3ª Festival de Cinema de Trancoso traz o tema “Raízes”

O Festival Internacional de Cinema de Trancoso realiza sua terceira edição de 30 de novembro a 04 de dezembro. De acordo com os organizadores, o evento marca a participação de Porto Seguro e do distrito Trancoso no calendário dos principais festivais de cinema da atualidade. Com o tema “Raízes” o evento exibe e debater filme durante cinco dias, para todas as idades.

Falar de raízes é falar da origem da vida, da construção das manifestações culturais de um povo. A base, o princípio, o vínculo inicial, as conexões e as interfaces. A proposta é fazer uma viagem ao passado, e ao mesmo tempo, falar sobre tendências do futuro. Acreditamos que não é possível compreendermos as transformações, o desenvolvimento, as mutações, se não conhecemos o ponto de partida e os possíveis caminhos a seguir”, afirma Flávia Barbalho, idealizadora e diretora do festival, que tem 25 anos de cinema e televisão. O cinema surge então como instrumento ideal para projetar história, resgatar tradições, abrir as portas para a imaginação.

O festival tem patrocínio da prefeitura de Porto Seguro e da Farmácia Indiana, e parceria com o Canal Brasil. Como em todos os eventos presenciais direcionados ao público em tempos de distanciamento social, as exibições dos filmes acontecem com limitação de pessoas e com adoção de protocolos de prevenção ao Covid-19, na Casa das Festas do Povo, Casa de Perainda, Igreja do Quadrado e Espaço Praia Fly Club, aproveitando a lua cheia. Além das lives, toda a programação é transmitida on-line, pelo site www.festivaldecinemadetrancoso.com.br. A coordenação sugere a doação de um quilo de alimento para as sessões de cinema.

Estão em exibição trabalhos como os filmes Olho Nu Sobre a Vida, de Ney Matogrosso, que é homenageado na categoria excêntricos – juntamente com Neville d´Almeida e Jorge o Mourão; e a Flor da Lua, sobre a Dona Onete, homenageada junto com Maria Betânia pela força de mulheres musicais que tiveram filmes feitos sobre suas histórias. O Pajé Alcino e sua esposa Creuza da Reserva Pataxó da Jaqueira também são homenageados, honrando as raízes da história de nosso Brasil. Humberto Mauro é homenageado histórico nacional, juntamente com Mônica Botelho e Henrique Frade pela criação do Cineport - Festival de Cinema de Países de Língua Prtuguesa. Halder Gomes é o diretor homenageado pelas raízes nordestinas.

Charles Chaplin é homenageado internacional. A primeira turma da Oficina de Cinema teve aulas on-line e gravou um curta metragem inspirado em Chaplin, com o suporte da equipe de produção de cinema. “O filme ficou surpreendente e despertou talentos em todos os aspectos: roteiro, direção, atuação dos participantes, montagem, e foi gravado com telefone!” explica Flávia Barbalho. Ela afirma que a expectativa é de executar um festival com excelência, presencial, muito charmoso, que vai ser replicado numa plataforma digital específica para cinema, nacional e internacionalmente, via internet, para democratizar o acesso. “Que a gente possa transformar a sociedade do Sul da Bahia e seja uma vitrine para esse intercâmbio cultural e para um planeta melhor”.

A diretora espera ainda implantar o mercado audiovisual na região, educando através dos filmes, e capacitando os jovens a fazerem filmes, escritos, produzidos e atuados por eles com o apoio de sua equipe, além de fomentar efetivamente a economia local.

“Queremos estimular o desejo por conhecimento, despertar a comunidade para a criatividade, o cinema, o pensar social para uma sociedade mais íntegra, mais culta e menos individualista e preconceituosa. Cinema é uma forma de desfrutar da nossa preciosa liberdade de se emocionar com a vida, e é por este motivo que não podemos parar! Imaginem o que seria de nós na quarentena sem filmes para assistir?”, diz.

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