Galeria Hugo França expõe obras do artista carioca Raul Mourão

 

A Galeria Hugo França, em parceria com a Nara Roesler, apresenta a exposição “Corta Fogo”, individual do artista Raul Mourão. O carioca apresenta 22 trabalhos desenvolvidos entre 2020 e 2024. Acompanhada por textos de Evangelina Seiler, a mostra acontece até 25/06, em Trancoso.

No espaço principal da galeria estão dispostas esculturas monumentais e um conjunto inédito de outras dezesseis peças em menor escala. Na área externa adjacente ao galpão principal, estão expostas as esculturas Rebel #6 e #7 (2022).

 

 

Apesar da dimensão das obras, destacam-se o equilíbrio, a possibilidade de movimento e o cuidado. “Basta um pequeno gesto do espectador para que toda essa massa se movimente, permitindo que as linhas da estrutura de aço se cruzem e criem um embaralhamento visual”, explica o Mourão.

É esse engajamento, adesão e possibilidade de resistência, não só no campo da arte, mas também para além dele, que são os motores dessa produção. O espectador então, deixa de ser um mero agente passivo e se torna aquele que desencadeia a mobilidade do trabalho.

Já no espaço expositivo externo da galeria, o artista apresentará a instalação Perdido #1 (2024). É um conjunto de vinte e quatro setas em bandeiras hasteadas a 6 m do solo em mastros de aço galvanizado.

 

 

Estes elementos são um desdobramento de uma série de fotografias que Mourão realizou entre o fim dos anos 1980 e o início dos anos 1990, presentes até hoje em sua obra e que retratam tapumes brancos com setas vermelhas usados pelo poder público para indicar desvios no espaço urbano em virtude de obras.

A Galeria Hugo França fica na Rodovia BA 001 s/n, próximo ao trevo para Caraíva. E funciona de segunda a sexta, das 10h às 17h. Sábados e domingos com horário marcado. Mais informações pelo WhatsApp (73) 98107-2262.

 

Raul Mourão

Raul Mourão nasceu em 1967, no Rio de Janeiro. É um expoente de uma geração que marcou o cenário carioca dos anos 1990, reconhecido por sua produção multimídia, que incluem desenhos, gravuras, pinturas, fotografias, vídeos, esculturas, instalações e performances. Suas obras são constituídas por materiais diversos que ressignificam os elementos visuais da cidade, estimulam reflexões sobre o espaço e o corpo social.

Mourão iniciou sua produção artística na segunda metade da década de 1980, participando de exposições a partir de 1991. Realizou, em 1989, os primeiros registros fotográficos sobre grades de proteção, segurança e isolamento presentes nas ruas do Rio de Janeiro, o que resultou em sua conhecida série Grades.

A partir dos anos 2000, essa pesquisa foi desdobrada e resultou em esculturas, vídeos e instalações. Desde 2010, Mourão expandiu as referências utilizadas para outras estruturas modulares de formas geométricas próprias do contexto urbano, realizando esculturas e instalações cinéticas de caráter interativo, que podem ser acionadas pelo público.

Entre outros aspectos, o artista estabelece, por meio dessas obras, uma associação entre a problemática da violência urbana implícita nas obras anteriores e a preocupação formalista com o equilíbrio estrutural.

 

Nara Roesler

Nara Roesler é uma das principais galerias de arte contemporânea, representando artistas brasileiros e internacionais fundamentais que iniciaram suas carreiras na década de 1950, bem como artistas consolidados e emergentes cuja produções dialogam com as correntes apresentadas por essas figuras históricas.

Fundada em 1989, a galeria tem consistentemente fomentado a prática curatorial. Isso tem sido colocado em prática por meio de um programa de exposições criterioso, criado em colaboração com seus artistas; a implantação e estímulo do Roesler Curatorial Project, plataforma de iniciativas curatoriais; assim como o contínuo apoio aos artistas em mostras para além dos espaços da galeria, trabalhando com instituições e curadores.

Em 2012, a galeria ampliou sua sede em São Paulo; em 2014 expandiu para o Rio de Janeiro e, em 2015, inaugurou um espaço em Nova York.


Com informações de Taís Santos - Fotos: Vicente de Mello

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