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Uni Líderes discute, em Brasília, melhorias para a Costa do Descobrimento

Cidade 17 de abril de 2019

 

O Diretor Presidente da UNI (União de Líderes Empresariais de Porto Seguro), Luigi Rotunno, reuniu-se no dia 15/04/19, em Brasília, com autoridades federais para tratar de assuntos turísticos e ambientais da Costa do Descobrimento. Em uma reunião que durou cerca de duas horas, a UNI apresentou sua estrutura de diretorias e o funcionamento da entidade com os empresários e a sociedade civil organizada, mediante os Cafés da Manhã, Rodadas de Negócios, Mentorias e Fóruns. 

Foram compartilhadas as preocupações do empresariado e de cidadãos engajados com o desenvolvimento da região, diante do cenário desorganizado, com claros sinais de um descontrolado turismo predatório que pode gerar danos irreversíveis à cultura e ao meio ambiente na Costa do Descobrimento, havendo, também, o risco iminente do que é chamado “overturism”. 

Destinos como Trancoso, Caraíva e outros pedem socorro diante do fluxo de turistas que os distritos não têm condições de receber, pois a ausência de infraestrutura nas estradas e até de saneamento básico, impossibilitam esse crescimento. O descontrolado fluxo turístico concentrado em curtos períodos do ano, ocasionando longas baixas temporadas prejudicam o destino como um todo. Um planejamento turístico profissional poderia, certamente, redistribuir esse fluxo de forma mais sustentável para os viajantes que desejam visitar as belezas da Costa do Descobrimento. 

Um assunto importante discutido junto à presidente do IPHAN, Katia Bogéa, foi a proteção do patrimônio histórico material e imaterial. A UNI se colocou à disposição do IPHAN para colaborar nesse desafio e os empresários entendem que esse patrimônio deve ser preservado, sendo ele, a maior riqueza da região. Para o diretor presidente da UNI, “temos uma grande oportunidade de manter a Costa do Descobrimento preservada de especulações imobiliárias predatórias e, esse é um dos principais motivos pelos quais precisamos do IPHAN. O simples fato de não termos prédios altos, nos diferencia da maioria das cidades litorâneas.” Comentou Luigi Rotunno. 

A reunião foi concluída com um convite a todos os participantes, para prestigiarem o Fórum de Turismo da Costa do Descobrimento que está previsto para o dia 25/06/19, em Porto Seguro – Bahia.


Fonte: Ascom Unilíderes - Na foto: Katia Bogéa, presidente do IPHAN; Diego Feijó, coordenador de Promoção e Eventos da Embratur; Luigi Rotunno, diretor presidente da Uni- Líderes Empresariais de Porto Seguro; Nicole Ferreira Facuri, coordenadora geral do Meio Ambiente, Cultura e Economia Criativa - SNII - Ministério do Turismo; Larissa Rodriguez Peixoto, diretora do Departamento de Desenvolvimento Produtivo - SNII - Ministério do Turismo.

 

 

 

 

Expectativa de ocupação hoteleira na Semana Santa é de 93% em Porto Seguro

Cidade 17 de abril de 2019

Porto Seguro será palco de diversas programações na terceira semana de abril. Além de comemorar 519 anos do chamado descobrimento, vai receber turistas no feriadão da Semana Santa e visitantes para o evento Resgate da Nação, que acontece todos os anos neste período. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih-BA) no Extremo Sul, a ocupação hoteleira deve alcançar 93%.

3ª edição do Festival Cultural do Descobrimento

Durante a Semana do Brasil, a Cidade História terá uma série de atividades para o público adulto e infantil, com espetáculos de som e luz, atrações musicais, cozinha-show, com aulas para adultos e crianças, e diversas atrações culturais.

No Espaço Curumim haverá brinquedos e oficinas de pipa, circo e pintura indígena para a criançada, que contará com o cinema Sesc. A programação do evento inclui também observação de aves, exposição de fotografias e atividades educativas no estande Aves à Vista, da empresa de celulose Veracel.

A participação da comunidade local e dos turistas no festival cresce a cada ano e fortalece o cenário histórico e cultural da cidade, observa o secretário do Turismo de Porto Seguro, Paulo César Magalhães.

Resgate da Nação

O Congresso Resgate da Nação, realizado pelo Ministério Internacional da Restauração, comemora 20 anos. Em 2019 vai ser realizado na Arena Axé Moi, na av. Beira Mar, 6900, praia de Taperapuan, local que foi preparado para receber um grande público, em sua maioria, formado por evangélicos. Acontece de 18 a 22/04 e terá, em seu encerramento, a tradicional marcha pelo centro da cidade.

