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Pesca artesanal monitorada movimentou R$ 4,5 milhões em 2022

Sustentabilidade 21 de junho de 2023

Pescadores, autoridades e representantes das comunidades de Santa Cruz Cabrália e Belmonte se reuniram para conhecer os resultados de 2022 do Projeto de Monitoramento de Desembarque Pesqueiro. O monitoramento traz dados detalhados sobre a dinâmica da pesca artesanal na região.

De acordo com os números apresentados, a produção pesqueira monitorada em 2022 movimentou a economia nesses municípios em mais de R$ 4,5 milhões, somente na primeira comercialização dos pescados. O monitoramento é realizado pela Veracel Celulose desde 2014, com o apoio da empresa de consultoria técnico-ambiental Ambipar Response Fauna e Flora.

O objetivo é contribuir para a gestão da atividade e verificar se há impactos das atividades da empresa sobre a pesca na região. Mas, principalmente, gerar oportunidades de ganhos aos pescadores, além de supri-los de dados que permitam sua inscrição em projetos governamentais de fomento.

O Monitoramento do Desembarque Pesqueiro beneficia todos os elos da cadeia de pesca da região. Busca auxiliar os pescadores na compilação de informações que venham a demonstrar sua produção. Assim, eles podem se credenciar e ser contemplados com políticas públicas direcionadas à comunidade pesqueira”, afirma Marco Aurélio Barbosa Santos, especialista ambiental.

Para Marco Aurélio, a compilação desses números pode orientar o aperfeiçoamento da prática pesqueira. “No litoral, o turismo e a pesca costumam ser as principais fontes de renda. No caso da pesca artesanal, é importante considerar as características sociais, econômicas e até históricas específicas de uma região, e a atividade representa o sustento de famílias inteiras por gerações. Por meio desse monitoramento, os pescadores também podem influenciar as políticas públicas de apoio à atividade de pesca em todo o litoral sul da Bahia”.

Metodologia

Cada monitoramento é realizado durante 12 meses, período em que técnicos da Ambipar coletam os dados junto aos pescadores. O registro da atividade é feito diariamente pelos agentes de pesquisa em pontos de desembarque pré-determinados. Além desse trabalho diário dos agentes de coleta de dados, em algumas localidades as informações são registradas por colaboradores das Associações de Pescadores.

Os resultados trazem informações importantes, como quantidade e qualidade do pescado; esforço pesqueiro (número de saídas); regiões de pesca, tipos e número de embarcações em atividade; receita gerada com a primeira venda do pescado; apetrechos de pesca, entre outros dados. Tudo é consolidado em relatórios e, ao longo do tempo, é possível avaliar o comportamento da pesca na região.

Valdenir de Oliveira, presidente da colônia de pescadores de Belmonte, comenta a importância do monitoramento: “é muito bom para os pescadores e para Belmonte, com ele conseguimos saber a quantidade do que estamos pescando e conseguindo distribuir para Porto Seguro, Eunápolis e até mesmo Salvador”.

Detalhamento por região

Santa Cruz Cabrália

Em Santa Cruz Cabrália, foram identificadas 35 embarcações ativas. Elas são, em sua maioria, de médio porte (68%), com pouca estrutura para longas viagens ou para grandes capturas. Ao longo do ano, foram registrados 676 desembarques pesqueiros no porto de Cabrália, representando uma produção total de aproximadamente 185 mil kg e renda superior a R$ 4 milhões. A guaiuba, o camarão sete-barbas, o dourado e o badejo lideraram a produção de desembarque em 2022, com cerca de 57% do total.

Coroa Vermelha

O distrito de Coroa Vermelha registrou, em 2022, uma produção aproximada de 18,7 mil kg e 585 desembarques. Na localidade, a atividade é direcionada a camarões, com destaque para o sete-barbas, que representa 69% do total pescado. O rendimento anual total em 2022 foi de cerca de R$ 261 mil.

Belmonte

Em Belmonte foram realizados 24 desembarques ao longo do ano, com produção aproximada de 6,7 mil kg e geração de R$ 145 mil em renda. Os destaques ficam para a guaiuba, o dourado e o badejo, que totalizaram 67% do total pescado.


Fonte: Fleishman - Fotos: divulgação Veracel

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Abelhas sem ferrão podem melhorar produção de morango, segundo cientistas baianas

Sustentabilidade 08 de maio de 2023

Um estudo liderado por duas cientistas baianas comprovou que abelhas sem ferrão podem melhorar a produção de morangos. A fruta é de grande importância econômica, já que o Brasil é líder na América do Sul em seu cultivo, segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Versátil e muito utilizado na culinária mundial, o morango tem baixo índice calórico  - 100 gramas equivale a 40 calorias.

