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ENTREVISTA: PARRACHO
Naquela mágica madrugada do dia seis de junho de 1939, sob um céu indescritível, enquanto a suave brisa acariciava gentilmente as águas mornas e tranquilas do rio Buranhém, quarenta anos depois, ele terminaria a construção do cais. Entre a Passarela Álcool e a Praça da Bandeira, mais precisamente na Rua Assis Chateaubriand, nascia um dos mais legítimos filhos da Terra Mater, Carlos Alberto de Souza Parracho, 66, ou simplesmente Parracho como todos carinhosamente preferem chamá-lo.
Primogênito de uma família de seis irmãos, filho de Odete Silva e Antonio Fernandes Parracho, mais interessante e melhor seria, editar um livro contando a trajetória de quem tanto fez por esta cidade. Guerreiro por natureza, sensível à causa humana, e dotado de um carisma envolvente, está sempre cercado de amigos e admiradores.
No tempo da guerra
Com o semblante de quem está de bem com a vida, Parracho reflexivo, pára, pensa e volta ao passado. “Tenho na lembrança o tempo da guerra, quando soldados do exército, às duas horas da madrugada, levaram meu pai preso, desconfiando que ele, numa canoa a motor estaria fornecendo gasolina para um submarino alemão”, recorda.
Filho de uma época em que a água chegava de jegue, e era vendida em carotes de vinte litros, Parracho começou sua vida política em 1962, candidatando-se a vereador quatro anos depois. “Fui primeiro suplente por um voto, quando assumi a cadeira de vereador em outubro de 67 com a extinção do mandato do vereador França por falta nas sessões ordinárias”, lembra.
Prefeito em dois mandatos
Prefeito por dois mandatos, contribuindo decisivamente para o desenvolvimento e progresso da cidade, a comunidade reconhece até hoje sua valiosa atuação na área social. “O Regional foi construído por mim, comprei de três médicos com dinheiro da Prefeitura e convênio com o Estado, abrimos a estrada do Arraial para Trancoso na picareta e na enxada, colocamos energia e água em nove distritos e povoados. Participei da construção da delegacia, do Fórum da Justiça e do estádio de futebol, junto com outros governantes que deixaram uma marca de trabalho muito forte, uns mais outros menos, inclusive João Carlos”, afirma.
Em abril de 1969 Porto Seguro recebia a primeira pedra de paralelepípedo para calçamento de ruas implantado por Manoel Carneiro a quem Parracho deu seguimento, e lembra com carinho. “Era um orador de mão cheia, subia no palanque esbravejava, o cabelo vinha pra testa toma lhe água e o povo gostava e batia palmas”, lembra, como se fosse ontem.
A construção do cais
Foi no ano de 46 para 47, no governo de Otávio Mangabeira que Manoel Ribeiro Coelho conseguiu através de um convênio com Estado a construção do cais. “A cidade estava acabando aos poucos o mar estava invadindo o que hoje é a Passarela do Álcool e no meu segundo mandato consegui terminar a construção do cais,” recorda.
Um novo tempo
Tanto tempo depois, respiramos novos ares, transpiramos uma enorme vontade de ver a cidade cada vez mais feliz, assim como crianças inocentes sem conceitos e pré-conceitos. Como elos de uma corrente imaginária e real convidássemos todas as nações de todas as cores a fazerem parte deste imenso recreio de alegria. Cada um tem no “Livro da Vida” o registro fiel daquilo que se fez, ou poderia ter feito. Soberana verdade! No entanto, prevalece o respeito e a consideração por todos aqueles que contribuíram e continuam trabalhando arduamente para que Porto Seguro continue sendo o Berço do Descobrimento, e agora mais do que nunca o seio de todas as nações.
Ping Pong :
Apresentador: Hermano Hening (me ajudou muito a divulgar a cidade)
Comediante: Chico Anísio e Costinha (na sua época)
Ator: Tarcísio Meira e Paulo Gracindo - Atriz: Glória Menezes e Vera Fischer
Programa de TV: Entrevistas e telejornais
Filme: Documentários (aqueles do Canal Cem sobre futebol)
Gastronomia: Lamento ter fechado o Cruz de Malta
Bebida Predileta: Vale Verde (por sinal está aqui) - Manjar dos Deuses: Feijoada light
Livro de Cabeceira: Biografias (todos têm histórias interessantes)
Hobby: Gostava muito da noite
Carro: Landau (tive cinco, nenhum zero, quando puder compro outro)
Cor do Arco-Iris: Azul (apontando para o céu)
Animal de Estimação: Meus dois cães ( Rex e Negão)
Religião: Católico Apostólico “Baiano”
Qualidade de Berço: Servir (estou sempre pronto a servir ao ser humano)
Pior Defeito: Não saber dizer não - Melhor amigo: É difícil dizer, tenho muitos!
Roda de Amigos: São tantos que não posso citar nomes
Ideal Maior: Viver a terceira idade sem dar preocupação
Viagem Inesquecível: Portugal (quando fui conhecer meus tios)
Point de Porto Seguro: Meu Sítio no Arraial e o Rio da Barra, do Bené
E se não morasse aqui: Tinha que ser por necessidade ou oportunidade
Mulher que Admira: Minha mãe Dedé (soube orientar educar e dar castigo na hora certa)
Personalidade: Getúlio Vargas (criador de grandes leis e projetos)
Ídolo: Elvis Presley e Nelson Gonçalves (na adolescência)
Mania: A casa sempre cheia de amigos
Cantor: Dick Farney - Cantora: Betânia Gal, Elizete Cardoso (e de quebra Elis)
Serviço nota 10 da cidade: A energia elétrica
Serviço nota 0 da cidade: As filas dos bancos
Partido Político: Partido Popular - Lula Presidente: Está acertando mais do que errando
Severino na Câmara: Não está preparado (mas não é demagogo)
Jânio Prefeito: Continuo desejando boa sorte e boa administração
Nova Câmara: Está na expectativa, espero que façam um bom trabalho
Sucessão de 2006: Está cedo ainda - Porto do Futuro: Está crescendo muito
Recado para comunidade: Agradeço a consideração dos amigos e correligionários
Quem levaria para uma ilha deserta: Se eu pudesse, um batalhão de gente!
Quem deixaria na ilha: Não tenho nenhum inimigo pra isso!
Uma homenagem: “A cidade deve muito ao ACM, Porto é o que é hoje graças a ele”
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