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A criança de hoje será o adulto de amanhã!

Saúde 10 de setembro de 2022

Lorena Bomfim

Que tipo de ser humano VOCÊ quer deixar para o futuro? HUMANO, demasiado, DESUMANO?

Vamos contextualizar! Vamos imaginar que você está passando pela rua e uma pessoa tropeça e cai, acredito que sua reação imediata seria ir até a ela e mostra solidariedade e preocupação, está tudo bem com você, você se machucou?

Bem feito, já não falei para você não fazer isso, deixa chorar que passa para aprender, olha por onde anda, são algumas expressões que com certeza muitos de nós já ouvimos ecoar por aí, quando esse contexto muda para uma criança.

É muito comum vermos essas atitudes maquiadas em formas de ensinamentos, mas existe ensinamento sem empatia?

A empatia é entendida como a capacidade que temos de nos colocar no lugar do outro. Ou seja, quando entendemos a situação em que se encontram, seus sentimentos e emoções para, assim, poder ajudá-los.

Contextualizando, você gritaria, bateria em um adulto apenas por não gostar de alguma atitude dele?

Muitos adultos tendem a minimizar, ignorar e até negar o que os sentimentos das crianças.

Criança precisa de empatia e a primeira forma de aprendê- la é com nossas ações.

É importante ensinar as crianças a terem empatia, pois é uma ferramenta que usarão principalmente na vida adulta, assim estaremos garantindo que nossos filhos se tornem pessoas respeitosas, tolerantes e bondosas.

As tentações do mundo lá fora, seus vícios e manias, existem primeiro dentro de nossas casas, e se manifestam para as crianças através de nossas posturas, a criança do amanhã não precisa "Repetir" o adulto de hoje.

Aqueles que foram criados com abusos ou indiferença tendem a repetir esses padrões, problemas com o controle do impulso . Às vezes, o problema é que não há compreensão e controle sobre as próprias emoções, não apenas com os filhos, mas na vida em geral.

É hora de frear esses padrões para um mundo mais humanizado e isso tem que partir de nós, muito do que somos com nossos filhos é reflexo do que fizeram de nós na nossa infância, então a criação que a gente oferece fala muito mais sobre nós, do que sobre nossos filhos!

Abrace a sua criança, a compreenda, ela está aprendendo a vida através de nossos olhos.

Faz sentindo para você?


 Lorena Bomfim é doula, mãe, educadora perinatal e consultora em amamentação. Escreve sobre os diversos temas do mundo materno infantil, além de lives semanais no Instagram pelo @amadrinhar. (Foto: Reprodução)

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Você sabe qual o papel do assistente social em uma unidade de saúde?

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Saúde 05 de setembro de 2022
Equipe de Saúde da UPA Frei Calixto

 

Os assistentes sociais são responsáveis por buscar defender os direitos dos pacientes através do processo de acolhimento, ouvindo o paciente e desenvolvendo vínculos. Os profissionais da área trabalham em conjunto com a equipe multidisciplinar, orientando também os familiares, que muitas vezes não têm conhecimento desse acolhimento.

Quem explica é o diretor geral do Serviço Social da Upa - atendimento de emergência 24 horas, do bairro Frei Calixto, Cleber Menezes, há um ano no cargo. Segundo ele, o Serviço Social tem uma função de muita importância na unidade, oferecendo acolhimento e humanização para a população e defendendo os direitos dos pacientes do SUS. "Ninguém procura uma unidade de saúde por acaso, por isso mesmo, toda a equipe é treinada para atender a população da melhor maneira possível. E os pacientes demonstram muita satisfação com esse atendimento", afirma.

Quem comprova a qualidade desse serviço é a D. Maria José de Jesus, que esteve nessa unidade de saúde no dia em agosto, onde foi atendida em 10 minutos e contou com toda a atenção e respeito por parte do Serviço Social. Após 24 horas, ela foi encaminhada para o Hospital Deputado Luiz Eduardo Magalhães, onde passou também pelo Serviço Social e acolhimento ao paciente e familiar.

O diretor da UPA Frei Calixto destaca o carinho da população e a importante parceria entre a unidade de saúde, o hospital Luiz Eduardo, o prefeito Jânio Natal, o secretário de Saúde, Miguel Ballejo e todos da equipe de emergência 24 horas.


Rute Viana (estagiária) - sob supervisão de Hilda Rodrigues

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Saúde 30 de agosto de 2022

 

Entre os dias 6 e 9 de setembro, acontece em Arraial d’Ajuda o Encontração - Encontro da XXIª  Turma e Ação Solidária em Saúde, na Associação Filhos do Céu, organização não governamental dedicada ao acolhimento de crianças e adolescentes carentes, com atuação no Distrito de Arraial d’Ajuda, que atua desde 2009 promovendo afirmação de cidadania por meio de atividades educacionais, culturais e esportivas no contra turno escolar, fornecendo alimentação e eventuais atendimentos médicos.

A ação consiste em fazer o atendimento gratuito humanizado com 11 médicos voluntários de várias especialidades formados há 27 anos na Faculdade de Medicina de Catanduva (SP), a Fameca.

Público-Alvo

O público-alvo do evento são, prioritariamente, pessoas de qualquer faixa etária em situação de vulnerabilidade social, seguindo a fila da regulação do município, com uma porcentagem de consultas destinadas as famílias atendidas pela Associação Filhos do Céu.