Segundo as engenheiras agrônomas Priscila Miranda e Zilda Cristina, orientadas por Raquel Pérez e Aldenise Alves, a ideia da pesquisa, realizada no município de Barra do Choça, surgiu após as pesquisadoras identificarem a ausência de estudos sobre o uso das abelhas no cultivo de morango.

Priscila explica que as avaliações dos benefícios promovidos pelas visitas de abelhas sem ferrão são frequentes, pois elas costumam ser encontradas nas flores de culturas agrícolas facilmente manejadas e possuem baixa ou nenhuma agressividade. “Porém, há uma escassez de estudos em propriedades comerciais em campo aberto, sem estufas. Desse modo, a ideia do projeto foi promover respostas a essa carência de trabalhos e pesquisas”, revelou.

Resultados

A pesquisadora comentou que, para chegar aos resultados, os morangos foram avaliados em dois momentos. Primeiro, em condição natural de plantio, depois com a introdução das abelhas das espécies conhecidas como Iraí e Jataí.

“Tudo indica que a cultura do morango se beneficia com o serviço ecossistêmico prestado pelas abelhas Iraí e Jataí, o que possibilita a recomendação de manejo destas duas espécies de abelhas sem ferrão para suplementação da polinização em áreas de cultivo aberto, que possam apresentar algum déficit de polinização, bem como a melhor estação do ano que possa se beneficiar com os serviços das abelhas”, argumentou.

Conclusão

A engenheira agrônoma agora se prepara par divulgar as conclusões do trabalho. “Tornar os resultados acessíveis aos produtores, pesquisadores e técnicos, através de publicações de artigos científicos, manuais técnicos e palestras, demonstrando os impactos dos polinizadores sobre a qualidade dos frutos. Isso pode auxiliar em pesquisas futuras como, por exemplo, nos trabalhos de melhoramento genético”, finalizou.

O projeto conta com o apoio da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), do Programa de Pós-Graduação em Agronomia, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) e do Sítio Muritiba, sob comando da produtora Sorlange Gomes.


 Com informações e foto da Ascom Gov BA

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Prêmio ANA 2023 tem inscrições prorrogadas até 26 de abril

Sustentabilidade 23 de março de 2023

O Prêmio ANA, realizado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) chega a sua 8ª edição, sendo a mais tradicional premiação do setor de águas do Brasil. Com o objetivo de premiar a contribuição ao desenvolvimento do País a partir de boas práticas no cuidado de suas águas, já contabilizou mais de 2,9 mil trabalhos inscritos e 48 projetos vencedores, de todas as regiões do Brasil.

 Ao todo dez categorias  (Governo; Empresas de Micro ou de Pequeno Porte; Empresas de Médio ou de Grande Porte; Organizações Civis; Educação – Ensino Fundamental, Médio e Educação não Formal; Educação – Ensino Superior e Pesquisa; Comunicação – Mídia Audiovisual; Comunicação – Mídia Impressa ou Sonora; Organismos de Bacias; e Entidades Reguladoras Infranacionais do Setor de Saneamento Básico) participam e podem ser inscritas gratuitamente, acessando aqui. premio.ana.gov.br

Os vencedores do ANA receberão Troféu e poderão utilizar em seus materiais de divulgação o Selo Prêmio ANA. Os três finalistas de cada categoria além de ter o direito de usar o selo, passam a compor o Banco de Projetos. Há premiação também para destaques.

Avaliação

A avaliação dos trabalhos considera efetividade, inovação, impactos social e ambiental, potencial de difusão, sustentabilidade, adesão social e aderência aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU). Para as categorias de Comunicação, o critério de sustentabilidade não será aplicável.

 Cada participante pode inscrever mais de uma iniciativa e projetos inscritos por terceiros também podem ser apresentados desde que acompanhados de declaração assinada pelo indicado. Os finalistas serão conhecidos em 19 de outubro deste ano e os vencedores anunciados em solenidade de premiação, prevista para novembro de 2023, em data e local a serem definidos.


 Com informações e foto da Ascom ANA

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Bahia lança programas para investir cerca de R$ 1 bilhão na agricultura familiar

Sustentabilidade 03 de maio de 2023

Durante a celebração dos 40 anos de fundação da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), na sede da União dos Municípios da Bahia (UPB), foram anunciados dois projetos para a agricultura familiar, que somam um aporte de cerca de R$ 1 bilhão em investimentos nos próximos seis anos: Parceiros da Mata e Bahia que Produz e Alimenta.  

