Dicas para um armário perfeito

Por Mariana Guerra

Para os especialistas está claro que um armário perfeito não é aquele abarrotado de roupas, sapatos e acessórios; mas sim aquele com as roupas, os sapatos e acessórios certos. E mais que certos: organizados. Um armário bem arrumado pode resultar em uma forma mais prática e eficiente de viver a vida. Isso porque se seguirmos alguns passos podemos ganhar tempo no nosso cotidiano - que nos exige inúmeros afazeres - e espaço para melhor acomodar as coisas.

Vamos então para algumas dicas que te auxiliarão nessa tarefa:

1) O que se encontra em mau estado e não é usado há muito tempo, jogue fora. Por outro lado, se você não usa aquela peça em nenhuma situação e ela se encontra em perfeito estado, porque não doá-la para alguém? Lembre-se que coisas guardadas sem uso além de ocupar espaço é energia parada. Faça-a circular.

2) Arrume suas roupas por categorias: calça com calça, vestido com vestido, blusa com blusa e assim por diante. Se ainda quiser uma organização mais detalhada, separe também por estações e por cores. Visualmente fica lindo e muito prático. A uniformização traz clareza na hora das escolhas.

3) Invista em cabides do mesmo tipo. Parece um detalhe sem importância, mas se imagine abrindo um armário onde as roupas estão penduradas em cabides diferentes um do outro. Visualmente não parecerá tão arrumado quanto realmente está e traz um incômodo, remetendo a bagunça. Opte por cabides do mesmo material e da mesma cor. Eu particularmente prefiro os de cor preta ou os de madeira.

4) Tente colocar as roupas numa primeira fileira, para que você consiga visualizar todas as peças. O que não é visto não é lembrado. Isso impede que você acumule coisas que não está usando ou compre coisas que não está realmente precisando.

5) Acomode suas jóias, bijuterias e acessórios em um local de fácil visualização. Sempre indico aquelas caixas de acrílico com gavetas, fica bonito e bem prático.

6) Guarde seus sapatos em saquinhos de tecido. Aqueles que usamos para viagem. Algumas marcas até fornecem junto com o sapato. Se esse não for o caso, compre em lojas especializadas. É uma maneira de conservar o calçado e ganhar espaço na hora da arrumação. Caso seja um pouco mais detalhista e possua mais espaço para acomodá-los, fotografe seus sapatos e pregue a foto em sua respectiva caixa. Assim consegue empilhá-las de maneira organizada e localizar facilmente o sapato desejado.

No que diz respeito às bolsas, o interessante no caso das mais estruturadas é mantê-las cheias com sacos de TNT ou com espumas e enchimentos para almofadas. Jamais dobre, pois elas provavelmente não manterão a estrutura original. Se tiver um espaço com prateleiras sobrando no armário, acomode-as ali. Caso contrário, um cabideiro para pendurá-las já ajuda bastante. As clutchs e bolsas sem estrutura podem seguir o mesmo processo dos sapatos: empilhadas em saquinhos de tecido.

Você pode organizar à sua maneira ou se não tiver paciência e tempo, contrate um personal organizer, que é um profissional especializado em arrumação. Um armário organizado torna-se um armário inteligente e facilita o processo de nossas escolhas cotidianas.


Mariana Guerra é empresária e Consultora de Imagem.

Ilustração: charge AB Pinterest

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8 de Março: a história por trás da data

Por Mariana Guerra

No mês de março comemoramos o Dia Internacional da Mulher, mais precisamente no dia 8. Essa data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas) no ano de 1975, mas a luta pelas reivindicações femininas que originaram esse dia, antecede esse período. Como essa coluna trata de assuntos ligados a esse universo, achei pertinente trazer um pouco da história por detrás dessa data tão importante para todas nós.

Muitos ligam sua origem a um incêndio ocorrido numa fábrica em Nova Iorque, no ano de 1911, onde morreram carbonizados 146 trabalhadores, dentre eles, 125 mulheres. Isso trouxe à tona as péssimas condições de trabalho enfrentadas pelas mulheres na Revolução Industrial. No entanto, existem registros anteriores a essa data, que fazem referência às reivindicações de mulheres para que houvesse um registro dedicado à causa, dentro do próprio movimento dos trabalhadores.

Destaca-se em Nova Iorque mesmo uma grande passeata ocorrida alguns anos antes, em 1909, onde cerca de 15 mil mulheres marcharam para protestar contra as 16 horas diárias de trabalho, 06 dias da semana, podendo muitas vezes incluir os domingos. Nasceu aí o dia das mulheres americano. Entretanto, acontecia concomitantemente na Europa, manifestações nesse sentido também. Em agosto de 1910, a alemã Clara Zetkin propôs, em reunião da Segunda Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, a criação de uma jornada de manifestações. Nesse caso, não era por conta de uma data específica a ser dedicada às mulheres e sim para propor que houvesse um momento do movimento sindical e socialista que tratasse da causa feminina.