A entidade foi convidada a participar do evento organizado pela Volunteer Vacations -  ), plataforma social focada em voluntariado, ajuda humanitária e educação social, com sede na cidade do Rio de Janeiro e atuação em vários países, em ações de filantropia. Ao todo, a ação deve atender cerca de 700 pessoas nos três dias de evento.


 Com informações e imagem: Associação Filhos do Céu 

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O que é o puerpério?

Saúde 03 de setembro de 2022

Lorena Bomfim

O puerpério no ponto de vista da medicina, ou seja, do ponto de vista fisio e biológico, é caracterizado por um período que ocorre logo após o parto no qual o corpo começa a se recuperar das alterações sofridas durante a gestação e parto como a evolução do útero, normalização dos hormônios etc.

De modo geral os médicos estimasse que o tempo médio de 6 semanas, ou seja 45 dias, período esse que se divide em :

  • Puerpério imediato: Do 1º até o 10º dia após o parto
  • Puerpério tardio: Do 11º até o 45º dia após o parto
  • Puerpério remoto: A partir do 45º dia após o parto

Entretanto o puerperio é subjetivo e no ponto de vista da psicologia ele pode durar em torno de 2 anos ou mais, levando pela prerrogativa que cada mulher o viverá de forma singular e esse periodo é marcado por inúmeras mudanças que influenciará diretamente no seu comportamento, psicológico e na forma de lidar com a rotina.

Afinal cada mulher carrega seus próprios medos, expectativas, crenças e informações acerca do processo, assim poderá o vivenciar de modo positivo ou não, ligados a atenção, cuidado, compreensão e principalmente se possuirá uma rede de apoio ou não.

Muitas mulheres inclusive o considera o mais difícil de todo o processo, pois além de transformações físicas, o psicológico ser afetado, já que esse é um momento de transição, com intensas alterações fisiológicas, com aspectos hormonais, corporais, questões familiares e culturais.

Para mulher é um momento introspectivo, uma viagem para dentro de si, uma oportunidade de se conectar com sua existência, refletir sobre sua jornada, questionar decisões e muitas vezes se permitir a novas escolhas.

É uma crise existencial em meio a trocas de fraldas, amamentação, mudança do corpo, privação de sono, pressões sociais entre outras. E ainda que o nascimento de um bebê seja sempre atrelado a alegria, é comum e sentir cansaço, solidão, tristeza e desamparo faz parte do processo para muitas mulheres.

É importante estarmos atentos a Puérpera, para que possa se detectar quando esses sentimentos deixam de ser algo fisiológico e passam a merecer maior atenção e atendimento especializado.


Lorena Bomfim é doula, mãe, educadora perinatal e consultora em amamentação. Escreve sobre os diversos temas do mundo materno infantil, além de lives semanais no Instagram pelo @amadrinhar. (Foto: Reprodução)

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Exterogestação - você sabia que a gestação pode durar mais de 9 meses?

Saúde 27 de agosto de 2022

Lorena Bomfim

Que recém-nascidos demandam muitos cuidados todos sabemos. Mas você sabia que os humanos são os bebês mais indefesos do reino animal?

Calma, senta aqui que eu te explico!

Vamos falar de Exterogestação. Formulada pelo antropólogo Ashley Montagu, mas viralizada pelo pediatra Harvey Karp, essa teoria diz, que a gestação não dura apenas 9 meses e sim 12 – ainda que último trimestre aconteça fora da barriga da mãe.

Mas como isso?

Apesar de parecer devaneio, todo esse conceito tem respaldo científico e após observação do desenvolvimento fetal em várias espécies de animais, se notou que os primeiros 100 dias de um humano requer muito mais atenção do que normalmente é dada, tendo em vista que o primeiro trimestre de vida seria a extensão do desenvolvimento que começou na barriga da mãe.

O bebê nasce absolutamente dependente. Ele não enxerga, não fala, não escuta, não anda, não senta, não sustenta a cabeça, não se relaciona. Dessa forma continuará precisando ter todas as suas necessidades supridas, enquanto continuam se desenvolvendo emocionalmente e fisicamente só que agora no colo de sua mãe.

Porque isso?

O fator biológico é que bebê humano nasce antes que seu cérebro esteja preparado para o mundo, pois se caso ele ficasse mais tempo no útero, sua cabeça ficaria grande demais para passar pela pélvis da mãe, então por nascerem imaturos, são mais dependentes do que qualquer outro animal.

Trocando em miúdos bebês precisam de muito colo e conexão com suas mães, precisam do seu cheiro, continuar ouvindo as batidas do seu coração.

É importante entender que bebês não nascem condicionados a hábitos adultos. No útero o bebê tem suprimento contínuo de alimento, nunca sente sede ou fome, se mantém aquecido e sempre em contato a mãe, ao nascer, estão naturalmente programados para satisfazer a fome quando assim desejarem e não com horários programados. Mas agora precisa chorar para comunicar e toda essa sensação de segurança acaba passando várias horas do dia sozinho, sem a presença reconfortante da mãe. Assim, a intenção da exterogestação é que essa transição da gravidez para a vida desse novo ser seja o mais leve e tranquila possível.


 Lorena Bomfim é doula, mãe, educadora perinatal e consultora em amamentação. Escreve sobre os diversos temas do mundo materno infantil, além de lives semanais no Instagram pelo @amadrinhar. (Foto: Reprodução)

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