O presidente da CAR, Jeandro Ribeiro, destacou os novos investimentos para o projeto Parceiros da Mata, que vai atuar na promoção dos sistemas produtivos sustentáveis, na proteção e na recuperação ambiental. O investimento dará mais qualidade de vida a cerca de 100 mil famílias de comunidades rurais dos Territórios de Identidade do Baixo Sul, Litoral Sul e Vale do Jiquiriçá, do Bioma da Mata Atlântica da Bahia. “Serão investidos R$ 750 milhões pelos próximos seis anos, beneficiando 61 municípios desses territórios”, explicou o titular. 

 Para o projeto Bahia que Produz e Alimenta, também anunciado durante a cerimônia, os investimentos serão para melhorias na produção, gestão e integração das organizações produtivas aos mercados; e ampliação do acesso à água e ao saneamento básico. Além de apoio aos agricultores familiares com novas tecnologias e com o serviço continuado e qualificado de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER). A meta é atender e incrementar a receita bruta de 600 organizações produtivas da agricultura familiar e 30 mil beneficiários diretos. No total, os projetos somam um aporte de cercar de R$ 1 bilhão do Estado.

O vice-governador Geraldo Júnior reforçou a importância do trabalho desenvolvido pela Companhia ao longo dessas quatro décadas, em prol do desenvolvimento da agricultura familiar e do setor sócio-produtivo. “Essas ações são fundamentais para o desenvolvimento rural no estado. É necessário regionalizar as atividades por cada um dos territórios e cada um dos eixos da atividade agrícola, para contribuir com o desenvolvimento da economia e melhorar as vidas dessas pessoas”, afirmou o vice-governador.

 O presidente da Cooperativa de Produtores Rurais (Coopatan), Juscelino Macedo, que atende por meio da cooperativa 366 associados, disse que os investimentos devem aumentar a produtividade da mandioca e a renda média do produtor. “Nossa expectativa com esses projetos é aumentar a produtividade e a renda do produtor, aumentar o número de assistidos, bem como a renda média do cooperado, dando mais dignidade ao homem do campo”, salientou Juscelino.


Fonte: Secom Governo da Bahia - Foto: Fernando Vivas/GOVBA

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Cabrália tem encontro e diálogo sobre agricultura e sustentabilidade

Sustentabilidade 21 de março de 2023

No domingo, dia 12 de março, o Programa Ambiente Florestal Sustentável (PAFS) esteve em um encontro realizado pela Associação Comunitária de Produção Agropecuária (Acopasc), Projeto Vale da Purificação, em Santa Cruz Cabrália, onde produtores rurais, criadores de gado e agricultores da associação se reuniram com representantes do Sindicato de Trabalhadores Rurais do município.

Representando o PAFS, o engenheiro florestal Ernandes Ferreira, aproveitou o espaço para um diálogo com os atores do meio rural, sobre práticas de produção no campo, mais seguras e sustentáveis, com ênfase para a criação de gado em locais protegidos ambientalmente.

Além disso, os participantes receberam ainda materiais informativos e cartilhas educativas do PAFS.

Gado

Segundo Ernandes, a criação de gado em locais protegidos é um problema que se estende por vários anos na região. “O que acontece é que os criadores, alguns deles inclusive clandestinos – que não tem cadastro na  Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) -, por não terem áreas destinadas à criação dos animais e manejo adequado, muitas vezes recorrem a propriedades particulares e que acessam áreas de preservação. O pisoteio do gado nessas áreas impede a restauração ambiental de mudas plantadas e nativas de regeneração natural”, ressalta.

Outro problema da criação de gado em áreas protegidas é o pisoteio em cursos d’agua. “Isso promove o deslocamento de solo para dentro do rio,  do espelho d'água e consequente assoreamento, ou seja a morte desses rios. Também há questão dos deslocamentos desses animais às margens das estradas e rodovias, o que confere grande risco de acidentes, principalmente em locais de grande fluxo de veículos. Esses foram alguns dos assuntos que colocamos em pauta nesse encontro, que foi muito produtivo”, completa.

O PAFS faz parte da parceria entre a Agência Estadual de Defesa Agropecuária (ADAB) e a Associação Baiana das Empresas de Base Florestal (ABAF).


 Com informações e foto do PAFS

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