Foto: Site MIR 

 

Patrimônio

Localizada na zona turística Costa do Descobrimento, Porto Seguro foi cenário da chegada da esquadra portuguesa de Pedro Álvares Cabral ao país, em 22 de abril de 1500. O vilarejo que deu origem ao município foi fundado em 1535 e está tombado em quase sua totalidade como patrimônio histórico. Na Cidade Histórica estão monumentos como o Marco do Descobrimento, a Igreja Matriz Nossa Senhora da Pena e o Museu do Descobrimento.


Fonte: Secom Gov/BA

Reserva da Jaqueira: um mergulho na cultura indígena pataxó

Cidade 09 de abril de 2019

Além de belas praias, paisagens de tirar o fôlego, boa gastronomia, povo educado e diversão para todos os públicos, Porto Seguro oferece uma experiência inusitada aos visitantes mais curiosos: um passeio à aldeia indígena Reserva Pataxó da Jaqueira, a apenas 12 km do centro da cidade. Na comunidade, que fica às margens da rodovia que liga Porto Seguro a Santa Cruz Cabrália, em uma área de 825 hectares de terras demarcadas pelo Ibama, é possível conhecer cinco séculos de tradições e costumes desses indígenas.

A aldeia reúne 32 famílias, que se dedicam ao etnoturismo, uma importante fonte de renda para a comunidade. Elas recebem visitantes para contar suas histórias, mostrar seus hábitos e proporcionar uma verdadeira imersão na cultura indígena. Uma aula a céu aberto, que ensina como os nossos ancestrais se mantêm, apesar da evolução tecnológica e das transformações da sociedade.

Ao chegar na reserva, os visitantes são recebidos por um Pataxó, com vestes e adornos utilizados em seu dia a dia. Em seguida, o grupo é conduzido até o centro da reserva, após uma curta caminhada. Em um dos kijemes – cabanas feitas de taipa (paredes de barro) e coberta de piaçava (fibras de palmeira nativa), com bancos laterais, todos assistem a uma palestra feita por membros da tribo, como Suryasun Pataxó, de 21 anos.

O jovem conta histórias sobre o modo de vida de seu povo, e fala, por exemplo, de curiosidades como a preparação das refeições na cozinha comunitária da aldeia. Ele explica que um grupo de três ou quatro mulheres é responsável pela alimentação de todos. Entre outros assuntos, ele também comenta sobre o papel do cacique, que é eleito pela aldeia para representar a comunidade. Outro tema abordado são as exigências para namoros e casamentos na reserva.  O palestrante ressalta ainda que, assim como ele, muitos jovens nascidos ali conseguem estudar em universidades e depois retornam para contribuir com seus conhecimentos no desenvolvimento da comunidade. 

“Nosso principal objetivo é transmitir a cultura e a história Pataxó para as novas gerações e também para os nossos visitantes”, afirma Suryasun, que cursa Química na Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB).  Ele lembrou que, apesar dos indígenas terem passado por muitos processos históricos desde a colonização, hoje eles têm a garantia de um espaço para viver, cantar, dançar, plantar, pescar e fazer seus rituais, preservando, assim, sua identidade cultural.

Proteção do fogo

Depois da palestra, os grupos são convidados a conhecer o interior de uma choça - cabana de palha e madeira utilizada no passado como moradia provisória dos Pataxó, durante sua permanência nas florestas. As casas tinham tarimbas – camas feitas apenas de madeira e eram aquecidas com brasas ou fogueiras, que também ajudavam a espantar animais. Mais tarde, as choças foram substituídas por kijemes, com cobertura de sapê e, depois, de piaçava. Hoje, já se usam tarimbas com colchões e cobertores. 

O passeio, que dura três horas, inclui ainda uma caminhada por uma trilha na Mata Atlântica. O guia mostra os tipos de armadilhas usadas no passado para captura de pequenos animais como quatis, tatus, pacas e saruês. No retorno para o centro da aldeia, o grupo passa pela escola bilingue, que oferece desde a Educação Infantil até o Fundamental 1. Ali, professores indígenas com nível superior transmitem os costumes da aldeia e ensinam o idioma patxohã - língua materna desse povo, que vem sendo resgatada como forma de fortalecer sua cultura.

De volta ao núcleo, o grupo passa pelo kijeme onde reside o pajé da aldeia, considerado o chefe espiritual da tribo e responsável pela cura de doenças. Ali ele faz suas rezas, tem suas ervas medicinais para tratar enfermidades do corpo e do espírito e produz seus incensos.  Também é possível experimentar um cachimbo tradicional dos Pataxó, que tem a função de calmante. O fumo é preparado com a mistura das ervas alecrim, sálvia, camomila, além de duas gotas de menta.