O primeiro dia oficial da mulher seria celebrado então, em 19 de março de 1911. Um passo à frente, já em 1917, houve um marco ainda mais considerável que viria a ser o 08 de março: um grupo de operárias saiu às ruas para se manifestar contra a fome e a Primeira Guerra Mundial, movimento que seria o pontapé inicial da Revolução Russa. Dando um salto no tempo, em 1975 a ONU - como dito acima - oficializou essa data, que ao longo dos tempos, em muitos lugares do mundo, tornou-se uma data comercial não tão lembrada pela sua real importância histórica.

Fato é, que ainda nos dias de hoje, nós mulheres continuamos nessa busca incessante por igualdade e respeito, não esquecendo que ainda há muitos problemas a serem resolvidos, como os da violência contra a mulher, do feminicídio, do aborto, e da própria diferença salarial. Esse debate veio à luz, temos muito mais voz e representatividade na atualidade, mas é muito importante nunca esquecermos de que essa luta é de cada uma de nós e não deve ser somente lembrada no dia dedicado a ela, mas também vivenciada em toda sua plenitude, em cada passo que dermos rumo a dias menos turbulentos e mais igualitários.


Mariana Guerra é empresária e consultora de imagem

 

Coloração pessoal: o que é e para o que serve?

Publicado da edição 427 do Jornal do Sol

Alguma vez você se encantou por uma roupa na vitrine, mas ao experimentar sentiu que não a favoreceu? Mais comum do que possamos imaginar isso se dá, entre outras coisas, ao fato da cor daquela peça não compor sua paleta de cores. Mas, o que seria essa tal paleta de cores e no que ela afeta no nosso vestuário? Bem, todos nós temos cores que nos favorecem ou desfavorecem mais e isso acontece basicamente porque temos características pessoais muito individualizadas, como cor de pele, olhos e cabelo. A melhor forma de descobrirmos quais cores destacam mais nossas qualidades e disfarçam nossas imperfeições é realizar nossa análise cromática, que nada mais é que um estudo das cores que mais combinam com essas características pessoais.

A cor da pele, por exemplo, possui muitas nuances e engana-se quem acha que temos apenas uma cor de pele. Isso porque ela é composta por três substâncias: hemoglobina, melanina e caroteno; que formam o subtom da pele e refletem a luz de maneiras completamente diferentes. Entre as diversas vantagens de se descobrir sua paleta de cores através da análise cromática, estão: disfarçar manchas e imperfeições do rosto, suavizar olheiras, iluminar mais a pele, etc. Além claro, de você conseguir fazer escolhas e consequentemente compras mais assertivas, uma vez que conhecerá exatamente a cor que te favorece ou não.

Mas daí vocês me perguntam: “Mas Mariana, quando eu definir minha paleta de cores, tenho que me desfazer de todas as peças que eu tiver no armário e que não façam parte dela?” E eu respondo: “Claro que não!” Você consegue perfeitamente aproveitá-las lançando mão de alguns truques bem simples: vestiu um vestido numa cor que não compõe sua cartela? Use acessórios nas cores que estejam na sua cartela. Brincos, colares, carteiras, ou use um batom da sua paleta de cores. Você vai ver a diferença positiva refletida no espelho. Sempre oriento as pessoas dessa forma, pois a moda e os artifícios que ela nos oferece têm de ser usados a nosso favor e não contra nós.

A diversidade física é o que mais encanta e podemos encontrar dentro dela maneiras de ressaltarmos positivamente essas diferenças e não definir um padrão. O padrão escraviza justamente por na maioria das vezes ser inalcançável e o intuito é justamente o contrário. É saber aproveitar toda e qualquer beleza de forma individualizada. A melhor maneira de fazer bom uso desse autoconhecimento na sua forma de se vestir é procurar um profissional da área (Consultor de Imagem) para que ele possa te auxiliar nesse sentido. Só ele estará capacitado a realizar sua análise cromática e juntamente com você definir sua paleta de cores. Use a coloração pessoal a seu favor e veja sua imagem se transformar positivamente no seu cotidiano.


Mariana Guerra é empresária e consultora de imagem

Moda depois dos 40. Pode tudo?

Publicado da edição 428 do Jornal do Sol

Existe um embate muito grande com relação a esse assunto. Mas porque se discutir isso em pleno 2021, com tanta evolução e conquista na moda, sobretudo pelas mulheres? Acredito que por um motivo bem simples: independente de idade e tipo físico, o que ainda incomoda muitas pessoas é a falta de adequação. Mas o que seria se adequar nesse caso? Nos dias atuais é complicado você definir a idade de alguém apenas olhando para aquela pessoa. Há uma infinidade de tratamentos estéticos e valorização de um estilo de vida mais saudável que podem retardar o efeito do envelhecimento, vamos dizer assim, ou até mesmo escondê-lo.

Bem, antes de escrever a coluna deste mês, fiz uma pequena pesquisa de opinião com algumas mulheres, de diferentes idades e tipos físicos e a resposta quase que unânime foi: “Não, não se pode usar tudo depois dos 40”. Fiquei pensando o que teria levado a esse resultado e pra mim a resposta, como disse acima, é bem simples: o que realmente acho que incomoda as pessoas de uma forma geral é a falta de adequação. Isso serve para qualquer idade, qualquer corpo. O que devemos entender é que há hora e lugar para tudo. Inclusive roupa.

