Exposição sobre lixo marinho também marca 1º Ecoba

Além do Congresso sobre as Bacias Hídricas, o evento também recebeu a mostra da Coleção Didático-Científica de Lixo Marinho da Universidade Federal do sul da Bahia (UFSB). A exposição tem dois objetivos: ser repositório de itens de referência sobre lixo marinho encontrado no Sul da Bahia; e apoiar as ações de sensibilização da comunidade que visem o combate do lixo no mar.

Segundo o responsável pela exposição, o professor e assessor de Sustentabilidade da Reitoria da UFSB, Leonardo Moraes, revela que atualmente, a Coleção conta com um acervo com itens comumente encontrados nas praias, materiais de origem doméstica, comercial e de recreação. “Mas também podem ser vistos itens de origem internacional, a exemplo de uma peça de navio fabricada na Síria, caixa de leite da Alemanha e Garrafas de Bebidas da China e do Japão. Estes materiais, além de apontar as principais fontes de lixo no litoral sul-baiano, demonstram também que, uma vez no mar, o lixo produzido pelas atividades humanas pode viajar por centenas ou milhares de quilômetros para, impactando áreas diversas do planeta”, ressalta.

UFSB

O material faz parte das atividades do Grupo de Pesquisa em Lixo Marinho, coordenado pelo Prof Leonardo Moraes, e do Laboratório de Recursos Pesqueiros e Aquicultura vinculado ao Centro de Formação em Ciências Ambientais da UFSB.

“E tem sido utilizado para a conscientização seja em eventos como como o Dia Mundial da Limpeza de Praias, e do Meio Ambiente como em escolas públicas e privadas da região. No início de junho de 2022, a Coleção teve espaço no "Marina Week", evento realizado no Memorial da América Latina em São Paulo, o qual foi organizado pela Cátedra Unesco para Sustentabilidade dos Oceanos e pela Scientific American Brasil”, finalizou.


 Foto: Divulgação 

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Desde o domingo, dia 26 de junho, se estendendo até esta quarta-feira, dia 29 , é realizado o 1º Encontro dos Comitês de Bacias Hidrográficas da Bahia (Ecoba). O evento que acontece no Arraial D'Ajuda Eco Resort, tem patrocínio da Embasa e da Bamin e possui cinco objetivos: apresentar o sistema de gestão; avaliação e prevenção das cheias; trabalhar a educação ambiental; ampliar a representatividade da sociedade civil; e elaborar a Carta de Porto Seguro - documento que servirá como embasamento para as políticas públicas de gestão do sistema de recursos hídricos no Estado da Bahia nos próximos anos.

Na apresentação do sistema de gestão, o I Ecoba traz a história, estrutura, articulação, abrangência e outros componentes do modelo de gestão, que se apoia nas ações do Fórum Baiano dos Comitês de Bacias Hidrográficas (FBCBH) - a instância colegiada formada pelos 14 Comitês de Bacias legalmente instituídos, no âmbito do Sistema Estadual de Recursos Hídricos existentes no território do Estado da Bahia e Interestadual.

O projeto ainda discute ações para prevenção de cheias na Bahia, pensando tecnologias de monitoramento para enchentes como as que atingiram o sul do estado no fim do ano passado. De acordo com a Associação de Municípios do Sul, Extremo Sul e Sudoeste da Bahia (Amurc), 34 municípios foram atingidos pelos temporais no final de 2021, sendo os mais prejudicados Dário Meira, Itajuípe, Itapé, Itabuna e Itapitanga. Ao todo, 14.230 pessoas ficaram desabrigadas na época.

Reflexão

Para dar suporte à elaboração e o desenvolvimento de programas e campanhas de educação ambiental, o encontro propõe a reflexão sobre ações, projetos e pesquisas da área, envolvendo nesse eixo a Universidade Federal do Sul da Bahia, as escolas dos municípios da Costa do Descobrimento e a população da região.

A Sociedade Civil também poderá dar sua contribuição pelo chat, além de acompanhar o processo online. Segundo o coordenador-geral do projeto, Anselmo Barbosa Caires, o 1º  Ecoba se dará em um momento ímpar pela retomada dos eventos presenciais no pós-pandemia.

“Trata-se de uma oportunidade única para o restabelecimento das relações interpessoais que estão na gênese dos Comitês de Bacia Hidrográfica e que são a base para interlocução, o debate e a troca de experiências, tão fundamentais para o processo de aprimoramento das políticas públicas”, afirma. A programação completa está disponível no site. 


 

Com informações da EcoBA Foto: Divulgação 

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Construção da BA-658 tem orientações ambientais e apoio à comunidade

 

A Veracel Celuluse está divulgando uma série de vídeos socioeducativos voltados para colaboradores envolvidos na construção da nova BA-658 e às comunidades. Como intuito de destacar questões como segurança, o cuidado com os recursos naturais da região e conservação da biodiversidade local, os vídeos reforçam as práticas de relacionamento e educação ambiental da Veracel e destacam a integração da BA-658, que está sendo construída em uma parceria entre a empresa de Celulose e o Governo do Estado da Bahia.

