomposição de áreas degradadas e para a ampliação da conectividade da Mata Atlântica.

 

Transformação em curso

Ao completar 35 anos, a Veracel se prepara para um período em que os desafios industriais, ambientais e sociais estarão ainda mais conectados. A companhia já utiliza inteligência artificial, monitoramento em tempo real, análise de dados e tecnologias preditivas para aumentar a segurança, antecipar riscos e tornar mais eficiente a gestão das atividades florestais, industriais e logísticas.

Para os próximos anos, as prioridades incluem elevar a produtividade das áreas existentes, preparar as florestas para os efeitos das mudanças climáticas, avançar na economia circular, desenvolver profissionais e ampliar a contribuição da empresa para uma bioeconomia capaz de gerar resultados econômicos, sociais e ambientais.

“Nosso futuro depende da capacidade de tratar inovação, pessoas, biodiversidade e desenvolvimento regional como partes de uma mesma agenda. Produzir, conservar e incluir não são caminhos separados. São compromissos que precisam avançar juntos para que a Veracel continue relevante para o Sul da Bahia nas próximas décadas”, conclui Lanna.


Com informações e foto de OMC (Guilherme Molina)

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Curso de aproveitamento de pescados estimula empreendedorismo feminino

Assessoria de Imprensa Cidade 27 de julho de 2026

 

Um evento especial movimentou a Tarifa de Pescadores de Porto Seguro, de 22 a 24/07, onde marisqueiras e pescadoras participaram do Curso de Elaboração de Temperos para Aproveitamento Integral de Pescados.

Promovido pela Secretaria Municipal de Agricultura e Pesca, o curso foi ministrado por Cida Mendes, primeira mulher a receber a carteira de pescadora no Brasil, que já recebeu inclusive menção honrosa da ONU. O treinamento teve como público alvo a comunidade pesqueira, a maioria de mulheres, povos indígenas e comunidades tradicionais.

“Meu foco é ensiná-las a criar produtos da pesca artesanal com baixo valor comercial, abrindo novas oportunidades de comercialização o ano inteiro, inclusive para a merenda escolar”, explica a instrutora.

Aproveitando praticamente 100% do pescado, os alunos aprendem a transformar o peixe em linguiças, hamburgueres, espetinhos, almôndegas, bolinhos, medalhões e muitos outros. Sob a orientação de Cida, até escamas de peixes são aproveitadas, transformando-se em luminárias e biojoias de muito bom gosto.

De acordo com o engenheiro de pesca da Secretaria de Agricultura, Fred Dias, que vinha tentando promover o curso há algum tempo, a ideia é formar um grupo de mulheres trabalhando no beneficiamento do pescado e introduzindo os produtos no mercado.

“Primeiro estamos oferecendo o treinamento. Agora vamos organizar o grupo para desenvolver produtos e oferta-los no mercado, inclusive sob orientação do Sebrae, com informações sobre precificação”, explica o engenheiro. 

“Trabalho com foco no empoderamento da mulher empreendedora. Muitas vezes a mulher fica em casa enquanto o marido vai para o mar, assim ela tem os produtos para vender. Elas precisam desse incentivo. Hoje temos mulheres que ganhavam 20, 30 reais por dia e hoje estão ganhando 600. Sou apaixonada por esse trabalho”, afirma Cida.

A pescadora Monique Cancela Melgaço entendeu e aprovou o recado. “Esse curso é maravilhoso, aprendemos o que fazer com o pescado, aproveitando até os ossos. São novas oportunidades de ganhar dinheiro inclusive pela internet. É muito proveitoso”, resume.


Fonte e fotos: Ascom PMPS

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Fórum debate estratégias para desenvolver a Economia do Mar em Porto Seguro

Cidade 15 de julho de 2026

 

Com a participação de pesquisadores, gestores públicos, empresários e representantes da sociedade, Porto Seguro sedia o I Fórum de Economia do Mar. O objetivo é debater estratégias voltadas ao desenvolvimento sustentável dos territórios costeiros.

A programação inclui conferências, painéis, mesas-redondas e a Expo Conectando Saberes, abordando temas como economia azul, ciência oceânica, turismo sustentável, gestão costeira, inovação, governança, mudanças climáticas, pesca, aquicultura e desenvolvimento regional.

A realização é da WWI, UFSB, Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB) e Acbeu, com apoio da prefeitura de Porto Seguro, por meio da secretaria de Turismo, além de Sebrae, Capes e Marinha do Brasil.

“O debate sobre a Economia do Mar amplia perspectivas para geração de emprego, renda e novos negócios”, disse o secretário de Turismo Guto Jones. “É uma oportunidade de fortalecer políticas públicas, atraindo investimentos voltados ao turismo náutico, à conservação ambiental, pesquisa científica, pesca, aquicultura e inovação”.

As inscrições são gratuitas e online através do formulário eletrônico. O I Fórum de Economia do Mar acontece dia 17/07, das 9h às 18h, no Hotel Arcobaleno, em Taperapuã.


Com informações da Asom PMPS - Ilustração: Parque Marinho do Recife de Fora

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