Sendo mais clara: você pode ter 25 ou 40 anos, ter um corpo malhado e estar muito bem fisicamente, mas o que sempre irá contar no fim das contas são suas escolhas para cada ocasião. Sinceramente falando, desde muito nova sempre fui mais discreta e ponderada no meu modo de vestir. Mas por se tratar de um traço de personalidade e estilo pessoal. Não porque fulano ou sicrano me disseram que deveria me vestir ou me comportar assim ou assado. Então, acho que isso deve se aplicar ao estilo pessoal de cada um, aliado à ocasião que por ora se apresentar.

A elegância tem mais a ver com seu estilo pessoal perfeitamente alinhado com seu estilo de vida do que qualquer outra coisa. E ademais, temos que usar nossa idade a nosso favor e não o contrário. Fazendo uma analogia bem simples, é o mesmo que ir à praia de terninho e ir a um compromisso profissional de shortinho e top. Percebem a diferença? Tudo no seu tempo e no seu lugar. Equilíbrio e ponderação, impedem que você esteja inadequada a sua realidade seja com relação a idade ou com relação ao seu tipo físico.

Decotes e fendas exageradas, assim como roupas extremamente largas surtem o mesmo efeito visual: alguma coisa ali está muito fora do lugar. Então minha dica é: use sempre do equilíbrio e da ponderação. Afinal, nem sempre o que é bonito precisa ser explicitamente mostrado ou escondido demasiadamente, não é mesmo? Existe uma linha muito tênue entre liberdade e inadequação.

Basta usarmos do bom senso sempre, em qualquer fase da vida. Ah, caso sinta alguma dificuldade nesse sentido ou na hora de estabelecer um estilo que se enquadre na sua rotina e realidade, procure um profissional da área.Um Consultor de Imagem pode te auxiliar a encontrar sua melhor versão.


Mariana Guerra é empresária e consultora de imagem

Novos tempos

Publicado da edição 426 do Jornal do Sol

Esta coluna tem como assunto principal tudo relacionado a imagem, estilo e comportamento. E como de praxe, esse mês de dezembro vim propor uma reflexão acerca desse ano atípico que vivemos. Como nos comportamos diante de situações extremas e inesperadas? Difícil responder a essa pergunta... e isso se dá por um único motivo: o ser humano é múltiplo e por conta disso não podemos esperar a mesma reação em pessoas diferentes.

Cada um tem uma vivência, experiências de vida e oportunidades diversas. Mas o fato é que diante de uma pandemia como essa que se apresenta, é de se esperar que todos colaborem entre si, mirando no bem estar comum. Não há nada mais elegante que a chamada sensibilidade periférica. É perceber o outro, tudo o que acontece ao seu redor e consequentemente respeitar o espaço alheio. É de suma importância desenvolver a noção de tudo que acontece à sua volta, entendendo que o seu espaço termina onde começa o do outro.

Infelizmente, esse caos que ainda se apresenta diante de nós todos, foi causado principalmente pela ausência do senso de responsabilidade com si e com os demais. Não podemos generalizar é claro, mas o que se percebe é que grande parte das pessoas não conseguiu desenvolver a noção de empatia e respeito. Tudo, absolutamente tudo que nos cerca tem a ver com o outro, uma vez que vivemos em sociedade e o meu comportamento ou atitude reflete diretamente na vida de outras pessoas.

Parece chover no molhado, mas os dias turbulentos que vivemos nos exigem novas regras de etiqueta, vamos dizer assim. A essência é a mesma: regras de comportamento que permeiam nossas relações interpessoais. Porém adaptadas às novas necessidades, sobretudo da manutenção da saúde coletiva. Usar máscara se precisar sair de casa, andar sempre com álcool gel para as horas em que não tiver condições de lavar as mãos com água e sabão, manter o distanciamento sugerido, não promover aglomerações e pra mim o mais importante: sempre, em qualquer situação, respeitar o espaço do outro.

Afinal, você pode até não querer cumprir todas essas regras, mas não prejudique o outro impondo a sua má conduta a terceiros. Nunca imaginei passar por uma situação em que a boa educação me exigisse não cumprimentar com um abraço ou aperto de mão um conhecido... mas é isso, novos tempos, novas exigências. Segue o baile.

Há de chegar o dia em que voltaremos a nos abraçar calorosamente e de nos reunirmos sem medo de estarmos muito próximos uns dos outros. Enquanto esse momento não chega, sugiro que cumpramos todas as regras de nova convivência estabelecidas e levemos a vida com muita fé e esperança de que logo essa tempestade vai passar. Sempre passa! Um Feliz Natal a todos e um novo ano repleto de energia positiva!

A tempo: gostaria de parabenizar o Jornal do Sol pelos 29 anos de trabalho sério comprometido com a verdade e imparcialidade. É um orgulho pra mim figurar entre os colaboradores de vocês.


Mariana Guerra é empresária e consultora de imagem