Com investimento de R$ 95 milhões e cerca de 25 km de extensão, a rodovia contará ainda com uma ponte sob o Rio Jequitinhonha e deve minimizar o impacto em 5 rodovias da região (BA-275, BA-687, BR-101, BA-274 e BA-982) que são utilizadas no acesso à fábrica e à sua área de florestas plantadas. A redução deve chegar a 25 viagens de carretas de madeira por dia nessas vias, além de aumentar a eficiência operacional da empresa, diminuir o risco de acidentes nas estradas e as emissões de CO2 na atmosfera.

Reciclagem

Mais uma ação está sendo realizada pela empresa: uma parceria das empresas Ecopontes, ​Mais e Veracel utiliza toda a sucata metálica gerada na obra da ponte para a venda e o valor convertido na compra de cadeiras de rodas para entidades da região. 

A iniciativa garante o descarte correto dos materiais da obra, que rendeu 15 cadeiras de rodas a entidades de Belmonte e Itapebi, distribuídas entre as associações Casa de Misericórdia de Itapebi, Abrigo de Idosos São Vicente de Paulo e ADEFIBA - Associação dos Deficientes Físicos de Barrolândia.


 Com informações e foto da Veracel 

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Recife Digital é a nova proposta do Coral Vivo para conhecer o fundo do mar

Um mergulho no conhecimento. Esta é a proposta do Projeto Coral Vivo quando se fala em apresentar a vida marinha. E para mostrar o que acontece no fundo do mar, e que dificilmente será visto a olho nu, o projeto criou o Recife Digital – um espaço que já existia dentro do Arraial Eco Parque, mas que mantinha um aquário recifal e que hoje tem a tecnologia a seu favor.

O local, passou por uma reforma eliminando o aquário e, no local dele, foram instaladas duas telas holográficas, que exemplificam como acontecem dois fenômenos: a desova e o branqueamento dos corais. No recinto, além das telas, há ainda nichos explicativos na instalação e em um deles há ainda a possibilidade de ver os corais, tocá-los e sentir sua textura e monitores para tirar as dúvidas dos presentes e explicar um pouco mais sobre o trabalho do Projeto Coral Vivo e sobre a vida marinha.

Nesta sexta-feira, dia 24 de junho, o Recife Digital foi inaugurado, em um evento para convidados. Na ocasião estiveram presentes, Maria Teresa Gouveia, Coordenadora de Políticas Públicas; a bióloga Thais Melo, Coordenadora de Educação; a oceanógrafa Flávia Guebert, Coordenadora Geral do Projeto Coral Vivo; Carlos Henrique Lacerda, Chefe da base de pesquisas; Barbara Castro, Diretora de criação do Recife Digital e Marinah Raposo, arquiteta responsável pela montagem executiva do recinto.

Local

Na ocasião, Bárbara explicou a concepção do projeto. “Há mais de um ano estamos projetando e a ideia foi juntar informações sobre os corais e disponibilizá-las usando a tecnologia das holografias em duas telas dentro do recinto. Além disso há um espelho animado, onde as pessoas podem se ver junto a beleza e a biodiversidade do ambiente marinho, onde todas as animações tem consultoria científica, ressaltando contribuição do Projeto Coral Vivo à sociedade”, salientou.

Marinah também falou sobre a montagem do Recife Digital com muito orgulho e agradecimento. Eu já participei de outras exposições baseadas em projetos científicos e me realizei trazendo ao público o que é visto somente dentro dos laboratórios. Iniciamos o projeto do Recife Digital com muita preocupação de qual seria o impacto gerado nas pessoas e em como estruturar o ambiente com materiais sem poluir e sem causar danos à natureza”, acrescentou.

Importância

Na inauguração, Flávia contou um pouco sobre a história do Coral Vivo e da importância do projeto para o estudo e pesquisa do ambiente marinho. “O Coral Vivo chegou em Arraial em 2003 em busca de estudar os recifes de coral. A Bahia é um lugar muito especial pois é a região com a maior biodiversidade marinha. Foi aqui, dentro do Eco Parque, há 18 anos, que iniciamos as primeiras pesquisas relevantes acerca os recifes e coral, sua reprodução e diversos outros segmentos de estudo nesse nosso jardim, que é o mar. Nosso trabalho tem como objetivo, agora, mais do que nunca, mostrar, informar e fazer as informações relevantes chegarem até a sociedade, estes estudos e descobertas sobre o recife de corais, que nada mais é que uma cidade embaixo do mar, onde vivem peixes, polvos e outros invertebrados, responsáveis inclusive pela subsistência da cadeia turística e pesqueira da região”, declarou.