Em outra área próxima, uma das cozinheiras locais prepara quitutes à base de mandioca para oferecer ao público, que também tem à sua disposição frutas como banana e melancia, chás e água fresca servida em moringas de barro. Com a ajuda dos monitores, os visitantes também podem fazer arremessos de arco e flecha. Em seguida, são convidados para degustar o peixe na folha de palmeira patioba no kijeme do mukusui (casa do peixe). É o óleo dessa folha, que se mistura com a água que sai do peixe enquanto assa, que dá um sabor especial ao alimento, temperado apenas com sal.

Por fim, os turistas podem conhecer o kijeme do artesanato. É ali que as famílias expõem os trabalhos que confeccionam nos finais de tardes ou no seu momento de folga. Cada uma tem seu espaço para vender os produtos. São tangas, cocares, brincos de sementes ou de penas, gamelas, colher de pau, colares, pulseiras, palitos de prender os cabelos, entre muitos outros objetos interessantes, com preços atraentes.


Rosani Abreu - Fotos: Pedro Côrtes

 

Fórum de Mobilidade Urbana reúne 500 pessoas no Centro de Cultura

Fórum de Mobilidade Urbana reúne 500 pessoas no Centro de Cultura

Cidade 10 de abril de 2019

A Mobilidade Urbana em Porto Seguro foi debatida no 1º Fórum da Uni-líderes empresariais no Centro Cultural de Porto Seguro, dia 4 de abril, diante de um público de 500 pessoas, em sua maioria estudantes, empresários de Turismo e representantes da comunidade. Reduzir a velocidade e a quantidade dos veículos, principalmente os pesados, implementar a arborização das vias e praças e pensar na cidade como um bem comum, onde a convivência compartilhada requer regras a ser respeitadas, estes foram alguns dos assuntos abordados no evento. Com uma intensa programação de atividades destinadas ao setor empresarial a UNI-Líderes ocupa cada vez mais espaço no Turismo de Porto Seguro.

O encontro começou com a introdução do diretor-presidente da UNI-Líderes empresariais, Luigi Rotunno que agradeceu o realizador arquiteto e urbanista Edison Antunes. Depois de uma breve explanação sobre os cursos da Faculdade Nossa Senhora de Lourdes e uma troca de experiências entre os profissionais de arquitetura e um grupo de estudantes sobre as características e potencialidades da profissão.

Suavizar o trânsito

A primeira palestra foi sobre Traffic Calming, ou seja tudo que pode ser implementado visando suavizar e adequar o trânsito ao pedestre. Nela, foram citados, entre outros os exemplos de Londres com reduções de velocidade dos veículos de 30 km/h e até 5 km/h próximo às faixas de pedestres, medidas que reduziram drasticamente a quantidade de mortes por atropelamento, como explicou o engenheiro de tráfego José Tadeu Braz. Ele falou ainda de colheita de água e de chuva plantada, para minimizar um pouco as enchentes.

Seguiu um painel moderado pelo diretor-presidente da Uni-Líderes Luigi Rotunno, sobre Arraial d’Ajuda “Carros e Pedestres uma difícil convivência”, com a arquiteta Ana Azambuja, a corretora de imóveis Nilza Cordova e a presidente da Fábrica do Ser Luciene Oliveira, Ong que cuida de pessoas portadoras de deficiência. Todas evidenciaram a necessidade de mobilidade urbana para o desenvolvimento de suas áreas de abrangência. “Um bom planejamento de mobilidade valoriza o setor imobiliário”, destacou Luigi Rotunno. Luciene Oliveira evidenciou a precariedade das calçadas de Porto Seguro que tornam-se obstáculos para os portadores de deficiência, escassez de ônibus com rampa e outras dificuldades enfrentadas apesar das leis de inclusão.

É preciso plantar árvores

Em seguida o professor arquiteto e urbanista Walfredo Antunes Oliveira ilustrou algumas características urbanísticas da cidade de Palmas, a mais nova capital do País, onde colaborou ao seu planejamento “uma cidade feita a partir de nada, onde foi mantida a separação das construções para permitir a ventilação. Falando de Porto Seguro criticou a falta de prioridade do Plano Diretor e lamentou a escassez de árvores, “é espantoso que Porto Seguro não tenha árvores, não adianta esperar que alguém o faça, ocorre orientar e aí que o paisagismo pode orientar”. Sugeriu ainda de estacionar os ônibus de turismo e continuar o trajeto com veículos menores.

