
Moradores da Orla Norte reclamam da dificuldade de acesso aos bairros devido às poças de água formadas em decorrência das chuvas. Muitos deles, para entrar em casa ou nos estabelecimentos comerciais, têm que molhar os pés ou arriscar mergulhar o carro ou a moto para atravessar os portões. São comuns os depoimentos de pessoas que dizem ter prejuízos por causa da situação.
“Na rua dos Jasmins, no bairro Paraíso dos Pataxós, diversos carros atolaram e ficaram parados por um bom tempo, inclusive um ônibus”, disse a moradora Raquel Alves. A Av. Pau Brasil está intransitável a partir do último quarteirão. Carros e ônibus estão tendo que desviar por outras ruas para chegar à rua do Telégrafo. Na esquina que une essas duas últimas, onde fica sediado o Senac, formou-se uma piscina gigantesca, que só cresce e oferece riscos a quem passa. No local foram colocados galhos secos de árvores para sinalizar buracos e perigo para os motoristas. Por vezes, pessoas que precisam descer ou pegar ônibus por ali têm que andar mais uma quadra.
![]() |
![]() |
Na rua do Telégrafo, uma das mãos está completamente inundada e não há como escoar a água empossada na porta das casas. No Village I, a situação também é preocupante, pois a avenida Norte Sul, que dá acesso ao bairro, está completamente inundada, nas duas mãos. “Um bairro que cobra IPTU no valor de um salário mínimo devia ser melhor cuidado. Pagamos um preço tão alto e acabamos sendo sacrificados porque não há retorno e todo ano o problema acontece de novo”, desabafou um comerciante que não quis se identificar. Ele também reclamou do mato que cresce nos canteiros: “A impressão que temos é que o bairro está esquecido, abandonado”.
![]() |
![]() |
Em Taperapuan, turistas também sofrem para atravessar as ruas, mesmo calçadas, que também estão inundadas. Na rua dos Hibiscus, pedestres passam espremidos pelos passeios, correndo o risco de levar um banho de lama. Ou então precisam dar a volta no quarteirão para garantir que chegarão secos ao destino.
![]() |
![]() |