Carlos Henrique, que é chamado carinhosamente por Caíque falou da importância da parceria Petrobras e Arraial Eco Parque para as pesquisas de corais no Brasil. “A base dentro do parque começou com um viveiro e hoje tem inclusive um laboratório, que permite diversas formas de trabalho e de pesquisa. Os viveiros iniciaram com uma proposta de reprodução e que hoje já estuda o cruzamento de espécies e a preservação a partir da criopreservação. Já no laboratório por meio de um microcosmo, conseguimos verificar algumas das alterações de forma controlada em ambientes diversos como é o caso do estudo pioneiro no Brasil do impacto do uso de protetor solar em locais onde existem os recifes de corais, e as consequências da chegada do óleo na região para este ecossistema”, explicou.

Para conhecer mais sobre o Projeto Coral Vivo, acesse aqui o site.


 Fotos: Débora do Carmo 

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Nesta terça-feira, dia 7 de junho, a partir das 8h, a Fazenda Bom Sossego, localizada em Porto Seguro recebe a ação de conscientização ambiental Dia de Campo. O evento voltado para produtores rurais, técnicos e representantes de órgãos ambientais da região, faz parte da campanha que a Veracel Celulose lançou em abril e acontece até o final do ano, em 11 municípios da Costa do Descobrimento, onde a empresa atua.

 O objetivo do Dia de Campo é a conscientização para o cuidado e conservação de áreas de proteção ambiental e preservação da biodiversidade local. O projeto que tem o apoio da Agência Estadual de Defesa Agropecuária (Adab) e da Associação Baiana das Empresas de Base Florestal (Abaf), dentro do Programa Ambiente Florestal Sustentável (Pafs), Secretaria de Agricultura e do Meio Ambiente da Prefeitura de Porto Seguro, Ministério Público, Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema), movimento Plogging de Porto Seguro, e Companhia Independente de Polícia e Proteção Ambiental (Cippa), ainda inclui visitas a proprietários rurais vizinhos da empresa.

De acordo com o coordenador de Inteligência Patrimonial da Veracel, Flávio Luiz de Souza, a ideia é “reforçar a relação de confiança e fortalecer a aproximação com vizinhos, que são estratégicos para os cuidados com o meio ambiente”, afirma.

Outras abordagens

 Além das visitas, o projeto também tem como mote o combate à caça de animais silvestres, prática ainda existente na região e que afeta a fauna local; a prevenção dos incêndios florestais, problema visto não só no território; e os impactos da criação clandestina de gado em áreas de preservação ambiental, prejudica nascentes e cursos de rios, além de provocar a destruição de áreas de vegetação natural, principalmente porque o gado pisoteia o solo.

Epaminondas Peixoto Júnior, da Adab revela que a expectativa é que a campanha alcance o maior número possível de pessoas e proprietários rurais. Essa também é uma preocupação de Ernandes Ferreira da Silva, do PAFS. “Nem sempre conseguimos estar em todos os lugares, conscientizando e fiscalizando. Então, é importante contar com a participação e engajamento de todos. A conscientização é a saída. Com essa iniciativa, o produtor rural vai ser mais um agente multiplicador do conceito de proteção ambiental”, revela.

Para o diretor executivo da Abaf, Wilson Andrade, eventos como este, que contribuem para que o setor florestal se expanda e se desenvolva sobre bases sustentáveis são imprescindíveis. “Trabalhamos por mais florestas, mais empresas, mais fornecedores, mais serviços e produtos florestais. A Abaf e associadas, desenvolvem ações de impacto econômico, social e ambiental, a exemplo dos Dias de Campo do Programa Mais Árvores Bahia realizados em parceria com a CNA e do Pafs. Por meio desse programa, buscamos promover a diversificação e sustentabilidade das atividades rurais. O trabalho ainda se dá para a inclusão dos pequenos e médios produtores e processadores de madeira no setor – e seu uso múltiplo – para melhor atender a população, além de gerar emprego e renda”, completa.

Confira a Programação:

8h00 – Café

8h55 – Boas Vindas – Epaminondas Peixoto (Adab)

9h00 – Fazenda Bom Sossego e os cuidados com o meio ambiente - Juliana Doria

9h20 – Ações do plogging no descarte correto dos resíduos - Lisianne Meira Maia Gama e Sebastião Gama (coordenadores do Plogging em Porto Seguro)

9h40 – Ações da Promotoria na proteção ambiental - Maurício Magnavita (MP)

10h00 - Ações da ADAB na fiscalização do comércio e uso dos agrotóxicos - Flávia Fernandes (Adab)

10h20 – Benefícios ambientais com o sistema Integração Lavoura, Pecuária e Floresta (ILPF) - ABAF

10h40 - Ações da Cippa no combate a caça predatória de animais silvestres – Cippa

11h00 - Ações do Inema na preservação das aguadas - Patrícia Neves (Inema)

11h20 - Ações da brigada na prevenção e combate a incêndios florestais - Brigada de Incêndios (Veracel)

11h40 – Plantio de mudas nativas

12h00 - Intervalo

14h30 – Visita ao plantio de açaí e à indústria de polpas (degustação)


 Com informações da Ascom Abav/Adab Foto: Divulgação

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