Farol
de Porto Seguro completa 100 anos
Na última
sexta-feira, dia 21, foi comemorado o primeiro centenário
de inauguração do farol de Porto Seguro. O
aniversário foi marcado com uma programação
especial, lembrando, também, o bicentenário
do nascimento do Almirante Tamandaré, patrono do
Marinha brasileira. A solenidade aconteceu próxima
do farol, na Cidade Histórica, e contou com a presença
de autoridades locais, representantes da Marinha, estudantes
e moradores. A Prefeitura Municipal homenageou o farol e
o Almirante Tamandaré com uma placa, descerrada pelo
prefeito Jânio Natal e o comandante da Capitania dos
Portos de Porto Seguro, capitão-tenente Nei Lira.
O comandante afirmou que “o
Brasil deve se voltar para o mar” e lembrou sua importância
para história e a economia nacional. “Foi pelo
mar que os descobridores tiveram acesso ao Brasil, e 80%
de todo o petróleo consumido no país vêm
das plataformas continentais existentes no solo marinho”,
disse Nei Lira. O prefeito Jânio Natal cumprimentou
a Marinha pelas comemorações, destacando que
se tratam de “um ato cívico que faz parte da
história do município”. O evento teve
a participação da Lira 2 de Julho, regida
pelo maestro Chapoca.
O farol de Porto Seguro localiza-se
na Cidade Histórica, que concentra as principais
construções remanescentes do período
colonial do Brasil. Apesar de se tratar de uma construção
mais recente, o farol integra-se perfeitamente ao cenário
local, compondo o belo acervo histórico que traz,
entre outros destaques, a Igreja Matriz de Nossa Senhora
da Pena, a Igreja da Misericórdia, a Casa de Câmara
e Cadeia e o Marco do Descobrimento.
Os registros existentes revelam que
o primeiro farol de Porto Seguro foi construído numa
área com 64 m de frente por 60 m de fundo, doado
pelo município ao Governo Federal. De acordo com
o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico
e Artístico Nacional), o farol teria sido inaugurado
no dia 10 de julho de 1907, “em sessão extraordinária
do Conselho Municipal de Porto Seguro realizada da Casa
de Câmara e Cadeia”. A solenidade teve as presenças
do coronel intendente José Ribeiro Coelho, do representante
do governo federal capitão-tenente Heráclito
Graça Aranha e do engenheiro Alfredo Setúbal.
Já em 1947, o antigo farol,
que tinha “estrutura de ferro, com escada externa”,
foi restaurado, ganhando sua feição atual.
Segundo o Iphan, a obra teria ficado sob responsabilidade
de Mário Seixas Santos, encarregado de sinalização
náutica da Bahia. O material de construção
utilizado na obra teria vindo de Salvador, transportado
pelo navio Ilhéus. Desde então, a única
mudança pela qual passou o farol ocorreu na década
de 80, quando o prefeito na época, Valdívio
Costa, determinou a demolição da mureta que
delimitava o local.
Os faróis
Nei Lira, da Capitania dos Portos,
explica que os faróis de navegação
compreendem um tipo de torre equipada com um holofote potente,
que emite fachos de luz que orientam as embarcações
que se encontram próximas do litoral.
“Os faróis passam três
informações básicas aos navegadores:
mostra a reta de marcação, a profundidade
local e o rumo em que estão as embarcações”,
explica Lira. Estas informações são
interpretadas com o auxílio das cartas náuticas
utilizadas pelos navegadores. Segundo ele, os fachos de
luz atingem, em média, 18 milhas de distância
– o equivalante a aproximadamente 33 km.
Acredita-se que a origem do farol
remeta à antiguidade, quando acendiam-se fogueiras
ou luzes à base de azeite de oliva ou óleo
de baleia no litoral para orientar as embarcações
que circundavam as costas. O nome farol pode ter se originado
do grego Faros, que é uma ilha próxima à
cidade de Alenxandria, no Egito, onde, em 280 antes de Cristo,
foi construído o Farol de Alexandria, uma das sete
maravilhas do mundo antigo.
Conscientização
ecológica
Também na sexta-feira, na
Cidade Histórica, cerca de 600 estudantes da região,
turistas e moradores participaram do dia de conscientização
ecológica, em comemoração do Dia da
Árvore. Na ocasião, foi o lançado o
projeto Papa-óleo, implantado em parceria com a Abrasel
(Associação Brasileira de Bares e Restaurantes),
a Secretaria do Meio Ambiente, o Ministério do Turismo
e o Sebrae. O Papa-óleo busca estimular a preservação
do meio ambiente de forma sustentável, pelo reaproveitamento
do óleo de fritura residual, e ainda estimular a
geração de emprego e renda.
Até o momento, mais de 30 restaurantes de Porto Seguro
estão envolvidos no projeto, que prevê a orientação
técnica dos profissionais de cozinha para armazenamento
seguro do óleo usado em recipiente apropriado e recolhimento
periódico por uma empresa especializada, para reciclagem
e transformação do produto em sabão.
Com o apoio da Secretaria de Educação,
participaram do evento alunos das escolas municipais Chico
Mendes e Professor Manoel Carneiro (Mirante), do Cambolo
(Cambolo), Padre José de Anchieta (Campinho), Oscar
Oliveira (Paraguai), Professa Raydahlia (Pindorama), Professora
Maria Lúcia (Agrovila), Monteiro Lobato (Parque Ecológico),
Novo Triunfo (Vila Vitória) e Governador Paulo Souto
(Baianão). Também marcaram presença
alunos da Escola Municipal Honorina Passos (Trancoso), do
Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães
(Fontana I) e do Colégio Estadual Pedro Álvares
Cabral (Centro), além de estudantes de Belmonte e
de outras escolas da região.
Durante todo o dia, os estudantes
e demais participantes puderam visitar as diversas tendas
montadas pelos parceiros, com apresentação
do Projeto Papa-óleo, exposição de
projetos de preservação ambiental e distribuição
de mudas de pau-brasil.
Assessoria de Imprensa da Prefeitura Municipal
de Porto Seguro