O último painel, coordenado por Fábio Grobério, com a participação do comerciante de material de construção Altair Robério, o hoteleiro Wilbert Das e o profissional de Turismo Gabriel Bittencourt tratou de Trancoso e especialmente “O trânsito pode prejudicar Trancoso”. Trancoso que cresceu de 1,67 km² no ano 2000, para 15,25 km² em 2019 com 22000-23000 habitantes. Todos evidenciaram a necessidade de reduzir o trânsito no centro do povoado, “corremos o risco de perder nossa identidade, vivemos do turismo, Trancoso sempre foi vendido como uma vila, sem o ordenamento do trânsito que vila é essa, o tráfego pesado não pode entrar”, ressaltou Gabriel. Precisamos proibir o acesso de caminhões e ônibus enormes, reforçou Altair. Temos que promover o trânsito de pedestres e bicicletas, finalizou Wilbert.


Antonio Alberghini / Mídia Mutá

Comércio teme fuga de clientes com a cobrança da Zona Azul

Cidade 09 de abril de 2019

O decreto que cria o estacionamento rotativo pago nas vias públicas do Centro de Porto Seguro – a “Zona Azul”, está causando polêmica. Alguns concordam com a cobrança, embora todas as pessoas ouvidas considerem abusivos os valores definidos. Outros temem o sumiço dos clientes, fugindo da obrigação de pagar para estacionar seu veículo na rua enquanto fazem as compras.

O Jornal do Sol conversou com comerciantes, funcionários e consumidores. A maioria parece se sentir desconfortável com a cobrança. Uns chegam ao local de trabalho pela manhã e só voltam para casa no fim da tarde. Outros não querem pagar para estacionar por apenas meia hora.

Quando não vai de moto, o técnico em informática Jeiel Rodrigues usa o carro para transportar algum equipamento. De moto, ele não gastará menos de R$ 220,00 por mês se for pagar pelo Zona Azul todos os dias de trabalho. “Fica muito pesado. Hoje o trabalhador não está conseguindo nem abastecer direito o veículo por causa da gasolina cara. Se é cobrado um valor acessível e a gente ver o resultado dessa cobrança, ainda vai, mas o preço proposto é muito agressivo.” Ele afirma que estaria disposto a pagar R$ 3,00 por dia, mas gostaria de ver o valor sendo revertido em segurança e melhorias nas vias públicas.

Já o comerciário Flávio Bomfim, afirma que não acha interessante a cobrança. “Não tenho dificuldade em estacionar.” Ele acredita que pagar pela vaga dificulta a vida de quem precisa ir de carro ao Centro da cidade. Para William Guerra, que também trabalha durante o dia, o Zona Azul organiza o hábito de estacionar, já que o volume de veículos durante o horário comercial é muito grande; “acho bom porque tem gente que ocupa o lugar do outro; mas deveria custar R$ 2,00”.

Contra a cobrança

A opção do cliente em não ir às ruas onde há Zona Azul preocupa alguns comerciantes. Para o dono de uma loja de confecções na avenida Getúlio Vargas, o movimento poderá cair, já que os clientes tendem a estacionar em ruas distantes do Centro para fugir da cobrança. A dona de casa Jane de Souza não concorda com a cobrança. Ela não trabalha fora, mas afirma que tem uma rotina que exige muitas idas ao Centro da cidade, para levar e buscar os filhos na escola, pagar contas, fazer compras de supermercado e outras demandas. “É muito ruim não ter vaga para estacionar mas é pior ainda ter que pagar R$ 3,00 por apenas 60 minutos de uso da vaga. Tem estacionamentos particulares que cobram muito menos, se a pessoa ficar o dia inteiro, mas também acaba ficando oneroso”, disse.

Assinado em 26 de dezembro de 2018, o Decreto 9873/18 estabelece cobrança para quem estacionar nas ruas do Centro de Porto Seguro e vias paralelas, e servem para veículos de passageiros e de carga. Tem previsão de funcionar de segundas às sextas-feiras, de 8h às 20h; e aos sábados, domingos, feriados e na alta temporada, de 8h às 24h. De acordo com o decreto, os valores cobrados serão: R$ 4,00 por hora, no caso de vaga em Zona Azul (quando a cobrança é por hora) e R$ 3,00 por 4 horas, quando para a utilização em Zona Verde. Para as motos, que devem estacionar em locais próprios, o valor cai pela metade. Por enquanto, o serviço ainda não saiu do papel. Até lá, o assunto promete gerar muito pano pra manga.

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